Aproveitando a turnê que os traz ao Brasil, os roqueiros do Iron Maiden farão no Rio de Janeiro a première mundial de seu longa-metragem Flight 666. O filme é um registro de parte da turnê Somewhere Back in Time.A sessão ocorrerá no Cine Odeon, às 14h do dia 14 de abril, poucas horas antes da banda subir ao palco para a apresentação na Praça da Apoteose, e contará com a presença dos músicos. O preço módico dos ingressos é de R$ 80. O lançamento mundial do filme acontece dia 21 de abril.
Fui assistir a O Lutador, do bom Darren Aronofsky (de Pi, 1998) com algumas semanas de atraso. Além das expectativas pelo diretor do filme e pelo aclamado trabalho de Mickey Rourke – de fato muito bem interpretando ele mesmo – ambas supridas, estava ansioso para conferir o trabalho do compositor Clint Mansell – parceiro de Aronofsky em mais de uma oportunidade e mais conhecido pela trilha de Réquiem para um Sonho -, por quem já revelei aqui minha admiração.
Pois que saí da sessão sem ter “conseguido ouvir” a trilha, saí do cinema como se tivesse recém acordado, recobrado a consciência, e lembrei de ter “perdido” toda a parte musical do longa-metragem. Agora, pesquisando, lembro não só da trilha como de cada cena que ela pontua, o que é o maior dos méritos para um compositor que cria para o cinema, ter o seu trabalho praticamente encrostado na parte visual formando um bloco único. Não é exagero dizer que a música de Mansell é parte fundamental de O Lutador, mesmo (ou principalmente) quando não é percebida.
Ótimo filme com uma ótima trilha. Para quem, assim como eu, saiu da sala de exibição hipnotizado e sem lembrar dela, pode conferir aqui.
Entre as muitas qualidades de Quem Quer Ser um Milionário?, uma delas é, sem dúvida, a música que o pontua, muito boa e que ganha grande destaque na edição final do filme (demasiadamente, para algumas pessoas).
Das três canções originais indicadas ao último Oscar, duas eram de AR Rehman, O… Saya e Jai Ho. Esta última, que saiu vencedora, é pra mim um grande resumo musical do filme, sintetiza toda a mistura empregada por Danny Boyle no longa só que em versão musicada. Cordas que marcam tensão, elementos eletrônicos e até um trecho em espanhol, aparentemente sem sentido algum, lembrando Macarena. Coreografada, então, a canção virou a própria ode ao final feliz do filme.
Independente de todas as acusações de plágio, Coldplay foi a banda que mais vendeu discos ano passado. Seu álbum Viva La Vida Or Death And All His Friends vendeu mais de 6 milhões de cópias ao redor do mundo. O órgão que controla as vendagens de discos, a IFPI, ainda informou que Viva la Vida vendeu mais downloads que qualquer outro álbum na história em apenas um mês. A banda ainda tem mais motivos para comemorar, já que a banda ganhou três Grammy na premiação desse ano, inclusive o de melhor disco de rock.
O disco do Coldplay foi seguido por Black Ice, do AC/DC; a trilha sonora do filme Mamma Mia; a estréia da cantora Duffy, Rockferry; Death Magnetic, do Metallica; Spirit, de Leona Lewis; a britânica Amy Winehouse com Back to Black; a trilha sonora de High School Musical 3; Tha Carter III, de Lil Wayne; e o álbum da Rihanna, Good Girl Gone Bad.
Pesquisando para a matéria sobre plágios que sai no CineSemana de amanhã, encontrei acusações vindas de todos os lados e apontando para todos os cantos. Mas o mais interessante é que há casos em que me parece realmente impossível determinar se houve uma cópia de má-fé ou apenas coincidência.
Essa música Viva La Vida do Coldplay, por exemplo, foi apontada por três artistas como sendo de sua autoria. Primeiro foi a banda Creaky Boards, depois Joe Sartriani e, por fim, a francesa Alizée. Mas bastam uns cinco minutos no youtube para encontrar alguém que já acredita que o Sartriani estava plagiando ainda outra banda, o grupo de rock argentino Los Enanitos Verdes. Nos comentários do vídeo, alguém aponta a semelhança com uma música do Frank Sinatra. Eu ainda não sei no que acredito, vejam se vocês tiram alguma conclusão:
Primeiro round: Coldplay X Sartriani
Segundo round: Sartriani X Enanitos Verdes
Terceiro round: Coldplay X Creaky Boards
Quarto round: Coldplay X Alizée
Para comparar com a música do Sinatra e ver um vídeo que condensa 20 casos de “plágios” ou semelhanças, clique em Continue Lendo. Continue lendo »
Robert Plant, ex-vocalista do Led Zeppelin (Foto: Ella Mullins)
O ex-vocalista do Led Zeppelin Robert Plant e a cantora country Alison Krauss foram os grandes vencedores do 51º Grammy, que aconteceu ontem, em Los Angeles. A dupla ganhou cinco prêmios: álbum do ano e melhor álbum folk (Raising Sand), gravação do ano (Please Read the Letter), melhor colaboração country com vocais (Killing the Blues) e melhor colaboração pop com vocais (Rich Woman).
