O segundo trailer do aguardadíssimo Batman: O Cavaleiro das Trevas já está disponível na internet para os curiosos que não querem esperar para assisti-lo antes das sessões nos cinemas. Durante os dois minutos e meio da peça, são mostradas novas cenas de Harvey Dent (Aaron Ekchart, de Obrigado por Fumar, 2005), político de Gotham City que se torna o vilão Duas Caras. A exemplo do primeiro treiler, também ganha grande destaque o persongame Coringa, interpretado por Heath Ledger, que morreu de overdose há pouco mais de três meses, em Nova York. Mais uma vez dirigido por Christopher Nolan e estrelado por Christian Bale, que encarna Batman, o filme tem estréia no Brasil prevista para 18 de julho.
Nos últimos tempos, graças à ferramenta do Google Reader que permite compartilhar os feeds favoritos com os amigos, acabei conhecendo (e relembrando) excelentes tirinhas que circulam aí pela internet.
Uma delas é o excelente Garfield Minus Garfield, do genial Jim Daves, que fica ainda mais genial sem o seu personagem principal, o gato preguiçoso comedor de lasanha.
Este outro, We The Robots, de Chris Harding, considero ainda mais legal. Gosto muito do desenho simples, e mais ainda dos textos afiadíssimos.
Por fim, misturando desenhos de uma tosquisse desesperadora, doses de nonsese e a linguagem insuportável de internet, o resultado é o meu favorito Cersibon:
Morreu na noite de ontem, quinta-feira, o crítico de cinema Tuio Becker. Natural de Santa Cruz do Sul, tinha apenas 64 anos.
Apesar de formado em arquitetura, nunca exerceu a profissão. Como crítico cinematográfico, trabalhou em veículos como Folha da Manhã, Correio do Povo e Zero Hora, até se aposentar, em 2001.
Tuio também teve experiências atrás das câmeras. Como diretor, realizou curtas-metragens como Às Margens Plácidas (1983) e A Divina Pelotense (1984) e o longa Heimwh/Nostalgia (1990), em parceria com o amigo Sérgio Silva.
É comum assistir a um filme e, de repente, se deparar algum erro bizonho de continuidade. Por vezes são objetos que surgem e desaparecem, microfones e câmeras que aparecem, mas também tem coisas bem piores.
No Brasil, nem sempre é possível culpar o continuísta por alguma falha: certas vezes ele não é contratado por falta de dinheiro. O próprio diretor Fernando Meirelles admite que o longa Cidade de Deus é possivelmente o campeão do cinema nacional em erros de continuidade, já que os atores não eram profissionais e a produção não teve verba suficiente pra contratar um continuista pra acompanhar as gravações no set.
Confira a lista do Movie Mistakes com os filmes com maior número de erros:
Ex-editor, tradutor e escritor, Daniel Galera já passou por quase todas as áreas que a carreira literária possibilita. Começou escrevendo no fanzine CardosOnline, em 1998, distribuído por e-mail. Em 2001, criou, com mais dois amigos, a editora Livros do Mal, responsável pela publicação de seus dois primeiros livros, a coletânea de contos Dentes Guardados (2001) e a novela Até o Dia em que o Cão Morreu (2003), adaptada para o cinema por Beto Brant no ano passado. Com Mãos de Cavalo, publicado pela Companhia das Letras em 2006 e considerado um dos melhores romances daquele ano, Galera foi alçado pela crítica de promessa à condição de “autor maduro”, adjetivo que rejeita até hoje.
Na época do lançamento do Mãos de Cavalo, saíram muitas críticas dizendo, quase em uníssono, que finalmente você havia se tornado um escritor maduro. O que seria um escritor maduro?
Eu me lembro que usaram muito esse termo pra definir o livro. E até é um negócio que me incomodou, e eu tirei sarro disso. Eu tinha um blog naquela época, e falei que preferia mil vezes ser chamado de escritor adolescente do que de escritor maduro. Porque eu não sei o que diabos quer dizer escritor maduro. É alguém que se conformou? Alguém que cumpriu certos requisitos do que seria a boa literatura? Eu acho besteira. Esse papo de maturidade eu prefiro evitar. Acho que eu estou longe de ser um escritor cujo estilo esteja engessado ou cujos objetivos tenham sido conquistados. Então, maturidade não é um termo que me agrada.
