Blog do jornal CineSemana

Postagens na categoria ‘Música’

Mil estudantes são esperados amanhã para os Concertos Banrisul para Juventude

Os Concertos Banrisul para Juventude voltam ao palco do Theatro São Pedro amanhã, dia 23, às 10h e às 15h, em duas apresentações para cerca de mil alunos de escolas de Porto Alegre e arredores. Mais de 47,5 mil crianças e adolescentes já assistiram ao espetáculo, uma parceria do banco com a Orquestra de Câmara do Theatro São Pedro.

Criançada erudita (Foto: Ivan de Andrade/Divulgação)

Criançada erudita (Foto: Ivan de Andrade/Divulgação)

Um dos motivos do sucesso do projeto, que está comemorando oito anos, é a interatividade promovida entre a orquestra e o público, construída a partir do texto escrito por Luis Fernando Verissimo. Para contar a história de clássicos mundiais como Bach, Mozart e Vivaldi e de brasileiros como Villa-Lobos, Chico Buarque e Tom Jobim, o maestro Carlos Borges Cunha contracena com o ator Sérgio Etchuirri, que interpreta um cômico candidato à músico e conduz a platéia a descobrir, como funciona uma orquestra.

Trilha surrupiada na cara dura?

Acabo de assistir ao trailer de Missão Babilônia, novo filme estrelado pelo ator bombadão Vin Diesel e uma coisa me chamou muito a atenção (não foi o número absurdo de explosões consecutivas). A trilha sonora, que é uma das minhas favoritas de filmes. Quem gosta de cinema certamete vai reconhecer. Confere aí:

A grande questão, no entanto, é que esta é a trilha original composta para Réquiem para um Sonho, de Darren Aronofsky, pelo genial Clint Mansell. Nada demais, não fosse o fato de tal crédito não constar no IMDB. Lá, consta somente o crédito da trilha original para um cidadão de nome Atli Örvarsson. Que feio!

Pra você que não se lembra de Réquiem…, separei aqui uma versão do trailer com a trilha do Clint Mansell feita por um fã. Sensacional!

Update 16/09 - 19:15: O amigo Solon Brochado acaba de dar mais informações curiosas a respeito da trilha composta pelo Clint Mansell. Diz ele que a música já foi usada em Senhor dos Anéis - ver aqui na Wikipedia - e usada no trailer do jogo, também. Segundo ele, “é uma versão com um coro, mas é a mesma música. Ela ficou tão famosa que virou uma música por si só, sem ligação com o filme.”

Agradeçam ao Philip Glass

Ao menos por ter me apresentado esses dois artistas já valeu ter ido ontem à noite ver o Philip Glass palestrar em Porto Alegre.

O primeiro deles é Godfrey Reggio, cineasta independente com quem o músico norte-americano firmou mais de uma parceria. O curta-metragem a seguir, produzido em conjunto com o projeto Fabrica, um centro de estudos de comunicação mantido pela Benetton, se não me engano perto de Trevizo, na Itália, se chama Evidence, e foi feito em 1995. Confiram o olhar vidrado dessas crianças e suas bocas semi-abertas e tentem descobrir o que há com elas:

Já este vídeo sensacional abaixo é a transmissão da BBC para a obra 4′33″, de John Milton Cage, músico que muito influenciou Philip Glass e que fez experimentos musicais extremos (vocês verão, extremos mesmo). Totalmente imperdível. Não sei como posso ter demorado tanto pra descobrir um cidadão como esse. (Reparem, a 5′55″, se não é o próprio Philip Glass assistindo ao concerto em silêncio, fruindo a música todo concentrado) Eis então a peça, que possui três movimentos e aqui é apresentada em versão com orquestra completa.

As partes do corpo na música

Folk

Uma dupla de artistas especializada em criar infográficos partiu de uma base de dez mil músicas para descobrir que parte do corpo humano mais aparece nas letras de cada gênero musical. Na página do projeto, você confere a freqüência que cada palavra é dita conforme o tamanho da imagem que a representa. Os olhos são os vencedores absolutos, ainda que as mãos sejam as mais cantadas no blues e no Gospel e o Hip hop tenha fugido bastante do padrão. Ao lado, o mapa do folk.

Via Ideas

NX Zero, Fresno, Cachorro Grande e Pitty concorrem em três categorias do VMB 2008

A MTV divulgou ontem os nomes dos indicados do VMB 2008. Dentre os favoritos estão NX Zero, Fresno, Cachorro Grande e Pitty. Cada um concorre em três categorias.

Os prêmios serão entregues no dia 2 de outubro, no Credicard Hall, em São Paulo. A banda britânica Bloc Party é umas das atrações musicais confirmadas para a grande festa.

Veja a lista de indicados:

Artista do Ano

Bonde do Rolê
Cachorro Grande
Charlie Brown Jr
Cansei de Ser Sexy
Fresno
Mallu Magalhães
Nando Reis
NX Zero
Pitty
Vanessa da Mata

Melhor Artista Internacional

Amy Winehouse
Britney Spears
Coldplay
Justice
Katy Perry
Kanye West
MGMT
Madonna
Paramore
Radiohead
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República do Rock apresenta Fantomáticos e Identidade

IdentidadeA 7ª edição do República do Rock acontece na próxima segunda-feira, 11 de agosto, com a participação das bandas Fantomáticos e Identidade (foto), que se apresentam às 19h30 no Teatro da Cia de Arte.

A cada duas semanas o República do Rock abre espaço para produções independentes, promovendo o encontro de uma banda recém estabelecida e uma banda emergente do cenário cultural de Porto Alegre, sempre às 19h30 com a entrada franca. A apresentação fica por conta do jornalista Léo Felipe.

