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Eis os cinco vencedores do Bolão do Oscar 2010, que contou com 140 participantes.
1) Adriano Luis Tavares dos Santos (18 acertos)
2) Yang Kuan Mei (18 acertos)
3) Erik Bernardino (18 acertos)
4) Juliana Harger (17 acertos)
5) Michell Kemparski Ribeiro (17 acertos)
O desempate foi feito conforme previa o regulamento.
*Chamou atenção a quantidade de gente que mandou os palpites fora do prazo. No mínimo 40 pessoas enviaram na tarde de domingo, e mais uma meia-dúzia de espertinhos mandaram na segunda e na terça-feira, após o Oscar. O pior de tudo é que, olhando superficialmente os palpites, nenhum dos que mandaram depois da cerimônia acertou todas. Mereciam ter seus nomes aqui em destaque, uma espécie de honra ao mérito do fracasso completo.
Encerrada a enquete.
Pouco mais de 5o% dos 53 leitores que responderam quem merecia de fato levar o Oscar de melhor filme em 2010 escolheram Avatar.
Guerra ao Terror, de Kethryn Bigelow, recebeu apenas 3 votinhos.

Tanto falamos por aqui de Oscar que acabamos negligenciando o que realmente interessa: o des-honroso e des-prestigioso Framboesa de Ouro, troféu feito em metal vagabundo e pintado de spray dourado de quinta categoria que há 30 anos serve como uma espécie de palmada na bunda de quem faz feio em Hollywood.
Como sempre, a cerimônia aconteceu na véspera do Academy Awards, em Los Angeles.
Incrivelmente, M. Night Shyamalan não venceu em pior filme e pior direção, por Fim dos Tempos, o que mostra a falta enorme que faz a PricewaterhouseCoopers na auditoria dos votos do Razzie’s.
Foram 657 eleitores de 18 países que elegeram estas as piores porcarias que passaram no cinema em 2009:
Pior filme: Transformers: A Vingança dos Derrotados
Pior direção: Michael Bay, por Transformers: A Vingança dos Derrotados
Pior roteiro: E. Kruger, R. Orci e A. Kurtzman, por Transformers: A Vingança dos Derrotados
Pior ator: Os três Jonas Brothers, por Jonas Brothers 3D: O Show
Pior atriz: Sandra Bullock, por Maluca Paixão
Pior ator coadjuvante: Billy Ray Cyrus, por Hannah Montana: O Filme
Pior atriz coadjuvante: Sienna Miller, por G.I. Joe: A Origem de Cobra
Pior casal: Sandra Bullock e Bradley Cooper, por Maluca Paixão
Pior continuação, remake ou prelúdio: A Terra Perdida
Prêmios especiais
Pior filme da década: A Reconquista, de 2000 (10 indicações e 8 Framboesas)
Pior ator da década: Eddie Murphy (12 indicações e 3 Framboesas)
Pior atriz da década: Paris Hilton (5 indicações e 4 Framboesas)

Kathryn Bigelow, a primeira mulher a receber o Oscar de melhor direção (Foto de Richard Harbaugh / ©A.M.P.A.S.)
A Academia fez uma opção, e ela é bem clara: quando esteve entre dois modelos antagônicos de produção cinematográfica, o blockbuster de orçamento colossal que aposta em nova tecnologia para levar uma multidão aos cinemas e o filme de verba bem modesta para o qual um desempenho mediano nas bilheterias já significa lucro, os seus membros escolheram o segundo.
É disso, mais do que qualquer outra coisa, que se trata a vitória acachapante de Guerra ao Terror sobre Avatar na noite do último domingo, em Los Angeles. Sim, porque ninguém esperava que o filme de Kathryn Bigelow levasse seis estatuetas – entre elas as mais importantes, melhor filme e direção – contra três prêmios técnicos da superprodução, mas o contrário, que James Cameron e sua trupe de colaboradores Na’vi tomassem de assalto o palco do Kodak Theatre, que o orçamento gigantesco especulado em cerca de 300 milhões de dólares e os mais de 3 bilhões de dólares em faturamento seriam capazes de patrolar qualquer um que aparecesse pela frente. Não foram.
