O sucesso arrasador de Avatar elevou à categoria de certeza quase absoluta que o futuro da exibição cinematográfica está na tecnologia de terceira dimensão. Se por um lado os custos para instalação das salas ainda é muito alto, o retorno gerado através do grande interesse do público e até mesmo dos ingressos mais caros que os tradicionais parecem ter compensado. Mas quem pensa que o 3D será exclusividade do cinema se engana. Tentando pegar uma carona nesta experiência, os fabricantes de televisão já anunciam para 2010 a chegada ao mercado dos primeiros aparelhos com o recurso. Para os mais entusiasmados, entretanto, cabe cautela: ainda é cedo para assistir ao vivo ao atacante do seu time marcar um gol bem diante da sua cara ou ver o casal apresentador do telejornal se projetando para fora do televisor.
Várias empresas já demonstraram seus protótipos em feiras, com variadas tecnologias, o que significa que a indústria ainda está longe de estabelecer um padrão comercial para a televisão em terceira dimensão. Tudo é experimento, até aqui: plasma 3D, LCD 3D (display de cristal líquido, tal qual a maioria das telas de computador atuais), LED 3D (diodo fotoemissor) e OLED 3D (diodo orgânico fotoemissor). Em comum a todas elas, está a necessidade de o telespectador, a exemplo do que acontece nas salas de exibição, usar os famosos óculos. Mas a experiência que cada uma proporciona, dizem os entendidos, pode ser bem diferente entre elas.
Mark Wilson, colaborador do Gizmodo, um dos sites mais respeitados que versam sobre tecnologia, testou quase todos os protótipos disponíveis, e chegou à conclusão de que 90% deles são impossíveis de assistir, seja pela resolução da tela, pelo tamanho inapropriado, pela variação da luminosidade ou simplesmente porque deixam o espectador com dor de cabeça. De acordo com Wilson, dois são os modelos com maior potencial: um protótipo de 60 polegadas da LG e que deverá ser lançado oficialmente este ano, e a linha Panasonic Viera V Series.
Algumas regras básicas sobre o 3D no cinema continuam válidas para o 3D na televisão. Uma delas é quanto maior a tela, melhor. O que significa que, na prática, é inútil investir em equipamento inferior a 50 polegadas. Outro fator é o cansaço: a experiência em TV de terceira dimensão é extremamente imersiva, exige do espectador atenção absoluta e, se utilizada por longo tempo, torna-se muito cansativa. Para ver um filme, funciona, mas é difícil resistir a mais do que isso. O cansaço vai de encontro àquilo que a maioria dos espectadores vê como a grande qualidade da TV atual: a possibilidade de ficar impassível, preguiçoso, “descansando” em frente à telinha por horas a fio.
Tudo isso leva a dois problemas fundamentais que são a chave para a viabilidade comercial da empreitada: preço e conteúdo. Com as televisões de alta definição recém vislumbrando uma popularização (e a Copa do Mundo é uma das grandes esperanças da indústria) e nem sequer estabelecidas, os equipamentos 3D tendem a ser um produto caro demais. Além disso, o preço se eleva proporcionalmente quando analisado o rápido potencial de obsolescência destas tecnologias “piloto”. Com pouca gente comprando, a tendência é que haja pouca oferta de conteúdo produzido para a TV 3D, e a lista de pontos contra ganha mais um ítem: programação precária, ainda restrita a alguns Blu-rays especiais, games e programação de canais especializados que venham a surgir.
Mesmo assim, não há como se duvidar. Todas as empresas estão investindo pesado em tecnologia para fazer uma televisão com terceira dimensão satisfatória. Nas condições ideais ou ainda com alguns problemas a serem solucionados pelo caminho, a TV 3D vai acontecer.
Não é exagero dizer que a televisão norte-americana, sobretudo no que tange seus produtos ficcionais, é certamente a melhor, mais inventiva, que mais revela valores e também a que mais aposta em novas linguagens (ao mesmo tempo em que mantém seus produtos tradicionais muito bem, com toda a força).
