Blog do jornal CineSemana

Orgulho de Michael Jackson

Exatamente 1227 pessoas se reuniram com o único e louvável propósito de dançar Thriller vestidas de zumbis. O encontro foi realizado na Grã-Bretanha e quebra o recorde de dançarinos zumbis executando a coreografia do hit de Michael Jackson. A equipe do Guinesse levou mais de meia hora para contar os participantes, que, por sua vez, devem ter levado bem mais que isso para se maquiar adequadamente.

O presidente do festival GameCity, onde ocorreu a façanha, declarou que “é muito importante se reunir e dançar Thriller, de Michael Jackson, porque é o que os zumbis fazem quando se reúnem”. Naturalmente. Abaixo você confere um vídeo da preparação da coreografia que entrou para o Guiness e, de quebra, a minha versão preferida para a dança de zumbis, performance dos internos de um presídio nas Filipinas.

11° Festival de Música de Porto Alegre conhece seus vencedores

No domingo passado aconteceu a finalíssima do 11º Festival de Música de Porto Alegre. Passaram pelo palco 36 canções inscritas. Veja quem se destacou:

1º Lugar: Linha, de Tiago Rinaldi;
2º Lugar: Sonego, de Allan Castro e Bruno Morais;
3º Lugar: Num Abril, de Elizabeth Krieger e Edson Guerreiro;

Melhor intérprete: Ro Bjërk – Tempo de Espera
Melhor letra: Tiago Rinaldi – Linha
Melhor instrumentista: Paulinho Cardoso – Tempo de Espera
Melhor Arranjo: Recado – Caio Martinez

Além dos troféus, foram premiadas em dinheiro a melhor música (R$ 4.000,00), o segundo lugar (R$ 2.500,00) e o terceiro lugar (R$ 1.500,00). Também receberam prêmios de R$ 500,00 as seguintes categorias: instrumentista, letra, arranjo e interpretação.

Alan Pinus #49

Novidades da Não

Acabo de receber aqui na redação duas novidades da Não Editora: a primeira reimpressão de Ficção de Polpa Vol. 1, que antes havia sido publicado pela Fósforo, e o segundo livro de contos de Fernando Mantelli, Raiva nos Raios de Sol. Com relação a este último, como tem sido costume nos lançamentos da Não, chamam atenção o projeto gráfico, desta vez assinado por Guilherme Smee, e mais uma bela capa do Samir Machado de Machado. Em breve, o que interessa: uma resenhazinha do livro.

O que há de errado com os trailers?

Um dos tantos diferenciais das salas de exibição em relação ao aluguel de DVD e, mais recentemente, do download de filmes na internet, são os trailers de filmes inéditos. Sua função principal é a de informar o público sobre os novos lançamentos que virão, os títulos programados para os meses seguintes. Alguns outros fatores fazem com que ele seja mesmo parte fundamental das projeções: primeiro, ele estabelece uma atmosfera de expectativa e excitação na espera pelo início do programa principal, um “clima de cinema” que extrapola em muito os aspectos físicos objetivos da tela grande com boa imagem, som cristalino em alto volume e sala escura; em segundo lugar, os trailers auxiliam nas nossas próximas escolhas cinematográficas, nos permitem vislumbrar possibilidades futuras e prolongar a expectativa para além daquela sessão.

Ultimamente, porém, os trailers se transformaram em um verdadeiro desserviço ao espectador, além de uma tremenda chatice. No afã de conquistá-lo a qualquer custo e mirando unicamente na decisão de escolha do próximo filme, eles não se furtam a distorcer por completo o enredo, a temática e até o estilo de uma obra. Quem os produz também parece pouco ligar se, em outros casos, contam toda a sua história, revelam seus desfechos, estragam suas surpresas ou, no caso específico das comédias, jogam na cara do espectador, em um compacto de dois minutos exibido meses antes do lançamento da produção, todas as piadas e tiradas engraçadas de uma só vez, fazendo com que a experiência, depois, ganhe ares de déjà vu.

O exemplo mais recente desta prática se deu no último final de semana, quando fui ver Fatal, de Isabel Coixet. Fui ao cinema dividido entre duas expectativas antagônicas: uma boa, gerada pelo conhecimento prévio do trabalho da diretora e também da história de O Animal Agonizante, de Philip Roth, no qual o filme é baseado; e outra ruim, derivada do trailer que vira dias antes e que mostrava um thriller ancorado em clichês cinematográficos, sustentados pela linha ciúme, obsessão, traição, perseguição e a sugestão do desfecho de sempre. Para minha sorte, o trailer se mostrou completamente enganador, e o filme não caminhou pela via descrita por ele.

Surpreendentemente, pesquisando na internet, encontrei uma versão completamente diferente do trailer do mesmo filme. Ao invés do ar de suspense e da música marcando os pontos de tensão, o que é focalizado são os pensamentos de um homem atormentado pela paixão na velhice, acompanhado por uma trilha musical latina que representa a mulher que é o objeto dessa paixão, algo mais condizente com o título original (Elegy, em português elegia, poema ou canção de lamento). Infelizmente, não foi este segundo o trailer escolhido pelo estúdio e pela distribuidora para ser exibido nos cinemas.

A própria escolha do título brasileiro, Fatal, ajuda a revelar um sórdido mecanismo de enquadramento de todo filme em algum dentre a meia-dúzia de gêneros pré-estabelecidos, mesmo que esta colocação seja feita de maneira constrangida, a marretadas e com a ajuda de um pé-de-cabra. Tal imposição forçada de estereótipos acaba por estabelecer um modelo de expectativas anterior ao espetáculo em si. E isto só pode ser muito ruim, à medida que define o modo como o espectador vai perceber qualquer conteúdo específico, e acaba funcionando como uma espécie de lente distorsiva ou como o uso constante de óculo fumê, que não permitem que as coisas sejam vistas em seu formato e em suas cores verdadeiras.

