Fui ontem assistir ao Alegría, do Cirque du Soleil, e tanta badalação em torno do evento não é em vão.
Figurinos impecáveis, banda (excelente banda) tocando ao vivo, organização irreparável. Espetáculo belíssimo.
Nenhum número deixa a desejar, nem mesmo os tradicionais palhaços, que tanta gente não aprecia (alguns até têm medo).
E os caras sabem como ganhar dinheiro de verdade: além dos ingressos caríssimos, muita gente acabou gastando vários reais extras na enorme loja que vende artigos com a marca do circo. Pra se ter uma noção, camisetas simplezinhas saíam por uns R$ 70 e um adereço para a cabeça, com duas ou três plumas, por R$ 130.
Na copa, uma pipoca grande custava R$ 13, e uma lata de refrigerante, R$ 4.
A questão me parece a seguinte: quando o espetáculo e todos os serviços que o envolvem estão de acordo ou mesmo superam a expectativa do público (neste caso, uma expectativa altíssima), ninguém se importa em pagar por ele.
No CineSemana que começa a circular hoje (e pode ser baixado em pdf aqui no blog), a matéria de capa é a entrevista exclusiva com João Guilherme Estrella, o protagonista real da história contada em Meu Nome não é Johnny. Ele esteve essa semana em Porto Alegre para lançar seu primeiro disco, Meu Nome é João Estrella e aproveitou para conversar com a gente. Segundo o próprio, o filme pintou um retrato fiel. Carismático, inteligente e engraçado, há apenas uma marcante caraterística que não está no filme e logo chama a atenção ao conhecê-lo ao vivo: a serenidade. Mas isso talvez se deva ao fato de que quem conhece João Estrella hoje está diante da versão amadurecida do garoto irrefreável que passou dois anos internado em um manicômio.
Ao falar de música, ele se enche de orgulho. Ao falar de si mesmo, é completamente ciente da imagem que criou ao expor sua vida e o papel que assumiu ao contá-la em livro, filme e palestras. Quando retoma o passado, não há remorso ou vergonha na voz tranqüila. Na questão das drogas, longe de apontar culpados e antes de esquentar o debate, João Estrella humaniza o problema. A sua trajetória é a prova de que o submundo das drogas não é tão “sub” quanto se costuma pintar. Aqui você confere a íntegra da entrevista com trechos inéditos.
O seu nome está em livro, filme e disco. Qual o lado bom e o ruim de ser quase uma grife?
Tem sido bom porque você fica criativo, canaliza a energia para coisas positivas, aparecem novas propostas de trabalho, estimula muito para as palestras e debates que eu gosto de fazer com todo tipo de pessoas. Já fiz debates com presos, com menores infratores, juízes, desembargadores, alunos de colégios particulares, públicos, faculdades, empresas. Você se sente bastante útil, colaborando com a experiência para alertar principalmente a molecada mais nova que às vezes faz coisas sem saber até onde aquilo pode chegar.
O filme ajuda na promoção do disco?
Já ajudou a negociar contrato com ã EMI porque tem uma música no filme. Fiz muito contato na internet com pessoal que leu o livro, viu o filme, são pessoas que hoje estão ouvindo as músicas e gostando. Acho que tudo faz parte da minha história, uma coisa puxa a outra. Quando saiu o livro, os produtores de cinema ficaram interessados, quando o filme saiu trouxe o livro de volta com uma vendagem enorme, são mais de 60 mil vendidos em pouquíssimo tempo. São trabalhos diferentes, apesar de o disco ser como um fechamento para toda a história. Continue lendo »
Alguém consegue imaginar a dupla Chitãozinho e Xororó interpretando ao seu estilo sertanejo as músicas da Fresno? Mais bizarro ainda, imaginar os integrantes da banda dando uma versão pop rock aos hits da dupla?
Pois o programa musical Estúdio Coca-Cola Zero, que deve ser gravado até junho, vai mesmo reunir estes artistas de estilos tão diferentes para cantarem à sua maneira as músicas do outro.
Será que os produtores do programa acharam semelhança entre o jeito de cantar de Lucas, vocalista da banda Fresno, e o timbre dos sertanejos?