Contraditoriamente, o prêmio Emmy, dedicado aos melhores dessa indústria, é uma coisa muito aborrecida e previsível.
Ano passado, por exemplo, os principais vencedores foram as séries 30 Rock e Mad Men. Este ano, os concorrentes com mas indicações são… 30 Rock e Mad Men.
OK, ninguém pode fazer nada se uma série que é boa e faz sucesso acaba ganhando mais uma, duas, seis temporadas (e é normal que seja assim), mas façam um paralelo com o Oscar. Imaginem se a cada ano 80% dos filmes fossem continuações e…
Humm… é bom a Academia ficar de olho. Ou vai acabar como o Emmy, vendo os prêmios principais serem disputador por O Grito 6, Vaca Amarela 3, O Céu É Azul 9 e Uma Vida Singular 5.
Uma das séries de maior sucesso dos anos 1980, S.O.S Malibu (ou Baywatch para os íntimos) vai ganhar uma adaptação para a telona. A informação foi confirmada pela revista Variety, depois de anos e anos de conversas de bastidores e muita especulação.
A Paramount, major detentora dos direitos de produção, escolheu Jeremy Garelick para escrever o roteiro e dirigir o longa-metragem, até agora batizado como The Hoff. Garelick não é exatamente um cara experiente em Hollywood, e seu trabalho de maior projeção até agora foi o roteiro de Separados Pelos Casamento (2006).
O mais curioso de tudo é que o diretor confessou que jamais assistiu à série que lançou Pamela Anderson ao estrelato universal, e mesmo assim não vê problemas para adaptá-la. Quando às influências, declarou que pretende dar toques de alguns de seus filmes favoritos da infância, como Loucademia de Polícia.
O projeto MiniMetragem, da RBS, está indo pra sua terceira edição este ano. A ideia é selecionar peças audiovisuais de até 1 minuto, de qualquer gênero e em qualquer formato.
Oito peças serão selecionadas e exibidas antes do Histórias Curtas, em novembro e dezembro deste ano, e estão disponível no site do projeto para apreciação e voto popular. O campeão pelo voto do público e o vencedor indicado pelo júri oficial composto por profissionais da empresa receberão um prêmio de R$ 1 mil cada.
Má notícia para os catarinenses, região onde a empresa também tem forte atuação: para participar do concurso, o realizador deve, necessariamente, ser residente no Rio Grande do Sul.
As peças devem ser enviados até 31 de agosto para a RBS TV (Rua Rádio e TV Gaúcha, 189 – Porto Alegre – RS CEP 90850-080) nos formatos DVD, DVCam, VHS, Mini-DV, Beta Analógica e Digital.
Em único dia, 25 de junho, quinta-feira, o mundo perdeu dois de seus mais ilustres personagens. Embora de grandezas diferentes, Michael Jackson e Farrah Fawcett são, mais do que gigantes em suas áreas, música e cinema/TV, ícones do século XX.
Farrah, que com sua participação no seriado As Panteras acabou se tornando a garota dos sonhos, primeiro dos adolescentes da geração nascida em 1960, depois de praticamente qualquer homem vivo nos anos 1970 e 80, morreu de câncer, em Los Angeles.
Jacko, Rei do Pop, tudo indica ter sofrido uma parada cardíaca. Protagonista de uma infinidade de escândalos, polêmicas e até bizarrices incomensuráveis, isso tudo nem chegou perto de obscurecer seu legado artístico. E é assim que para sempre será lembrado: músico profissional desde os 5 anos de idade, autor de uma infinidade de hits, gênio da música, ídolo sempre acompanhado por dezenas, centenas, milhares de fãs onde quer que fosse e por mais disfarçado que estivesse, a pessoa mais parodiada e imitada do mundo. Michael planejava para este ano a maior série de shows da história do O2 Arena, em Londres. Não deu tempo.
