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	<title>Blog do jornal CineSemana &#187; Teatro</title>
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		<title>Musical Homem-Aranha é suspenso na Broadway</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Apr 2011 12:39:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Faraon</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Broadway]]></category>
		<category><![CDATA[Homem-Aranha]]></category>

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A montagem é a mais cara da história. O marketing realizado em cima da peça criou uma expectativa sem precedentes. A produção está atrasada em mais de um ano. Agora, após a curta temporada de pré-estreia e antes mesmo do debut oficial, Homem-Aranha está saindo de cartaz na Broadway.
O motivo: críticas negativas. Muito negativas. Da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4068" title="spidermanbroadway" src="http://www.cinesemana.com.br/wp-content/uploads/2011/04/spidermanbroadway.jpg" alt="" width="550" height="370" /></p>
<p>A montagem é a mais cara da história. O marketing realizado em cima da peça criou uma expectativa sem precedentes. A produção está atrasada em mais de um ano. Agora, após a curta temporada de pré-estreia e antes mesmo do debut oficial, <em><strong>Homem-Aranha</strong></em> está saindo de cartaz na Broadway.</p>
<p>O motivo: críticas negativas. Muito negativas. Da crítica e do próprio público, que pagou caríssimo pelos ingressos e não gostou nada do que viu.</p>
<p>Com um novo diretor &#8211; Philip William McKinley, que substituiu Julie Taymor -, o objetivo é reformular grande parte do espetáculo, desde o libreto, trilha sonora &#8211; que ganhará canções compostas especialmente por Bono e The Edge, do U2 &#8211; e um corte dramático nas aparições da personagem Arachne, o vilão da história.</p>
<p>A personagem, aliás, parece estar amaldiçoada. Duas atrizes que interpretavam o papel já tiveram que abandonar a montagem, ambas por conta de lesões sofridas durante os ensaios.</p>
<p>Parece mesmo que o sucesso na telona não é automaticamente transferível para os palcos.</p>
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		<title>As estranhezas de um cinéfilo no teatro</title>
		<link>http://www.cinesemana.com.br/2009/09/18/as-estranhezas-de-um-cinefilo-no-teatro/</link>
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		<pubDate>Fri, 18 Sep 2009 13:41:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Faraon</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[cinéfilo]]></category>
		<category><![CDATA[constrangimento]]></category>
		<category><![CDATA[senhora dos afogados]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Alberto Buenoche
Para os fãs mais fervorosos de cinema, aqueles que elegeram a sétima arte como meio preferencial de diversão, cada visita ao teatro significa explorar um mundo totalmente à parte. Não é que o cinéfilo não possa se identificar com literatura, arte, música e com o próprio teatro. Pelo contrário. Quem frequenta as salas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Alberto Buenoche</strong></p>
<p>Para os fãs mais fervorosos de cinema, aqueles que elegeram a sétima arte como meio preferencial de diversão, cada visita ao teatro significa explorar um mundo totalmente à parte. Não é que o cinéfilo não possa se identificar com literatura, arte, música e com o próprio teatro. Pelo contrário. Quem frequenta as salas de exibição também costuma estar aberto aos outros tipos de arte e entretenimento. Mas a troca da tela que reflete uma imagem pela imensa caixa que é o palco gera estranhezas de ordem muitas vezes inimaginável.</p>
<p>A primeira delas diz respeito ao tempo. Ao contrário do cinema, o que o espectador vê em uma apresentação teatral é sempre a primeira e única tentativa, por mais ensaiada que tenha sido. Mais do que isso, o momento entre aquilo que é encenado e o que é assistido coincide completamente. Há um caráter imediato.</p>
<p>A segunda e principal estranheza que um cinéfilo tem de enfrentar quando vai ao teatro é, a meu ver, a co-presença. Mais marcante do que atuação e observação se darem simultaneamente, é o fato de atores e espectadores dividirem um mesmo espaço físico. Isso permite uma troca muito rica entre quem está sobre o palco e quem está na plateia. Dependendo da proximidade do palco, é possível até mesmo sentir cheiros (como o de um incenso aceso em cena), trocar um olhar com o ator e ver minúcias só perceptíveis porque não há o enquadramento próprio do cinema dirigindo o olhar de quem vê. O resultado é que nenhum detalhe escapa.</p>
