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Atenção, blumenauense!
O escritor e jornalista Laurentino Gomes estará em Blumenau amanhã, quarta-feira, pra lançar sua obra 1808 – Como uma Rainha Louca, um Príncipe Medroso e uma Corte Corrupta Enganaram Napoleão e Mudaram a História de Portugal e do Brasil (Ed. Planeta, 415 pág.). A partir das 19h30, o autor estará na Livrarias Catarinense do Shopping Neumarkt para um bate-papo com os fãs e sessão de autógrafos. A entrada, obviamente, é gratuita.
Conforme constava no release que eu recebi, o livro estará à venda por R$ 33,90 no local. Mas vou ser bonzinho com os pão-duros, unhas-de-fome, mãos-de-vaca: a Fnac o está vendendo por R$ 20,90, que dá um total de R$ 31,79 incluindo a taxa de entrega para Santa Catarina. Claro que, neste caso, o livro não vai chegar a tempo de pegar o autógrafo do cara.
Eu, pra falar a verdade, ganhei o livro há vários meses, mas confesso que ainda não consegui pegá-lo. Segue na minha pilha na cabeceira da cama, que tenho esperança diminuir ao menos um pouco durante o verão.
A propósito, o meu não é autografado.
Genial este projeto Mil Casmurros, idéia do meu amigo Menezes encampada pela Rede Globo. Trata-se de uma leitura coletiva da obra célebre de Machado de Assis, que está sendo realizada em mil trechos. Qualquer um pode ir lá e gravar uma parte a partir da sua webcam e microfone.
Eu já gravei o meu trecho, o 998°, antepenúltimo, e sou vizinho de janela da minha amiga Elke Maravilha, como vocês podem conferir aqui.
No artigo do CineSemana de hoje (download disponível ao lado), Samir Machado fala da morte de Michael Crichton, autor livros de ficção científica e criador de Jurassic Park. Achei hoje um artigo que aponta as cinco idéias mais malucas de Crichton que, com o passar do tempo, se mostraram nem tão malucas. O original, em inglês, você pode ler aqui, mas deixo um resumo das previsões quase proféticas que o escritor fez ao longo da vida.
Gorilas falantes
No livro Congo, o autor lança a idéia de primatas capazes de usar a linguagem humana para se comunicar. Ainda que cientistas mais céticos duvidem, há dois casos de macacos que aprenderam palavras simples em inglês e sabiam usá-las em frases.
Robôs replicantes
Em Prey, o autor retrata um mundo de robôs que se multiplicam sozinhos. Hoje, cientistas já conseguiram criar robôs que fazem cópias de si mesmos.
Super insetos do espaço
Ainda que não haja notícias de super-insetos extra-terrestres, o livro de Crichton antecipou muitas das questões de biossegurança que hoje são consideradas básicas.
Implantes cerebrais
Em 1972, implantes de eletrodos no cérebro como descritos no livro The Terminal Man eram pura ficção. Hoje, implantes no cérebro ajudam os surdos a desenvolverem alguma audição ajudam os cegos a enxergarem.
Clonagem de seres mortos
No mais clássico trabalho de Crichton, um cientista clona dinossauros. Hoje, já foi possível clonar um rato que estava morto e congelado há 16 anos.
Acabo de receber aqui na redação duas novidades da Não Editora: a primeira reimpressão de Ficção de Polpa Vol. 1, que antes havia sido publicado pela Fósforo, e o segundo livro de contos de Fernando Mantelli, Raiva nos Raios de Sol. Com relação a este último, como tem sido costume nos lançamentos da Não, chamam atenção o projeto gráfico, desta vez assinado por Guilherme Smee, e mais uma bela capa do Samir Machado de Machado. Em breve, o que interessa: uma resenhazinha do livro.
Só poderia ser em Nova York, mesmo. Durante todo o mês de outubro, a quarta edição da anual Art in Odd Places (arte em lugares incomuns) está apresentando “Pedestrian on 14th Street, Manhattan”, exposição ao ar livre na rua que divide as partes norte e sul da cidade. A idéia é transformá-la num corredor de arte através de projetos que exploram conexões entre espaços públicos, tráfico de pedestres e perturbações efêmeras.

Se esta caixa fosse largada pelas ruas do nosso Brasilzão, provavelmente logo seria transforamda em camelô
A interessantíssima instalação acima é do artista Eric Doeringer, chamada Free Books. Consiste em caixas de papelão com a inscrição “livros grátis” colocadas em alguns pontos da 14th Street, repleta de livros que podem ser retirados pelos pedestres.
Onde está a arte, alguém poderá perguntar. Além da estranheza da caixa de livros grátis em plena rua, a sacanagem genial consiste no seguinte: as páginas finais de todos os livros foram arrancadas, e o efeito da instalação só se completa depois que o pedestre que retirou o exemplar desavisadamente da caixar tiver lido o livro inteiro e não conseguir descobrir o final.

A vida, as letras e como uma pode interferir, modificar e redefinir a outra foi a tônica das conferências do escritor cubano Pedro Juan Gutiérrez e do poeta brasileiro Fabrício Carpinejar na noite da última segunda-feira, dia 13 de outubro, em Porto Alegre. O público não chegou nem perto de lotar as dependências do Salão de Atos da UFRGS, como aconteceu nas conferências dos astros Wim Wenders e David Lynch, mas saiu satisfeito com o que viu.

Pedro Juan Gutiérrez, violento no texto e tranqüilo na oratória
Gutiérrez, um tipo sóbrio, quase sisudo, bem diferente do que seria de se esperar do autor de livros tão despojados como Trilogia Suja de Havana e O Rei de Havana, preferiu não falar de política em sua palestra “Vida e Literatura”. Preferiu concentrar sua atenção ao ofício de escritor, que comparou a uma criança que segue na busca de explicações ao longo de toda a existência. O cubano, adepto de uma escrita visceral, sempre realizada à mão ou à máquina, falou em tom confessional sobre ser processo de produção, quando costuma se trancar sozinho em um quarto, conversar com ele mesmo e gesticular. Na escritura de O Rei de Havana, ficou obcecado: parou de tomar banho e barbear-se, bebia muito e chegou a juntar-se a um grupo de mendigos que vendiam tubos de pasta de dente na rua. “Não sei escrever sem mergulhar no livro”, revelou Gutiérrez, de certa maneira certificando a própria tese segundo a qual o escritor está sempre em trânsito entre a loucura e a sanidade.

O performático Carpinejar e os tufos de cabelo que lhe restaram
Tom confessional que, aliás, foi a tônica de Fabrício Carpinejar, bem como uma dose calculada de loucura. Durante a coletiva de imprensa realizada antes das conferências, o poeta já dera uma amostra do que apresentaria ao público ao disparar frases de efeito como “fiz toda minha primeira comunhão de braguilha aberta”. À noite, Carpinejar subiu ao palco do teatro carregando um chifre de boi contendo uísque 12 anos para presentear o companheiro de debates e trajando indumentária típica gaúcha que comprara especialmente para a ocasião: botas, bombacha, guaiaca, camisa branca e um lenço encarnado enrolado ao pescoço, que compunham um visual bem único ao ser combinados com o cabelo cortado com máquina zero (com exceção de dois tufinhos esquecidos propositalmente na parte de trás) e com as unhas coloridas apenas na mão esquerda.
Mas foi com sua apresentação de “As palavras são meu álbum de família: defesa de uma ecologia poética” que Carpinejar conseguiu estabelecer conexão com o público. Ao trazer à tona lembranças da infância, defendeu que não há maior compreensão do que emocionar. “O que é possível conhecer ou aprender com termos como desenvolvimento sustentável?”, ele perguntou, numa espécie de denúncia das palavras ditas sem sentido e expressões sem nada de pessoal. E completou: “Clichês foram feitos para não pensar. As palavras é que formam o comportamento”.
Fotos de Clléber Passus/Divulgação
Com esta frase provocativa, o poeta Fabrício Carpinejar arrancou risadas dos jornalistas presentes na coletiva de imprensa realizada agora há pouco, e deu uma amostra do que deve ser a conferência de logo mais, às 19h30, no Salão de Atos da UFRGS, em Porto Alegre, quando dividirá o palco com o escritor cubano Pedro Juan Gutiérrez. Mistura interessante, aliás: o performático Carpinejar com o sisudão Gutiérrez. Promete!

