
Javier Bardem, um intruso no universo feminino
Vicky Cristina Barcelona superou minhas expectativas. Muita gente tenta absurdamente resumir o filme à já muy famosa cena do beijo entre Scarlett Johansson e Penélope Cruz. Mas ele é bem mais do que isso. Além do humor woodyalleniano, presente em diversas cenas e, claro, principalmente nos diálogos, há uma Penélope totalmente enlouquecida e genial. Ela rouba o filme para si e, sem que perceba, até o maior fã de Scarlett acaba esquecendo a lourosa musa de Woddy Allen. Também, ao contrário dessa imagem até certo ponto machista que tamanho burburinho acabou sem querer criando ao redor de Vicky…, trata-se de um longa que orbita sobretudo ao redor do universo feminino. Recomendo.
No artigo do CineSemana de hoje (download disponível ao lado), Samir Machado fala da morte de Michael Crichton, autor livros de ficção científica e criador de Jurassic Park. Achei hoje um artigo que aponta as cinco idéias mais malucas de Crichton que, com o passar do tempo, se mostraram nem tão malucas. O original, em inglês, você pode ler aqui, mas deixo um resumo das previsões quase proféticas que o escritor fez ao longo da vida.
Gorilas falantes
No livro Congo, o autor lança a idéia de primatas capazes de usar a linguagem humana para se comunicar. Ainda que cientistas mais céticos duvidem, há dois casos de macacos que aprenderam palavras simples em inglês e sabiam usá-las em frases.
Robôs replicantes
Em Prey, o autor retrata um mundo de robôs que se multiplicam sozinhos. Hoje, cientistas já conseguiram criar robôs que fazem cópias de si mesmos.
Super insetos do espaço
Ainda que não haja notícias de super-insetos extra-terrestres, o livro de Crichton antecipou muitas das questões de biossegurança que hoje são consideradas básicas.
Implantes cerebrais
Em 1972, implantes de eletrodos no cérebro como descritos no livro The Terminal Man eram pura ficção. Hoje, implantes no cérebro ajudam os surdos a desenvolverem alguma audição ajudam os cegos a enxergarem.
Clonagem de seres mortos
No mais clássico trabalho de Crichton, um cientista clona dinossauros. Hoje, já foi possível clonar um rato que estava morto e congelado há 16 anos.
Como o Gustavo já tinha anunciado, entrevistamos o Mano Changes essa semana. O deputado nos recebeu no seu gabinete na Assembléia Legislativa para um informal bate papo sobre o encontro entre arte e política. A íntegra da nossa conversa você confere abaixo, mas posso dizer que foi um alívio entrevistar um político que não fugiu das perguntas. Confira:

