Uma empresa americana criou um espelho e painéis de parede chamados Who Tall Are You? com marcações da altura de personagens históricos, cantores e, principalmente, estrelas de Hollywood. Assim você mata a curiosidade de saber se o Clint Eastwood é tão alto quanto parece nos filmes (sim, ele é), descobre que Jude Law e Brad Pitt têm a mesma altura (e perdem para George Clooney), que Gwyneth Paltrow tem 14cm a mais que Madonna e que Madre Teresa de Calcutá foi menor que Danny DeVito. Conhecimentos que não vão mudar a sua vida, mas começar uma conversa com “ei, você sabia que eu tenho a mesma altura da Christinna Ricci” é sempre mais interessante que comentar a previsão do tempo. A dica é do OhGizmo!.


Nosso entrevistado da semana tem 27 anos de carreira em televisão, 24 anos no cinema, um currículo tão extenso quanto elogiado e muita opinião para dar. A assinatura de Furtado está em filmes como Saneamento Básico – O Filme, Meu Tio Matou um Cara e o clássico Ilha das Flores, além de séries televisivas como Os Normais, Cidade dos Homens e Antônia. Aqui você confere a íntegra da entrevista com os trechos que ficaram de fora da edição impressa.
Você prefere escrever ou atuar na direção?
Na verdade, eu prefiro os dois. Eu prefiro alternar os dois porque são trabalhos muito diferentes. Até pouco tempo eu preferia só escrever. De alguns filmes pra cá, quando eu comecei a fazer os longas, eu comecei a me interessar e me divertir mais com a direção, no trabalho com os atores. O que também é bem extenuante e por isso eu gosto de revezá-lo com o trabalho de escrever. Eu fico até seis meses ou quase um ano escrevendo. E aí fico a fim de dirigir e vou fazer um filme. O escritor fica sentado sozinho, no conforto, em silêncio, e o diretor é o oposto disso. Pode ficar na chuva de pé falando com 500 pessoas o dia inteiro. Mas nunca me passou pela cabeça dirigir um roteiro que não fosse meu.
Como é que você foi parar na TV?
A primeira coisa que eu fiz foi TV, em 1981, na TV Educativa em Porto Alegre. Foi lá que eu comecei, trabalhando como assistente de produção. A gente fazia um programa, um grupo de alunos da Ufrgs. Já existia um movimento de cinema em Porto Alegre, os super-oitistas, o Gerbase, o Giba (Assis Brasil), Ana (Azevedo), Werner (Schünemann), uma turma fazendo super-8. Mas eu comecei na televisão, e mal conhecia essas pessoas. Dentro da televisão a gente fez um grupo para fazer um curta. Meu primeiro filme é de 84, O Temporal, dirigido com o José Pedro Goulart.
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Fontes quentes garantem que a cantora Pitty está grávida, e o pai é Daniel Weksler, baterista da banda Nx Zero.
O fato já foi oficialmente confirmado pela assessora de imprensa da moça.
Já imaginaram que “legal” o casal de roqueiros e seu filho roqueirinho nas páginas de Caras, mostrando o quarto novo do bebê?
Na edição de 4 de abril, uma das matérias principais tratou do cigarro como é mostrado no cinema. Por isso, convidamos o escritor e médico da saúde pública Moacy Scliar para escrever um artigo sobre o tema.
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Fumo e Cinema
por Moacyr Scliar
Em 1951 dois pesquisadores, Richard Doll e Austin Bradford Hill, começaram a estudar, em médicos britânicos, a associação entre fumo e doenças, particularmente câncer de pulmão. Os resultados iniciais indicaram que os fumantes tinham uma mortalidade por câncer pulmonar dez vezes maior que a dos não-fumantes. Desde aquela época, estudo após estudo vem demonstrando a ligação do fumo com numerosos problemas de saúde. Caso você não esteja convencido disso, o que eu duvido, aqui vão algumas recentes informações. Em relação aos não-fumantes, no caso de doença cardíaca fatal o risco é duas vezes maior; duas vezes maior também o risco de acidente vascular cerebral e de úlcera péptica. O câncer da boca, da garganta, do esôfago, do pâncreas, do rim, da bexiga, do colo uterino. é muito mais freqüentes em fumantes, como o são doenças respiratórias, a osteoporose (falta de cálcio nos ossos), certas doenças da retina. Os fumantes têm até mais rugas. Fumar encurta a vida em 5 a 8 anos. E não é a si só que o fumante prejudica. Os bebês de mães fumantes nascem com peso menor, estão mais sujeitos a infecções do pulmão e do ouvido, e apresentam maior risco de retardo mental. As pessoas que estão num ambiente com fumaça de cigarro são prejudicadas, transformando-se em fumantes passivos. Isto tudo sem falar no incêndio, na sujeira, na despesa…
Parar de fumar diminui quase todos estes riscos. Apesar disto, muitas pessoas continuam fumando - ou começam a fumar. E a pergunta é: por quê? Resposta: porque são induzidas a isto. Fumar não é uma coisa natural, nunca foi. As pessoas que começam a fumar passam mal, ficam tontas, nauseadas. Mas, e os índios, alguém perguntará. Eles fumavam, em grandes cachimbos, as folhas de tabaco, mas apenas esporadicamente: um ritual religioso que não chegava a se constituir num problema de saúde.
