Blog do jornal CineSemana

Fiquem de olho: James Franco

Em versão galã, na trilogia Homem-Aranha

Escrevam aí: James Franco será a próxima grande sensação entre os atores de Hollywood.

O cara possui praticamente todos os atributos que um profissional do ramo precisa pro sucesso absoluto: carismático, engraçado, polivalente, esquisitão, meio largado, estudioso as mulheres acham ele a coisa mais linda do mundo.

Brincadeiras à parte, o cara é mesmo talentoso, o que pode ser comprovado por sua bizarra camaleonisse. É difícil de acreditar que o galã Harry Osborn, o melhor-amigo de Peter Parker e maior inimigo do Homem-Aranha, é interpretado pela mesma pessoa que vive o hilário traficante de maconha Saul em Pineapple Express. Agora, ele vai ganhar um pouco mais de notoriedade (e causar um pouco de polêmica entre suas fãs suspirosas) com sua participação em Milk: A Voz da Igualdade (que chega aos cinemas por aqui no dia 6 de fevereiro), no qual interpreta o namorado do Sean Penn.

Em versão gay, de bigode e cabelo pintados de acaju, em Milk: A Voz da Igualdade

Pois o pessoal do Guardian (que eu nunca me canso de citar por aqui) fez uma ótima entrevista com o cara (aqui o texto completo, apenas em inglês). Entre as coisas mais engraçadas, algumas histórias sobre os métodos pouco ortodoxos que Franco usa para se preparar para seus papéis. Para internpretar Jeames Dean na TV Americana, ele pôs na cabeça que precisava parar de falar com a própria namorada por 4 meses para conseguir um bom desempenho, e assim o fez, entre outras coisas estranhas.

O cara é visto como um maluco pelos colegas em Hollywood pelo que eles consideram um hábito muito excêntrico: ler. Mas não é qualquer leitura. Nos bastidores das produções, ele troca a TV ou os encontros com colegas pela literatura do século XVI, e também tem especial apreço por tijolões de vários quilos e páginas infinitas, tipo Thomas Pynchon e o Ulysses de Joyce.

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Em versão maconheira, como o traficante idiota Saul de Pineapple Express

James Franco, que foi acabar a faculdade só no meio do ano passado, em Los Angeles, agora faz mais duas: escrita criativa e cinema em Nova York. E garante que hoje em dia só trabalha como ator durante suas férias de verão. Mais ou menos como aqueles adolescentes americanos que usam o tempo de descanso pra pegar pequenos trabalhos tipo barman pra juntar um dinheirinho, só que no caso de Franco ele é uma estrela de cinema nesse período.

E pra provar que ele realmente não se leva tão a sério, tal como diz, fez uma série de vídeos pro site Funny or Die, do Will Ferrell, chamados Acting With James Franco, fazendo piada do próprio método de atuação. Olha só:

Uma bela atriz para começar a semana

Scarlett Johansson em The Spirit

Soderbergh quer filmar a vida de Cleópatra em musical rock 3D

Que Steven Soderbergh era um sujeito eclético, todo mundo já sabia. No seu currículo contam coisas tão diversas quanto o denso Traffic, o drama de superação de Erin Brockovic, as comédias de Onze Homens e Um Segredo e a recente trilogia que conta a vida de Che Guevara.

Mas ainda assim ele conseguiu surpreender e disse à revista Esquire que quer filmar a vida da rainha egípcia Cleópatra em um musical de rock 3D. “Você não quer ver isso? Não parece loucura? Essa é a idéia. Eu quero que seja como um musical do Elvis. Divertido, não sério”, disse o empolgado diretor. Loucura, parece mesmo, mas quanto a querer ver isso, ainda não me decidi.

O interessante é que logo depois de fazer essa ode à diversão descompromissada, quando o repórter sugere que a arte é capaz de fazer do mundo um lugar melhor, Soderbergh responde seco:  “Diga isso à garota de 13 anos na Somália que foi apedrejada à morte semana passada após ser violentada por três homens e condenada por adultério, enterrada até a cabeça e apedrejada em frente a mil pessoas. Se a obra completa de Shakespeare não evita que isso aconteça, que valor tem?”.

Admito que ainda não me convenci que Cleópatra dançando rock’n'roll em três dimensões é uma boa idéia, mas é difícil não querer ver um filme de Soderbergh, ainda mais depois de conhecer um pouco mais da mente do diretor. Recomendo a entrevista (infelizmente, só em inglês) repetindo o link: tá aqui.

O épico Austrália e o mistério de Ivan

Fui ontem à pré-estréia de Austrália no GNC Iguatemi e só não digo que me decepcionei porque já não esperava muito. Acho que a Nicole Kidman teve razão em dizer que sentiu vergonha de sua atuação. Hugh Jackman não incomoda, mas também não merece elogios.