Vocalista da banda Comunidade Nin-Jitsu e deputado estadual eleito com 43 mil votos, Mano Changes é a pessoa mais irreverente que se poderia encontrar na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul. Nesta entrevista exclusiva, ele mostra como equilibra a vida de músico e a de político, declara sua opinião sobre a descriminalização da maconha e conta o que acontece quando 54 engomadinhos dividem o mesmo espaço com o autor de músicas como Ah, Eu Tô Sem Erva, Merda de Bar e seu mais recente sucesso, Chuva nas Calcinha.
Por que entrar na política quando você já tinha uma carreira artística consolidada de sucesso?
Tenho, né, a música é a minha profissão, é o amor da minha vida, o que me faz feliz e eu nunca posso deixar de conviver com o palco e as pessoas que gostam das músicas que a gente compõe. Só que a Comunidade [Nin-Jitsu] sempre foi politicamente incorreta, sempre foi uma banda divertida, mas isso não significa que eu não tinha pretensões de ajudar as pessoas. Eu vi que era a pessoa pública que era o Mano Changes pra juventude era uma oportunidade de trazer uma pessoa diferente pra Assembléia, que representasse uma galera que não tem voz aqui ou que não se sente à vontade de estar na Assembléia.
Eu queria contribuir, ajudar e usar um pouco da experiência de vida que eu tenho pra trazer mais representatividade pro jovem. Hoje um dos maiores problemas do nosso País é a falta de oportunidade de emprego pro jovem que está apto ao mercado de trabalho e eu acredito que uma das causas é a falta de representatividade do jovem na política.
Você diz que a Comunidade é uma banda politicamente incorreta, o que reflete em ti. Como você foi recebido na Assembléia pelos outros deputados?
Eles começaram a conhecer a banda depois que eles me conheceram porque eles vivem em outro mundo, até os mais novos não tinham muita referência do que toca no Rio Grande do Sul, o que a gurizada tá ouvindo. Então as pessoas esperavam o Mano um cara polêmico só por ele ser músico e só por ele ser jovem. Mas eu sou um cara de diálogo, eu sou um cara que respeita muito o que as pessoas tem pra dizer. E acho que a política requer isso. Pra representar alguém, tu tem que saber ouvir esse alguém, e mostrando que eu não tenho ranço político, que eu sou um cara aberto a idéias, independente da onde elas vierem, as pessoas viram um cara de diálogo, com cabeça aberta e isso trouxe respeito. Muita gente disse ‘ah, mas olha só o Mano quer aparecer, ele usa terno e camisa pra fora das calças’. Eu uso porque eu me sinto à vontade. Se tu for pensar na maioria dos jovens que vai a casamento, que vai a debutante, a gurizada usa camisa pra fora das calças e hoje é fashion até. A gente tem que estar o mais confortável possível pra poder trabalhar sem ferir o regimento interno, que diz que tem que estar de paletó, gravata e camisa no Plenário, mas não interessa como vai estar a camisa e a gravata.
Você guarda uma camisa sobressalente aqui?
Tem, tá ali [aponta para um armário no canto da sala], com certeza. Eu uso gravata mesmo no Plenário só.
Também não tem porque não usar e criar conflito, né?
Não, claro. O Raul Pont disse pra mim ‘ah tu tem que fazer uma lei pra abolir a gravata, e eu te apoio`. Daí eu disse que não ia fazer lei pra abolir gravata, fazer lei pra me privilegiar. Eu estou aqui pra privilegiar as pessoas, não pra eu me sentir mais confortável, gravata é um respeito ao Estado, ao povo e aos eleitores que acreditam na gente também.
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Preparem-se. Eu e a Julia acabamos de voltar da Assembléia Legislativa gaúcha, onde entrevistamos o Deputado e Vocalista Mano Changes.
Posso adiantar que ele não fugiu de nenhuma pergunta. Falou sobre preconceito por parte dos políticos “ortodoxos” com seu jeitão desleixado (guarda uma camisa amarrotada no armário do gabinete, pras ocasiões de votação no plenário), artistas na política, os perigos de um deputado roqueiro fazendo show em cima de um palco, lei seca e, claro, maconha, que é tema de muitas músicas da Comunidade Nin-Jitsu, banda da qual é o vocalista.

Vossa Excelência Deputado Mano Changes, grande presença no gabinete 1104
Diz o ditado que não se deve julgar um livro pela capa, mas quem resiste? A capa, afinal, é o primeiro contato que temos com um livro e, como diz outro sábio ditado, a primeira impressão é a que fica. Para saber se você tem as habilidades necessárias para entrar em uma livraria e sair com um bom livro só de olhar para ele, é possível testar seus conhecimentos neste site. Você olha para uma capa, dá a sua nota e o site compara sua avaliação com a avaliação dada por leitores no site Amazon.

Como podem ver, James Bond já foi bem mais asseado
CineSemana acertou em cheio, e deu a real sobre Quantum of Solace no dia 3 de julho, quatro meses atrás, quando fez uma brincadeira misturando o nome do agente secreto mais famoso do mundo, James Bond, ao do novato e pós-moderno Jason Bourne.
Pois Quantum of Solace é exatamente aquilo que prevíramos vendo o trailer, muito mais para um quarto episódio da saga de Jason Bourne do que um 007 propriamente.
Fora umas duas cenas bem curtas, o velho glamour de James Bond está ausente do filme. Smoking, apenas por uns 2 minutos, e olhe lá. O filme inteiro ele passa suado, estropiado, cortado, sangrando, sendo explodido, quase-quase-morrendo-por-muito-pouco.

