Um ator para o meio da semana
- Publicado quarta-feira, 11.03.2009 por Julia Dantas
- Atores Belíssimos
- 4 comentários »
James Franco, anti-herói de Homem-Aranha e namorado de Sean Penn
em Milk, que hoje foi visto dormindo na sala de aula
James Franco, anti-herói de Homem-Aranha e namorado de Sean Penn
em Milk, que hoje foi visto dormindo na sala de aula

Lembram da menininha loirinha que despontou ao lado de Sean Penn em Uma Lição de Amor, de 2001, atuou com a protegida de Denzel Washington em Chamas da Vingança, de 2004, e a filha de Tom Cruise em Guerra dos Mundos, de 2005? Pois ela cresceu.
Já com 15 anos, Dakota Fanning começa a ganhar espaço em Hollywood com outro tipo de papel bem diferente daqueles, e foi confirmada em duas produções importantes nas últimas semanas. Em The Runnaways, filme que vai contar a história da girl-band que estourou nos anos 1970, ela vai viver a roqueira e cantora principal do grupo Cherrie Currie. Além disso, Dakota também assegurou sua participação na sequência do vampiresco adolescente Crepúsculo, New Moon, também baseada na obra de Stephanie Meyer e que será dirigida por Chris Weitz.
A Segunda Guerra Mundial é uma fonte inesgotável para Hollywood. Só nos últimos meses, vimos vários exemplos, como O Menino do Pijama Listrado, Operação Valquíria e O Leitor, o melhor deles e com a abordagem mais original.
Pois que agora Quentin Tarantino decidiu entrar na dança, e já tem praticamente pronto o seu debut no mundo da luta anti-nazista: Inglorious Basterds, traduzido por aqui como Bastardos Inglórios. O filme, que vai ser protagonizado pelo galã sempre afeito a uns papéis mais durões Brad Pitt, está previsto para chegar ao Brasil somente em outubro deste ano.
Já há trailer circulando direto pela internet, e de quando em vez surge alguma nova imagem ou arte da produção. A julgar por eles, parece bom. Muito sangue ketchup, gritos, violência, aquela coisa que a nova safra de filmes sobre o holocausto tentou deixar de lado por um tempo para tentar outras abordagens.
Confere aí:
Há um grande mistério no mundo das letras que poucos ousam tentar explicar: os livros são publicados cada vez em tiragens menores, tanto que sua morte até já foi propagada diversas vezes (vide isto e mais isto), e há cada vez menos leitores, mas ainda assim, o número de aspirantes a escritores buscando uma primeira publicação parece se multiplicar em progressão geométrica.
Uma das causas disso tudo, além de muito livro ruim por aí, é uma dor de cabeça para os profissionais mais experimentados da área editorial. Pensando nisso, agentes literários e editores resolveram utilizar o serviço de microblogging Twitter para fazer o #Queryfail, um dia inteiro dedicado a debater, através de exemplos os mais diversos – e engraçados -, não apenas o que os novatos devem fazer, mas principalmente evitar na hora de entrar em contato e submeter o seu trabalho à apreciação.
O objetivo, de acordo com matéria do Guardian, era o de educar essa nova geração de aspirantes a escritores tão afoitos, mas o resultado acabou gerando polêmica, sobretudo porque o chapéu serviu pra muita gente, que não gostou nadinha de ver os exemplos publicados (ainda que anonimamente) em tom de deboche ou ironia. Mas verdade seja dita, os absurdos por vezes são tão grandes que fica difícil manter a sobriedade.
Veja alguns exemplos dados pelos profissionais de como ter seu trabalho rejeitado de cara:
1. Não siga as instruções
Ex: “Eu sei que você não publica livros de fantasia, mas espero que possa abrir uma exceção no meu caso”
2. Não inclua nada além do que é requisitado
Ex: Uma foto sua de bizarra de 20 anos atrás
3. Agentes e editores vivem de vender livros. Se você não tem um livro, não perca seu tempo (e o deles)
Ex: ”Tenho uma boa ideia para um livro que é a seguinte…”
4. Acrescente credenciais não profissionais e não relevantes
Ex: “Minha família adorou o final”
5. Pareça ser muito estranho
Ex: “Só mandei este meu livro pra você porque vozes internas me mandaram fazê-lo”
6. Não fique se achando
Ex: “Este é certamente o livro mais encorpado escrito neste novo século, e será capaz de acabar com o atual estado de paralisia criativa da literatura contemporânea”
Pronto. Parabéns. Assim, você pode ter certeza que seu livro jamais será publicado.