Aí veio a industrialização. A indústria criou o cigarro, que é mais prático e apresenta uma enorme concentração de nicotina (e de outras substâncias nocivas). Tudo isto com o apoio de maciças campanhas publicitárias que “ensinaram” o público a fumar. O objetivo, como todos sabem, era tornar o fumo glamuroso. O que foi feito de várias maneiras, inclusive através do cinema.
Vamos tomar um exemplo menos conhecido, o do charuto. Charuto, nos Estados Unidos, era uma coisa mal-vista. Por uma razão simples: gangsters muito conhecidos fumavam charuto e eram freqüentemente fotografados assim. O que fez a indústria? Em primeiro lugar, “convenceu” os jornais e revistas a não publicarem mais tais fotos, mas sim as de gente charmosa - atores, esportistas - fumando charutos. O auge da campanha foi alcançado quando Ingrid Bergman, então uma atriz famosa, apareceu num filme dizendo que adorava fumantes de charuto.
Em 2007 o Instituto de Medicina da Academia de Ciências dos Estados Unidos fez um estudo concluindo que:
• Nos filmes, são glamurizados os personagens que fumam, especialmente os jovens;
• O uso de fumo nos filmes estimula jovens a fumar. Jovens não-fumantes que vêem seus astros favoritos fumando têm dezesseis vezes mais chances de começar a fumar do que outros jovens;
• O fumo no cinema é responsável pela iniciação ao cigarro de 52% dos adolescentes.
Quando a propaganda do tabaco foi abolida na tevê, as companhias de cigarro americanas voltaram-se para o cinema. E há nisto uma ironia: quando traillers de filmes são mostrados na tevê, atores e atrizes aparecem fumando, o que é uma burla da lei.
Um filme antigo esse, que mostra os interesses da indústria do tabaco. Tão antigo como os faroestes. E neste filme, o bandido sempre vence.

O vocalista da Fresno, Lucas Silveira, mostrou em primeira mão para o CineSemana o novo álbum Redenção, que chega às lojas dia 15 de abril, e comentou cada uma das faixas. Confira:
1 - Sobre todas as coisas que eu…
Com apenas um minuto, essa faixa de introdução do disco à base de teclados serve para preparar o clima e também para dar unidade ao trabalho. “Ao mesmo tempo em que ela se liga à segunda música por conta do título, também conta com alguns elementos que vão se repetir de propósito em todas as outras.”
2 - Não quero lembrar
É a primeira música de fato, e sintetisa o álbum. “Decidimos abrir com esta, pois mostra tudo o que vai ter no disco: mais suavidade, timbres de guitarra diferentes e que agora se sobressaem muito mais, teclado bombando e bateria econômica”.
3 - Uma música
Primeiro single do disco, está tocando nas rádios de todo País desde a última quinta-feira. Foi escolhida como o carro-chefe por ter uma linguagem musical mais universal. “Até a mixagem dessa música foi diferente, deixa a letra falar muito mais que o instrumental. Não queremos limitar nosso público pela idade, então tem que agradar a todo mundo”.
4 - Contas vencidas
O primeiro registro dela foi no MTV Ao Vivo 5 Bandas de Rock. “Apesar de não ter sido trabalhada, essa música estourou sozinha. O público adora e é uma das mais cantadas nos shows. E no disco ficou excelente.”
5 - Desde quando você se foi
Uma balada pop rock clássica. “Essa é pra ser tocada em um estádio, com a galera girando camiseta. É candidata a ser o próximo single. Aqui fica bem claro como os vocais estão mais suaves.”
6 - Redenção
A mais pesada do disco. “Ela é muito rock. Mas apesar de ter a guitarra mais forte, pra mim ela é a mais pop também. E a Redenção a que a música se refere é o próprio parque de Porto Alegre, fala sobre uma ex-namorada indo pra lá com um cara novo.”