Quem é aquele ali pegando fogo? Matt Damon? Ah, não, é o Daniel Craig
Há uma grande mudança no ritmo do filme, que não permite mais aquela coisa de frui-lo, como até mesmo o Cassino Royale tinha durante o jogo de poker e em outras ocasiões. Nem as cenas em que Bond faz aquela trégua de uma noite nos tiroteios para relaxar nos braços de uma bond-girl dura mais do que um minutinho. O ritmo é alucinante desde o começo, que é marcado por uma perseguição feroz de carros.
Cá entre nós, eu gostava mais do James Bond mais elegante e que prendia (ou matava) todo mundo sem desajeitar o nóda gravata ou ficar suado sequer. Mas não dá pra ignorar que a franquia Bourne fez um sucesso tão grande que vai continuar influenciando todo e qualquer filme de ação nos próximos anos.

Depois de uma quarta-feira bem ocupada fechando a edição da semana (a 54ª, já!), eis que surge tempo pra publicar os melhores momentos da festa de um ano do CineSemana, que rolou na noite da última terça-feira, no Caminito Bar e Café, em Porto Alegre. Agradecimento especial aos proprietários Cristiane Nardes e Pedro Ceratti, bem como à Heineken por jamais acabar a noite inteira e à espumante Don Giovanni, por se multiplicar por geração espontânea nos baldes de gelo.
Como vocês podem ver, o pico tava bombando.

A repórter Julia Dantas (no centro), ficou só contando história pras amigas Emily e Fernanda. Olhem a cara de desconfiada da Emily, à esquerda.

Teve também o encontro histórico dos premiadíssimos designers do jornal, Vinícius Kraskin, o Vini, com a esposa Taciana, e a Cristina Pozzobon, mais conhecida como Cris.

O ilustrador Renan Cintra, que faz as tirinhas do Alan Pinus, veio acompanhado da Fernanda.

Os amigos da Não Editora foram quase os primeiros a chegar. Na foto, Rodrigo Rosp (como sempre, olhando pro lado; será que é pra não mostrar a sereia tatuada na bochecha esquerda?), Samir Machado de Machado e Luciana Thomé.

O Uágner, nosso diretor de arte, arranjou uma amiga num canto da festa. A famosa Torre de Heineken.

Este editor, refutando Andy Warhol e mostrando que os 15 minutos de fama a que todo mundo teria direito viraram 15 segundos (e olhe lá!).

E as meninas Márcia Wallau, Michelle Maman e Clarissa Mentz, executivas de mídia da SLM, também apareceram!

Assim como nossos muy queridos e estimados clientes também compareceram. Aqui, a Lhana Azambuja, gerente de marketing do Banrisul, ao lado do marido Cláudio e do Flávio, diretor da Nova Pauta, na direita.

E está é a super Julmara Figueiró, diretora de marketing do grupo Unificado, espremida entre o Flávio e o Miranda, gerente comercial da ClassiMarketing.

O Luiz Borges (não o Jorge, mas o diretor comercial do Jornal do Comércio), também prestigiou o aniversário do CineSemana.

O Goida, à esquerda, crítico de cinema e colaborador mais que assíduo do CineSemana, ficou de bate-papo com os diretores do GNC Cinemas. E no meio deles, o Flávio, que pelo jeito queria aparecer em todas as fotos!

Em resumo resumidíssimo, foi mais ou menos isso que rolou. Obrigado a todos os amigos, parceiros, clientes, colegas e demais pessoas bacanas que apareceram por lá. E pra finalizar, fiquem com nosso momento jabá (mais do que um comercial justo e merecido, realmente uma recomendação do blog, já que foram fundamentais pro sucesso dessa festa).

