A Laura Barnett, que escreve pro blog de cultura do Guardin, acabou de publicar um post meio saudosista com relação às coreografias e dancinhas de músicas. Pra ela, nada é tão bom quanto a simplicidade das coreografias de Macarena, o moon walk popularizado por Michael Jackson ou o hit dos casamentos e formaturas, YMCA.
Na verdade, a birra dela é contra complexidade dos movimentos quase barrocos de tão rebuscados de Beyoncé Knowles, sobretudo aqueles presentes na coreografia do clipe de Single Ladies (Put a Ring On It). Se você ainda não conhece, confere isso aqui rápido, antes que a Warner Music reclame e o youtube tenha que tirar isso do ar.
Se por um lado Laura tem razão (as coreografias antigas eram bem mais práticas), por outro ela esquece que ver alguém fazendo aquelas dancinhas velhas numa festa (e hoje em dia em um vídeo na internet) não tem graça nenhuma. Já os movimentos bizarros de Beyoncé…
Discorda? Então toma esses dois argumentos fatais:
Beyoncé, CineSemana está contigo!
Agora me dêem licença que vou acabar de treinar os passos.
A banda Fresno tem realmente muito o que comemorar. Não faz muito tempo, seus integrantes ainda estavam gravando as músicas no computador de casa com um violão velho e as divulgando pela internet.
Poucos anos depois, alguns discos lançados e prêmios conquistados, os caras da Fresno estão neste momento viajando para Fortaleza, onde irão gravar uma participação na novela Malhação, da Rede Globo.
Aos 16 anos, a jovem artista que ainda nem saiu da escola já circula entre músicos de renome (Foto: João Wainer/ Divulgação)
O CineSemana que chega aos cinemas hoje, dia 5, traz uma entrevista exclusiva com Mallu Magalhães, mais recente fenômeno musical brasileiro que deve sua fama à divulgação na internet. Cantora, compositora e instrumentista, ela tem apenas 16 anos e virou sensação na internet após colocar suas músicas no MySpace. Apontada como a grande revelação o cenário independente brasileiro, a menina de voz suave, que compõe canções folk, a maioria em inglês, iniciou sua carreira meteórica em 2007. Desde então, seus singles disponibilizados na rede contabilizaram centenas de milhares de acessos, ela recebeu três indicações ao Video Music Brasil (VMB), o badalado prêmio da MTV, e no mês passado lançou o primeiro álbum homônimo com 14 faixas, incluindo os hits Tchubaruba e J1. Gravado no Rio de Janeiro ao longo de 20 dias, durante as férias de julho, o disco Mallu Magalhães tem produção de Mario Caldato Jr., brasileiro que já trabalhou com artistas como Beastie Boys e Jack Johnson. A divulgação fez parte de uma ação de marketing com uma operadora de celular, que está vendendo cada faixa por R$ 1,99 em seu site.
Fã de Bob Dylan e Johnny Cash, a paulistana de classe alta chama atenção pela precocidade e pelo visual alternativo, incluindo suas próprias criações de moda e o constante uso de calçados desparceirados. Nas últimas semanas, a grande polêmica girou em torno de seu namoro com Marcelo Camelo, ex-vocalista do Los Hermanos, de 30 anos, com quem formou um dueto para compor e executar a música Janta para o recém lançado trabalho solo do cantor. Ainda adolescente, Mallu precisa conciliar os estudos com a agenda lotada de shows e participações em festivais pelo País afora. Por conta disso, entrevistar a jovem foi mais difícil do que conversar com alguns figurões do cinema e da música brasileira. Confira um pouco do que contou por e-mail a garota que fala em tom poético sobre si mesma e sua carreira e que virou hype no País.
Você é considerada um fenômeno da internet, suas músicas bateram recordes de downloads e os seus vídeos viraram mania no YouTube. Havia alguma estratégia para você ser divulgada assim?
Ah, na verdade um amigo meu me falou: “por que que você não põe no MySpace”. Aí eu pensei: “é”, pra ver no que dava.
Quais as suas referências musicais, o que você gosta de ouvir?
Aqui no Brasil eu tiro o chapéu para toda a turma da Tropicália, desde o Tom Zé até o Caetano, João Gilberto, Elis, Gilberto Gil, Mutantes. Bom, aí entra um pessoal como o Cazuza e a Ceumar, o Vanguart, Los Hermanos. De fora eu trago o Dylan, o Johnny Cash, Woody Guthrie, Donavon, Hoyt Axton, Neil Youg, Tom Waits, Elvis, Beatles, Beach Boys, Stray Cats, Chuck Berry, Larry Williams, Chigado, America, Matt Costa.
