Na edição desta sexta-feira (28), o jornal CineSemana traz matérias para os mais variados gostos. Em entrevista exclusiva, o diretor cult de filmes de terror José Mojica Marins, mais conhecido como Zé do Caixão conta suas histórias bizarras e seus novos projetos.
Lucas, o vocalista da Fresno, adianta com exclusividade ao CineSemana as novidades do novo álbum Redenção. A banda deixa de lado o som alternativo agora aposta em músicas mais “suaves”. A estréia da primeira companhia de dança da capital gaúcha e a cobertura do Festival Cinematográfico Internacional del Uruguay.
A programação dos filmes, o roteiro cultural e muito mais, você confere no CineSemana, que a partir de hoje também será distribuído nas ruas de Porto Alegre.

Fui ontem no show da Orquestra Imperial no Opinião. Apesar do nome, a big band carioca não tem nada de orquestra. Formada por gente como o sambista Wilson das Neves, Moreno Veloso (o filho do Caetano), Rodrigo Amarante dos Los Hermanos e a cantora e atriz Thalma de Freitas, o grupo apresenta um repertório de gafieira e composições próprias.
Em Porto Alegre, alguns fãs de Los Hermanos ficaram decepcionados com a ausência de Amarante, mas uma das vantagens de uma banda com mais de 15 pessoas é que uma só não chegou a fazer falta. Animados e dançantes, os integrantes pareciam estar curtindo a festa tanto quanto nós, principalmente Wilson das Neves, a simpatia em pessoa. Para sorte do público, já que o show é muito mais para ser dançado do que visto, a casa não chegou a lotar. Infelizmente a qualidade do som do Opinião deixou muito a desejar. Quem quiser ouvir um pouco do samba imperial pode visitá-los no myspace ou procurar o disco Carnaval Só no Ano que Vem.
O jornal ainda nem começou a rodar na gráfica em Joinville, mas a edição desta semana já está disponível em PDF aqui no blog.
Isso porque, devido ao feriado, a programação do cinema foi antecipada, e as estréias que normalmente chegam às salas na sexta já entram em cartaz nesta quinta-feira.
O grande destaque desta semana é o épico de fantasia As Crônicas de Spiderwick, de Roger Waters. O filme entra em cartaz nos cinemas GNC Praia de Belas, Bourbon Novo Shopping, Iguatemi Caxias, Neumarkt e Balneário Camboriú.
O Sinal, um resgate do cinema noir dirigido e estrelado pelo argentino Ricardo Darín, estréia no GNC Moinhos.
No GNC Neumarkt, em Blumenau, o thriller O Orfanato marca a estréia de Juan Antonio Bayona na direção.
Depois de 30 anos, a Suprema Corte dos Estados Unidos deve reabrir o debate acerca do que é qualificado como “indecente” na transmissão de rádio e TV daquele país. O principal motivo são as eternas brigas entre a Federal Communications Commission, órgão regulador, e as emissoras. As multas aplicadas para cada vez que uma emissora veicular uma obscenidade é de US$ 325 mil, mas as regras para qualificar os padrões de indecência são muito vagas. Segundo definição da comissão, obscenidades são “palavras que sejam derivações da palavra foder, em qualquer contexto, pois elas têm conotação sexual”. A situação vem provocando verdadeiro pânico nas pequenas emissoras afiliadas. Muitas delas têm se negado a transmitir filmes como O Resgate do Soldado Ryan, e também transmitem eventos ao vivo com um atraso de alguns segundos para poderem cortar qualquer deslize vocabular. Paranóia completa!

Conforme prometi, dou segmento aqui à discussão sobre se a animação Horton e o Mundo dos Quem! é realmente um filme conservador. Fui assistí-lo no final de semana bastante curioso, e posso dizer que sim, o filme sustenta valores um tanto conservadores.
Não vou adiantar maiores detalhes agora. Estou preparando uma matéria mais organizada que sai no jornal desta sexta-feira (quem não puder pegar o jornal nos cinemas sempre tem a opção de lê-lo na íntegra aqui mesmo). Lá, além de considerações sobre o filme, também alguns outros casos de produções que tomaram partido em temas polêmicos.