Produzido com apenas 11 milhões de dólares (valor inferior a muitos filmes brasileiros, apenas para usarmos algum parâmetro), e ainda assim com dinheiro francês (ninguém quis financiar o filme nos EUA), Guerra ao Terror teve uma carreira apagada pelo circuito exibidor, e deve muito de sua recente arrancada vitoriosa à crítica e aos festivais que o projetaram. De certa maneira, é uma valorização das mais tradicionais instituições da indústria no momento em que todos olhavam para uma novidade tecnológica e viam ali a salvação do cinema.
Quem Quer Ser um Milionário?, de Danny Boyle, vencedor do Oscar de melhor filme no ano passado, já tinha um perfil de produto muito semelhante. Outros fortes concorrentes deste ano também: Preciosa, filme independete de orçamento estimado em 10 milhões de dólares e que ganhou dois prêmios, e Educação, que recebeu três indicações com um orçamento de produção de 9 milhões de dólares. O recado foi dado: valorizar as muitas iniciativas que conseguem, com poucos recursos, manter a supremacia hollywoodiana nas bilheterias pelo mundo afora.
Cerimônia
Fora o tradicional e inescapável número coreográfico incluído em qualquer apresentação de qualquer coisa nos EUA, e que neste 82º Academy Awards acompanhou a apresentação das trilhas sonoras, tudo foi muito bem. Os dez filmes concorrentes na principal categoria foram apresentados aos poucos e com calma nos encerramentos dos blocos, os indicados por melhor atuação em papel principal ganharam testemunhais de colegas no palco e a dupla de apresentadores Alec Baldwin e Steve Martin conseguiu não ser constrangedora em nenhum momento.
E as mulheres, algumas premiadas já durante a madrugada do dia dedicados a elas, é que serão lembradas como as protagonistas da festa. Mo’Nique e seu discurso emocionado ao receber o justo Oscar de melhor atriz coadjuvante, Sandra Bullock e a quase inacreditável estatueta de melhor atriz, conquistada apenas um dia depois de ter ido pessoalmente receber o Framboesa de Ouro de pior atuação do ano e, claro, Kathryn Bigelow, que definitivamente mostrou ser bem mais do que a “ex-mulher de James Cameron”.
Guerra ao Terror, de Kathryn Bigelow, foi o grande vencedor do Oscar 2010. Levou seis prêmios, entre eles os das principais categorias, melhor filme e direção. Avatar ficou pra trás, com apenas três. Confira todos os vencedores:
Melhor filme: Guerra ao Terror
Melhor direção: Kathryn Bigelow, Guerra ao Terror
Melhor atriz: Sandra Bullock, Um Sonho Possível
Melhor ator: Jeff Bridges, Coração Louco
Melhor filme estrangeiro: O Segredo dos Seus Olhos (Argentina)
Melhor edição: Guerra ao Terror
Melhor documentário: The Cove
Melhores efeitos visuais: Avatar
Melhor trilha sonora: Up – Altas Aventuras
Melhor fotografia: Avatar
Melhor mixagem de som: Guerra ao Terror
Melhor edição de som: Guerra ao Terror
Melhor figurino: The Young Victoria
Melhor direção de arte: Avatar
Melhor atriz coadjuvante: Mo’Nique, por Preciosa
Melhor roteiro adaptado: Preciosa
Melhor maquiagem: Star Trek
Melhor curta-metragem: The New Tenants
Melhor documentário em curta-metragem: Music by Prudence
Melhor curta-metragem de animação: Logorama
Melhor roteiro original: Guerra ao Terror
Melhor canção: The Weary Kind, de Coração Louco
Melhor animação: Up – Altas Aventuras
Melhor ator coadjuvante: Christoph Waltz, por Bastardos Inglórios
Mesmo já tendo anunciado o nome do humorista uma semana atrás como apresentador de uma das categorias na cerimônia do Oscar no próximo domingo, a organização decidiu voltar atrás e vetou a participação de Sacha Baron Cohen, ator que interpretou os personagens Borat e Brüno nos cinemas.
Os “velhinhos da Academia”, esta entidade que na verdade é uma figura de linguagem para o absurdo conservadorismo, recato e comedimento de tudo o que envolve o Oscar, mais uma vez levou medo do que poderia estar por vir.
Pelo que se sabe, a ideia de Cohen era entrar no palco do Kodak Theatre vestido de fêmea Na’vi grávida, e acusar o diretor de Avatar, James Cameron, de ser o pai do bebê.
Nada demais.
Mas os “velhinhos da Academia” teriam achado que Cameron poderia ficar ofendido.
Uma pena.