Foi divulgada há poucos dias a primeira imagem de Johnny Depp como o Chapeleiro Maluco, personagem que ele vai interpretar na adaptação de Alice no País das Maravilhas. Eu ia só postar a foto para que vocês possam ter uma idéia de como vai ser o resultado final – me parece um chapeleiro insano mesmo, até um pouco sombrio. Mas olhando pra figura não pude deixar de pensar que se algum dia sair uma versão brasileira de Alice, já aponto uma forte candidata para assumir o papel do Depp:
O ponto alto da cabeine de Max Payne a que fui assistir hoje foi o trailer de Austrália. Nem tanto pela promessa de que será um grandiosíssimo filme, muito embora tenha potencial, com Baz Luhrmann (de Moulin Rouge) na direção e Nicole Kidman e Hugh Jackman como protagonistas.
O que me chamou atenção foi a trilha sonora certeiríssima do trailer, quase inteiramente pontuado pela bela e emocionante The Only Moment We Were Alone, da banda de post-rock Explosions In The Sky. Com essa trilha, também, é covardia: acho que até Max Payne ficaria emocionante.
Pesquisando na internet, achei um trailer diferente, com outra trilha. A diferença entre os dois, na minha opinião, é gritante. Comunicam coisas totalmente diferentes, parecem mesmo outro filme. Sintam só:
Versão com Explosions In The Sky (filme emocionante e épico):
Versão sem Explosions In The Sky (filme misto entre Titanic mais brega e Indiana Jones visita o Pacífico):
Eu assistirei só ao primeiro, quando estreiar nos cinemas, em 23 de janeiro. Hehehehe
Como o Gustavo já tinha anunciado, entrevistamos o Mano Changes essa semana. O deputado nos recebeu no seu gabinete na Assembléia Legislativa para um informal bate papo sobre o encontro entre arte e política. A íntegra da nossa conversa você confere abaixo, mas posso dizer que foi um alívio entrevistar um político que não fugiu das perguntas. Confira:
Vocalista da banda Comunidade Nin-Jitsu e deputado estadual eleito com 43 mil votos, Mano Changes é a pessoa mais irreverente que se poderia encontrar na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul. Nesta entrevista exclusiva, ele mostra como equilibra a vida de músico e a de político, declara sua opinião sobre a descriminalização da maconha e conta o que acontece quando 54 engomadinhos dividem o mesmo espaço com o autor de músicas como Ah, Eu Tô Sem Erva, Merda de Bar e seu mais recente sucesso, Chuva nas Calcinha.
Por que entrar na política quando você já tinha uma carreira artística consolidada de sucesso?
Tenho, né, a música é a minha profissão, é o amor da minha vida, o que me faz feliz e eu nunca posso deixar de conviver com o palco e as pessoas que gostam das músicas que a gente compõe. Só que a Comunidade [Nin-Jitsu] sempre foi politicamente incorreta, sempre foi uma banda divertida, mas isso não significa que eu não tinha pretensões de ajudar as pessoas. Eu vi que era a pessoa pública que era o Mano Changes pra juventude era uma oportunidade de trazer uma pessoa diferente pra Assembléia, que representasse uma galera que não tem voz aqui ou que não se sente à vontade de estar na Assembléia.
Eu queria contribuir, ajudar e usar um pouco da experiência de vida que eu tenho pra trazer mais representatividade pro jovem. Hoje um dos maiores problemas do nosso País é a falta de oportunidade de emprego pro jovem que está apto ao mercado de trabalho e eu acredito que uma das causas é a falta de representatividade do jovem na política.
Você diz que a Comunidade é uma banda politicamente incorreta, o que reflete em ti. Como você foi recebido na Assembléia pelos outros deputados?
Eles começaram a conhecer a banda depois que eles me conheceram porque eles vivem em outro mundo, até os mais novos não tinham muita referência do que toca no Rio Grande do Sul, o que a gurizada tá ouvindo. Então as pessoas esperavam o Mano um cara polêmico só por ele ser músico e só por ele ser jovem. Mas eu sou um cara de diálogo, eu sou um cara que respeita muito o que as pessoas tem pra dizer. E acho que a política requer isso. Pra representar alguém, tu tem que saber ouvir esse alguém, e mostrando que eu não tenho ranço político, que eu sou um cara aberto a idéias, independente da onde elas vierem, as pessoas viram um cara de diálogo, com cabeça aberta e isso trouxe respeito. Muita gente disse ‘ah, mas olha só o Mano quer aparecer, ele usa terno e camisa pra fora das calças’. Eu uso porque eu me sinto à vontade. Se tu for pensar na maioria dos jovens que vai a casamento, que vai a debutante, a gurizada usa camisa pra fora das calças e hoje é fashion até. A gente tem que estar o mais confortável possível pra poder trabalhar sem ferir o regimento interno, que diz que tem que estar de paletó, gravata e camisa no Plenário, mas não interessa como vai estar a camisa e a gravata.