<p>Estas duas características principais são responsáveis por potencializar as qualidades de uma apresentação, fazer de cada uma delas um espetáculo singular. Algo único, que, quando muito bem executado, causa tal impressão que é capaz de morar ainda na lembrança do espectador e povoar seu imaginário para sempre. Por outro lado, qualquer passo em falso será imediatamente sentido pelo público. E o mais perigoso: o ator que eventualmente for flagrado em desalinho sempre saberá que o foi, já que a comunicação entre quem está no palco e quem permanece fora dele é incessante, ainda que muitas vezes silenciosa.</p>
<p>Isso acaba gerando um desconforto próprio do teatro: o constrangimento. Não é que não existam filmes constrangedoramente ruins: há aos milhares. Mas a reação de um espectador diante de um filme ruim nunca vai além do desagrado ou do incômodo, por pior que ele seja. Em uma peça, diante dos próprios atores, o desagrado muitas vezes se transforma em puro constrangimento, talvez pela compaixão por aquela pessoa que está tentando e simplesmente não consegue, por aquele ator que almeja um objetivo que não pode atingir. E tudo se intensifica à medida que as partes sabem que não há opção senão ir adiante, até o final, custe o que custar, mesmo que rumo ao fracasso.</p>
<p>Foi mais ou menos o que presenciei na peça <em>Senhora dos Afogados</em>, escrita por Nelson Rodrigues e dirigida por Zé Henrique de Paula, que fez parte da programação do 16º Porto Alegre Em Cena. Apesar de todas as qualidades da montagem, nada é capaz de sustentar 11 números musicais de atores que, em sua maioria, simplesmente não sabem cantar. E testemunhar, simultaneamente e no mesmo local, olho no olho, um ator tentando vencer um solo musical sem ter sequer chances de empreender tal tarefa, gera tal angústia que faz ter saudades das inúmeras tentativas de takes de filmagem, das possibilidades de edição e de toda gama de truques de pós-produção que o cinema tem.</p>
<p><em>Artigo publicado no jornal CineSemana nº 97</em></p>
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		<title>McG vai levar musical Spring Awakening para a telona</title>
		<link>http://www.cinesemana.com.br/2009/04/14/mcg-vai-levar-musical-spring-awakening-para-a-telona/</link>
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		<pubDate>Tue, 14 Apr 2009 19:30:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Faraon</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[McG]]></category>
		<category><![CDATA[musical]]></category>
		<category><![CDATA[Spring Awakening]]></category>

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		<description><![CDATA[
McG, o infame diretor de As Panteras: Detonando e que terá sua grande chance de reabilitação em O Exterminador do Futuro: A Salvação, que estreia por aqui no dia 5 de junho, foi o escolhido para levar à telona a adaptação do musical de grande sucesso na Broadway e vencedor de 8 Tony Award Spring Awakening.
O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1785" title="spring_awakening" src="http://www.cinesemana.com.br/wp-content/uploads/2009/04/spring_awakening.jpg" alt="" width="500" height="330" /></p>
<p>McG, o infame diretor de <a href="http://www.imdb.com/title/tt0305357/"><em>As Panteras: Detonando</em></a> e que terá sua grande chance de reabilitação em <em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0438488/">O Exterminador do Futuro: A Salvação</a></em>, que estreia por aqui no dia 5 de junho, foi o escolhido para levar à telona a adaptação do musical de grande sucesso na Broadway e vencedor de 8 Tony Award <strong><em>Spring Awakening</em></strong>.</p>
<p>O musical, cheio de canções abordando temas como masturbação, estupro, aborto e suicídio, é baseado na peça de Frank Wedekind, de 1891, que retrata um grupo de adolescentes alemães que, vivendo no final do século XVIII, estão em plena descoberta da sexualidade.</p>
<p>Não há informações a respeito da peça ser vertida para o cinema na forma também de musical, e tampouco se sabe do interesse de algum grande estúdio em financiar o projeto.</p>
<p><strong>CineSemana</strong> apoia a adaptação do musical (que é mesmo ótimo) para a telona, mas lamenta muito que McG tenha conseguido a direção.</p>
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		<title>Júlio Conte entre o palco e a psicanálise</title>
		<link>http://www.cinesemana.com.br/2009/02/06/julio-conte-entre-o-palco-e-a-psicanalise/</link>
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		<pubDate>Fri, 06 Feb 2009 18:23:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Katiana Ribeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Bailei na Curva]]></category>
		<category><![CDATA[Júlio Conte]]></category>

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		<description><![CDATA[O entrevistado da 66ª edição do CineSemana é Júlio Conte, autor e diretor de Bailei na Curva, obra de maior destaque do teatro gaúcho do todos os tempos. Natural de Caxias do Sul, Júlio formou-se em Direção Teatral em 1984 e, um ano depois, em Medicina. Ao longo de sua trajetória no mundo das artes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1238" class="wp-caption alignright" style="width: 220px"><a href="http://www.cinesemana.com.br/wp-content/uploads/2009/02/julio_conte.jpg"><img class="size-medium wp-image-1238" title="Júlio Conte, autor de várias peças gaúchas (Foto: Divulgação)" src="http://www.cinesemana.com.br/wp-content/uploads/2009/02/julio_conte-210x300.jpg" alt="Júlio Conte, autor de várias peças gaúchas (Foto: Divulgação)" width="210" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Júlio Conte, autor de várias peças gaúchas (Foto: Divulgação)</p></div>
<p>O entrevistado da 66ª edição do <strong>CineSemana</strong> é Júlio Conte, autor e diretor de <em>Bailei na Curva</em>, obra de maior destaque do teatro gaúcho do todos os tempos. Natural de Caxias do Sul, Júlio formou-se em Direção Teatral em 1984 e, um ano depois, em Medicina. Ao longo de sua trajetória no mundo das artes cênicas, ele já recebeu diversos prêmios Açorianos.</p>
<p>Além de dirigir e escrever peças, Júlio é também ator, professor de teatro e psicanalista. Nesta entrevista, ele conta por que <em>Bailei</em> continua lotando plateias após 25 anos em cartaz, como sua formação médica interfere na vida pessoal e no trabalho com o teatro e como está sendo sua nova experiência mediando uma peça de improvisos. Confira aqui a íntegra.</p>
<p><strong>A que você atribui o grande sucesso da peça <em>Bailei da Curva</em>, que está a 25 anos em cartaz? </strong><br />
O sucesso do <strong>Bailei</strong> é porque ele conta uma história do Brasil divertida e importante. Ele possibilitou ao longo dos anos uma série de releituras porque trabalha em cima da própria identidade do povo brasileiro, de um pedaço da história que já foi bem obscuro, mas agora já está mais clarificado. O <em>Bailei</em> é de 1983 e a democracia só voltou em 1985. Então o Bailei é a última peça ou a primeira peça sobre a ditadura ainda em vigência da ditadura. Em 83 quando estreou, nós estávamos vivendo ainda sob o regime de exceção. Então isso é uma coisa muito importante porque ela criou um espaço novo dentro da cultura, em que se começou a discutir essas coisas, a ditadura, o estado de exceção em pleno estado de exceção, em plena ditadura.</p>
<p><strong>O tema da ditadura é, ainda hoje, retratado constantemente pelas artes. Na sua opinião, o que mantém o interesse do público pelo tema 25 anos depois da abertura?<br />
</strong>No caso do <em>Bailei na Curva</em> é porque, além de falar da ditadura, falar de uma história do Brasil que marca uma identidade de um povo, conta também a história de costumes, uma história de pessoas, por isso ele ganha uma certa universalidade. Não é só falar da ditadura pela ditadura, é falar sim sobre os costumes da época, os hábitos, do tipo de roupa que se vestia, do jeito que se falava, de gíria, do tipo de ingenuidade que se tinha, um tipo de ousadia. Fala da alma do brasileiro em um determinado momento. De certa forma, reverencia também os anos 60, os anos 70, o Flower Power, o movimento hippie. Ela é uma peça que fala de esperança. Essa é a grande perda que a gente teve a partir do pós-modernismo, onde o teatro, o cinema e a televisão, todos passam a ter uma característica de salve-se quem puder. Ali no <em>Bailei</em> é uma saída coletiva, a busca. Eu acho que é o último suspiro da modernidade no teatro, porque ali fala de uma expectativa de uma saída coletiva.</p>
<p><span id="more-1237"></span></p>
<p><strong>Desde a estreia do <em>Bailei </em>até hoje, a peça passou por algum tipo de mudança em sua montagem? </strong><br />
Sim, houve várias interferências, várias alterações. As mais claras são relacionadas a quando entrou os telões com imagens da época. Na estreia eram apenas sete cadeiras e um fundo preto. Agora as imagens dos anos 60, 70 e 80, estabelecem uma linguagem mais de videoclipe. Começa a ter uma iconografia daqueles anos dentro da peça.  Fora outras situações como histórias novas, releituras de situações, coisas que foram se atualizando com a verdade que foi vindo à tona. A gente reescreveu histórias sobre isso, sobre Fernando Henrique Cardoso, Fernando Collor, uma série de coisas que foi entrando no espetáculo.<br />
<strong><br />
Você exerce a profissão de psicanalista?</strong><br />
Sim, eu tenho um consultório de segunda a sexta e também dou aula de teatro, faço teatro e algumas vezes também faço cinema. Um exercício verdadeiro, rico e eclético.</p>
<p><strong>De que maneira a sua formação de psicanalista interfere no seu trabalho com o teatro? </strong><br />
