A oficina O Violão nas Canções Brasileiras tem o propósito de abordar e descortinar questões sobre a importância do violão brasileiro no processo criativo das canções populares. A oficina será ministrada pelo compositor e violonista gaúcho Felipe Azevedo, de 8 de outubro a 26 de novembro, na sala Radamés Gnattali do Auditório Araújo Vianna.
Serão oito encontros com duas horas cada, nas quartas-feiras, das 15h às 17h. A ênfase ao repertório abordado será para canções estilo MPB enfocando a utilização do violão como veículo de criação e expressão.
Reconhecido por grandes nomes da música brasileira como Guinga, Luiz Tatit e Hermeto Paschoal, o compositor e violonista gaúcho Felipe Azevedo vem acumulando credenciais em sua trajetória artística. Vencedor de cinco prêmios Açorianos no Rio Grande do Sul, o compositor também já foi premiado em vários festivais em todo o País.
SERVIÇO O quê: Oficina O Violão nas Canções Brasileiras Data: De 8 de outubro a 26 de novembro, às quartas-feiras Horário: 15h às 17h Local: Sala Radamés Gnattali (Auditório Araújo Vianna, em Porto Alegre) Inscrição: Até 7 de outubro no Araújo Vianna ou pelo telefone (51) 3311-6942. Pré-requisitos: Saber executar batidas no violão tais como Samba, Bossa-nova, Baião, etc. e conhecer acordes básicos consonantes (maiores, menores, sétimos e diminutos) e dissonantes tais como (sétimos maiores, sextas, quinta - aumentada, etc.). A leitura de cifras (acordes) e partitura também é recomendável, mas não é imprescindível. Vagas: 20 Quanto: Gratuita
Última atuação de Newman em um grande filme foi o papel de um gângster
Considerado um dos principais atores de Hollywood, Paul Newman, de 83 anos, morreu na sexta-feira, dia 26, em decorrência de um câncer de pulmão. Newman atuou em mais de 60 filmes em cerca de 50 anos de carreira, até anunciar sua aposentadoria há pouco mais de um ano. Ele foi diversas vezes indicado ao Oscar, mas só ganhou a estatueta de melhor ator em 1986, pelo filme A Cor do Dinheiro. Sua última atuação em um grande filme foi o papel de um gângster inimigo de Tom Hanks em Estrada para Perdição em 2002.
O ator também foi piloto de carros de corrida e criador de uma linha de produtos alimentícios, a Newman’s Own, que tem seu nome e rosto nos rótulos e cujos lucros são integralmente doados para instituições de solidariedade.
A Câmara Brasileira do Livro (CBL) anunciou, nesta terça-feira (23), os vencedores de 20 categorias do 50º Prêmio Jabuti, inclusive as principais como romance, poesia e contos e crônicas. O autor Cristovão Tezza ganhou na categoria romance, com O Filho Eterno. Em segundo lugar ficou Bernardo Carvalho, com O Sol se Põe em São Paulo e em terceiro, Bia Bracher, com Antônio.
Livros do ano de ficção e não-ficção serão conhecidos apenas na cerimônia de entrega das estatuetas, marcada para 31 de outubro.
Confira a lista completa dos vencedores do 50º Prêmio Jabuti:
Categoria Romance
1 - O Filho Eterno, de Cristovão Tezza, Editora Record
2 - O Sol Se Põe em São Paulo, de Bernardo Teixeira de Carvalho, Companhia das Letras
3 - Antonio, de Beatriz Bracher, Editora 34
Categoria Poesia
1 - O Outro Lado, de Ivan Junqueira, Editora Record
2 - O Xadrez e As Palavras, de Marcus Vinicius Teixeira Quiroga Pereira, - Marcus Vinicius Teixeira Quiroga Pereira
3 - Tarde, de Paulo Fernando Henriques Britto, Companhia das Letras
Categoria Contos 1 - Historias do Rio Negro, de Vera do Val, Editora Wmf Martins Fontes
2 - A Prenda de Seu Damaso e Outros Contos, de Jorge Eduardo Pinto Hausen, - Jorge Eduardo Pinto Hausen
3 - Fichas de Vitrola, de Jaime Prado Gouvêa, Editora Record
Considerada o Oscar da televisão, a premiação do Emmy consagrou os seriados 30 Rock e Mad Men, ganhadores nas categorias mais concorridas da 60ª edição do evento, realizado no domingo, dia 21, em Los Angeles.