Você guarda uma camisa sobressalente aqui?
Tem, tá ali [aponta para um armário no canto da sala], com certeza. Eu uso gravata mesmo no Plenário só.
Também não tem porque não usar e criar conflito, né?
Não, claro. O Raul Pont disse pra mim ‘ah tu tem que fazer uma lei pra abolir a gravata, e eu te apoio`. Daí eu disse que não ia fazer lei pra abolir gravata, fazer lei pra me privilegiar. Eu estou aqui pra privilegiar as pessoas, não pra eu me sentir mais confortável, gravata é um respeito ao Estado, ao povo e aos eleitores que acreditam na gente também. Continue lendo »
Preparem-se. Eu e a Julia acabamos de voltar da Assembléia Legislativa gaúcha, onde entrevistamos o Deputado e Vocalista Mano Changes.
Posso adiantar que ele não fugiu de nenhuma pergunta. Falou sobre preconceito por parte dos políticos “ortodoxos” com seu jeitão desleixado (guarda uma camisa amarrotada no armário do gabinete, pras ocasiões de votação no plenário), artistas na política, os perigos de um deputado roqueiro fazendo show em cima de um palco, lei seca e, claro, maconha, que é tema de muitas músicas da Comunidade Nin-Jitsu, banda da qual é o vocalista.
Vossa Excelência Deputado Mano Changes, grande presença no gabinete 1104
Exatamente 1227 pessoas se reuniram com o único e louvável propósito de dançar Thriller vestidas de zumbis. O encontro foi realizado na Grã-Bretanha e quebra o recorde de dançarinos zumbis executando a coreografia do hit de Michael Jackson. A equipe do Guinesse levou mais de meia hora para contar os participantes, que, por sua vez, devem ter levado bem mais que isso para se maquiar adequadamente.
O presidente do festival GameCity, onde ocorreu a façanha, declarou que “é muito importante se reunir e dançar Thriller, de Michael Jackson, porque é o que os zumbis fazem quando se reúnem”. Naturalmente. Abaixo você confere um vídeo da preparação da coreografia que entrou para o Guiness e, de quebra, a minha versão preferida para a dança de zumbis, performance dos internos de um presídio nas Filipinas.
No domingo passado aconteceu a finalíssima do 11º Festival de Música de Porto Alegre. Passaram pelo palco 36 canções inscritas. Veja quem se destacou:
1º Lugar: Linha, de Tiago Rinaldi; 2º Lugar: Sonego, de Allan Castro e Bruno Morais; 3º Lugar: Num Abril, de Elizabeth Krieger e Edson Guerreiro;
Melhor intérprete: Ro Bjërk – Tempo de Espera Melhor letra: Tiago Rinaldi – Linha Melhor instrumentista: Paulinho Cardoso – Tempo de Espera Melhor Arranjo: Recado – Caio Martinez
Além dos troféus, foram premiadas em dinheiro a melhor música (R$ 4.000,00), o segundo lugar (R$ 2.500,00) e o terceiro lugar (R$ 1.500,00). Também receberam prêmios de R$ 500,00 as seguintes categorias: instrumentista, letra, arranjo e interpretação.
Andina, que andou se apresentando ao lado de BNegão recentemente
A 12ª edição do República do Rock é na próxima terça, 21 de outubro, com a participação de Walverdes e Andina, que se apresentam às 19:30 no Teatro Renascença, em Porto Alegre.
Walverdes e sua boa barulheira
A cada duas semanas o República do Rock abre espaço para produções independentes, promovendo o encontro de uma banda estabelecida – Walverdes – e uma banda emergente do cenário cultural de Porto Alegre -Andina – sempre às 19:30, com a entrada franca. O projeto é realizado pela Coordenação de Música da Secretaria Municipal de Cultura.
Serviço
Andina e Walverdes
Terça-feira, dia 21 de outubro, às 19h30
Teatro Renascença, em Porto Alegre
Entrada franca