Os Concertos Banrisul para Juventude têm mais duas apresentações amanhã, terça-feira, às 10 e às 15 horas, no Theatro São Pedro, em Porto Alegre. É a 10ª edição do projeto. Cerca de 1 mil alunos de escolas da capital gaúcha e região metropolitana participarão do espetáculo da Orquestra de Câmara do Theatro São Pedro.
A iniciativa, sempre com regência de Antônio Carlos Borges-Cunha, já beneficiou cerca de 50 mil estudantes.
Em único dia, 25 de junho, quinta-feira, o mundo perdeu dois de seus mais ilustres personagens. Embora de grandezas diferentes, Michael Jackson e Farrah Fawcett são, mais do que gigantes em suas áreas, música e cinema/TV, ícones do século XX.
Farrah, que com sua participação no seriado As Panteras acabou se tornando a garota dos sonhos, primeiro dos adolescentes da geração nascida em 1960, depois de praticamente qualquer homem vivo nos anos 1970 e 80, morreu de câncer, em Los Angeles.
Jacko, Rei do Pop, tudo indica ter sofrido uma parada cardíaca. Protagonista de uma infinidade de escândalos, polêmicas e até bizarrices incomensuráveis, isso tudo nem chegou perto de obscurecer seu legado artístico. E é assim que para sempre será lembrado: músico profissional desde os 5 anos de idade, autor de uma infinidade de hits, gênio da música, ídolo sempre acompanhado por dezenas, centenas, milhares de fãs onde quer que fosse e por mais disfarçado que estivesse, a pessoa mais parodiada e imitada do mundo. Michael planejava para este ano a maior série de shows da história do O2 Arena, em Londres. Não deu tempo.
Dada a importância de um cara como ele, uma vida de 50 anos não passou de um curta-metragem. Mas um dos bons, dos arrebatadores, dos que ninguém vai esquecer tão cedo. Como Thriller.
It Might Get Loud, de Davis Guggenheim (de Uma Verdade Inconveniente), documentário que deve chegar aos cinemas europeus e norte-americanos no mês de agosto, traz três diferentes gerações de guitarristas para trocar umas ideias e tocar um pouquinho em frente a uma câmera: The Edge, Jimmy Page e Jack White.
Para quem toca guitarra ou é aficionado pelos guitarristas, para aqueles que gostam de conhecer os instrumentos e todas as bugigangas para tirar cada som, para quem gosta de rock, enfim, este é um filme com bom potencial.
O escritor e compositor Sergio Napp lança, nesta quarta-feira, das Travessias – Volume II (Poesia & e letra de música). Trata-se da continuidade do projeto iniciado em 2008 com das Travessias – Volume I (Contos).
Nesse segundo volume, Napp apresenta uma seleção dos seus poemas e letras de músicas, muitas delas consagradas e já gravadas por conhecidos intérpretes. O livro acompanha um CD com 16 faixas compostas por Sergio Napp e parceiros. Por isso, o lançamento contará com a participação especial de Ângela Jobim (voz) e Cláudia Vera Cruz (violão), interpretando canções do disco.
O lançamento e sessão de autógrafos acontecem amanhã, quarta-feira, dia 10, às 19h, no Centro Municipal de Cultura de Porto Alegre (Av. Erico Verissimo, 307). O livro será vendido no local por R$23. A entrada é franca.
Grata surpresa, este filme de Cláudio Torres. Uma boa história, humor que faz rir sem ser totalmente idiota. Acho que pode fazer bonito nos cinemas. Neste final de semana, está em cartaz em várias sessões de pré-estreia, contando com o boca-a-boca pra alavancar a estreia oficial, dia 5.
Algo que me chamou especial atenção no filme foi a música, que, generalizando, as produções brasileiras costumam ou dar destaque absoluto (quando a música é o próprio tema) ou ignorá-la completamente (como se fosse acessório descartável). AUDIOVISUAL. Acordem. Filme sem cuidados com a trilha sonora tem pouca ou nenhuma chance de funcionar.
Neste A Mulher Invisível, há uma combinação bizarra mas que funciona incrivelmente: uma trilha original muito feliz na maior parte do tempo, naquele estilo Sessão da Tarde/Disney, mas por vezes mais “séria”, assinada por Luca Raele e Maurício Tagliari, clássicos como a abertura da ópera O Barbeiro de Sevilha, de Rossini, além de referências pop como Ramones.
O esperado musical Nine, de Rob Marshall, adaptação cinematorgáfica da peça homônima com música e letras de Maury Yeston (que por sua vez se baseou no clássico 8½, de Federico Fellini), já tem um trailer disponível. O filme tem elenco impressionante: Daniel Day-Lewis, Marion Cotillard, Penelope Cruz, Nicole Kidman, Judi Dench, Kate Hudson, Fergie e Sophia Loren, entre outros.
Veja abaixo algumas imagens, já que o trailer só pode ser visto aqui no site totalmente trancado da Apple:
Aproveitando-se de informações privilegiadas de que CineSemana publicaria em sua 80ª edição, que chega aos cinemas amanhã, um perfil de Frank Sinatra por ocasião dos 11 anos de sua morte completados hoje, o cineasta e muy amigo meu Martin Scorsese resolveu dizer para o pessoal da revista Variety que irá filmar uma cinebiografia de Il Padrone.