Serviço
Fantomáticos e Identidade
Segunda-feira, dia 11 de agosto, às 19h30
Teatro da Cia de Arte (rua dos Andradas, 1780 - Centro)
Entrada franca

Dra. Stallone ou Havanir Balboa?

Em tempos de eleições, o que mais se vê por aí são campanhas e candidatos metidos a engraçadinhos.

Pois nos quesitos humor não-intencional, falta de noção e ridicularidade, este site de uma deputada federal já eleita ganha de qualquer coisa no universo.  Preste atenção no jingle (que pode ser ouvido ao entrar no site), e veja se você não reconhece a música tema de um filme famoso que a deputada “pegou emprestado” e avacalhou como bem entendeu.

Com tamanha falta de critério, até Deus duvida que a nobre deputada tenha pago pelos direitos autorais da obra original utilizada como base para o seu jingle.

Estréia de Mamma Mia! é adiada
para 12 de setembro

Foi só a gente publicar na edição impressa do CineSemana algumas das façanhas de Mamma Mia! (entre elas, bater o recorde de maior abertura para um musical de todos os tempos nos EUA) e manifestar alguma expectativa com o filme que os distribuidores resolveram adiar a chegada da fita aos cinemas.

Ao invés do anteriormente prometido 15 de agosto, o musical protagonizado pela cada vez mais versátil Meryl Streep será lançado apenas dia 12 de setembro. Tudo indica que será uma grande sexta-feira, já que no mesmo dia estréia também Ensaio Sobre a Cegueira, versão de Fernando Meirelles para a obra de José Saramago.

Enquanto setembro não chega, fique com o trailer:

Inovações sobre voz e violão: Jorge Drexler

drexler2Assisti ontem ao show do Jorge Drexler, que está em Porto Alegre graças ao Festival de Inverno. Em mais de duas horas de apresentação, o uruguaio provou que sua fama internacional é mais que merecida. A voz suave, as composições à base de voz e violão e as belas letras já são conhecidas do público, mas o show é uma experiência à parte.

Apenas um banquinho, um violão, uma guitarra e três microfones no palco. A cenografia era totalmente composta pela iluminação. O minimalismo no uso dos holofotes, aliás, foi o que deu mais impacto aos momentos em que a luz era, realmente, o cenário, abrindo-se em um leque de feixes às costas de Drexler ou quando, em total escuridão, o roadie carregou nos braços um spot de luz para segurá-lo sobre o cantor.

Sozinho no palco, Drexler dedilhava o violão sobre uma base eletrônica com sons os mais diversos. Desde o ruído que lembrava um LP rodando no toca-discos até andorinhas sobrevoando Madrid, passando por vozes sobrepostas (”Bem vindos ao aeroporto Salgado Filho” dizia uma gravação feita no dia anterior por um dos técnicos de som que acompanham o músico), os sons pontuavam e se integravam à melodia.  O experimentalismo estava também nos instrumentos inventados pela dupla de técnicos que subiram duas vezes ao palco. Enquanto um segurava um indefinível cubo iluminado que fazia “bipes” agudos, o outro inventava melodias em uma espécie de serrote. O resultado era supreendentemente harmonioso, como foi uma agradável surpresa a inusitada versão de Drexler para Dance me to the end of love, de Leonard Cohen, transformada em uma milonga pelos dedos do uruguaio.

Sempre falante e contador de histórias, Drexler se soltou ainda mais com a presença de Vítor Ramil no palco. Diante deles, parecia que estávamos presenciando uma conversa de mesa de bar em que eles trocavam elogios mútuos, lembravam suas composições em conjunto e trocavam confidências. No quesito música, ambos impecáveis, mesmo improvisando versões não previstas no repertório. Ao final do show, saímos todos satisfeitos, público e músicos, embalados por belas canções.

Para a alegria dos eruditos

Porto Alegre recebe hoje e amanhã dois grandes nomes da música erudita. O pianista Nelson Freire se apresenta hoje à noite com a Orquestra de Câmara Theatro São Pedro executando Concerto para piano em Lá Menor, de Schumann. Freire é considerado um dos melhores pianistas do Brasil e acaba de chegar da França para as comemorações de 150 anos do São Pedro.

Amanhã, é a vez de João Carlos Martins reger a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre em sua última apresentação do primeiro semestre de 2008. Martins começou na música como pianista, estreando no Carnegie Hall de Nova York para logo depois ser apontado pela crítica como o melhor intérprete de Bach desde o canadense Glenn Gould. Sua carreira ao piano foi interrompida por um acidente durante um jogo de futebol que resultou na perda dos movimentos da mão direita.

Nos 36 anos seguintes, o músico travou diversas batalhas para continuar exercendo sua paixão, enfrentando ainda um tumor na mão esquerda e novas lesões na mão direita.  Amanhã, Martins assume a regência da Orquestra de Porto Alegre, cidade que o recebeu quando ele tinha apenas 15 anos, em sua primeira apresentação fora de São Paulo.

Serviço:

Nelson Freire e Orquestra do Theatro São Pedro
Hoje, segunda, às 21h, no Theatro São Pedro
Galerias central e lateral: R$ 50; Camarote Central: R$ 100; Platéia: R$ 150

João Carlos Martins e Orquestra Sinfônica de Porto Alegre
Amanhã, terça, às 20h30, no Teatro do Bourbon Country
Mezanino: R$ 15; Platéia alta: R$ 20; Platéia baixa: R$ 40; Camarotes: R$ 60

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