O filme conta, essencialmente, duas histórias: a saga para salvar o rebanho de Lady Sarah e, depois, a luta para sobreviver aos bombardeios da 2ª Guerra. Essas duas tramas em nada se relacionam, o que dá a impressão de estarmos vendo dois filmes colados que, por acaso, têm as mesmas pessoas envolvidas.

Acho que os problemas de Austrália estão no roteiro. Os personagens são mal apresentados, rasos, passam por transformações radicais sem explicação alguma e parecem, simplesmente, irreais. Não lembro de momento algum em que Sarah ou o Capataz (aliás, não posso aceitar que esse homem não ganhe um NOME e seja chamado de “capataz” até pela mulher) expressem uma dúvida sequer a respeito do que estão fazendo, e olha que eles estão vendo todas as pessoas que amam morrerem por causa de sua “nobre missão” de vender bois, decidem atravessar uma região desértica à qual ninguém sobrevive e estão constantemente colocando em risco a criança aborígene que adotaram.

O filme também sofre daquele mal que às vezes atinge histórias muito longas. São várias as cenas que têm cara de final – as coisas se resolvem, a câmara mostra um plano bonito, a trilha sobre – mas logo depois tudo continua. Com isso, a saga australiana perde ritmo e os últimos trechos parecem quase descuidados, chegando a inserir uns personagens que surgem do além, não dizem a que vieram e desaparecem sem consequências. O mais incompreensível deles é um tal de Ivan que, juro, não sei o que foi fazer lá. Se alguém descobrir de onde saiu Ivan, por favor me mande um e-mail. Sério.

Tom & Jerry vão ganhar filme

A Warner Bros. comprou os direitos do clássico desenho Tom & Jerry e anunciou que pretende adaptá-lo para o cinema com uma produção de alto orçamento. Segundo informou a Empire, o filme será todo em live-action (a.k.a pessoas filmadas normalmente), e os dois personagens principais serão inseridos digitalmente, tal qual em Alvin e os Esquilos. A trama, absurdamente, não será constituida apenas de pancadaria infinita entre o gato e o rato. Fala-se em mostrar como começou a briga dos dois, em colocá-los ambos perdidos em Chicago e tendo que cooperar um com o outro para voltarem pra casa, enfim. Muito pior que o desenho em 2D.

É só lembrar do desenho pra ter quase certeza: esse filme será um saco

É só lembrar do desenho pra ter quase certeza: esse filme será um saco

A Warner, diga-se, comprou mais direitos de desenhos clássicos da Hanna-Barbera. Outro que em breve deve ganhar os cinemas é Os Jetsons, que será dirigido por Robert Rodriguez.

Ratos de Cinema #5

Oscar 2009: O Curioso Caso de Benjamin Button leva 13 indicações

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O Curioso Caso de Benjamin Button lidera indicações ao Oscar 2009 (Foto: Divulgação)

Sem grandes surpresas, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood divulgou agora há pouco os indicados ao Oscar 2009. O Curioso Caso de Benjamin Button lidera em número de categorias, com 13 no total, seguido por Quem Quer Ser um Milionário?, com dez. Confirmando as expectativas, Heath Ledger vai concorrer postumamente, e como o grande favorito, ao prêmio de melhor ator coadjuvante por Batman – o Cavaleiro das Trevas.

A 81ª cerimônia de entrega do Oscar, que contará com o australiano Hugh Jackman como apresentador, será realizada em 22 de fevereiro no Teatro Kodak de Hollywood (Los Angeles).

Confira a lista completa dos indicados:

Melhor filme
Quem Quer Ser Um Milionário?
Frost Nixon
O Curioso Caso de Benjamin Button
Milk: A Voz da Liberdade
O Leitor

Melhor diretor
Danny Boyle – Quem Quer Ser Um Milionário?
Ron Howard – Frost Nixon
David Fincher – O Curioso Caso de Benjamin Button
Gus Van Sant – Milk: A Voz da Liberdade
Stephen Daldry – O Leitor

Melhor ator
Mickey Rourke – O Lutador
Sean Penn – Milk: A Voz da Liberdade
Frank Langella – Frost Nixon
Brad Pitt – O Curioso Caso de Benjamin Button
Richard Jenkins – The Visitor

Melhor atriz
Meryl Streep – Dúvida
Kate Winslet – O Leitor
Anne Hathaway – O Casamento de Rachel
Angelina Jolie – A Troca
Melissa Leo – Rio Congelado

Melhor ator coadjuvante
Heath Ledger – Batman – O Cavaleiro das Trevas
Josh Brolin – Milk: A Voz da Liberdade
Robert Downey Jr. – Trovão tropical
Philip Seymour Hoffman – Dúvida
Michael Shannon – Foi Apenas Um Sonho

Melhor atriz coadjuvante
Amy Adams – Dúvida
Penélope Cruz – Vicky Cristina Barcelona
Viola Davis – Dúvida
Taraji P. Henson – O Curioso Caso de Benjamin Button
Marisa Tomei – O Lutador

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Globo terá que escolher entre Carnaval e Oscar

É bem provável que a cerimônia do 81° Oscar não seja transmitida no Brasil por nenhum canal aberto de TV. Isto porque a Globo, detentora dos direitos de transmissão do evento, terá uma escolha cruel pela frente, que será resolvida na próxima terça-feira: ou mostra a festa do Kodak Theatre, em Los Angeles, ou a primeira noite de desfile das escolas de samba cariocas.

