Blog do jornal CineSemana

Documentário irá mostrar evolução, perigo e glamour da Fórmula 1

Alguns filmes de ficção já tentaram retratar a essência da categornia número 1 do automobilismo na telona e fracassaram. Agora é a vez de um documentário ter a sua chance.

Paul Crowder e Mark Monroe (o mesmo que roteirizou The Cove, doc indicado ao Oscar 2010) irão escrever o roteiro e dirigir o filme, ainda sem título.

A ideia é mostrar a evolução, o perigo e o glamour da Fórmula 1 através de entrevistas com pilotos e chefões e com muitas imagens históricas.

As imagens foram tiradas do blog Old School, onde há muitas outras imagens fantásticas dos velhos tempos da Fórmula 1.

Uma bela atriz para começar a semana

Mariel Hemingway, neta d’O Homem e musa-ninfeta de Woody Allen em Manhattan (1979)

Meu filme favorito

MARTHA MEDEIROS, escritora
Na Natureza Selvagem (Sean Penn, 2007)

“Gosto muito de Na Natureza Selvagem, belamente dirigido por Sean Penn e baseado numa história real. Com uma fotografia e trilha sonora excelentes, o filme resgata um idealismo que não existe mais: o de viver de acordo com nossa essência, e não de acordo com as regras impostas pela sociedade. Emocionante.”

Os indicados ao Oscar 2010

Foram divulgados ontem, dia 2, os indicados à 82ª edição do Oscar. O anúncio contou com apresentação da atriz Anne Hathaway e do presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, Tom Sherak.

Empatados na liderança com nove indicações estão dois filmes com carreiras antagônicas.

O mega blockbuster Avatar, de James Cameron, que já faturou mais de 2 bilhões de dólares, se tornando a maior bilheteria da história.

E Guerra ao Terror, de Kathryn Bigelow (ex-mulher de Cameron), cujo desempenho nas salas de exibição foi tão ridículo nos EUA que a distribuidora resolveu lançá-lo direto em home video no Brasil em meados de 2009, e agora se vê obrigada a voltar atrás por conta das inúmeras indicações do filme e colocá-lo nos cinemas.

Outro destaque vai para o longa animado Up: Altas Aventuras, da Pixar, indicada nas categorias de melhor animação e melhor filme.

Confira todos os indicados:

Melhor Filme
Avatar
Um Sonho Possível
Distrito 9
Educação
Guerra ao Terror
Bastardos Inglórios
Preciosa
Um Homem Sério
Amor sem Escalas
Up – Altas Aventuras

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Um ator para o meio da semana

Guy Pearce, logo mais em cartaz em Guerra ao Terror

Dica para as meninas…

…que quiserem ficar igual aos humanóides de Avatar.

É meio constrangedor, já aviso.

Uma bela atriz para começar a semana

Beyoncé Knowles, que já foi atriz em Dreamgirls, e que no último domingo ganhou seis Grammys pela sua atividade principal, cantar e rebolar

Guia de sobrevivência do RUGBY

Por Hilton Lima

Para o cinema de Hollywood, fazer um filme sobre um esporte pouco familiar ao público americano é um desafio. Sempre que possível, esportes como o futebol são transformados sem dó em beisebol ou futebol americano.

Entretanto, quando a narrativa esportiva é baseada em um fato real e os personagens não são meros desconhecidos, mas figuras históricas como Nelson Mandela, não há a possibilidade de modificar o jogo.

É o caso de Invictus, dirigido por Clint Eastwood e que estreia nesta sexta-feira nos cinemas brasileiros. O filme narra a vitória da seleção sul-africana de rugby na Copa do Mundo de 1995, e conta como este singular esporte conseguiu unir momentaneamente uma nação dilapidada por 40 anos de segregação racial.

Para dar ao leitor uma noção básica do jogo retratado no filme, CineSemana preparou um guia de sobrevivência do esporte. Confira!

O CAMPO

Nem todo estádio do mundo é de futebol

O palco de um jogo de rugby é um campo com dimensões semelhantes a um campo de futebol, mas com aparência de futebol americano. Nas extremidades do campo, estão dois postes ligados por uma trave horizontal, formando um gol em formato de “H”. Embora seja possível pontuar chutando a bola entre estes postes, o verdadeiro objeto de desejo dos jogadores está localizado logo atrás do gol, em uma área chamada ingoal. É nesta área que é marcado o try, a jogada máxima do rugby, semelhante ao touchdown do futebol americano.