Dada a importância de um cara como ele, uma vida de 50 anos não passou de um curta-metragem. Mas um dos bons, dos arrebatadores, dos que ninguém vai esquecer tão cedo. Como Thriller.
Ok. Eis a notícia do dia. Parem tudo e leiam isto aqui:
A Fox anunciou que já está em andamento a preparação para um longa-metragem para o cinema da série animada Family Guy(também conhecida como “a série que humilhou Os Simpsons“).E o melhor: não vão mudar o tom, amortecer o humor ácido e boca-suja e nem transformar tudo em um live-action de quinta categoria. Dizem.
Em entrevista para a revista Wired, o criador de Family Guy (que também empresta a voz para a maioria dos personagens) Seth MacFarlane disse que os preparativos já começaram e agora é uma questão de tempo até que o lesado Peter Griffin, seu cachorro tomador de martini e fumador de cigarros Brian, seu bebê sado-masoquista de oriental sexual dúbia Stewie e o resto da família cheguem à telona (sõ não especificou quanto tempo).
“Nós queremos fazer. A Fox quer. Nós sabemos o que queremos fazer com isso. É só uma questão de encontrar tempo. Por isso que Os Simpsons demoraram tantos anos pra fazer o [longa] deles. Eles simplesmente não conseguiam encaixar a produção na agenda.”
Sejamos francos: traçar um paralelo com Os Simpsons: O Filme não é uma boa estratégia, pelo simples fato de a versão cinematográfica deles ter ficado bem abaixo das expectativas.
No mais, este será o segundo longa-metragem de Family Guy. O primeiro, Stewie Griffin: The Untold Story, de 2005, foi lançado direto em home video, e eu não vi.
Depois do sucesso de Cidade de Deus (2002), que levou o diretor Fernando Meirelles direto para o olho do furacão de Hollywood e lhe rendeu O Jardineiro Fiel (2005) e Ensaio Sobre a Cegueira (2008), agora ele vai voltar suas atenções para a televisão.
Dia 7 de julho, Meirelles estreia uma mini-série na Rede Globo, chamada Som e Fúria. O enredo é dos mais ousados para a TV (a história gira em torno dos bastidores de uma montagem de uma peça de William Shakespeare), e se mantiver também a ousadia de linguagem das últimas séries da emissora, tem tudo para ser bem interessante.
Som e Fúria terá 12 episódios, e ficará no ar por três semanas, ocupando o horário hoje reservado para Toma Lá Dá Cá, Força-Tarefa e Tudo Novo de Novo.
Conexão adicional de ponto de TV por assinatura não será mais cobrada (FOTO DE SXC)
Depois de meses de discussão, acabou a novela sobre a cobrança do ponto extra de TV por assinatura. A Anatel aprovou a suspensão da taxa mensal que era exigida pelas operadoras de cabo para a conexão adicional.
Segundo o texto divulgado pela Anatel, as TVs poderão cobrar apenas uma mensalidade por cada residência. Além disso, também poderão ser cobradas taxas por instalação ou aluguel de equipamentos para sintonizar os ponto extra. No entanto, essa cobrança deverá ser parcelada e apenas por um limite de meses. Dessa forma, as operadoras ficam proibidas de realizar cobranças que funcionem como mensalidade. A proibição começará a valer assim que a decisão for publicada no Diário Oficial.
Está aí a imagem para provar. O Lula em versão animada apareceu no episódio Pinewood Derby que foi ar ontem, quarta-feira, em South Park. Conforme a descrição do episódio feita pela Folha Online, a participação não é das mais abonadoras, digamos assim.
Essa é pra quem gosta de Fórmula 1, mas não é tão fanático a ponto de acordar no meio da madrugada para acompanhar as corridas. O site globo.comagora está disponibilizando as transmissões completas das corridas. O GP da Malásia, por exemplo, já está disponível. Confere aí: