Blog do jornal CineSemana

Postagens na categoria ‘Música’

Divulgado primeiro trailer de Nine

O esperado musical Nine, de Rob Marshall, adaptação cinematorgáfica da peça homônima com música e letras de Maury Yeston (que por sua vez se baseou no clássico , de Federico Fellini), já tem um trailer disponível. O filme tem elenco impressionante: Daniel Day-Lewis, Marion Cotillard, Penelope Cruz, Nicole Kidman, Judi Dench, Kate Hudson, Fergie e Sophia Loren, entre outros.

Veja abaixo algumas imagens, já que o trailer só pode ser visto aqui no site totalmente trancado da Apple:

Frank Sinatra por Martin Scorsese

Aproveitando-se de informações privilegiadas de que CineSemana publicaria em sua 80ª edição, que chega aos cinemas amanhã, um perfil de Frank Sinatra por ocasião dos 11 anos de sua morte completados hoje, o cineasta e muy amigo meu Martin Scorsese resolveu dizer para o pessoal da revista Variety que irá filmar uma cinebiografia de Il Padrone

A verdade é que as tratativas para o filme que deve se chamar Sinatra estavam em curso há anos e anos. Além do projeto ter demorado para ser concluído, houve ainda as barreiras impostas pela liberação dos direitos autorais do mestre do show bizz, administrados pela Frank Sinatra Enterprises.

O reiteiro foi escrito por Phil Alden Robinson (indicado ao Oscar por Campo dos Sonhos, 1989), e a produção está a cargo da Universal Pictures e da Mandalay Pictures.

Se você não sabe quem foi e o que fez Frank Sinatra, ou se simplesmente gostaria de saber um pouco mais sobre esse cara que era o símbolo da masculidade mesmo usando peruca, tinha uma rixa histórica com Marlon Brando, ganhou um Oscar, faliu e ficou milhonário denovo, não perca esta matéria que estará no jornal CineSemana que circula nos cinemas a partir de amanhã.

Impressões de Noel Gallagher sobre as cidades do sul do Brasil

Quando um artista desses considerados “tops” (ainda que os caras do Oasis estejam bem longe do topo do show business atualmente) desembarca em lugares como este nosso Sul do Mundo (Porto Alegre, Curitiba, etc), a babação de ovo e o puxassaquismo costumam ser desefreados. Exalta-se o artista, e muitas vezes os meios de comunicação fazem transparecer que tocar nestas cidades sempre fora o sonho da vida deles. Entende-se: não estamos acostumados mesmo a receber estrelas de primeira grandeza de coisa alguma. Mas será que os roqueiros fazem o mesmo, elogiam as cidades por onde passam simplesmente para fazer média e ficar bem nos negócios (que é o que verdadeiramente são os shows, etc)?

Nem sempre. Em suas “Histórias do meio do nada” (Tales From The Middle of Nowhere), que é como Noel Gallagher batizou seu diário da turnê na América do Sul, o guitarrista do Oasis não parece muito preocupado em agradar porto-alegrenses e curitibanos com palavras meigas. No dia 12 de maio, tarde da terça-feira, depois do show na capital paranaense e enquanto se preparava para a passagem de som no Gigantinho, em Porto Alegre, Noel escreveu: 

“Não sei o que estamos tentando provar tocando em lugares como aquele (Curitiba), e também aqui em Porto Alegre. Por que não apenas 2 grandes shows no Rio e em São Paulo? Se todo mundo na Argentina viaja pra Buenos Aires (…), não vejo por que deveria ser diferente no Brasil. (…) Um palco enjambrado num estacionamento nunca poderá se comparar com o barulho e o colorido de um estádio. Ainda assim, os shows em si têm sido bons. Poderiam ser melhores, no entanto. De qualquer forma, já chega disso. (…) Não vejo a hora de ir pra casa amanhã.”

Tudo bem, ninguém gosta de ver sua cidade achincalhada, mas não é difícil entender o ponto de Noel. E um pouquinho de sinceridade, ainda mais nesse universo artístico, deveria mesmo ser celebrada.

Ontem, quarta-feira, Noel escreveu sobre os preparativos para a partida de volta à Europa e classificou o show na capital gaúcha como “Amazing. Amazing”. Ok.

Oasis é rock sem tirar a mão do bolso

Irmão Liam e Noel Gallagher (foto de Diego Vara, pro ClickRBS)

Irmãos Liam e Noel Gallagher, pura simpatia (foto de Diego Vara, pro ClickRBS)

Ir ao show de uma banda que você não conhece quase nada é como entrar num cinema só pelo título do filme. Foi nessa condição que entrei no Gigantinho, em Porto Alegre, agora há pouco, para ver o Oasis.