Olha, eu sempre penso que a arte ajuda a gente a entender muito melhor as coisas do que qualquer livro. A arte é uma condensação de pensamentos que a humanidade vai produzindo ao longo do tempo. O livro fica carregado de informação, mas isento de emoção. Eu sempre gostei muito do trabalho artístico, da sublimação que a arte produz, porque ela ajuda muito a gente a compreender a vida e compreender a própria teoria de uma maneira muito prática, muito viva, cheia de emoção e afeto. Dentro de um consultório, dentro de um palco a questão é como lidar com a vida e com as emoções. Eu sempre penso assim: me ajuda muito a psicanálise, e a psicanálise ajuda muito no teatro.</p>
<p><strong>O que fez com que você permanecesse trabalhando no sul, enquanto muitos artistas preferem ir para São Paulo, o estado de mais forte economia do país e acaba tendo mais espaço para as artes?</strong><br />
Essa é a pergunta que eu venho me fazendo há algum tempo e ainda não tenho bem uma resposta. Eu tive várias oportunidades de ir e eu sempre me recusei. Eu tive propostas de trabalho, já trabalhei fora, no Rio, fiz filmes, fiz coisas em São Paulo. A ideia que eu consigo organizar melhor é que eu sempre sonhei que produzir um teatro Rio Grande do Sul, que esse teatro do Rio Grande do Sul tivesse um espaço nacional, que um artista que trabalhasse aqui pudesse trabalhar em qualquer lugar do Brasil porque hoje não dá mais. Eu não gosto muito da ideia do eixo Rio-São Paulo como dominando toda a cultura do Brasil, porque o Brasil é muito mais do que Rio-São Paulo. No entanto é muito mais difícil fazer teatro aqui e fazer arte, até porque o Rio Grande do Sul está quase ali penduradinho no fim do Brasil.</p>
<p><strong>O que você acha de um festival de teatro ter somente ou a maioria das peças do gênero comédia, como acontece com o Porto Verão Alegre?<br />
</strong>Eu acho ótimo. Aparece bem claro no livro do Umberto Eco <em>O Nome da Rosa</em> que a comédia foi discriminada desde o início dos tempos porque fazia as pessoas rirem de Deus ou rirem do rei, então ela sempre foi uma subversão do poder. Apesar de todo muito falar da tragédia como se fosse uma superioridade, não existe e eu não acredito em nenhuma superioridade entre a tragédia sobre a comédia, porque que cada um tem o seu espaço, e, principalmente, eu acho muito legal esse festival ter muitas comédias, porque a comédia é onde o povo festeja, é onde o povo ri e a voz do povo é a voz de Deus. O povo ta ali, a comédia ta subvertendo Deus e ta recriando Deus na mesma hora.</p>
<p><strong>Na terça e quarta-feira esteve em cartaz a peça de teatro de improviso <em>Tá, e aí?!</em>. Por que você decidiu ir por esse caminho do improviso?<br />
</strong>Eu tenho um trabalho especificamente relacionado com a improvisação. <em>Bailei na Curva </em>foi uma peça criada a partir de improvisações. Eu sempre desenvolvo o jogo de improvisações. A peça <em>Dançarei Sobre Teu Cadáver</em>, que está em cartaz, também é baseado em improvisações. E aí surgiram os guris, Vicente Vargas, Ian Ramil, Eduardo Mendonça, Rafael Pimenta e Leo Barison, que estavam desenvolvendo um trabalho de improvisação, me chamaram pra fazer a mediação e participar junto, ajudar a criar exercícios e desenvolver jogos. É uma coisa que eu sempre adorei, que eu sempre quis fazer e agora nós estamos com esse grupo o <em>Tá, e aí?!</em> pra desenvolver isso aí. É um jogo de verdade, não é nada combinado. Eu faço o trabalho assim, eu crio situações, tem situações que vou dar pra eles que não sabem que vão existir, eu não aviso eles. Tem propostas que eu vou levar, que algumas eles já sabem, mas vai ter surpresas na hora, que eu vou inventar, e além disso, um trabalho de operação de som ao mesmo tempo. Então, conforme a improvisação ta indo eu vou criando uma trilha sonora para a cena. Um trabalho bem legal, bem divertido e inovador que celebra isso. Celebra o momento, transmite o passageiro.</p>
<p><strong>E já tem previsão de quando essa peça volta em cartaz?</strong><br />
A agora a produção está tentando achar teatro pra desenvolver o trabalho durante o ano. Estão procurando lugares para que se encaixam nesse tipo de formato. Não é uma peça pra entrar em cartaz tipo Bailei ou do tipo Dançarei sobre teu cadáver, porque não é uma peça pra manter temporada. É uma peça pra fazer uma atividade talvez num bar, talvez num teatro pequeno. Essas duas apresentações vão nos ajudar pra gente achar o tom da peça, o perfil e achar qual é o público que ta interessado em ver esse tipo de trabalho, esse jogo livre. Esse salto mortal sem rede que é o jogo da improvisação, sendo que às vezes nem eu mesmo sei o que eu vou dizer, o que eu vou propor.</p>
<p><strong>Você iniciou sua carreira no teatro nos anos 80. De lá pra cá, como você vê a evolução do público do teatro? Cresceu ou ficou mais restrito? </strong><br />
Eu acho que o público cresceu e vem se desenvolvendo. A gente ainda não tem assim uma estrutura profissional dos meios. As ferramentas teatrais que o Estado e o Município podem oferecer ainda são um pouco precárias, ainda tem uma certa infantilidade da relação entre o artista e a mídia, mas apesar disso tudo houve um crescimento significativo de público. As mudanças a gente vê no tempo em que as peças permanecem em cartaz. Antes do Bailei na Curva as peças ficavam em cartaz um mês. Eu tava acostumado a fazer teatro com temporada de seis apresentações, de oito apresentações, de doze apresentações e assim que terminava a peça começava a ensaiar uma outra pra apresentar no ano que vem. Agora a gente faz peças que ficam seis anos, 16 anos, 23 anos, 25 anos como o Bailei e várias outras, Se Meu Ponto G Falasse, O Manual Prático da Mulher Moderna, Pois é, vizinha&#8230;, Il Primo Mirácolo e Homens de Perto. Tem uma série de peças que rasgaram o amadorismo e tão desenvolvendo um trabalho profissional, mais tempo em cartaz e com isso também ajudando os artistas a viver, porque é isso que é profissionalismo, o artista vivendo da sua arte.<strong></strong></p>
<p><strong>Você comentou sobre a relação do artista com a mídia</strong><br />
Eu acho que tem um certo jornalismo que é um pouco ingênuo, que bate cabeça pra qualquer trabalho que é feito fora do Rio Grande do Sul, nacional ou internacional, e que tem dificuldade de ver o trabalho que é feito aqui. E tem uma infantilidade, uma choradeira básica dos artistas que querem ser tratados como adultos e se comportam como crianças. Então eu acho que esse é o amadorismo, assim uma ingenuidade, a infantilidade que tem na relação.</p>
<p><strong>Quais são os seus projetos para 2009?</strong><br />
Tem vários projetos, mas eu nem sei ainda o que eu vou fazer porque eu to finalizando meu ano. O meu ano não começou, ele começa depois do carnaval. Eu estou terminando meus trabalhos, vou tirar uns dias de descanso no carnaval e depois tem alguns projetos que vão se desenvolver. Certamente vai ter coisa nova.</p>
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		<title>Mil estudantes são esperados amanhã para os Concertos Banrisul para Juventude</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Sep 2008 19:00:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Faraon</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Concertos Banrisul para Juventude]]></category>

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		<description><![CDATA[Os Concertos Banrisul para Juventude voltam ao palco do Theatro São Pedro amanhã, dia 23, às 10h e às 15h, em duas apresentações para cerca de mil alunos de escolas de Porto Alegre e arredores. Mais de 47,5 mil crianças e adolescentes já assistiram ao espetáculo, uma parceria do banco com a Orquestra de Câmara [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os Concertos Banrisul para Juventude voltam ao palco do Theatro São Pedro amanhã, dia 23, às 10h e às 15h, em duas apresentações para cerca de mil alunos de escolas de Porto Alegre e arredores. Mais de 47,5 mil crianças e adolescentes já assistiram ao espetáculo, uma parceria do banco com a Orquestra de Câmara do Theatro São Pedro.</p>
<div id="attachment_559" class="wp-caption alignleft" style="width: 360px"><img class="size-full wp-image-559" title="concerto_foto-ivan-de-andra" src="http://www.cinesemana.com.br/wp-content/uploads/2008/09/concerto_foto-ivan-de-andra.jpg" alt="Criançada erudita (Foto: Ivan de Andrade/Divulgação)" width="350" height="233" /><p class="wp-caption-text">Criançada erudita (Foto: Ivan de Andrade/Divulgação)</p></div>
<p>Um dos motivos do sucesso do projeto, que está comemorando oito anos, é a interatividade promovida entre a orquestra e o público, construída a partir do texto escrito por Luis Fernando Verissimo. Para contar a história de clássicos mundiais como Bach, Mozart e Vivaldi e de brasileiros como Villa-Lobos, Chico Buarque e Tom Jobim, o maestro Carlos Borges Cunha contracena com o ator Sérgio Etchuirri, que interpreta um cômico candidato à músico e conduz a platéia a descobrir, como funciona uma orquestra.</p>
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		<title>Gastronomia sob os holofotes</title>
		<link>http://www.cinesemana.com.br/2008/08/29/gastronomia-sob-os-holofotes/</link>
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		<pubDate>Fri, 29 Aug 2008 14:46:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Julia Dantas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gastronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Televisão]]></category>
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		<description><![CDATA[No CineSemana de hoje, mostramos alguns dos chefs de cozinha que ganharam fama ao apresentar programas de televisão (e agora, até, espetáculos de teatro) e comentamos alguns sites de gourmands que publicam receitas e críticas de restaurantes. A matéria pode ser lida no pdf disponível para download no menu à esquerda.