7 - Alguém que te faz sorrir
Regravação da música presente no disco Ciano, ganhou uma roupagem diferente e inusitada. “Versão surpreendente, 100% eletrônica e só com um violãozinho. As programações são sempre eu que faço, mas essa foi feita pelo Bonadio (produtor), por ser mais pop, e ficou muito bom. Ainda quero ver essa aqui na novela das oito.”
8 - Passado
Dá pra sentir de longe a influência de The Killers nesta faixa. “Foi uma das primeiras músicas a ser composta, mas mudou bastante desde então. Também tem uma grande participação do Tavares nos vocais principais. E rola uma apoteose no final.”
9 - Good-bye
É a balada pop que todo disco, para o bem ou para o mal, acaba tendo. “Essa é bem Dashboard Confessional, tem até uma viola. Ficou pop até demais, mas não porque essa fosse a intenção, ela simplesmente nasceu assim.”
10 - Europa
Conta com um baixo grave, em alto volume e bastante distorcido, seguido por uma guitarra rapidíssima. “É o som mais cavalo do disco. A influência aqui é Anberlin. É a única música composta por todos os integrantes juntos, surgiu enquanto a gente fazia uma jam. Tem um riff de guitarra muito marcante.”
11 - Você perdeu de novo
Segue a linha da parte final do disco, com faixas mais pesadas. “Essa não tem muita frescura. Mas tem um último resquício da fase pop punk da banda. Aqui está o único solo de guitarra do álbum inteiro, ao melhor estilo rock n’ roll tosco.”
12 - Polo
É o maior sucesso da banda, foi a música de trabalho do MTV Ao Vivo 5 Bandas de Rock. “Empurramos essa música para o final do disco para que as pessoas o ouvissem inteiro. Não mudou praticamente nada, só o timbre de teclado. É o primeiro registro dela em estúdio.”
13 - Milonga
Melhor faixa do álbum. Começa com uma guitarra limpa e agressiva no estilo Foo Fighters, depois ganha muitos samplers e um ritmo dançante. “Essa é a música que eu mostro pros artistas, é a mais conceitual e diferente. O refrão da primeira música é retomado, só que agora bem triste.”
Bate-papo com Tânia Baumann, uma das fundadoras da Porto Alegre Cia.de Dança e diretora do espetáculo Olhos Fechados no Sol, e Mark Sieczkarek, primeiro coreógrafo convidado para trabalhar com o grupo.
A idéia é sempre trazer um coreógrafo de fora para trabalhar com a Companhia?
Tânia: Não, não tem nada fechado com relação a isso, muito pelo contrário. A Cia. pretende trabalhar com coreografias nacionais e locais também. A grande proposta é tentar sanar em Porto Alegre essa situação atual da dança que é trabalhada de forma muito isolada. A Cia. quer juntar as pessoas.
A formação do elenco é fixa?
Tânia: Ela não é uma companhia fechada em termos de elenco. Agora nós estamos trabalhando com onze pessoas, incluindo o Mark, mas isso não quer dizer que não possa vir um próximo coreógrafo e decidir trabalhar com mais ou menos gente. As dinâmicas da Cia. são bem naturais.
Mark, você já tinha alguma relação com o Brasil antes deste projeto?
Mark: Sim, já tem 15 anos que eu vim ao Brasil pela primeira vez. Tenho vários amigos aqui e na Alemanha conheço muitos brasileiros, há bastantes bailarinos brasileiros lá. Mas agora foi a primeira vez em Porto Alegre
Na criação desta coreografia, se levou em consideração a cultura brasileira ou ela pretende ser universal?
Mark: Isso são duas perguntas. A peça, em parte, tem a ver com a minha visita aqui, eu fiquei três semanas em Porto Alegre. Mas é a primeira vez que eu trabalho com um grupo só de brasileiros, normalmente é mais misturado lá na Europa, e o trabalho tem a ver com os bailarinos. Mas a dança é uma língua internacional sempre.
A Cia. conseguiu 60% do custo total do projeto com o Fumproarte. E os outros 40%?
Tânia: Essa é uma boa pergunta. A gente recebeu agora uma carta de aprovação da lei de incentivo Rouanet e estamos buscando patrocinadores, pessoas e empresas que queiram ajudar o projeto.
Vocês ainda estão atrás desses recursos, então?
Tânia: Sim, até mesmo porque a Cia. é um projeto de longo prazo, a gente está com vários projetos já saindo da gaveta, então vamos estar sempre buscando recursos. O Fumproarte foi importante para dar esse início, e foi importante a própria cidade ter bancado o lançamento da sua Cia.
Entrevista publicada na edição de 28 de março. Aproveitem.
Quais foram as fontes inspiradoras ara a sua carreira, e o que despertou você tão cedo para o cinema?
