Blog do jornal CineSemana

Gramado 2010: As celebridades

O que enche a cidade de Gramado durante o Festival, infelizmente, não são tanto os filmes, mas o “clima” que se cria com algumas celebridades e subcelebridades circulando pelos hotéis, restaurantes, etc. Um certo “clima de cinema”, é verdade, mas também um certo “clima de Malhação”, como alguém já me disse certa vez.

O que é muito estranho.

Muito estranho porque elas, as celebridades, só atrapalham aqueles que querem usufruir do que a cidade oferece.

Como o caso que testemunhei na noite de sábado, quando o ator José de Abreu entrou em um restaurante lotado e se deparou com cerca de 20 pessoas aguardando mesas, mas não precisou esperar. Ninguém pareceu muito bravo com o “furo”, como se aquilo fosse um direito adquirido (talvez seja, o que sei eu?).

Ou como o caso dos bares e restaurantes da Rua Coberta, que cobravam até R$ 200 reais de consumação para sentar nas mesinhas disposta em local público (muitas das quais permaneceram vazias, até onde pude ver). Inflação tapete vermelho.

Há uma contradição que ainda escapa aos turistas: a glamourização que é feita com o intuito de atrair mais e mais visitantes para a cidade é a mesma que faz esses visitantes esperarem por mais tempo no frio por uma mesa, pagarem mais caro por um hotel ou jantar, entre outros inconvenientes.

E pra quem está lá pelos filmes, sugiro que faça como o meu amigo Goida, que desde sempre aproveita o Festival de Cinema pela manhã.

Gramado 2010: Diário do Festival 17

Clique aqui para ler, na versão em PDF, o Diário do Festival deste sábado, 7 agosto.

Gramado 2010: Avellar defende as mostras paralelas e os filmes fora de competição

José Carlos Avellar (Foto: Edison Vara/Press Photo)

Exclusivamente para os leitores do blog, disponibilizamos na íntegra a entrevista com o crítico José Carlos Avellar, um dos curadores do Festival de Gramado, publicada no jornal CineSemana e que estará também nas páginas do Diário do Festival, publicação oficial do evento.

O papo foi longo, mas valeu. Além do aumento do número de dias do evento, Avellar também falou sobre a escassez de salas em Gramado, sobre o grande momento por que passa o cinema documental e, sobretudo, defendeu as mostras paralelas e os filmes fora de competição como elementos essenciais para o crescimento do festival.

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Gramado 2010

Pessoal,

Logo mais, às 17h, acontecerá oficialmente a abertura do 38º Festival de Cinema de Gramado.

De hoje até o próximo sábado, a equipe que faz o jornal CineSemana e que abastece este blog estará com o olhar voltado para o que acontece na serra gaúcha.

Esperem notícias do festival por aqui. Começando em seguida.

Meu filme favorito

LIMA TRINDADE, escritor
Madadayo (Akira Kurosawa, 1993)

“Este é um filme de aparente simplicidade e extrema delicadeza. O grande diretor japonês narra aqui a vida de um professor que, no ano de 1943, antes do bombardeio de Hiroshima e Nagasaki, decide se aposentar de sua cátedra para se dedicar à carreira de escritor. Não contentes com sua decisão, seus ex-alunos passam a lhe visitar sistematicamente e fazem das datas de seu aniversário uma grande festa e ritual. Nelas, repetem a pergunta que as crianças fazem quando brincam de esconder: ‘Está pronto?’. Ao qual o professor, por sua vez, responde: ‘Ainda não’. Indo além da alegoria, Madadayo traça um sensível retrato da amizade e solidariedade existente entre os homens.”

Um ator para o meio da semana

Ethan Hawke

Uma bela atriz para começar a semana

Winona Ryder

Ratos de Cinema #79

Petiskando Cultura: Filme estranho com gente esquisita

Por Luciana Burnett
petiskandocultura@petiskeira.com.br

Wes Anderson

Para aqueles que não aguentam mais ficção científica, remakes, romances água com açúcar ou psicopatas assassinos, deixamos para esta semana algumas “pérolas” do cinema. Ora nonsense, ora um legal-estranho. Daqueles filmes que a gente fica com dúvida se gostou muito ou detestou. O cineasta norte-americano Wes Anderson é rei de dirigir filmes desse tipo. Estudou Filosofia e na faculdade conheceu o ator Owen Wilson (protagonista do filme Marley e Eu, 2008), e juntos formaram uma parceria cinematográfica. Dos filmes produzidos por Anderson, destacamos três:

Os Excêntricos Tenenbaums (2001): A história foca a vida familiar dos Tenenbaums. Cada filho, com seu estilo diferente, optou por um caminho profissional e obteve sucesso em sua carreira. A trama começa quando Gene Hackman, o pai separado, resolve tentar conquistar a mãe, Angélica Huston, que está prestes a se casar com o contador, Danny Glover. É estranho, louco e legal.

Vida Marinha com Steve Zissou (2004): O cantor Seu Jorge faz participação neste filme e aparece em alguns momentos com seu violão, cantarolando em português sucessos de David Bowie. O filme acompanha o lendário explorador sub-aquático Steve Zissou (Bill Murray), que tenta se vingar da morte de seu amigo que foi devorado por um tubarão. A trilha sonora é ótima. A história tem espasmos de humor e coisas esquisitas.

Viagem a Darjeeling (2007): Na trama, três irmãos que não se falam há tempos, embarcam em um trem pela Índia para uma espécie de “jornada espiritual”. Porém, esta aventura muda o rumo após fatos inéditos e os três ficam perdidos no meio do deserto com 11 malas, uma impressora e uma máquina plastificadora. É aí que o filme começa. Esta comédia tem uma fotografia sensacional.

O legal de Wes Anderson é que ele trabalha com os mesmos atores em vários filmes. Assista os três e tire as suas conclusões.

Beijos, e baldes insanos de pipoca!

Meu filme favorito

JOÃO PEDRO FLECK, presidente do FantasPoa – Festival de Cinema Fantástico
Dias do Paraíso (Terrence Malic, 1978)

“Eu considero esse filme absolutamente perfeito, com uma mistura que poucas vezes foi alcançada entre aspectos visuais e de roteiro, tornando-o inesquecível para os apreciadores do melhor que o cinema tem a oferecer.”

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