Um dos blogs gastronômicos mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No <strong>CineSemana</strong> de hoje, mostramos alguns dos chefs de cozinha que ganharam fama ao apresentar programas de televisão (e agora, até, espetáculos de teatro) e comentamos alguns sites de <em>gourmands </em>que publicam receitas e críticas de restaurantes. A matéria pode ser lida no pdf disponível para download no menu à esquerda.</p>
<p>Um dos blogs gastronômicos mais antigos no sul do País é o <a href="http://www.insanus.org/garfada/">Garfada</a>, que avalia muitos restaurantes em Porto Alegre e também testa algumas receitas. Ainda em Porto Alegre, o <a href="http://destemperados.blogspot.com/">Destemperados </a>não apenas comenta diversos restaurantes da capital gaúcha como classifica-os como opção para happy hour, grupos de amigos, namorados, etc.. Na mesma linha, o <a href="http://servicodemesa.blogspot.com/">Serviço de Mesa</a> publica algumas receitas e avalia restaurantes de Porto Alegre e região metropolitana. Os três sites são ótimas maneiras de conhecer os restaurantes mais legais da cidade.</p>
<p>Quem mora em Blumenau &#8211; ou apenas quem pretende ir à Oktoberfest &#8211; vai achar boas dicas no site dos <a href="http://www.proeb.com.br/oktober2007/blog/">Desbravadores da Oktober</a>, que experimentaram ano passado todas as cervejas e todos os petiscos que a festa alemã oferece e já estão se preparando para a edição 2008. Já no <a href="http://blog.tramacatering.com/">Tramas Culinárias</a>, se encontra um tanto de Joinville, um pouco de outras cidades catarinenses e até dicas de São Paulo. Vale uma olhada para quem for viajar por Santa Catarina.</p>
<p>Mais voltados a receitas, o site de <a href="http://reinehr.org/">Rafael Reinehr</a> trata de gastronomia toda segunda-feira, enquanto o <a href="http://batuque-nacozinha.blogspot.com/">Batuque na Cozinha </a>publica receitas de tudo que é tipo de prato.</p>
<p>A moda da culinária também tem seu espaço na televisão. <span id="more-434"></span>O britânico Jamie Oliver tem seu próprio <a href="http://www.youtube.com/user/jamieoliver?ob=4">canal </a>no Youtube com episódios de seu programa. Curiosamente, são poucas as mulheres no ramo, mas Nigella Lawson caiu nas graças do público com suas receitas nada lights. Veja um rápido cheesecake de chocolate:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/_578Uk8y2aM&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/_578Uk8y2aM&amp;hl=en&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>No Brasil, o canal <a href="http://globosat.globo.com/gnt/temas/tema.asp?fid=505">GNT </a>transmite diversas séries gastronômicas, como o <a href="http://globosat.globo.com/gnt/programas/programa.asp?gid=349">Mesa pra Dois</a> e o Menu Confiança, do qual saiu o trecho abaixo, em que Adriana Grasso comenta os vinhos italianos.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/aTLqwkOt3G4&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/aTLqwkOt3G4&amp;hl=en&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Mas o pioneiro no Brasil foi, na verdade, um francês. Olivier Anquier já teve programas de TV, publicou livros e agora, seguindo os passos de Jamie Oliver, está viajando o Brasil com um espetáculo de teatro. Ele se apresenta em Porto Alegre dia 3, detalhes <a href="http://www.opiniao.com.br/interna_agenda.php?c=170">aqui</a>.</p>
<p>A cozinha ficou tão pop que até reality shows são criados em torno do tema. Veja <a href="http://www.youtube.com/watch?v=vSW1iiAkwDk">aqui </a>a final do programa Top Chef, no qual 15 cozinheiros competem em desafios culinários pelo título de Top Chef e US$ 100 mil. Já no Hell&#8217;s Kitchen, a maior atração é mesmo ver o chef Gordon Ramsay surtar com seus aprendizes, quebrar pratos e soltar o berreiro quando algo dá errado. Um vídeo compila os melhores momentos do esquentadinho Gordon.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/am5Y5Pvrb4M&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/am5Y5Pvrb4M&amp;hl=en&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>A nova versão do &#8220;maior espetáculo da Terra&#8221;</title>
		<link>http://www.cinesemana.com.br/2008/05/19/a-nova-versao-do-maior-espetaculo-da-terra/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 May 2008 12:00:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Faraon</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Alegría]]></category>
		<category><![CDATA[Cirque du Soleil]]></category>

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		<description><![CDATA[Fui ontem assistir ao Alegría, do Cirque du Soleil, e tanta badalação em torno do evento não é em vão.
Figurinos impecáveis, banda (excelente banda) tocando ao vivo, organização irreparável. Espetáculo belíssimo.
Nenhum número deixa a desejar, nem mesmo os tradicionais palhaços, que tanta gente não aprecia (alguns até têm medo).