O vocalista da Fresno, Lucas Silveira, mostrou em primeira mão para o CineSemana o novo álbum Redenção, que chega às lojas dia 15 de abril, e comentou cada uma das faixas. Confira:
1 - Sobre todas as coisas que eu…
Com apenas um minuto, essa faixa de introdução do disco à base de teclados serve para preparar o clima e também para dar unidade ao trabalho. “Ao mesmo tempo em que ela se liga à segunda música por conta do título, também conta com alguns elementos que vão se repetir de propósito em todas as outras.”
2 - Não quero lembrar
É a primeira música de fato, e sintetisa o álbum. “Decidimos abrir com esta, pois mostra tudo o que vai ter no disco: mais suavidade, timbres de guitarra diferentes e que agora se sobressaem muito mais, teclado bombando e bateria econômica”.
3 - Uma música
Primeiro single do disco, está tocando nas rádios de todo País desde a última quinta-feira. Foi escolhida como o carro-chefe por ter uma linguagem musical mais universal. “Até a mixagem dessa música foi diferente, deixa a letra falar muito mais que o instrumental. Não queremos limitar nosso público pela idade, então tem que agradar a todo mundo”.
4 - Contas vencidas
O primeiro registro dela foi no MTV Ao Vivo 5 Bandas de Rock. “Apesar de não ter sido trabalhada, essa música estourou sozinha. O público adora e é uma das mais cantadas nos shows. E no disco ficou excelente.”
5 - Desde quando você se foi
Uma balada pop rock clássica. “Essa é pra ser tocada em um estádio, com a galera girando camiseta. É candidata a ser o próximo single. Aqui fica bem claro como os vocais estão mais suaves.”
6 - Redenção
A mais pesada do disco. “Ela é muito rock. Mas apesar de ter a guitarra mais forte, pra mim ela é a mais pop também. E a Redenção a que a música se refere é o próprio parque de Porto Alegre, fala sobre uma ex-namorada indo pra lá com um cara novo.”
7 - Alguém que te faz sorrir
Regravação da música presente no disco Ciano, ganhou uma roupagem diferente e inusitada. “Versão surpreendente, 100% eletrônica e só com um violãozinho. As programações são sempre eu que faço, mas essa foi feita pelo Bonadio (produtor), por ser mais pop, e ficou muito bom. Ainda quero ver essa aqui na novela das oito.”
8 - Passado
Dá pra sentir de longe a influência de The Killers nesta faixa. “Foi uma das primeiras músicas a ser composta, mas mudou bastante desde então. Também tem uma grande participação do Tavares nos vocais principais. E rola uma apoteose no final.”
9 - Good-bye
É a balada pop que todo disco, para o bem ou para o mal, acaba tendo. “Essa é bem Dashboard Confessional, tem até uma viola. Ficou pop até demais, mas não porque essa fosse a intenção, ela simplesmente nasceu assim.”
10 - Europa
Conta com um baixo grave, em alto volume e bastante distorcido, seguido por uma guitarra rapidíssima. “É o som mais cavalo do disco. A influência aqui é Anberlin. É a única música composta por todos os integrantes juntos, surgiu enquanto a gente fazia uma jam. Tem um riff de guitarra muito marcante.”
11 - Você perdeu de novo
Segue a linha da parte final do disco, com faixas mais pesadas. “Essa não tem muita frescura. Mas tem um último resquício da fase pop punk da banda. Aqui está o único solo de guitarra do álbum inteiro, ao melhor estilo rock n’ roll tosco.”
12 - Polo
É o maior sucesso da banda, foi a música de trabalho do MTV Ao Vivo 5 Bandas de Rock. “Empurramos essa música para o final do disco para que as pessoas o ouvissem inteiro. Não mudou praticamente nada, só o timbre de teclado. É o primeiro registro dela em estúdio.”
13 - Milonga
Melhor faixa do álbum. Começa com uma guitarra limpa e agressiva no estilo Foo Fighters, depois ganha muitos samplers e um ritmo dançante. “Essa é a música que eu mostro pros artistas, é a mais conceitual e diferente. O refrão da primeira música é retomado, só que agora bem triste.”
Fui ontem no show da Orquestra Imperial no Opinião. Apesar do nome, a big band carioca não tem nada de orquestra. Formada por gente como o sambista Wilson das Neves, Moreno Veloso (o filho do Caetano), Rodrigo Amarante dos Los Hermanos e a cantora e atriz Thalma de Freitas, o grupo apresenta um repertório de gafieira e composições próprias.
