Blog do jornal CineSemana

Cuidado com O Cinturão Vermelho

Resolvi ir ver O Cinturão Vermelho na sexta-feira. Cuidado: o filme é muito ruim.

O problema não é o enredo (eu poderia até me declarar um fã de esportes como judô e jiu-jitsu). David Mamet definitivamente foi desastroso. Da primeira linha do roteiro ao último take filmado, o longa é todo de muito baixa qualidade, incluindo as atuações de Rodrigo Santoro e Alice Braga.

O mais frustrante é que, para assisti-lo, tive que deixar para mais tarde As Aventuras de Molière.

Minha dica é para que, em tempos de tantas fitas boas em cartaz (Batman: O Cavaleiro das Trevas é ótimo; WALL-E é genial; e Do Outro Lado é interessantíssimo) ninguém perca tempo com esse filme.

Entrevista: João Pedro Fleck, realizador do Fantaspoa

João Pedro FleckO CineSemana que começa a circular hoje traz uma matéria sobre o IV Fantaspoa – Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre, e uma entrevista com João Pedro Fleck (foto), um dos realizadores do evento ao lado do amigo Nicolas Tonsho. Formado em Administração, o cinéfilo fala sobre a trajetória e detalhes da realização do festival, que começa na segunda-feira, 28. Confira aqui a íntegra da entrevista.

Quais os motivos que o levaram a promover o Fantaspoa?
Existem três principais motivos que nos levam a organizar tal festival: o nosso gosto pessoal por cinema do gênero fantástico; a pouca (ou nula, por assim dizer) distribuição de filmes independentes, principalmente deste gênero; o gosto do público, por filmes dessa temática. Filmes de terror e fantasia estão entre os mais alugados, e quando estes não são grandes lançamentos, muitas vezes acaba não chegando ao grande público, se limitando apenas a países da América do Norte e Europa, ou sendo lançados diretamente em dvd. É interessante comentar que uma boa parte do público do festival não assiste um ou outro filme, mas acompanha intensamente a programação.

Quais as influências para a realização do Fantaspoa?
Somos influenciados por festivais que já contam com mais de duas dezenas de anos. Festivais como o de Sitges, da Espanha, e o BIFFF (Brussels International Fantastic Film Festival), de Bruxelas, estão entre as nossas principais influências. As outras duas maiores influências, eu tive o enorme prazer de acompanhar este ano, e são o Fantasporto, de Portugal, e principalmente o (Amsterdam Fantastic Film Festival), de Amsterdam. Se eu tivesse que dizer qual festival gostaríamos de ser um dia, sem dúvida seria o AFFF.

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Alan Pinus #36

Alan Pinus - 36

O rugby vai ao cinema

rugby

Popular em todo o mundo, no Brasil o rugby permanece quase completamente desconhecido.  Uma das pequenas oportunidades dessa história começar a mudar por aqui passa, também, pelo cinema.

Isso porque Clint Eastwood, ninguém menos que ele, irá dirigir um filme sobre o esporte da bola oval que é jogado sem capacete nem proteções. O filme vai se chamar The Human Factor, e vai contar a história do importante papel que o rugby teve na reintegração do povo na África do Sul após o regime do Apartheid, em 1995. No elenco, as estrelas Matt Damon e Morgan Freeman.

Para quem quiser saber mais sobre o filme ou sobre o esporte, recomendo muito uma vista ao blog DROPOUT, editado pelo Hilton Lima, que trata do tema de uma maneira muito engraçada.

Foto do Flickr de fabdany.

Catarina é o quarto episódio da série Primeira Geração

Caroline Guedes, Ingra Liberato e Nelson DinizA intensa rotina diária (escola, curso de inglês, natação, etc.) e a crise no casamento dos pais levam Catarina, uma menina de dez anos, ao amadurecimento. Este é o enredo do quarto episódio da série Primeira Geração, da RBS TV, que vai ao ar neste sábado, 26, às 12h20.