Marisa Tomei, de O Lutador

Aos 50 anos, Michael Jackson está de olho na grana pra se aposentar
O rei do pop Michael Jackson resolveu dar um tempo em suas infinitas polêmicas para anunciar uma série de shows em Londres, que ele mesmo definiu como o “fechar das cortinas” de sua carreira na capital inglesa. Será uma temporada de dez noites de espetáculo no O2 Arena, com o primeiro show marcado para 8 de julho. O cantor de 50 anos não faz uma apresentação completa desde 2005, quando, através de um acordo com os acusadores, conseguiu se livrar do processo judicial por abuso sexual de um menor.
A volta de Jackson aos palcos se deve a seu colapso financeiro pessoal, conforme indica o leilão para a venda de objetos pessoais no próximo mês de abril.
Os ingressos para os shows, considerados um grandiosíssimo acontecimento (tanto que só para o anúncio estiveram presentes mais de 2 mil jornalistas), variam entre £50 e £75, aproximadamente R$168 e R$252.
Nota off-topic: Enquanto isso, em Porto Alegre, os tickets para o show de Liza Minnelli no Teatro do Bourbon Country estão sendo vendidos a partir de R$200, podendo chegar a até R$500, e quem quiser ver Burt Bacharach vai ter que desembolsar entre R$250 e R$450.
O blog Design You Trust publicou imagens bem esclarecedoras (ou nem tanto) sobre o processo através do qual o galã Brad Pitt virou aquela versão velhinha e encolhida do Benjamin Button nos cinemas. Vale a pena dar uma conferida. Olha só:

Brad Pitt executando a famosa boca torta de ancião

Hulk? Máscaras mortuárias? Não entendemos nada desta aqui

Ah, o resultado final: Benjamin Button aos 2 (ou 200) anos

Um artigo na Believer anuncia a morte física do cinema. É uma questão interessante que o autor levanta, argumentando que a experiência física que antes era necessária para ver um filme – fosse comprar VHS raros pelo correio, ou buscar o DVD na locadora ou ir a uma sala de cinema – hoje é dispensável graças às novas tecnologias.
Ele é um pouco nostálgico demais para o meu gosto, mas concordo que trocar uma sala de cinema por um filme visto na tela do computador pode ser uma experiência menor. Perde-se a chance de compartilhar a experiência com mais dezenas de pessoas desconhecidas. Mais do que um espaço de exibição de filmes, uma sala de cinema pode ser um laboratório humano. Quem nunca saiu de uma sessão pensando como alguém pode ter rido em uma cena que deveria ser dramática, ou como mais ninguém soluçou de choro na cena final, ou como foi que ninguém entendeu aquela ótima piada em que só você riu? Na sala de cinema temos a experiência individual de ver o filme e a coletiva de ver como os outros o vêem.
O artigo continua para analisar o que alguns estão chamando de cinema pós-cinema, que seriam os filmes feitos para um público disperso, acostumado a informações fragmentadas. São produtos que precisam disputar a atenção do público com as outras mil coisas que ele está fazendo ao mesmo tempo. É uma mudança drástica na manufatura de um filme.
Antigamente, um diretor criava sua obra para um público que estaria fechado em uma sala escura sem nenhuma outra opção a não ser olhar para frente e engolir o que estivesse na tela. Hoje, um filme precisa conquistar a cada cena sob o risco de ser deixado de lado na metade.

Este blog tem uma proposta bem interessante, juntar imagens que representam o momento silencioso da leitura. Como a acima, de Marilyn Monroe, registrada por Elliott Erwitt em 1955.
(CC) Alguns Direitos Reservados - CineSemana ultiliza o WordPress - Desenvolvido por Fernando Leite