Um dos grandes mestres do cinema de ficção científica (ou especulativa), Ridley Scott (de Blade Runner, 1982), está mesmo preparando a adaptação de um dos maiores romances do gênero de todos os tempos: Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley.
Por enquanto, os trabalhos ainda estão concentrados na produção do roteiro.
Quam trouxe a idéia para o diretor foi Leonardo DiCaprio, que deve fazer parte do projeto.
Leia uma pequena entrevista com Scott sobre o assunto aqui (em inglês).
A Câmara Brasileira do Livro (CBL) anunciou, nesta terça-feira (23), os vencedores de 20 categorias do 50º Prêmio Jabuti, inclusive as principais como romance, poesia e contos e crônicas. O autor Cristovão Tezza ganhou na categoria romance, com O Filho Eterno. Em segundo lugar ficou Bernardo Carvalho, com O Sol se Põe em São Paulo e em terceiro, Bia Bracher, com Antônio.
Livros do ano de ficção e não-ficção serão conhecidos apenas na cerimônia de entrega das estatuetas, marcada para 31 de outubro.
Confira a lista completa dos vencedores do 50º Prêmio Jabuti:
Categoria Romance
1 – O Filho Eterno, de Cristovão Tezza, Editora Record
2 – O Sol Se Põe em São Paulo, de Bernardo Teixeira de Carvalho, Companhia das Letras
3 – Antonio, de Beatriz Bracher, Editora 34
Categoria Poesia
1 – O Outro Lado, de Ivan Junqueira, Editora Record
2 – O Xadrez e As Palavras, de Marcus Vinicius Teixeira Quiroga Pereira, – Marcus Vinicius Teixeira Quiroga Pereira
3 – Tarde, de Paulo Fernando Henriques Britto, Companhia das Letras
Categoria Contos
1 – Historias do Rio Negro, de Vera do Val, Editora Wmf Martins Fontes
2 – A Prenda de Seu Damaso e Outros Contos, de Jorge Eduardo Pinto Hausen, – Jorge Eduardo Pinto Hausen
3 – Fichas de Vitrola, de Jaime Prado Gouvêa, Editora Record
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A final do Prêmio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa de 2008 será disputada por oito brasileiros, um português e um angolano, conforme anunciou a organização do evento, na terça-feira (02). Os vencedores serão conhecidos no dia 29 de outubro.
Confira quem são os finalistas:
20 poemas para o seu walkman, de Marília Garcia – Cosac Naif / 7 letras (Brasil)
Antonio, de Beatriz Bracher – Editora 34 (Brasil)
Eu hei-de amar uma pedra, de António Lobo Antunes – Objetiva (Portugal)
Histórias da literatura e cegueira, de Julián Fuks – Record (Brasil)
Laranja seleta, de Nicolas Behr – Língua Geral (Brasil)
O amor não tem bons sentimentos, de Raimundo Carreiro – Iluminuras (Brasil)
O filho eterno, de Cristovão Tezza – Record (Brasil)
O sol se põe em São Paulo , de Bernardo Carvalho – Companhia das Letras (Brasil)
Os da minha rua, de Ondjaki – Língua Geral (Angola)
Tarde, de Paulo Henriques Britto – Companhia das Letras (Brasil)