Para a edição desta sexta-feira do CineSemana, aproveitando a proximidade das eleições, estamos preparando uma matéria de duas páginas sobre bons filmes com conotação política.
Um deles é Adão ou Somos Todos Filhos da Terra (1999). O personagem deste documentário em curta-metragem foi descoberto durante as filmagens de um outro documentário, este bem mais conhecido, Notícias de uma Guerra Particular (1999). O filme é uma pequena obra-prima, e mostra a visão de mundo deste compositor de mais de 500 músicas, que vive numa cadeira de rodas depois de ser baleado diversas vezes. Pra quem tem boa memória, Adão Xalebaradã, depois deste filme, veio a ser convidado para interpretar Exu – que faz a conversão de Dadinho em Zé Pequeno – em Cidade de Deus (2002).
Os Concertos Banrisul para Juventude voltam ao palco do Theatro São Pedro amanhã, dia 23, às 10h e às 15h, em duas apresentações para cerca de mil alunos de escolas de Porto Alegre e arredores. Mais de 47,5 mil crianças e adolescentes já assistiram ao espetáculo, uma parceria do banco com a Orquestra de Câmara do Theatro São Pedro.
Criançada erudita (Foto: Ivan de Andrade/Divulgação)
Um dos motivos do sucesso do projeto, que está comemorando oito anos, é a interatividade promovida entre a orquestra e o público, construída a partir do texto escrito por Luis Fernando Verissimo. Para contar a história de clássicos mundiais como Bach, Mozart e Vivaldi e de brasileiros como Villa-Lobos, Chico Buarque e Tom Jobim, o maestro Carlos Borges Cunha contracena com o ator Sérgio Etchuirri, que interpreta um cômico candidato à músico e conduz a platéia a descobrir, como funciona uma orquestra.
Giba Assis Brasil, um dos fundadores da Casa de Cinema de Porto Alegre (Foto: Agência Bossa/ Divulgação)
A 47ª edição do CineSemana traz entrevista com o montador Giba Assis Brasil, integrante da comissão que foi responsável pela seleção do filme Última Parada, 174, de Bruno Barreto, para concorrer a uma vaga na disputa pelo Oscar. O cineasta revela como se deu essa escolha, fala sobre o atual panorama dos filmes brasileiros e afirma que a boa montagem não é a mais performática, mas aquela que o espectador não percebe.
Ainda que tenha começado a carreira como diretor ao lado de Nelson Nadotti em Deu Pra Ti Anos 70 (1981), Giba se destaca, principalmente, quando o assunto é montar um filme. Fundador e um dos sócios da produtora Casa de Cinema de Porto Alegre, é dele a montagem de quase todas as produções de Jorge Furtado, incluindo o curta Ilha das Flores (1989) e os longas do diretor, entre eles O Homem Que Copiava (2003).
O filme Última Parada, 174 era o seu favorito entre os 14 inscritos para representar o Brasil no Oscar?
A decisão não foi unânime, mas a gente discutiu bastante todos os filmes que estavam inscritos e chegamos a uma decisão de consenso. A decisão foi assumida como sendo de toda a comissão.
Então a escolha não se deu através de uma simples votação, mas de um processo de deliberação sobre qual o melhor filme.
Foi um debate bastante longo, até demorou mais do que eu imaginava. Mas não teve absolutamente nenhuma pressão, nenhuma acusação, foi um debate respeitoso, de ponto de vista. Estava todo mundo representando a sua subjetividade, a sua relação com o cinema. A gente discutiu todos os filmes e fomos afunilando, eliminando alguns e chegamos à decisão final. O combinado é que a gente não exporia os resultados parciais para não gerar uma polêmica desnecessária. Não é que não houve polêmica; foi bastante discutido dentro do grupo, mas não queremos gerar um sentimento de “qual é o segundo lugar, qual é o terceiro lugar”. Todos os 14 filmes estavam aptos a representar o Brasil e nós escolhemos este.
Eu não sei nada sobre cinema. Mas não se irrite comigo, vou provar que posso ser útil.
Mesmo pertencendo a uma casta diferente, tenho consciência da importância de um espaço especializado como este, e não faria dele palco para bradar aos quatro cantos o meu desconforto com a sétima arte. Principalmente porque esse desconforto não existe.