O mais provável, dizem, é que a Globo opte pelo Carnaval. Acho uma pena, mas entendo o porquê.

Via Blue Bus.

Framboesa de Ouro

Estamos aqui na redação esperando o anúncio dos indicados ao Oscar, mas, como de costume, os indicados ao prêmio anti-herói de Hollywood, o Framboesa de Ouro, foram anunciados antes. Há 28 anos, o Framboesa de Ouro é entregue – ou na maioria das vezes é enviado, já que ninguém costuma ir recebê-los – aos piores trabalhos do ano.

Os “destaques” desse ano são Paris Hilton, com três indicações; Super-heróis: A liga da injustiça, concorrendo a seis estatuetas e o diretor Uwe Boll (do filme anda inédito no Brasil, Postal) que foi alvo das habituais piadas do Framboesa ao ser indicado na categoria “Pior Casal em Cena”, ao lado de qualquer ator, roteiro ou câmera, e ainda receberá a Framboesa pela “Pior Carreira”. Confira a lista completa dos agraciados:

Pior filme
Super-heróis – A liga da injustiça e Espartalhões
Fim dos tempos
A gostosa e a gosmenta
Em nome do rei
O guru do amor

Pior ator
Larry the Cable Guy – Witless protection
Eddie Murphy – O grande Dave
Mike Myers - O guru do amor
Al Pacino – 88 minutos
Mark Wahlberg – Max Payne

Pior atriz
Jessica Alba – O olho do mal
Todo o elenco de Mulheres – O sexo forte - Annette Bening, Eva Mendes, Debra Messing, Jada Pinkett-Smith e Meg Ryan
Cameron Diaz – Jogo de amor em Las Vegas
Paris Hilton – A gostosa e a gosmenta
Kate Hudson – Um amor de tesouro

Pior ator coadjuvante
Uwe Boll – Postal
Pierce Brosnan – Mamma mia
Ben Kingsley – O guru do amor
Burt Reynolds - Em nome do rei
Verne Troyer - O guru do amor

Pior atriz coadjuvante
Carmen Electra – Super-heróis – A liga da injustiça
Paris Hilton - Repo! The genetic opera
Kim Kardashian – Super-Heróis – A Liga da injustiça
Jenny McCarthy – Witless protection
Leelee Sobieski - 88 minutos

Pior casal em cena
Uwe Boll e qualquer ator, câmera ou roteiro
Cameron Diaz e Ashton Kutcher - Jogo de amor em Las Vegas
Paris Hilton e Christine Lakin ou Joel David Moore – A gostosa e a gosmenta
Larry the Cable Guy e Jenny McCarthy – Witless protection
Eddie Murphy e Eddie Murphy – O grande Dave

Pior prólogo, remake, sequência ou cópia
O dia em que a Terra parou
Super-heróis – A liga da injustiça
Indiana Jones e o reino da caveira de cristal
Speed Racer
Star Wars – A guerra dos clones

Pior diretor
Uwe Boll – Postal
Jason Friedberg & Aaron Seltzer – Super-heróis – A liga da injustiça e Espartalhões
Tom Putnam – A gostosa e a gosmenta
Marco Schnabel – O guru do amor
M. Night Shyamalan – Fim dos tempos

Pior Roteiro
Super-heróis – A liga da injustiça e Espartalhões
Fim dos tempos
A gostosa e a gosmenta
Em nome do rei
O guru do amor

Prêmio pela Pior Carreira
Uwe Boll – a resposta da Alemanha para Ed Wood

Transformações radicais

Mais uma lista curiosa aparece nos domínios da internet, essa rede mundial de listas de todas as espécies. Dessa vez, alguém se deu ao trabalho de fazer uma compilação de personagens que exigiram tanta maquiagem e produção que deixaram os atores quase irreconhecíveis.

Brad Pitt e seu Bejnamin Button são o caso mais recente a constar na lista, mas os exemplos são muitos. Tem Benicio Del Toro como lobisomem, Sharon Stone em Alpha Dog, Nicole Kidman como Virginia Woolf e até o brasileiro Rodrigo Santoro como o rei Xerxes. Mas o que mais me chamou a atenção foi a imagem do Tom Cruise em Tropic Thunder, porque não apenas não parece o Cruise, como me lembra o Hunter Thompson de Johny Depp, outro caso, aliás, de ator irreconhecível no papel.

O Tom Cruise de sempre à esquerda; em Tropic Thunder no centro; que parece o Hunter Thompson de Johny Depp, à direita

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