O TIME

Nos times de rugby os backs mais atacam enquanto os forwards são defensivos

Em um primeiro momento, o rugby pode parecer uma espécie de futebol americano sem capacetes. Afinal, os dois esportes tem bolas em formato de ovos, balizas em formatos de letras do alfabeto, jogadas que chamam atenção pela truculência e uma forma muito parecida de marcar pontos. Apesar disso, as diferenças param por aí. O rugby tem as suas próprias peculiaridades e não para a cada cinco segundos, ao contrário do seu primo americano. Um time de rugby é formado por 15 jogadores, sendo 8 forwards e 7 backs. Os forwards são os jogadores mais altos e pesados da equipe. São responsáveis pela maioria das disputas de bola e desempenham funções de caráter mais defensivo. Os backs são os jogadores mais velozes e técnicos, que normalmente marcam a maior parte dos pontos. O rugby é um dos poucos esportes no qual é permitido usar tanto as mãos quanto os pés. Os jogadores podem chutar a bola ou passá-la com as mãos para os companheiros de equipe, mas o passe nunca poderá ser para frente.

A PONTUAÇÃO

Try!

Try: ocorre sempre que um jogador apoia a bola no ingoal adversário. Marcar um try dá o direito a uma conversão. Vale 5 pontos.
Conversão: chute a gol, cobrado após a marcação de um try. Vale 2pontos.
Drop goal
: jogada que deu a taça à África do Sul, na final da Copa de 1995, eque poderá ser observada com maior atenção no filme de Clint Eastwood. É um chute de bate-pronto em direção aos postes, que pode ser cobrado em qualquer momento do jogo. Vale 3 pontos.
Pênalti: ocorre após a marcação de uma penalidade. O time beneficiado pela infração poderá escolher, entre outras opções, chutar em direção aos postes. Vale 3 pontos.

O LINEOUT

O balet dos brutos

Jogada executada sempre que a bola sai pelas laterais do campo. As equipes formam duas filas e a bola é disputada no alto após um arremesso de um jogador, que deve ser reto, dando a chance das duas equipes disputarem a bola em condição de igualdade. É comum – e permitido – ver os jogadores levantando os companheiros de equipe para que alcancem a bola antes do adversário.

O SCRUM

Em formação de falange romana

Formação de falange romana

É uma forma de reiniciar o jogo. Os forwards de cada equipe formam uma espécie de falange romana, com o objetivo de empurrar os adversários para obter controle da bola, colocada no meio da bagunça. Normalmente, os scrums são realizados após as seguintes situações:
Knock-on: sempre que um jogador deixa a bola cair para a frente.
Passe para frente: sempre que um jogador passa com as mãos a bola acidentalmente (ou malandramente) para um jogador que está em uma posição mais avançada no campo, o que é proibido.
Bola presa: quando os jogadores ficam impossibilitados de disputarem a bola.

O TACKLE

Criançada também derruba

No rugby também é permitido derrubar o jogador que está carregando a bola. Ao ser derrubado, o jogador deve largar imediatamente a bola no chão para que possa ser disputada pelos outros jogadores. Apesar de ser permitido agarrar e jogar o oponente ao solo, o rugby não é vale-tudo: é proibido, por exemplo, agarrar um adversário acima da linha do ombro, que esteja no ar ou que não esteja com a bola.

O RUCK

Quem escapa da pilha humana, comemora

À primeira vista, o ruck pode parecer um amontoado de atletas se atirando sobre o jogador que está com a bola, com o objetivo de matá-lo por asfixia. Após observar a jogada com mais atenção, continuamos com a mesma sensação. Por isso, é muito importante entender a lógica por trás desta confusa jogada, fundamental no jogo de rugby. Toda vez que um jogador sofre um tackle (é derrubado), ele deve largar imediatamente a bola no chão. A única forma do seu time manter a posse de bola é realizando um ruck, que ocorre sempre que pelo menos dois jogadores estão unidos pelos ombros. Estes jogadores tentarão então “ultrapassar” a bola, imprimindo força física sobre o adversário (que também integrará o ruck, tentando ganhar a posse de bola). A lógica da jogada, portanto, é semelhante ao scrum: a bola deve ser disputada ordenadamente através da força física e da disciplina tática. O ruck possui várias regras que determinam como a bola deve ser disputada pelas equipes, e desobedecêlas normalmente resulta em penalidades que podem dar ao adversário a chance de chutar em gol.

Texto originalmente publicado no CineSemana nº 116

Ratos de Cinema #55

Meu filme favorito

GUSTAVO SPOLIDORO, cineasta e curador do CineEsquemaNovo
O Bandido da Luz Vermelha (Rogério Sganzerla, 1968)

“Por ser um filme único na cinematografia brasileira, um filme tão revolucionário que nada se compara a ele, mais de 40 anos depois de sua realização. O filme mais ousado, louco, moderno, divertido e livre feito na história do nosso cinema.”

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