Cinemateca da CCMQ terá meia-entrada para todos nesta sexta

Em comemoração ao Dia Estadual da Cultura, que é festejado nesta sexta-feira, dia 31 de outubro, no Rio Grande do Sul, as sessões de cinema da Cinemateca Paulo Amorim – Espaço Banrisul de Cinema terão meia entrada para todos. O valor do ingresso será de R$ 4,00 em todos os horários. A Cinemateca fica no térreo da Casa de Cultura Mario Quintana (Andradas, 736) e conta com três salas: Paulo Amorim, Eduardo Hirtz e Norberto Lubisco.

Segundo trailer oficial de Harry Potter e o Enigma do Príncipe foi parar na internet

Como sempre, mais um trailer oficial de Harry Potter e o Enigma do Príncipe, que chega ao Brasil só no dia 17 de julho de 2009, está disponível antes na internet do que nos cinemas. Pelo que a peça indica, há um retorno das partidas de quadribol e um certo flerte de Potter com as bruxinhas, aquela cousa toda da adolescência, vocês sabem…

O cinema, a representação, o real

Por Antônio Xerxenesky
Romancista, autor de Areia nos Dentes (2008, Não Editora)

José Padilha, o talentoso cineasta por trás de Tropa de Elite e Ônibus 174, esteve em Porto Alegre no mês de maio para uma conferência no Fronteiras do Pensamento. Antes de iniciar sua fala, decidiu fazer uma distinção entre “tipos de filme”. Para Padilha, qualidade à parte, havia uma divisão entre filmes preocupados em representar a realidade, como o seu Tropa de Elite, e outros que não tinham essa pretensão, como Alien e Star Wars. Talvez a sua categorização fosse mais complexa; se é o caso, perdeu-se na coloquialidade. O que interessa aqui é que muitos parecem compartilhar dessa visão e eu, pelo contrário, discordo bastante.

O que está em jogo não é mera rotulação, mas sim a questão da mímese, da representação. O tema foi assunto de muitos escritos, desde o clássico Ars Poetica de Aristóteles até o Mimesis, de Erich Auerbach. Será que por um filme mostrar as imagens de traficantes trocando tiros em uma favela no Rio de Janeiro ele está sendo mais “fiel” à realidade do que um que mostra alienígenas, robôs ou zumbis?

Se me perguntassem por um bom filme sobre o 11 de setembro do ponto de vista dos norte-americanos, recomendaria Guerra dos Mundos, de Steven Spielberg, ao invés da escolha óbvia do World Trade Center, de Oliver Stone. Em primeiro lugar, por critérios estéticos. Em segundo, porém, porque é de minha crença que às vezes a representação mais imediata da realidade parece vazia, enquanto aquela que se vale de metáforas ganha muito em sutileza. Mais exemplos? Que tal O Labirinto do Fauno, de Guillermo del Toro, como discussão sobre a Guerra Civil? Brazil, de Terry Gilliam, sobre totalitarismo? A Noite dos Mortos Vivos, de George Romero, acerca da Guerra Fria?

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Parkour, união entre o corpo e a mente

O CineSemana de hoje, dia 24, traz uma matéria sobre Le Parkour, atividade física muitas vezes encarada como esporte de pular prédios. Conforme os traceurs (nome dados aos praticantes) o grande objetivo do PK é superar os limites e treinar a mente e o corpo para superar qualquer obstáculo, seja nas ruas ou na vida.

Também conhecido como L’art du Déplacement,  que em português quer dizer “arte do deslocamento”, o Parkour foi criado na França, nos anos oitenta. David Belle, um dos principais inventores da atividade, aparece em diversos vídeos no You Tube, além de já ter atuado no filme 13º Distrito (Pierre Morel, 2004).

Aí estão alguns vídeos e links. Até a próxima o/

Associação Brasileira de Parkour
Le Parkour Brasil
Blog da Associação Gaúcha de Parkour
Blog Parkour Santa Catarina
Blog Oficial de David Belle

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Arte pelas ruas de NY

Só poderia ser em Nova York, mesmo. Durante todo o mês de outubro, a quarta edição da anual Art in Odd Places (arte em lugares incomuns) está apresentando “Pedestrian on 14th Street, Manhattan”, exposição ao ar livre na rua que divide as partes norte e sul da cidade. A idéia é transformá-la num corredor de arte através de projetos que exploram conexões entre espaços públicos, tráfico de pedestres e perturbações efêmeras.

Se esta caixa fosse largada pelas ruas do nosso Brasilzão, logo seria transforamada em camelô

Se esta caixa fosse largada pelas ruas do nosso Brasilzão, provavelmente logo seria transforamda em camelô

A interessantíssima instalação acima é do artista Eric Doeringer, chamada Free Books. Consiste em caixas de papelão com a inscrição “livros grátis” colocadas em alguns pontos da 14th Street, repleta de livros que podem ser retirados pelos pedestres.

Onde está a arte, alguém poderá perguntar. Além da estranheza da caixa de livros grátis em plena rua, a sacanagem genial consiste no seguinte: as páginas finais de todos os livros foram arrancadas, e o efeito da instalação só se completa depois que o pedestre que retirou o exemplar desavisadamente da caixar tiver lido o livro inteiro e não conseguir descobrir o final.

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