E os caras sabem como ganhar dinheiro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fui ontem assistir ao <em>Alegría</em>, do Cirque du Soleil, e tanta badalação em torno do evento não é em vão.</p>
<p>Figurinos impecáveis, banda (excelente banda) tocando ao vivo, organização irreparável. Espetáculo belíssimo.</p>
<p>Nenhum número deixa a desejar, nem mesmo os tradicionais palhaços, que tanta gente não aprecia (alguns até têm medo).</p>
<p>E os caras sabem como ganhar dinheiro de verdade: além dos ingressos caríssimos, muita gente acabou gastando vários reais extras na enorme loja que vende artigos com a marca do circo. Pra se ter uma noção, camisetas simplezinhas saíam por uns R$ 70 e um adereço para a cabeça, com duas ou três plumas, por R$ 130.</p>
<p>Na copa, uma pipoca grande custava R$ 13, e uma lata de refrigerante, R$ 4.</p>
<p>A questão me parece a seguinte: quando o espetáculo e todos os serviços que o envolvem estão de acordo ou mesmo superam a expectativa do público (neste caso, uma expectativa altíssima), ninguém se importa em pagar por ele.</p>
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		<title>“A falta de memória do brasileiro é que nos mantém em cartaz”: entrevista com Nico Nicolaiewsky</title>
		<link>http://www.cinesemana.com.br/2008/01/18/%e2%80%9ca-falta-de-memoria-do-brasileiro-e-que-nos-mantem-em-cartaz%e2%80%9d-entrevista-com-nico-nicolaiewsky/</link>
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		<pubDate>Fri, 18 Jan 2008 17:00:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Faraon</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teatro]]></category>

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Juntos desde 1984, a dupla Hique Gomez e Nico Nicolaiewsky segue arrasando pelos palcos do mundo. Kraunus Sang, com seu violino delirante, e o maestro Plestkaya, com seu acordeom de efeitos fantásticos – como são mais conhecidos os dois maiores artistas da Sbornia –, já se apresentaram nos mais importantes teatros do Brasil e países [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.cinesemana.com.br/wp-content/uploads/2008/01/tangos.jpg" class="esquerda" alt="Tangos e Tragédias" /></p>
<p>Juntos desde 1984, a dupla Hique Gomez e Nico Nicolaiewsky segue arrasando pelos palcos do mundo. Kraunus Sang, com seu violino delirante, e o maestro Plestkaya, com seu acordeom de efeitos fantásticos – como são mais conhecidos os dois maiores artistas da Sbornia –, já se apresentaram nos mais importantes teatros do Brasil e países como Argentina, Equador, Colômbia, Espanha e Portugal, sendo visto por mais de um milhão de pessoas. Depois de 23 anos em cartaz com o espetáculo <a href="http://www.tangosetragedias.com.br/index.htm"><em>Tangos e Tragédias</em></a>, a dupla está lançando seu primeiro DVD, fruto de um show ao ar livre para 20 mil pessoas realizado na Praça da Matriz, em Porto Alegre. Enquanto se preparava para estrear a 21ª temporada consecutiva no Theatro São Pedro, na capital gaúcha, Nicolaiewsky, em alguns momentos encarnando o maestro Pletskaya, deu a seguinte entrevista ao <strong>CineSemana</strong>:</p>
<p><strong><em>Tangos e Tragédias</em> é uma mistura de interpretação e música. Qual a origem de vocês, a música ou o teatro?</strong><br />
Nossa origem é a música. Tanto eu quanto o Hique começamos trabalhando como músicos. Eu tocava numa banda chamada Saracura e ele tinha uma dupla, que se chamava Hique e Sabrito.</p>
<p><span id="more-55"></span><strong>Como vocês foram levados para o lado da interpretação?</strong><br />
Foi assim: quando agente pensou no <em>Tangos e Tragédia</em>, era uma espetáculo para ser feito em um bar. A gente estava tocando algumas músicas com um acordeom e um violino, e a idéia era fazer esse show num bar. E aí, como musicalmente não tinha uma massa sonora, não tinha uma banda, a gente imaginou que seria interessante ter algumas coisas cênicas para compensar essa falta da massa sonora. Daí surgiram as idéias teatrais.</p>
<p><strong>As músicas que fazem parte do espetáculo foram escritas e compostas de uma vez só, especialmente para ele, ou a peça é uma junção de composições feitas no passado?</strong><br />
O que foi escrito especialmente para o <em>Tangos e Tragédias</em> foi o <em>Copérnico</em>, a <em>Aquarela da Sbornia</em>, <em>A Verdadeira Maionese</em> e <em>The Eleven&#8217;s Train</em>, a versão em inglês para <em>Trem das Onze</em>, de Adoniran Barbosa. As outras são canções do Vicente Celestino, como <em>O Ébrio</em>, que foi escrita em 1950, depois tem o <em>Tango da Mãe</em>, que é uma música do Cláudio Levitan, escrita pelos anos 70, quando a gente já tocava no Saracura. E tem também canções do Alvarenga &amp; Ranchinho, a das caveiras (<em>O Romance de uma Caveira</em>) e <em>O Drama de Angélica</em>, que são canções de 1940. A base da peça são mesmo releituras.</p>
<p><strong>Há 23 anos vocês viajam o Brasil com esse show. Qual o lugar que vocês tocaram que mais se parece com a Sbornia?</strong><br />
Eu acho que é Porto Alegre. Mas isso falando da fase boa da Sbornia, né? Porque a gente teve na Sbornia uma fase de muito sucesso, e depois o pessoal foi perdendo o interesse pela nossa música e pelo folclore sborniano que a gente fazia. Foi quando a gente veio pra cá em busca de melhores condições de trabalho. Mas comparando com a fase boa da Sbornia, é Porto Alegre, onde o povo urra feliz e participa integralmente.</p>