Coldplay, um dos favoritos, venceu nas categorias canção do ano, melhor performance pop em dupla ou grupo com vocais, e melhor álbum de rock, com Viva la Vida or Death And All His Friends.
A banda Radiohead, que toca no País em março, conquistou as categorias melhor álbum alternativo e melhor pacote ou caixa em edição limitada, por In Rainbows (2007).
O Brasil saiu de mãos abanando. Gilberto Gil, único artista tupiniquim entre os indicados, não levou o gramafone de melhor álbum de world music.
Confira a lista dos dos vencedores nas principais categorias:
Gravação do ano Please Read the Letter, de Robert Plant e Alison Krauss
Álbum do ano Raising Sand, de Robert Plant e Alison Krauss
Foi, sem dúvida, uma surpresa quando o ator Joaquin Phoenix anunciou que estava largando a carreira de ator para virar um rapper. Teve gente que duvidou de cara, achando que a coisa toda era apenas uma pegadinha para que ele e seu cunhado – Casey Affleck (o irmão do Ben) – pudessem fazer um documentário sobre a suposta guinada na carreira artística de Phoenix. E bem, ao que parece, essas pessoas estavam certas.
Um amigo do astro contou a um jornal americano que tudo não passa de um hoax, um trote no público e nos jornalistas para promover não apenas o filme mas também sua própria imagem. Ainda segundo o amigo, Phoenix teria dito que via a piada como um projeto artístico. Para mim parece mais uma bela jogada de marketing que tem dado bons resultados até agora.
Binki Shapiro, Rodrigo Amarante e Fabrizio Moretti no palco do Opinião, em Porto Alegre
É bem provável que o show do Little Joy que rolou ontem à noite, no Opinião, em Porto Alegre, não tenha tido sequer uma hora de música. Ainda assim, o que se viu na saída do bar foi uma pequena horda de gente muito satisfeita. Isso demonstra bem a competência dos caras em cima do palco – e também deixa claro que o disco de estréia da banda formada por Rodrigo Amarante, Fabrizio Moretti e Binki Shapiro realmente foi muito bem recebido por aqui.
Fosse uma banda qualquer e a apresentação de ontem ganharia o status de surrealista, tal a empolgação do público, que cantou todas as músicas de um grupo que recém lançou seu primeiro álbum. Mas é claro que as coisas não são normais quando um hermano e um stroke se juntam no mesmo projeto.
Chama a atenção que, apesar dos “figurões” que compõem o Little Joy, a banda definitivamente não passa um ar pretensioso. O clima foi de diversão o tempo todo, com os integrantes até se emocionando por conta da reação das pessoas. É como se eles deixassem aquela ânsia de “mudar o mundo” encrostada em todo artista para seus grupos mais famosos, isentando esse trio internacional – que ao vivo ganhou o reforço de mais três músicos – de qualquer responsabilidade absurda do gênero.
Os pontos negativos do show que contou com todas as canções do álbum de estréia (ao menos fora da ordem), além de uma inédita e dois covers, foram certamente o calor opressivo que fazia na casa (ei, pessoal do Opinião, que tal reforçar a ventilação do lugar ou vender menos ingressos?) e certo frenesi totalmente fora de propósito de algumas viúvas dos Los Hermanos.
No mais, show excelente. Espero que voltem mais vezes aqui pro sul.
Acho que todo mundo sabe da história: Charly García, o maior ídolo do rock argentino e verdadeiro cabra enlouquecido, se jogou do nono andar do Hotel Aconcagua, em Mendoza, Argentina, em 2007, e sobreviveu.
O que eu não sabia é que existiam tantos registros de imagem do acontecido. A melhor sequência que encontrei foi esta a seguir filmada pelo cinegrafista Daniel Raquela. Atentem para o seguinte:
- A 1′23″, depois que um batalhão de repórteres invade a piscina do hotel para ver o que havia ocorrido e se deparam com o músico nadando normalmente como se nada tivesse acontecido, a primeira frase de Charly é “Tragam-me uma coca-cola”.
- A 2′14″, uma repórter argentino faz a pergunta mais cretina possível: “Charly, onde deixaste a capa de Superman?“. No que o músico rebate, com equivalente cretinice: “No teu quarto”.
- A 2′55″, o músico, sob efeito de sabe-se lá quanta porcaria em seu organismo, dá uma entrevista sem cabimento algum, ainda de dentro da piscina, revelando que já se jogou de prédios muitas vezes.
O Guardian publicou, em seu site, uma série fantástica de fotos de estrelas do rock dos anos 1970 posando, ao lado de seus pais, em suas residências. O ensaio é do fotógrafo John Olson. Há pérolas incríveis. Minhas favoritas são as duas que seguem abaixo:
Frank Zappa, combinando o traje com as paredes, e seus pais Francis e Rosemary, mais discretos, na casa do músico em Los Angeles, Califórnia, em 1970. Foto: John Olson
No jardim da casa da família Jackson em Encino, Califórnia, 1970, a molecada barbarizava com suas motocas. E nem precisavam de capacete. Foto: John Olson
A série completa com as dez fotografias você pode conferir aqui.