Blog do jornal CineSemana

Um ator para o meio da semana

Matthew Broderick

Uma bela atriz para começar a semana

Meg Ryan. Já teve seus momentos…

Ratos de Cinema #72

Meu filme favorito

ARTHUR DE FARIA, músico e radialista
Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Wood Allen, 1977)

“Porque o Woody Allen é um cara que faz parte da minha vida e do qual eu gosto até dos filmes ruins (sério: eu vi todos). Porque ali ele consegue tocar na mais profunda alma classe média letrada sem ter um pensamento de classe média letrada. Porque alí ele é engraçado como nos seus filmes mais engraçados e profundo como nos seus filmes mais profundos. E, é claro: porque eu nunca mais vi lagostas, uma cozinha, e a vida como ela é sem lembrar daquela cena.”

Um ator para o meio da semana

Liam Neeson

Tom Cruise fala para a Esquire

Para quem lê em inglês, recomendo bastante esta longa conversa (no estilo da Esquire, sem as perguntas, só frases soltas do entrevistado) com Tom Cruise.

Uma bela atriz para começar a semana

Keri Russell

Os games vão ao cinema (e vice-versa)

De olho na popularidade dos games, os produtores de Hollywood vêm apostando cada vez mais em adaptações para a telona. Mas até hoje, a maioria dos filmes baseados em jogos eletrônicos obteve um resultado bem aquém do esperado, como os fracassos de Super Mario Bros. (1993), Street Fighter (1994), Mortal Kombat (1995), e os recentes Doom (2005) e Max Payne (2008). As poucas exceções menos desastrosas incluem Lara Croft: Tomb Raider (2001 e 2003), Resident Evil (2002 e 2004) e Silent Hill (2006).

Neste final de semana foi a vez da versão cinematográfica da série de aventura Príncipe da Pérsia testar a receptividade do público brasileiro. A franquia gamística do acrobático herói árabe foi criada em 1989 pelo artista Jordan Mechner, que assina o roteiro do longa ao lado de Carlo Bernard (de O Último dos Moicanos, 1992). O blockbuster de ação, protagonizado por um sarado Jake Gyllenhaal e dirigido pelo inglês Mike Newell (de Donnie Brasco, 1997), faturou mais de 37,8 milhões de dólares em sua estreia nos Estados Unidos, no dia 28 de maio. Embora o filme de 200 milhões dólares não tenha alcançado o topo das bilheterias norte-americanas – perdendo para Shrek Para Sempre e Sex and the City 2 – conquistou o posto de terceira melhor abertura de uma adaptação de game em toda a história. Pokémon: O Filme (1998) tem a segunda, enquanto Lara Croft: Tomb Raider (2001) tem a primeira colocação.

Ainda que o desempenho nas salas de exibição não seja um desastre completo, boa parte das produções baseadas em jogos costuma desapontar os aficionados pela versão em pixels. Para o escritor e gamer Antônio Xerxenesky, o principal motivo dos sucessivos fracassos está na visão equivocada que os realizadores da indústria cinematográfica têm sobre qual é o público dos jogos. “Os produtores acham que o público gamer é infanto-juvenil, quando na verdade é o público com mais de 20 anos”. Juntamente com este descuido, Xerxenesky ressalta o descaso com os videogames, encarados como uma obra menor e pouco relevante. “Escolhem um diretor de quinta categoria como no caso de Max Payne [John Moore] e realizam um trabalho estético preguiçoso”, critica.

Outra dificuldade em transpor os personagens digitais e suas histórias para a sétima arte reside no fato de a linguagem dos games apresentar suas próprias especificidades. É o caso dos jogos que possuem o chamado “mundo aberto”, onde o jogador não é forçado a fazer alguma missão em específico, podendo vagar por outros lugares em busca de missões que lhe interessam. “Seria impossível adaptar para o cinema o enredo aberto e não-linear de vários jogos”, explica Xerxenesky. O professor de Narratividade e Roteiro para Games da PUC-SP, Fábio Fernandes, também observa uma grande incapacidade de conversão de linguagem devido à discrepância entre a narrativa dos games e a narrativa do cinema. “O game é interativo, enquanto que no cinema o espectador permanece passivo”, enfatiza Fernandes. “Ideais para driblar esse obstáculo na adaptação são os jogos que possuem protagonistas bem definidos e um universo criado previamente, a partir do qual é possível expandir, acrescentando-se mais dados e histórias”, destaca o professor, e cita como exemplos Mass Effect no exterior e Taikodom no Brasil.

Além das constantes versões fílmicas, a influência dos videogames na arte cinematográfica abrange ainda os conceitos estéticos incorporados por alguns diretores em suas obras. “Filmes como 300, de Zack Snyder, e Matrix, dos irmãos Wachowski,  são exemplos clássicos de como a sétima arte absorveu certos conceitos dos jogos”, afirma Xerxenesky em seu artigo sobre games A diversão é para todos, publicado na Revista Vida Simples da editora Abril. Fernandes, por sua vez, considera a utilização da linguagem visual dos games muito interessante, mas dificílimo de se fazer bem feito. “Mídias diferentes também exigem  sensibilidades diferentes”, acentua o professor da PUC-SP.

O caminho inverso: filmes transformados em jogos

O forte apelo junto ao público de superproduções das telonas tem originado o lançamento de jogos digitais. Já entraram para o mundo dos games as franquias de Matrix, O Senhor dos Anéis, Harry Potter, Homem de Ferro, o blockbuster Avatar, os desenhos da Pixar, entre outros longas-metragens. “Os resultados costumam ser desastrosos, salvo exceções, como 007 contra Goldeneye, considerado o melhor jogo de todo o Nintendo 64″, salienta Xerxenesky. “Na maioria das vezes, são jogos preguiçosos, com jogabilidade horrível, lançados para ganhar dinheiro em cima do sucesso financeiro dos filmes”, completa.

*Matéria originalmente publicada na edição 134 do jornal CineSemana.

Ratos de Cinema #71

Meu filme favorito

PENA CABREIRA, escritor e artista plástico
As Aventuras do Barão de Munchausen (Terry Gilliam, 1988)

“Pensei nos de Bergman, até nos dos Irmãos Coen, passando pelos de Hitchcock, etc. Optei por um filme que adoro e que ninguém escolherá: As Aventuras do Barão de Munchausen. Ele representa a ponta de um iceberg poderoso, como outros do próprio Terry Gilliam e a filmografia de dois diretores menos midiáticos, mas não menos importantes: Emir Kusturica e Alejandro Jodorowsky. Diretores de formações distintas que tem em comum uma poética de difícil digestão com alto poder estético.”

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