Sou um simples ignorante no tema, do tipo que não consegue viver a cultura cinematográfica como um todo por ser terrivelmente ruim com fisionomias e nomes. Gosto e vou ao cinema com freqüência, mas dificilmente saberia elencar os diretores e roteiristas dos filmes que assisto. No máximo, posso dizer como antipatizo com o Nicolas Cage – aquela implicância gratuita que só quem não tem nada a perder pode divulgar, sem preocupações maiores com argumentação.
Assim sendo, toda a responsabilidade na hora da escolha de um filme recai sobre fatores tidos como secundários por muitos, mas que são meus cães guia na cegueira que sinto numa fila de cinema, antes mesmo das luzes apagarem. E o meu melhor amigo nesta hora é o cartaz.
Entendo que muitos os colecionem e tenham como peças de estimação, mas para mim é apenas uma ferramenta. Logo, encaro ela com seriedade, e cobro que ela represente de fato o que estou prestes a assistir. E os senhores que me desculpem, mas nessa arte eu que sou especialista.
Alguns filmes têm cartazes tão inadequados que sequer deveriam ser assistidos. Xeque-Mate (2006), por exemplo, tem um cartaz que tenta simplificar um roteiro cheio de suspense e viravoltas em um filme de tiroteio “à la” Bruce Willis. Tanto que é o próprio que aparece empunhando duas armas no centro do banner, sendo que nem protagonista é. Nesse assalto ao bom senso, quem perde mais é Josh Hartnett, colocado em segundo plano.
Entendo a razão mercadológica, e que um filme com armas e Bruce Willis tem mais apelo, mas a história simplesmente não é esta.
Outro exemplo estranho é de Meu Nome Não é Johnny (2008). Quando fui assistir, desconfiei muito do gosto de minha namorada, já ensaiando aquela reclamação ciumenta pra cima do Selton Mello. O rapaz aparecia como um gangster, abaixando os óculos escuros, cheirando a enredo policial setentista. Contudo, o filme é muito mais que isso. Nada perto do que o cartaz desvenda.
Talvez tenha funcionado de forma inversa a peça publicitária, já que ela baixou tanto minha expectativa na película que o que veio foi muito bem-vindo.
Portanto, se pintar aquela dúvida na fila do cinema, consultem um incauto que entende de cartazes. Será uma honra ajudar.
Assisti ao novo filme do Breno Silveira (que estreiou dirigindo 2 Filhos de Francisco, em 2005), que entra amanhã em cartaz nos cinemas, e pra falar a verdade não gostei muito do que vi em Era Uma Vez….
Em parte pela alta expectativa (me surepreendi muito positivamente com o 2 Filhos…), em parte porque achei que o filme repete ou tenta repetir alguns elementos que foram marcantes demais em Cidade de Deus, deixando o espectador com aquela sensação de deja-vu em certos momentos.
Uma coisa que me inquietou foi um certo clima de favela limpinha e com vista pro mar. Ok, a intenção do filme não é fazer uma denúncia das condições de vida no morro, mas acho que rolou uma certa esterilização da favela. Fora isso, gostaria de ter conhecido um pouco mais da personagem Nina (ela estuda, trabalha, não faz nada?) para poder compreender melhor algumas das escolhas dela. Por fim, achei a solução final sinceramente desastrada e um tanto forçada. É claro que, desde a metade da fita, vai se criando aquele clima de “algo desastroso está para acontecer”, mas acho que o caminho não poderia ter sido exatamente aquele seguido.
Só a comunidade foi convidada para o festerê
O filme tem qualidades, é claro. As atuações são boas, especialmente de Thiago Martins e Cyria Coentro, e até o Paulo César Grande não foi nada mal. Também há algumas cenas divertidas, especialmente quando o protagonista Dé faz suas tentativas atrapalhadas de conquistar a patricinha da Vieira Souto.
Vai gostar do filme quem aprecia histórias de amor e ao mesmo tempo não se importa com um clima meio “já vi isso antes no Cidade de Deus” no meio disso tudo. É um Romeu e Julieta transportado para Ipanema, no Rio de Janeiro, e ao invés das famílias rivais temos os dois mundos sociais antagônicos em conflito. Nada muito original, mas vá lá: é uma realidade brasileira e que também deve ser refletida pelo cinema.