<p><strong>Com todos esses anos em cartaz, ficou comum que as pessoas vão ao teatro para ver o espetáculo pela segunda, até pela terceira vez. As piadas e as músicas nunca perdem a graça ou elas são difíceis de entender?</strong><br />
Eu acho é que as pessoas têm uma memória muito fraca. Eu acho que a falta de memória do povo brasileiro &#8211; e as pessoas falam muito nisso, na falta de memória do povo brasileiro &#8211; é que nos mantém em cartaz.</p>
<p><strong>Vocês estão lançando um DVD do espetáculo Tangos e Tragédias que é apresentado em um palco montado ao ar livre para um público numeroso. Ele é uma versão mais musical e menos teatral do espetáculo?</strong><br />
Não é menos teatral, é apenas diferente. O fato é que começa o show na praça e, de repente, pára a música e eu começo o texto d&#8217;<em>O Ébrio</em>. E fica um silêncio mortal. Aquelas 20 mil pessoa em silêncio, prestando atenção, todo mundo me olhando. O que acontece é que, na verdade, como as pessoas se concentraram totalmente, a coisa toda funcionou de uma maneira bem melhor do que o esperado. Como as pessoas estariam de pé e tal, seria normal de imaginar que houvesse uma falta de concentração. Elas não estariam como em um teatro, onde ficam sentadas, a luz bem apagadinha e as pessoas não se enxergam tanto. Mas o fato é que na praça as pessoas estavam muito concentradas no que acontecia no palco, e foi um espetáculo muito feliz porque tanto eu quanto o Hique estávamos muito inspirados naquele dia. Tudo deu certo. Então, tem bastante teatro ali, sim. Mas são &#8220;gags&#8221; cênicas que se desenvolveram de uma maneira um pouco diferente do que se desenvolve dentro do teatro, por causa do número de pessoas.</p>
<p><strong>Não ficaram com medo que o ambiente diferente e um público muitas vezes maior que o normal pudessem, de alguma maneira, atrapalhar?</strong><br />
Na verdade, o show do DVD tem um roteiro diferente do show do teatro. Como a gente começou em bar, há 23 anos, apresentando um espetáculo de meia-hora pra 70 pessoas, ao longo desses anos já nos apresentamos de diversas maneiras. Tanto em festa, pra ir lá e tocar três músicas, quanto eventos de 45 minutos, ou até ao ar-livre, que a gente já fez várias vezes, pra cinco, dez mil pessoas, como na Festa da Uva e no Fórum Social Mundial. Então a gente sempre trabalha o roteiro em função do local. O espetáculo se dilata e se contrai. Ele é muito adaptável. Isso também deve ser um dos motivos da existência dele ao longo desses anos todos. A adaptabilidade é certamente uma questão fundamental pra existência da vida.</p>
<p><strong>Normalmente, até os artistas mais certinhos têm exigências bem estranhas para o camarim. O que exigem das produções os excêntricos Kraunus Sang e maestro Pletskaia?</strong><br />
Kraunus e Pletskaia são de uma excentricidade total. Eles exigem água com gás e toalhas brancas. Só isso. Mas tem que ser água com gás com muita bolinha.</p>
<p><strong>Vocês seguem viajando pelo Brasil com o <em>Tangos e Tragédias</em> durante o ano ou a peça virou mais uma espécie de especial de verão para o Sul?</strong><br />
Muito gente imagina que a gente trabalha aqui em janeiro e o resto do ano a gente fica coçando o saco em casa. Com o <em>Tangos e Tragédias</em> a gente viaja o ano inteiro, tanto pro interior do Rio Grande do Sul quanto pelo resto do Brasil, além de feiras, eventos, congressos e tal. Também fazemos temporadas anualmente em teatros de Florianópolis, Curitiba, Belo Horizonte, Brasília. A gente só não se apresenta mais porque a gente resolveu abrir espaço para poder fazer outros projetos.</p>
<p><strong>Além dos projetos que você e o Hique desenvolvem separadamente, enquanto dupla não cogitam aposentar o <em>Tangos e Tragédias</em> e estrear um espetáculo novo?</strong><br />
Aposentar o <em>Tangos&#8230;</em> certamente não. Fazer um outro espetáculo juntos, sim. Porque, se a gente fizer, vai ser uma outra coisa que não vai estar competindo com o <em>Tangos&#8230; </em>. É como um filme, e depois vem outro filme. E esse novo não tem nada a ver com acabar com o anterior. O <em>Tangos&#8230;</em> é uma obra bem acabada e que não tem porque acabar.</p>
<p><strong>Algum plano mais concreto de fazer esse espetáculo juntos?</strong><br />
O que tem de concreto é que esse ano a gente vai fazer juntos músicas pro longa-metragem de animação que o Otto Guerra (de <a href="http://www.imdb.com/title/tt0356201/"><em>Wood &amp; Stock: Sexo, Orégano e Rock&#8217;n'Roll</em></a>, 2006) está produzindo em cima da história da Sbornia, que se chama <em>Fuga em Ré Menor</em>.</p>
<p><strong>Seria esse o grande acontecimento para vocês em 2008?</strong><br />
Na verdade, acho que o filme deve ser lançado, na melhor das hipóteses, em 2009. Outra coisa, ainda ligada em cinema, que foi muito legal, foi uma participação no filme do Tabajara Ruas, que estréia neste ano, chamado <em>As Cartas do Domador</em>. Eu fiz uma interpretação muito divertida de um soldado cantor, totalmente maluco, e ficou muito bom.</p>
<p><strong>Você e o Hique têm uma produção artística muito ampla, trabalham com música, teatro, cinema. Essa versatilidade é uma característica dos artistas da Sbornia?</strong><br />
Acho que sim, a versatilidade é uma característica <em>da</em> Sbornia.</p>
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