A vida, as letras e como uma pode interferir, modificar e redefinir a outra foi a tônica das conferências do escritor cubano Pedro Juan Gutiérrez e do poeta brasileiro Fabrício Carpinejar na noite da última segunda-feira, dia 13 de outubro, em Porto Alegre. O público não chegou nem perto de lotar as dependências do Salão de Atos da UFRGS, como aconteceu nas conferências dos astros Wim Wenders e David Lynch, mas saiu satisfeito com o que viu.
Pedro Juan Gutiérrez, violento no texto e tranqüilo na oratória
Gutiérrez, um tipo sóbrio, quase sisudo, bem diferente do que seria de se esperar do autor de livros tão despojados como Trilogia Suja de Havana e O Rei de Havana, preferiu não falar de política em sua palestra “Vida e Literatura”. Preferiu concentrar sua atenção ao ofício de escritor, que comparou a uma criança que segue na busca de explicações ao longo de toda a existência. O cubano, adepto de uma escrita visceral, sempre realizada à mão ou à máquina, falou em tom confessional sobre ser processo de produção, quando costuma se trancar sozinho em um quarto, conversar com ele mesmo e gesticular. Na escritura de O Rei de Havana, ficou obcecado: parou de tomar banho e barbear-se, bebia muito e chegou a juntar-se a um grupo de mendigos que vendiam tubos de pasta de dente na rua. “Não sei escrever sem mergulhar no livro”, revelou Gutiérrez, de certa maneira certificando a própria tese segundo a qual o escritor está sempre em trânsito entre a loucura e a sanidade.
O performático Carpinejar e os tufos de cabelo que lhe restaram
Tom confessional que, aliás, foi a tônica de Fabrício Carpinejar, bem como uma dose calculada de loucura. Durante a coletiva de imprensa realizada antes das conferências, o poeta já dera uma amostra do que apresentaria ao público ao disparar frases de efeito como “fiz toda minha primeira comunhão de braguilha aberta”. À noite, Carpinejar subiu ao palco do teatro carregando um chifre de boi contendo uísque 12 anos para presentear o companheiro de debates e trajando indumentária típica gaúcha que comprara especialmente para a ocasião: botas, bombacha, guaiaca, camisa branca e um lenço encarnado enrolado ao pescoço, que compunham um visual bem único ao ser combinados com o cabelo cortado com máquina zero (com exceção de dois tufinhos esquecidos propositalmente na parte de trás) e com as unhas coloridas apenas na mão esquerda.
Mas foi com sua apresentação de “As palavras são meu álbum de família: defesa de uma ecologia poética” que Carpinejar conseguiu estabelecer conexão com o público. Ao trazer à tona lembranças da infância, defendeu que não há maior compreensão do que emocionar. “O que é possível conhecer ou aprender com termos como desenvolvimento sustentável?”, ele perguntou, numa espécie de denúncia das palavras ditas sem sentido e expressões sem nada de pessoal. E completou: “Clichês foram feitos para não pensar. As palavras é que formam o comportamento”.
Talvez isso não seja novidade pra muitos de vocês, mas só agora descobri a fantástica banda Gogol Bordello.
Pra mim, é o exato correspondente do personagem Borat no mundo da música. O estilo foi enquadrado em gipsy-punk.
No MySpace dos caras tem quatro músicas para ouvir em streaming, coincidentemente as minhas quatro favoritas. Mas, no caso do Gogol Bordello, a questão visual é tão importante que sugiro que todos tenham seu primeiro contato com a banda através dos videoclipes.
Post um pouco atrasado, mas tenho certeza que vai valer muito a pena a dica que vou dar.
O ótimo site de entretenimento Omelete, em parceria com a produtora Colmeia, criaram o OmeleTV, um vídeo podcast muito interessante para quem gosta de cinema, séries e quadrinhos.
Com esta frase provocativa, o poeta Fabrício Carpinejar arrancou risadas dos jornalistas presentes na coletiva de imprensa realizada agora há pouco, e deu uma amostra do que deve ser a conferência de logo mais, às 19h30, no Salão de Atos da UFRGS, em Porto Alegre, quando dividirá o palco com o escritor cubano Pedro Juan Gutiérrez. Mistura interessante, aliás: o performático Carpinejar com o sisudão Gutiérrez. Promete!