Com cenas gravadas em Porto Alegre (RS), Catarina tem roteiro de Cristina Gomes e direção de Rafael Figueiredo. No elenco, a menina Caroline Guedes e os atores Nelson Diniz e Ingra Liberato.

Os próximos episódios da série Primeira Geração
2 de agosto: Ramiro, direção de Rafael Figueiredo.
9 de agosto: Kata, de Márcio Schoenardie.

Inovações sobre voz e violão: Jorge Drexler

drexler2Assisti ontem ao show do Jorge Drexler, que está em Porto Alegre graças ao Festival de Inverno. Em mais de duas horas de apresentação, o uruguaio provou que sua fama internacional é mais que merecida. A voz suave, as composições à base de voz e violão e as belas letras já são conhecidas do público, mas o show é uma experiência à parte.

Apenas um banquinho, um violão, uma guitarra e três microfones no palco. A cenografia era totalmente composta pela iluminação. O minimalismo no uso dos holofotes, aliás, foi o que deu mais impacto aos momentos em que a luz era, realmente, o cenário, abrindo-se em um leque de feixes às costas de Drexler ou quando, em total escuridão, o roadie carregou nos braços um spot de luz para segurá-lo sobre o cantor.

Sozinho no palco, Drexler dedilhava o violão sobre uma base eletrônica com sons os mais diversos. Desde o ruído que lembrava um LP rodando no toca-discos até andorinhas sobrevoando Madrid, passando por vozes sobrepostas (“Bem vindos ao aeroporto Salgado Filho” dizia uma gravação feita no dia anterior por um dos técnicos de som que acompanham o músico), os sons pontuavam e se integravam à melodia.  O experimentalismo estava também nos instrumentos inventados pela dupla de técnicos que subiram duas vezes ao palco. Enquanto um segurava um indefinível cubo iluminado que fazia “bipes” agudos, o outro inventava melodias em uma espécie de serrote. O resultado era supreendentemente harmonioso, como foi uma agradável surpresa a inusitada versão de Drexler para Dance me to the end of love, de Leonard Cohen, transformada em uma milonga pelos dedos do uruguaio.

Sempre falante e contador de histórias, Drexler se soltou ainda mais com a presença de Vítor Ramil no palco. Diante deles, parecia que estávamos presenciando uma conversa de mesa de bar em que eles trocavam elogios mútuos, lembravam suas composições em conjunto e trocavam confidências. No quesito música, ambos impecáveis, mesmo improvisando versões não previstas no repertório. Ao final do show, saímos todos satisfeitos, público e músicos, embalados por belas canções.

E o Batman, ein?

Coringa

Fui assistir ao Batman: O Cavaleiro das Trevas ontem com algumas dúvidas. Primeiro: será que corresponderia cinematograficamente a tanta expectativa criada ao seu redor? Segundo: será que tamanha divulgação e propaganda se refletiriam, de verdade, em quantidade de espectadores?

Quanto ao público, dois dados revelam que sim, o número de espectadores foi tão grande quanto se esperava. Nos Estados Unidos, o filme faturou a exorbitante quantia de US$ 158,4 milhões no primeiro fim-de-semana. Isso é o recorde histórico. No Brasil, 775 mil pessoas foram às salas de cinema de sexta até domingo, maior abertura de 2008, disparado.

E o filme em si?

Bom, primeiro, quero deixar claro que não sou fã de super-heróis, e nem mesmo o Homem-Aranha de Sam Raimi, que fez muito sucesso e foi quase uma unanimidade, conseguiu me empolgar. Mas esse Batman é um filmão, mesmo. Motivos, na minha opinião: não pega leve pra tentar fisgar desde crianças até velhinhos, é um filme adulto, violento, com vários momentos de suspense; tem várias ótimas interpretações, além do Heath Ledger, já glorificado por antecipação; bons personagens, quase todos complexos, com seus conflitos internos, alternando doses certeiras de vilania e bondade; boas reviravoltas, que fazem as 2h30 do filme passarem rápido; cenas que, quase sempre, fogem aos clichês tradicionais de filmes de heróis; e o mais importante, o vilão mais legal de todos os tempos, esse Coringa. Não é a toa que, lá no IMDB, o filme está com a cotação 9,6/10 depois de mais de 70 mil votos!