Cheguei em cima da hora do show principal começar, e me espantei com o paradoxo: o ginásio não estava lotado, havia bastante espaço nas cadeiras, como de costume, e alguns vazios localizados nas arquibancadas; entretanto, era impossível circular. Algum gênio teve a ideia de deixar apenas um único vão de um metro de lagura para toda aquela gente entrar em cada uma das arquibancadas. E havia mais de 10 mil pessoas naquele lugar. Sério, quando houver um acidente, morre todo mundo. Avisei.

Ao evento: contrariando as expectativas, o som começou excelente. As músicas, não. Ao menos pro oasisiano de primeira viagem. Pior: na primeira metade da apresentação, senti que os caras tocavam com a mesma vontade que eu vou parao escritório quando tenho que trabalhar no domingo.

O turning point foi quando o Oasis, pra minha total surpresa, resolveu tocar uma música que era exatamente igual ao maior sucesso da Cachorro Grande, sem tirar nem pôr. Achei interessante.

A partir daí, o som ficou uma droga, e o show bem mais legal. Ou talvez eu que tenha demorado a perceber o quão interessante pode ser a antipatia aplicada sobre um palco. O vocalista Liam Gallagher passou a noite toda enfiado em uma espécie de capa de chuva do exército espacial russo, com semblante fechado e as mãos enterradas nos bolsos. Quando tirou as mãos de dentro do casaco e bateu palmas certa feita, foi ovacionado como se tivesse dito “I love you Powrto Alegrwe”, mas certamente o cara não fazia ideia de qual planeta habitava àquela altura. Seu irmão Noel também manteve o semblante bem sério, como se estivesse trabalhando no almoxarifado de uma repartição, e tocava sua guitarra tão vagarosamente que parecia estar escovando uma gengiva inflamada, mas o som que saia daquele instrumento era uma barulheira louca. Quanto menos ele se movimentava, mais potente ficava aquela guitarra. E o baterista parecia estar no show errado, baqueteando pra todo lado sem maior compromisso.

Musicalmente, os melhores momentos foram Wonderwall, Champagne Supernova e Don’t Look Back in Anger (esta sim, achei muito boa), as únicas canções que pude reconhecer. A iluminação me chamou atenção positivamente. O melhor cantor da banda é o guitarrista.

No todo, foi legal. Serviu, no mínimo, pra mostrar pra juventude presente que aquela história de presença de palco deve ser preocupação pra ator de teatro, não pra músico.

Multishow divulga indicados ao seu 16º Prêmio de Música Brasileira

O Multishow divulgou agora a pouco a relação dos artistas indicados (pelo público, é bom que fique claro) para a 16ª edição do seu Prêmio de Música Brasileira. A segunda fase da votação já está acontecendo aqui, e os vencedore serão conhecidos em cerimônia marcada para 18 de agosto.

Lendo o nome dos indicados – salvo raras exceções – fico com a impressão que nada de nada acontece na música brasileira há 200 anos. Titãs ainda toca? Jota Quest? Capital Inicial ainda não desistiu da palhaçada? Sempre as mesmas figurinhas carimbadas. Dá a impressão de que pouca ou nenhuma renovação aconteceu no período, de que as novas gerações decidiram ficar em casa jogando Wii (o que não é verdade).

Confere abaixo os indicados: Continue lendo »

Todos especulam sobre o futuro de Susan Boyle

Desde que apareceu no programa de calouros Britain’s Got Talent (veja aqui), há duas semanas, a escocesa Susan Boyle virou algo como o centro das atenções do showbizz. Junto com o sucesso absurdo, veio um caminhão de especulações.

Não é só mais um rostinho bonito na TV

A escocesa Susan Boyle, que definitivamente não é só um rostinho bonito na TV: boatos sobre lançamento de seu primeiro disco, aparição em comédia e até proposta para estrelar um pornô

1. O jornal Daily Telegraph publicou que Simon Cowell, um dos jurados do programa britânico em que Susan apareceu e criador do formato American Idol, quer produzir um filme sobre a vida da participante de 47 anos. Até aí tudo bem. O problema é que o jornal publicou também que Cowell quer que Demi Moore seja a protagonista do filme.

2. O mesmo Simon Cowell teria garantido que já está a caminho um disco de Susan. 

3. A própria susan teria ido a uma reunião para tratar do lançamento do seu primeiro disco, mas não com Simon Cowell, mas sim com diretores da gravadora Sony BMG.