Confesso, meus amigos, que nunca a tinha visto. Mas eis que achei esta foto, por acaso, e não posso deixar de compartilhá-la. Com vocês, a bunda do Oscar.

Foto de Todd Wawrychuk / ©A.M.P.A.S.
É oficial. A Academia acaba de anunciar que o comediante Sacha Baron Cohen, o comediante por trás de personagens como Borat e Brüno, vai apresentar a entrega do Oscar em uma das categorias, na noite de 7 de março, em Los Angeles.
Claramente, há um esforço muito grande para trazer nova audiência à cerimônia. O nome de Cohen já havia sido ventilado pelos produtores deste ano e vetado na hora pelo “conselho de velhinhos”. Mas parece que os produtores Bill Mechanic e Adam Shankman, por fim, venceram.
Acho que o pessoal mias conservador já deve ter começado a rezar para que o cara se comporte.
Além de Sacha Baron Cohen, outros comediantes que estarão presentes no palco do Kodak Theatre e que acabam de ser anunciados são Jason Bateman, Steve Carell, Tina Fey e Ben Stiller.
O longa-metragem turco Bal (que em português significa “mel”), de Semih Kaplanoglu, saiu como o grande vencedor da edição comemorativa dos 60 anos da Berlinale, considerada unanimemente um sucesso. No total, o público espectador foi superior a 300 mil pessoas que lotaram os cinemas da capital alemã de 11 a 21 de fevereiro.
Roman Polanski, atualmente cumprindo prisão domiciliar na Suíça, ganhou como melhor diretor por The Ghost Writer, enquanto o filme mais comentado do 60º Festival de Berlim, Caterpillar, de Koji Wakamatsu, que mostra a história de um ex-combatente japonês da Segunda Guerra que volta pra casa sem braços e pernas, surdo e mudo, mas como um grande herói, acabou recompensado com o Urso de Prata de melhor atuação feminina para Shinobu Yoshizawa
Confira todos os prêmios concedidos pelo júri presidido pelo mestre Werner Herzog e composto ainda pelas atrizes Renee Zellwegger, Yu Nan, Cornelia Froboess, a cineasta Francesca Comencini, o produtor José Maria Morales e o escritor Nuruddin Farah:
Urso de Ouro de melhor filme: Bal, de Semih Kaplanoglu, da Turquia;
Urso de Prata – Grande prêmio do júri: Eu cand vreau sa fluier, fluier, do romeno Florin Serban;
Urso de Prata de melhor cineasta: Roman Polanski, por The Ghost Writer;
Urso de Prata de melhor ator: dividido entre os russos Grigori Dobrygin e Serguei Pouskepalis, pelos papéis em How I Ended This Summer, de Alexei Popogrebsky;
Urso de Prata de melhor atriz: a japonesa Shinobu Terajima, por Caterpillar;
Urso de Prata de melhor contribuição artística: Pavel Kostomarov pela fotografia de How I Ended This Summer;
Urso de Prata de melhor roteiro: Apart Together, de Wang Quan’na, da China;
Prêmio Alfred-Bauer: Eu cand vreau sa fluier, fluier, de Florin Serban;
Urso de Ouro de melhor curta-metragem: Höndelse Vid Bank, de Ruben Ostlund, da Suécia;
Urso de Prata de curta-metragem: Hayerida, de Shai Miedzinski, de Israel;
Prêmio Teddy de melhor filme gay e transsexual: The kids are all right, de Lisa Cholodenko, dos EUA;
Câmera da Berlinale: cineasta japonês Yoji Yamada;
Urso de Cristal da seção Generation 14: Neukölln Unlimited, de Agostino Imondi e Dietmar Ratsch, da Alemanha.
Guerra ao Terror, de Kathryn Bigelow, saiu consagrado do BAFTA 2010, prêmio da Academia Britânica de Artes da Televisão e do Cinema que aconteceu no último domingo em Londres. O filme levou seis prêmios, incluindo as principais categorias. Pode ter dado mais um passo importante na briga pelo Oscar. Confira todos os premiados:
MELHOR FILME: Guerra ao Terror
MELHOR DIRETOR: Kathryn Bigelow, por Guerra ao Terror
MELHOR ATOR: Colin Firth, por Direito de Amar
MELHOR ATRIZ: Carey Mulligan, por Educação
MELHOR ATOR COADJUVANTE: Christoph Waltz, por Bastardos Inglórios
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Mo’nique, por Preciosa Continue lendo »