Foram divulgados pelo Ministério da Cultura na última terça-feira, dia 9, os 14 longas-metragens inscritos para concorrerem a uma indicação ao Oscar em 2009 na categoria melhor filme em língua estrangeira. O representante brasileiro será divulgado até o dia 16 de setembro, e será escolhido por uma comissão formada por seis profissionais do meio audiovisual: Antonio Alfredo Torres Bandeira, Cleber Eduardo, Silvia Rabello, Maria Dora Mourão, Giba Assis Brasil e Paulo Sérgio Almeida. O nome do filme selecionado será enviado aos organizadores do Oscar, que então escolherão cinco indicados vindos de quase uma centena de países para a concorrerem na cerimônia realizada em fevereiro. Confira a lista dos filmes brasileiros inscritos, na qual chama atenção a ausência de Linha de Passe, de Walter Salles e Daniela Thomas:
A Casa de Alice, de Chico Teixera
A Via Láctea, de Lina Chamie
Chega de Saudade, de Laís Bodansky
Era Uma Vez…, de Breno Silveira
Estômago, de Marcos Jorge
Meu Nome Não é Johnny, de Mauro Lima
Mutum, de Sandra Kogut
Nossa Vida Não Cabe Num Opala, de Reinaldo Pinheiro
Olho de Boi, de Hermano Penna
Onde Andará Dulce Veiga?, de Guilherme de Almeida Prado
O Passado, de Hector Babenco
Os Desafinados, de Walter Lima Júnior
O Signo da Cidade, de Carlos Alberto Riccelli
Última Parada, 174, de Bruno Barreto
Qual você acha que deve ser o candidato brasileiro ao Oscar? Responda nossa enquete ao lado.

Se você gosta de jogos do estilo desse, aí vai mais um desafio para você.
Nesse jogo você deve adivinhar a que filme pertence cada uma das 46 letras retiradas de seus cartazes.
O jogo, claro, é em inglês e não é nada fácil. Até o presente momento eu só consegui acertar 8.
Acabo de assistir a Linha de Passe, e achei um filme e tanto. Mantém a tendência da nova safra de filmes brasileiros de voltar mais uma vez os olhos para dentro do próprio país e contar histórias com características bem locais (Wim Wenders apoiaria, certamente).
Quem conhece bem a trajetória cinematográfica dos diretores Walter Salles e Daniela Thomas não vai se espantar com o que verá na telona, mas quem espera algo na linha de Cidade de Deus ou Tropa de Elite está muito enganado. Na verdade, Linha de Passe até dialoga com estes, mas servindo como uma espécie de “negativo”. Ele faz a opção de retratar a pobreza de um ângulo ainda não muito explorado pelo nosso cinema, que é o das pessoas que não são miseráveis nem são bandidas, mas apenas pobres lutando pra sobreviver como podem.
Um ponto do longa-metragem que poderia ser considerado negativo (embora isso seja bem discutível) é o grande número de personagens principais cujas histórias pessoais se alternam no centro da trama. Ao mesmo tempo em que isso dá, ao final, uma noção mais completa da realidade em que vive aquela família paulistana, também dificulta que o espectador “mergulhe” no filme e sinta que realmente conhece cada um daqueles personagens.
Eu recomendo bastante, mas vá ao cinema consciente de que verá um filme reflexivo, autoral, com um ritmo bastante próprio e que pouco tem a ver com as câmeras frenéticas e os cortes rápidos e secos dos últimos sucessos produzidos no Brasil.

Me agrada muito essa tendência de liberar produções culturais de graça na internet. Depois da turma dos músicos (começando com Radiohead, passando por Nine Inch Nails, e, agora há pouco, Marcelo Camelo, entre vários outros) chegou a hora de os cineastas entrarem na moda. O pioneiro não poderia ser outro que não o polêmico e agitador Michael Moore.
O documentarista lançará Slacker Uprising, sobre o sistema eleitoral norte-americano, gratuitamente no dia 23 de setembro no site www.blip.tv. O filme consiste na viagem de Moore por 62 cidades durante a qual ele tentou convencer jovens a tornarem-se eleitores (como nos EUA o voto não é obrigatório, muitas pessoas preferem não participar da eleição).
A maior parte do orçamento de US$ 2 milhões da produção foi paga pelo próprio diretor, que disse esperar, como único retorno, o maior comparecimento de todos os tempos de eleitores jovens nas eleições de novembro. Além do download liberado, um DVD de Slacker Uprising de baixo custo será lançado em outubro.