13 coisas que todo homem deveria fazer (sem ser visto)

 Vespa

A Esquire, publicação norte-americana reconhecida por suas listas, digamos, incomuns, publicou mais uma essa semana. De acordo com a revista, são coisas que todo homem tem que fazer na vida, mas não seria nada legal se fosse pego fazendo. Confira:

- Passar creme hidratante

- Visitar o site Howtodateasianwomen.com (como pegar mulheres orientais)

- Desafiar uma criança para um duelo de quem consegue encarar o outro por mais tempo

- Apreciar perfume de um jacinto

- Olhar-se no espelho por cada ângulo que requeira que você gire a cabeça

- Exames nos testículos

- Aprender a costurar

- Fechar os olhos e sorrir com boas lembranças

- Dirigir uma Vespa

- Saborear um Grasshoper, drink à base de creme, crème de menthe e crème de cacao branco

- Sentar na cadeira do chefe

- Chorar com a família vendo o programa Extreme Makeover: Home Edition

- Comer a empregada

Foto do Flickr de confusevision.

Os “inventores da internet” estão de volta?

COL

Quem usa a internet a mais tempo certamente ja ouviu falar (se é que não foi assinante) do CardosOnline, fanzine que era distribuído via e-mail de 1998 até meados de 2001, se não estou enganado.

Dessa turma saíram alguns dos escritores ou “escritores-promessa” da geração que hoje tem vinte e muitos ou trinta e poucos anos, gente como Daniel Galera, Daniel Pellizzari, Clarah Averbuck, além do próprio André Czarnobai, o Cardoso.

Pois bem. Depois de sete anos anos de inatividade, entrou no ar há algum tempo que não sei precisar (mas não faz muuuuito tempo) o site www.inventamosainternet.com, de endereço muy modesto, e que reafirma tudo em seu título: “CardosOnline 10 anos: nós inventamos a internet”.

Por enquanto ainda não há nada lá além da figurinha que inicia este post, mas quem é esperto certamente vai ficar atento ao que acontecerá por lá na seqüência.

Avisei!

Para a alegria dos eruditos

Porto Alegre recebe hoje e amanhã dois grandes nomes da música erudita. O pianista Nelson Freire se apresenta hoje à noite com a Orquestra de Câmara Theatro São Pedro executando Concerto para piano em Lá Menor, de Schumann. Freire é considerado um dos melhores pianistas do Brasil e acaba de chegar da França para as comemorações de 150 anos do São Pedro.

Amanhã, é a vez de João Carlos Martins reger a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre em sua última apresentação do primeiro semestre de 2008. Martins começou na música como pianista, estreando no Carnegie Hall de Nova York para logo depois ser apontado pela crítica como o melhor intérprete de Bach desde o canadense Glenn Gould. Sua carreira ao piano foi interrompida por um acidente durante um jogo de futebol que resultou na perda dos movimentos da mão direita.

Nos 36 anos seguintes, o músico travou diversas batalhas para continuar exercendo sua paixão, enfrentando ainda um tumor na mão esquerda e novas lesões na mão direita.  Amanhã, Martins assume a regência da Orquestra de Porto Alegre, cidade que o recebeu quando ele tinha apenas 15 anos, em sua primeira apresentação fora de São Paulo.

Serviço:

Nelson Freire e Orquestra do Theatro São Pedro
Hoje, segunda, às 21h, no Theatro São Pedro
Galerias central e lateral: R$ 50; Camarote Central: R$ 100; Platéia: R$ 150

João Carlos Martins e Orquestra Sinfônica de Porto Alegre
Amanhã, terça, às 20h30, no Teatro do Bourbon Country
Mezanino: R$ 15; Platéia alta: R$ 20; Platéia baixa: R$ 40; Camarotes: R$ 60

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