Em Porto Alegre, alguns fãs de Los Hermanos ficaram decepcionados com a ausência de Amarante, mas uma das vantagens de uma banda com mais de 15 pessoas é que uma só não chegou a fazer falta. Animados e dançantes, os integrantes pareciam estar curtindo a festa tanto quanto nós, principalmente Wilson das Neves, a simpatia em pessoa. Para sorte do público, já que o show é muito mais para ser dançado do que visto, a casa não chegou a lotar. Infelizmente a qualidade do som do Opinião deixou muito a desejar. Quem quiser ouvir um pouco do samba imperial pode visitá-los no myspace ou procurar o disco Carnaval Só no Ano que Vem.
Foram divulgadas hoje as atrações do Abril Pro Rock, um dos maiores festivais do País realizado todo ano em Recife, Pernambuco. Vendo a lista de shows já dá vontade de fazer as malas para curtir um inusitado rock na cidade do frevo.
Tem os New York Dolls, que eram grandes na cena punk dos anos 70 e mostram ser mais uma daquelas bandas que insistem em tocar por décadas a fio, a paulista revelação da MPB, Céu, o psicodélico Júpiter Maça e os sergipanos Rockassetes.
O festival acontece dias 11, 12 e 27 de abril. Os ingressos para os dois primeiros dias custam R$50 (R$ 25 a meia), ou R$30 mais um kg de alimento não perecível. Dia 27, dia da banda Halloween que deve atrair hordas de metaleiros à arena de shows, a entrada sai por R$ 80 (R$ 40 a meia), ou R$50 mais um kg de alimento. Clique abaixo para a programação completa. Continue lendo »
Duas novidades musicais acabaram de cair na rede. O próximo single de Madonna, 4 minutes, vazou para a internet neste fim de semana. A faixa foi produzida por Timbaland, o produtor superstar de dez entre dez hits da cena pop americana. Ainda mais pop, Justin Timberlake participou dos vocais acompanhando Madonna no refrão.
Na trilha do Radiohead, a banda Nine Inch Nails lançou hoje seu novo álbum sob uma licença Creative Commons. No site da banda, é possível baixar gratuitamente as nove primeiras faixas de Ghosts I-IV, um álbum dividido em quatro discos. As outras três partes do projeto podem ser adquiridas das mais variadas formadas.
É possível comprá-las em mp3 por cinco dólares, em um CD duplo por dez dólares, uma versão luxo por 75 dólares ou a megalomaníaca versão ultra-luxo, por 300 dólares, com dois CDs, um DVD, um disco Blu-Ray com faixas em alta definição e quatro LPs em estojo de tecido. A banda encoraja os fãs que fizerem alguma compra a distribuírem cópias para os amigos. Cada vez mais o marketing de parecer uma banda boazinha compensa abrir mão de direitos autorais.
Foram anunciados no último dia 14, em Londres, os indicados ao Brit Awards 2008, premiação musical que destaca os astros do Reino Unido. O cantor de origem libanesa Mika é o principal destaque, com quatro indicações, mesmo número que a cantora Leona Lewis (vencedora do reality show X-Factor) e a banda Take That, também relacionados em quatro categorias. Leona está na briga pelo prêmio de melhor cantora com Kate Nash, KT Tunstall, PJ Harvey e Bat For Lashes.
Mika está na disputa de melhor cantor com Jamie T, Mark Ronson, Newton Faulkner e Richard Hawley. Paul McCartney será homenageado pelo conjunto de sua obra e vai se apresentar na premiação, assim como Kaiser Chiefs, Mark Ronson, Mika e Rihanna. Ozzy e Sharon Osbourne serão os anfitriões da festa.
Os leitores da revista norte-americana de música Rolling Stone escolheram, através de uma votação, os 25 melhores vídeos do ano de 2007. Na lista estão clipes de artistas como a canadense Feist, o rapper Snopp Dogg e as bandas Spoon, Foo Fighters e Arcade Fire. O grande vencedor, no entanto, foi a banda Nine Inch Nails, com a música Survivalism, que você pode conferir abaixo.