A verdade é que as tratativas para o filme que deve se chamar Sinatra estavam em curso há anos e anos. Além do projeto ter demorado para ser concluído, houve ainda as barreiras impostas pela liberação dos direitos autorais do mestre do show bizz, administrados pela Frank Sinatra Enterprises.
O reiteiro foi escrito por Phil Alden Robinson (indicado ao Oscar por Campo dos Sonhos, 1989), e a produção está a cargo da Universal Pictures e da Mandalay Pictures.
Se você não sabe quem foi e o que fez Frank Sinatra, ou se simplesmente gostaria de saber um pouco mais sobre esse cara que era o símbolo da masculidade mesmo usando peruca, tinha uma rixa histórica com Marlon Brando, ganhou um Oscar, faliu e ficou milhonário denovo, não perca esta matéria que estará no jornal CineSemana que circula nos cinemas a partir de amanhã.
Quando um artista desses considerados “tops” (ainda que os caras do Oasis estejam bem longe do topo do show business atualmente) desembarca em lugares como este nosso Sul do Mundo (Porto Alegre, Curitiba, etc), a babação de ovo e o puxassaquismo costumam ser desefreados. Exalta-se o artista, e muitas vezes os meios de comunicação fazem transparecer que tocar nestas cidades sempre fora o sonho da vida deles. Entende-se: não estamos acostumados mesmo a receber estrelas de primeira grandeza de coisa alguma. Mas será que os roqueiros fazem o mesmo, elogiam as cidades por onde passam simplesmente para fazer média e ficar bem nos negócios (que é o que verdadeiramente são os shows, etc)?
Nem sempre. Em suas “Histórias do meio do nada” (Tales From The Middle of Nowhere), que é como Noel Gallagher batizou seu diário da turnê na América do Sul, o guitarrista do Oasis não parece muito preocupado em agradar porto-alegrenses e curitibanos com palavras meigas. No dia 12 de maio, tarde da terça-feira, depois do show na capital paranaense e enquanto se preparava para a passagem de som no Gigantinho, em Porto Alegre, Noel escreveu:
Tudo bem, ninguém gosta de ver sua cidade achincalhada, mas não é difícil entender o ponto de Noel. E um pouquinho de sinceridade, ainda mais nesse universo artístico, deveria mesmo ser celebrada.
Ontem, quarta-feira, Noel escreveu sobre os preparativos para a partida de volta à Europa e classificou o show na capital gaúcha como “Amazing. Amazing”. Ok.
Irmãos Liam e Noel Gallagher, pura simpatia (foto de Diego Vara, pro ClickRBS)
Ir ao show de uma banda que você não conhece quase nada é como entrar num cinema só pelo título do filme. Foi nessa condição que entrei no Gigantinho, em Porto Alegre, agora há pouco, para ver o Oasis.
Cheguei em cima da hora do show principal começar, e me espantei com o paradoxo: o ginásio não estava lotado, havia bastante espaço nas cadeiras, como de costume, e alguns vazios localizados nas arquibancadas; entretanto, era impossível circular. Algum gênio teve a ideia de deixar apenas um único vão de um metro de lagura para toda aquela gente entrar em cada uma das arquibancadas. E havia mais de 10 mil pessoas naquele lugar. Sério, quando houver um acidente, morre todo mundo. Avisei.
Ao evento: contrariando as expectativas, o som começou excelente. As músicas, não. Ao menos pro oasisiano de primeira viagem. Pior: na primeira metade da apresentação, senti que os caras tocavam com a mesma vontade que eu vou parao escritório quando tenho que trabalhar no domingo.
O turning point foi quando o Oasis, pra minha total surpresa, resolveu tocar uma música que era exatamente igual ao maior sucesso da Cachorro Grande, sem tirar nem pôr. Achei interessante.
A partir daí, o som ficou uma droga, e o show bem mais legal. Ou talvez eu que tenha demorado a perceber o quão interessante pode ser a antipatia aplicada sobre um palco. O vocalista Liam Gallagher passou a noite toda enfiado em uma espécie de capa de chuva do exército espacial russo, com semblante fechado e as mãos enterradas nos bolsos. Quando tirou as mãos de dentro do casaco e bateu palmas certa feita, foi ovacionado como se tivesse dito “I love you Powrto Alegrwe”, mas certamente o cara não fazia ideia de qual planeta habitava àquela altura. Seu irmão Noel também manteve o semblante bem sério, como se estivesse trabalhando no almoxarifado de uma repartição, e tocava sua guitarra tão vagarosamente que parecia estar escovando uma gengiva inflamada, mas o som que saia daquele instrumento era uma barulheira louca. Quanto menos ele se movimentava, mais potente ficava aquela guitarra. E o baterista parecia estar no show errado, baqueteando pra todo lado sem maior compromisso.
Musicalmente, os melhores momentos foram Wonderwall, Champagne Supernova e Don’t Look Back in Anger (esta sim, achei muito boa), as únicas canções que pude reconhecer. A iluminação me chamou atenção positivamente. O melhor cantor da banda é o guitarrista.
No todo, foi legal. Serviu, no mínimo, pra mostrar pra juventude presente que aquela história de presença de palco deve ser preocupação pra ator de teatro, não pra músico.