Tá difícil de acreditar, mas lá vai: o site Pitchfork publicou uma matéria (aqui, em inglês) dizendo que o disco-lendaChinese Democracy finalmente será lançado por Axl Rose e sua trupe no dia 23 de novembro nos Estados Unidos.
O detalhe é que a venda por lá será exclusiva da rede Best Buy, e a data foi escolhida para coincidir com o início das megapromoções de final de ano.
Vale notar que esse Chinese Democracy ainda nem foi lançado e já tem a maior cara de velho.
Além disso, Appetite for Destruction, este sim um grande álbum dos Guns N’Roses, será relançado em vinil no dia 28 deste mês.
Pra mim, esse Axl tá dando uma de Romário, e perdendo muitas chances de aposentar com alguma dignidade.
Que tal sentar na frente do computador e se sentir uma estrela de cinema? É a proposta do Hollywood Film Kit USB, uma webcam com estilinho retrô bem simpática, apesar de ocupar muito mais espaço que as convencionais.
Como acessório, também pode vir no pacote um mini-holofote para dar aquele clima de set de filmagem. O brinquedinho pode ser comprado aqui por menos de 15 dólares – que hoje são cerca de R$ 34,50. Mas fica o aviso de que se você entrar no site pode acabar se interessando ainda por um óculos no maior estilo James Bond ou, quem sabe, um porquinho da índia robô. Invenções que não vão mudar o mundo (nem a sua vida), mas podem mudar o seu PC ou a sua idéia de bichinho de estimação.
Por Fábio Elnecave Xavier, 11 anos, aluno da 6ª série do Colégio Monteiro Lobato, em Porto Alegre
Cinema. Aquele avanço tecnológico que te permite ver algum filme, normalmente recém lançado, em uma tela estupidamente grande, com um projetor e caixas de som. Avanço, desde o cinema mudo, preto e branco, às cores, o som, e até a projeção em 3D, primeiro com os óculos com uma lente azul e outra vermelha (que eu nunca entendi como é que funcionava) e agora sem eles (que eu também continuo sem entender como funciona). Mas o cinema também é um avanço desde o primeiro filme que tu assistes, até o dia em que te largam na porta do shopping (ou raramente aeroporto e cinema ao ar livre) com um bando de amigos e pedem pra ligar de volta quando o filme tiver terminado.
O primeiro filme ninguém esquece: um filme da Pixar, um especial do Discovery Kids, etc. Primeiro tu ficas naquele clima de querer muito ver o tal “filme gigante”, mas também com um pressentimento de “acho que alguma coisa não vai funcionar direito” ou um “estou com medo dos vilões do filme”. Quando o filme termina, tudo corre bem, e tu começas a perguntar quando que tu e teus pais vão ir de novo (com exceção daqueles azarados que tiveram que sair no meio de seu primeiro filme porque faltou luz, ou algo do tipo). Daí tu começas a te acostumar com os filmes, vais com mais freqüência, convidas os amigos, até o dia em que tu vais sem os pais, só com uma galera…
Um dos grandes mestres do cinema de ficção científica (ou especulativa), Ridley Scott (de Blade Runner, 1982), está mesmo preparando a adaptação de um dos maiores romances do gênero de todos os tempos: Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley.
Por enquanto, os trabalhos ainda estão concentrados na produção do roteiro.
Quam trouxe a idéia para o diretor foi Leonardo DiCaprio, que deve fazer parte do projeto.
Leia uma pequena entrevista com Scott sobre o assunto aqui (em inglês).
Quem disse que a altura é requisito fundamental para competir em concurso de beleza n’ao conhece o Miss Petite, realizado em Balneário Camboriú.
Até o próximo dia 20 de outubro, candidatas de 14 a 23 anos que tiverem, no máximo, 1,68 metro podem se inscrever no concurso.
As mulheres serão divididas em duas categorias. Aquelas entre 14 e 17 anos disputam o título de Miss
Petite Teen 2009. Já as com idade entre os 18 e os 23 anos competem pela conquista da faixa de Miss Petite 2009.
Ao contrário de 99,99% dos concursos do gênero, nesta última categoria as candidatas podem, inclusive,
ser casadas e ter filhos.
Mais informações pelos telefones (41) 3024-0520 e (41) 3024-0525 ou através do e-mail.