Será que isso serviu ao menos pra te livrar da pecha de escritor jovem?
Não livrou. Eu sou um escritor jovem que escreveu um livro maduro. Não mudou nada.
Zack Snyder está filmando a adaptação para Watchmen e quer um comercial feito pelos fãs dos vigilantes mascarados criados por Alan Moore. O diretor (que já fez Madrugada dos Mortos e 300), lançou um concurso que vai premiar o criador do melhor comercial para a Veidt Enterprises, a companhia fictícia de Adrian Veidt, um dos personagens da história. Conforme informou o site brainstorm9, o prêmio não é pouca coisa. Os vinte melhores receberão mil dólares e uma câmera Cânon cada, além de ganhar a chance de ter seu vídeo incluído no filme.
O vídeo pode ter 15, 30 ou 60 segundos em NTSC, com resolução mínima de 720×486. Como a história se passa em 1985, os aspirantes a diretores devem ter cuidado com o que colocar em cena, e enviar o resultado no padrão de televisão, 4-3, e não widescreeen. O prazo para participar é 2 de junho, então não perca tempo e veja o regulamento ou o próprio convite de Snyder.
No CineSemana que começa a circular hoje (e pode ser baixado em pdf aqui no blog), a matéria de capa é a entrevista exclusiva com João Guilherme Estrella, o protagonista real da história contada em Meu Nome não é Johnny. Ele esteve essa semana em Porto Alegre para lançar seu primeiro disco, Meu Nome é João Estrella e aproveitou para conversar com a gente. Segundo o próprio, o filme pintou um retrato fiel. Carismático, inteligente e engraçado, há apenas uma marcante caraterística que não está no filme e logo chama a atenção ao conhecê-lo ao vivo: a serenidade. Mas isso talvez se deva ao fato de que quem conhece João Estrella hoje está diante da versão amadurecida do garoto irrefreável que passou dois anos internado em um manicômio.
Ao falar de música, ele se enche de orgulho. Ao falar de si mesmo, é completamente ciente da imagem que criou ao expor sua vida e o papel que assumiu ao contá-la em livro, filme e palestras. Quando retoma o passado, não há remorso ou vergonha na voz tranqüila. Na questão das drogas, longe de apontar culpados e antes de esquentar o debate, João Estrella humaniza o problema. A sua trajetória é a prova de que o submundo das drogas não é tão “sub” quanto se costuma pintar. Aqui você confere a íntegra da entrevista com trechos inéditos.
O seu nome está em livro, filme e disco. Qual o lado bom e o ruim de ser quase uma grife?
Tem sido bom porque você fica criativo, canaliza a energia para coisas positivas, aparecem novas propostas de trabalho, estimula muito para as palestras e debates que eu gosto de fazer com todo tipo de pessoas. Já fiz debates com presos, com menores infratores, juízes, desembargadores, alunos de colégios particulares, públicos, faculdades, empresas. Você se sente bastante útil, colaborando com a experiência para alertar principalmente a molecada mais nova que às vezes faz coisas sem saber até onde aquilo pode chegar.
O filme ajuda na promoção do disco?
Já ajudou a negociar contrato com ã EMI porque tem uma música no filme. Fiz muito contato na internet com pessoal que leu o livro, viu o filme, são pessoas que hoje estão ouvindo as músicas e gostando. Acho que tudo faz parte da minha história, uma coisa puxa a outra. Quando saiu o livro, os produtores de cinema ficaram interessados, quando o filme saiu trouxe o livro de volta com uma vendagem enorme, são mais de 60 mil vendidos em pouquíssimo tempo. São trabalhos diferentes, apesar de o disco ser como um fechamento para toda a história. Continue lendo »
Por acaso caí no site Four Word Film Review, que reúne críticas (ou resumos) de filmes com apenas quatro palavras. A participação é livre, mas todas são escritas em inglês. Entre os top 100 da categoria, estão algumas das mais engraçadinhas. Para o filme Kramer Vs. Kramer, alguém enviou “Aposto que Kramer vence”. Outro mais adepto do humor negro sugeriu para O Resgate do Soldado Ryan, “Irmão ganha quarto próprio”. Infelizmente, alguns trocadilhos são intraduzíveis, como o slogan criado para Senhor dos Anéis: As Duas Torres, filme no qual árvores se tornam imbatíveis guerreiros: “Run, Forest, run”.