Mas adianto que, concorde ou não com a posição defendida pelo elefante Horton, o filme é bastante simpático e engraçado,e foi capaz de arrancar aplausos do público (na grande maioria formada por crianças e seus pais) que lotavam a sessão. Não me lembro a última vez em que vi aplausos na sala de exibição.
Ainda não assisti ao filme, mas durante o fechamento da 20ª edição do jornal, lendo um pouco sobre a animação Horton e o Mundo dos Quem!, que chega aos cinemas brasileiros amanhã, comecei a bolar uma pseudo-teoria conspiratória aparentemente maluca:
E se esta produção tivesse como objetivo incutir ideais conservadores nas crianças, sobretudo contra o aborto e pesquisas com células- tronco?
Os argumentos, que me vieram naturalmente ao conhecer melhor a trama do filme, são os seguintes:
O enredo trata de Horton, um elefante bonzinho que dedica a vida a uma nobre causa: salvar a vida de seres microscópicos que vivem em um grão de poeira. Claro que, por conta de nem mesmo conseguir enxergar seus protegidos, ele é motivo de chacota dos amigos, mas segue em frente com bravura em defesa de sua ética.
O simpático elefantinho tem um lema muito interessante: “Uma pessoa é uma pessoa, não importa o tamanho que tenha”.
Por último, o filme é da Fox, cujas posições conservadoras são conhecidas e abertamente defendidas pela própria companhia.
Mas eis que, para minha surpresa, descubro que não fui o único a fazer tais relações. O site de notícias G1 acaba de publicar uma matéria com um ponto de vista parecido com este. E pior: pesquisando no Google, descobri que há cerca de duas semanas grupos anti-aborto nos Estados Unidos já adotaram o lema de Horton.
Assim que assistir ao filme, dou minha impressão sobre o assunto. Enquanto isso, sintam-se convidados a opinar nos comentários.
Elas estão em qualquer lugar para onde se olhe. Listas de pessoas mais ricas, de maior público de futebol, de piores filmes, de capas de discos mais feias, etc. Pois o jornalista e crítico de cinema da revista Época, Denerval Ferraro Jr., influenciado por Rob Fleming, o personagem criado por Nick Hornby viciado em fazer listas de músicas para cada situação em Alta Fidelidade (que virou filme em 2000), resolveu publicar um livro com 51 listas totalmente bizarras sobre cinema. 10+ do Cinema tem, entre outros categorias malucas, os dez melhores filmes sobre tribunais, sexo, freiras, Natal, sogras, babás e quebra-cabeças. Veja a lista formulada pelo autor quando o assunto são os vilões:
1 – Hannibal Lecter, de O Silêncio dos Inocentes, 1991
2 – Darth Vader, de Guerra nas Estrelas, 1977
3 – Zé Pequeno, de Cidade de Deus, 2002
4 – Eve, de A Malvada, 1950
5 – Enfermeira Ratched, de Um Estranho no Ninho, 1975
6 – Anton Chigurh, de Onde os Fracos Não Têm Vez, 2007
7 – Cruela De Vil, de 101 Dálmatas, 1996
8 – Saddam Hussein, de South Park: Maior, Melhor e Sem Cortes, 1999
9 – Agente Smith, de Matrix, 1999
10 – Mildered Rogers, de Servidão Humana, 1934
* Foto por Paula Korosue / Globo Livros
O filme A Casa de Alice, dirigido por Chico Teixeira (de Carrego Comigo, 2000), foi eleito melhor filme de 2007, durante a entrega do 4.º Prêmio do Cinema Paulista, nessa segunda-feira (10), no Teatro Popular do Sesi, em São Paulo.
O drama sobre uma típica família de classe média da periferia paulistana desbancou O Magnata, de Johnny Araújo e O Cheiro do Ralo, do diretor Heitor Dhalia (de Nina, 2004). “Difícil falar. Mas desejo muito amor a todos”, declarou Teixeira, ao receber o prêmio, conforme informou a AE.
Confira os vencedores do 4.º Prêmio do Cinema Paulista
Melhor Filme
A Casa de Alice
Melhor Direção
Heitor Dhalia por O Cheiro do Ralo
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