4. A diretora Darla Rae teria convidado Susan para participar da comédia Section B, que está sendo preparada pela cantora Cindy Lauper e será protagonizada por Tippi Hedren, sobre pessoas que deixam de lado sua vida habitual para perseguir seus sonhos.

5. De acordo com o New York Daily News, Susan teria recebido uma proposta de US$ 1 milhão para estrelar um filme pornô. O motivo: ela declarou na TV que jamais foi beijada.

Nem preciso dizer em qual delas eu acredito.

McG vai levar musical Spring Awakening para a telona

McG, o infame diretor de As Panteras: Detonando e que terá sua grande chance de reabilitação em O Exterminador do Futuro: A Salvação, que estreia por aqui no dia 5 de junho, foi o escolhido para levar à telona a adaptação do musical de grande sucesso na Broadway e vencedor de 8 Tony Award Spring Awakening.

O musical, cheio de canções abordando temas como masturbação, estupro, aborto e suicídio, é baseado na peça de Frank Wedekind, de 1891, que retrata um grupo de adolescentes alemães que, vivendo no final do século XVIII, estão em plena descoberta da sexualidade.

Não há informações a respeito da peça ser vertida para o cinema na forma também de musical, e tampouco se sabe do interesse de algum grande estúdio em financiar o projeto.

CineSemana apoia a adaptação do musical (que é mesmo ótimo) para a telona, mas lamenta muito que McG tenha conseguido a direção.

Entre as 50 músicas da Esquire

Recomendo muito

Recomendo muito

Em mais uma de suas listas, a revista Esquire publicou 50 canções que “todo homem deveria estar ouvindo”. Como em toda lista, há muita novidade (ao menos para mim) e muita coisa bem previsível. Mas uma das sugestões me chamou a atenção e ganhou o meu apoio imediato.

48. “The Wrestler,” Clint Mansell Featuring Slash (The Wrestler Original Score). Because any good movie score can make your life seem cinematic. Especially a spare, heartbreaking one like this.”

Eu bem que já tinha dado a dica, mas vale o reforço. Afinal, agora é a Esquire quem está dizendo.

Michael Jackosn garante: “10 = 45″

Michael Jackson não resiste a uma mentirinha, que coisa. Há menos de uma semana, ele reuniu 2 mil jornalistas em uma mega-coletiva de imprensa para anunciar que faria seus dez últimso shows na capital inglesa (pra sempre, de todos os tempos, na história do mundo), em uma temporada na O2 Arena. E ainda sublinhou: “Quando eu digo que é isso, é isso e ponto”.

Mas sabem como é que é: a reação do público foi boa, todos os ingressos esgotaram em poucas horas, o rei do pop estava mesmo mal de dinheiro e eis que, agora, o Guardian anunciou que a temporada que seria de dez shows sofreu um leve aumento para 45 (QUARENTA E CINCO) noites de apresentação em Londres.

Resultado: nas casas de apostas londrinas, a maioria absoluta joga todo seu dinheiro como Michael Jackson não aparecerá para fazer as apresentações do dia marcado.

Michael Jackson confirma shows de despedida dos palcos de Londres

Aos 50, Michael Jackson está de olho na grana para se aposentar

Aos 50 anos, Michael Jackson está de olho na grana pra se aposentar

O rei do pop Michael Jackson resolveu dar um tempo em suas infinitas polêmicas para anunciar uma série de shows em Londres, que ele mesmo definiu como o “fechar das cortinas” de sua carreira na capital inglesa. Será uma temporada de dez noites de espetáculo no O2 Arena, com o primeiro show marcado para 8 de julho. O cantor de 50 anos não faz uma apresentação completa desde 2005, quando, através de um acordo com os acusadores, conseguiu se livrar do processo judicial por abuso sexual de um menor.

A volta de Jackson aos palcos se deve a seu colapso financeiro pessoal, conforme indica o leilão para a venda de objetos pessoais no próximo mês de abril. 

Os ingressos para os shows, considerados um grandiosíssimo acontecimento (tanto que só para o anúncio estiveram presentes mais de 2 mil jornalistas), variam entre £50 e £75, aproximadamente R$168 e R$252. 

Nota off-topic: Enquanto isso, em Porto Alegre, os tickets para o show de Liza Minnelli no Teatro do Bourbon Country estão sendo vendidos a partir de R$200, podendo chegar a até R$500, e quem quiser ver Burt Bacharach vai ter que desembolsar entre R$250 e R$450.

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