O que me despertou na cinematografia que eu fui criado desde os três anos nos fundos de um cinema na Vila Anastácia, em São Paulo. Sou filho único de pais artistas e circenses, meu pai era toureiro e minha mãe cantora de tango. Aos 19 anos, saí de um cinema e fui morar no fundo de outro. Mas nenhum personagem me inspirou porque senão eu jamais faria um personagem tão brasileiro e tupiniquim como o Zé do Caixão.
De onde surgiu o interesse pelo gênero de terror?
Foi na infância. No meu bairro tinha um vendedor de batatas e um dia ele foi dado como morto. Todos foram ao velório. A mãe falava que só os maus ficavam e os bons iam embora, a esposa chorava dizendo que queria ir com ele. Nós começamos a rezar junto com seus filhos para ele voltar e então voltou, mas na verdade não tinha morrido. Só que todo mundo correu, três garotos e eu estávamos diante do homem quando ele perguntou o que tinha acontecido, estava sentado e apavorado em cima do caixão com algodões no nariz e nos ouvidos. Nós falamos que ele morreu, rezamos e ele voltou. E aí entrou o delegado com o revólver e o padre falando “vai de retro satanás”. O homem tinha catalepsia. A partir daí ninguém mais comprou batata do homem e a mulher pediu o desquite. O vendedor de batatas ficou na solidão, enlouqueceu e acabou morrendo. Aquilo marcou minha infância aos seis anos de idade.
Como nasceu o personagem Zé do Caixão?
O personagem nasceu em 1963, eu muito católico como sou, freqüentava toda procissão de Sexta-Feira Santa. Nesse ano, cheguei atrasado e fui rezar na igreja, mas o padre me mandou junto de mais 12 retardatários para rua. Eu perdi a cabeça e falei que daquele dia em diante nunca mais entraria numa igreja a não ser para ser padrinho de casamento, missa de sétimo dia ou para filmagens. E realmente nesse mesmo ano nasceria então Zé do Caixão, de um filme que eu iria fazer sobre a juventude. Mas mudou toda a minha cabeça e eu parti para fazer o terror, aquilo que eu mais gostava na vida.Atualmente, todos o conhecem.
Como era a reação do público quando você incorporou o personagem Zé do Caixão com as unhas compridas pela primeira vez em comparação a hoje?
O mundo todo conhece o Zé do Caixão. No início existia muita superstição, as pessoas se benziam depois que passavam por mim. Era meio difícil essa situação. Agora a coisa é comum, o pessoal me pede autógrafos e para tirar foto. No passado eu também andava totalmente de preto. Hoje em dia eu ando com a calça preta e tal, mas eu mudo a camisa, pode ser vermelha, amarela, verde e assim por diante.
O gênero de horror faz muito sucesso nos Estados Unidos, Japão e Europa. Por que o Brasil não aposta neste gênero?
No Brasil tem muita supertição. Aliás, discriminação. O terror aqui é muito discriminado. Nós conseguimos uma verba para fazer Encarnação do Diabo, que é a última parte da minha trilogia, por causa das produtoras grandes. A Olhos de Cão, que produziu O Prisioneiro da Grade de Ferro, e a Gullane Filmes se reuniram para conseguir a verba, mas foi muito difícil. Graças a Deus, a fita está terminando. Estamos na parte musical e o longa deve ser lançado em 25 de julho ou no dia 8 de agosto. No momento estamos terminando a trilha sonora.
O que representa para você ter um maior reconhecimento no exterior do que no Brasil? O que faz você permanecer aqui?
No passado eu fiquei chateado, mas no Canadá um cara me disse: não fica chateado, porque lá é o terceiro mundo e aqui é o primeiro. E se o primeiro está te apoiando, você não tem que ficar chateado com os brasileiros. Foi então que eu passei a dar palestras em faculdades e assim procuro ajudar os novatos, principalmente estudantes de comunicação.
Qual a sua expectativa para o lançamento do longa Encarnação do Demônio?
Eu esperei mais de 40 anos para gravar este filme. Este segundo longa Essa Noite Encarnarei no Teu Cadáver foi feita em 1966, o Encarnação era para ter sido realizado em 1967. Fazia 20 anos que eu não dirigia um longa. Em 2003 eu fiz o Fim, um curta de 35mm e continuei fazendo filmes em vídeo digital, que eu não gosto, e também participando de muitos filmes como ator. Encarnação do Demônio é a maior fita já feita na América Latina e vai fazer inveja até nos americanos, tenho certeza de que eles vão se ajoelhar. Nossa! Era o maior sonho da minha vida e quando eu lançar eu acho que o sonho estará concluído.