Ontem pude assistir, em pré-estréia, ao musical Mamma Mia!, que chega aos cinemas oficialmente dia 12 de setembro, sexta que vem. Talvez seja um pouco bizarro fazer uma coisa dessas, mas meu elogio ao filme destaca praticamente só pontos negativos, ou que ao menos seriam considerados negativos em outra produção que não esta.
Tudo o que eu jamais esperava de um filme de um grande estúdio, com orçamento de US$ 52 milhões e repleto de astros como Meryl Streep, Pierce Brosnan e Colin Firth, era um certo ar de amadorismo. E ele está presente em quase todas as cenas do filme, do início ao fim. Essa característica é fundamental para dar um tom despretencioso à produção, que também é muito engraçada.
Chama atenção que, em um musical, alguns dos atores principais simplesmente não sabem canatar, não fazem a menor idéia de como cantar. Salvam-se Meryl Streep e a protagonista Amanda Seyfriend, mas a trio masculino formado por Brosnan, Firth e Stellan Skarsgard é absolutamente péssimo no quesito. O mais estranho é que isso funciona, e muitíssimo bem.
Outra coisa interessante: há várias cenas claramente avacalhadas, onde a piada ou a veia cômica está tão em primeiro plano que não há nenhum constrangimento em descuidar de tudo mais. Se metade dos figurantes errou completamente o tempo da coreografia mas o take ficou engraçado, então valeu. A cena ficou mais brega do que música do Fábio Júnior e isso pode render umas gargalhadas? Ótimo. Essa é mais ou menos a filosofia por trás de Mamma Mia! que, diga-se, soube se apoiar muito bem em uma seleção musical a base de ABBA.

Meryl Streep, relembrando os 4 anos de idade
O final, ao pior (mas, neste caso específico, ao melhor) estilo novela das sete, o espectador quase não acredita que a produção teve coragem de fazer daquele jeito, tão “amador”. Melhor que isso só mesmo os dois números apresentados junto aos créditos finais, que não deixam ninguém ir embora da sala de cinema.
Resumindo, Mamma Mia! é um filme despretensioso, leve e bastante divertido. Desde que não vá esperando uma obra de arte ou algo super sério, só alguém muito ranzinza pode sair do cinema insatisfeito. Os pontos altos são: amadorismo, números musicais bizarros, coreografias avacalhadas, cantorias desafinadas e espontaneidade. Acredite, isso tudo junto funciona!

Alguém com tempo demais sobrando resolveu provar que Christian Bale e o sapo Caco dos Muppets têm muito mais em comum do que qualquer um de nós jamais poderia imaginar. O sujeito, sob o codinome ferdalump, montou uma longuíssima galeria de fotos que quase nos fazem acreditar que o homem que personifica o Batman e o divertido sapo são irmãos separados no nascimento.
Seja dirigindo um carro, como na imagem acima, em momentos descontraídos na praia, em uma formal festa black-tie, arrasando na pista de dança ou arranhando um violão, os dois realmente tem trejeitos parecidos. Mais impressionante, eles têm até expressões faciais semelhantes. E sim, estamos falando de um boneco de pano verde.

Christian e Caco ficam chocados com as fotos reveladoras
A final do Prêmio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa de 2008 será disputada por oito brasileiros, um português e um angolano, conforme anunciou a organização do evento, na terça-feira (02). Os vencedores serão conhecidos no dia 29 de outubro.
Confira quem são os finalistas:
20 poemas para o seu walkman, de Marília Garcia – Cosac Naif / 7 letras (Brasil)
Antonio, de Beatriz Bracher – Editora 34 (Brasil)
Eu hei-de amar uma pedra, de António Lobo Antunes – Objetiva (Portugal)
Histórias da literatura e cegueira, de Julián Fuks – Record (Brasil)
Laranja seleta, de Nicolas Behr – Língua Geral (Brasil)
O amor não tem bons sentimentos, de Raimundo Carreiro – Iluminuras (Brasil)
O filho eterno, de Cristovão Tezza – Record (Brasil)
O sol se põe em São Paulo , de Bernardo Carvalho – Companhia das Letras (Brasil)
Os da minha rua, de Ondjaki – Língua Geral (Angola)
Tarde, de Paulo Henriques Britto – Companhia das Letras (Brasil)
Realizar um filme ao estilo faça-você-mesmo, com duração de 30 a 90 segundos. Essa é a etapa inicial para participar do festival Claro Curtas, que em sua primeira edição aborda o tema “Diversidade e Inclusão”. As inscrições foram abertas ontem (02).
Os três vídeos finalistas serão avaliados pelo Júri formado por cinco profissionais com reconhecida competência na área de cinema: Stephen Hopkins, Sergio Sá Leitão, José Padilha, Tadeu Jungle e Breno Silveira. O grande vencedor leva R$ 50 mil reais.
Maiores informações podem ser obtidas no site do festival.
Quem nunca assistiu as travessuras e confusões da turma do Chaves?
Pois de uns tempos pra cá, a hegemonia de audiência da TV Globo vem sendo ameaçada pelo seriado cômico, que o SBT exibe desde 1984.
No ar das 12h30 às 12h59, o programa humorístico criado por Roberto Bolaños, dividiu ontem (1º/09) o primeiro lugar no Ibope da Grande São Paulo com os telejornais SPTV 1ª Edição e Globo Esporte.
A Globo e o SBT marcaram nove pontos de média nesse horário. Cada ponto no Ibope representa cerca de 55,5 mil domicílios na Grande São Paulo.
O CineSemana apóia a liderança de Chaves na audiência e não poderia deixar de citar uma das célebres frases do personagem, interpretado por Bolaños: “Foi sem querer querendo”.
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