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No Brasil, nunca saiu um livro assim. Mais de 620 páginas, concentrando 2.582 tiras do personagem Garfield, criação de Jim Davis, em 1978. A obra é da L&PM série ouro (R$ 85), terceiro volume de uma coleção que teve antes Machado de Assis e Shakespeare.
Hoje, calcula-se, mais de 2,5 mil jornais do mundo inteiro publicam as tiras deste gato patife, preguiçoso, arrogante, mas sedutor. O livro gigante do Garfield, além de ser um deleite para seus fãs (que são muitos) no brasil, reúne a maior concentração de quadrinhos em um volume só.
A introdução da obra é do Goida, pesquisador, autor da Enciclopédia dos Quadrinhos e colaborador do CineSemana.
Rafael Bán Jacobsen lança Uma Leve Simetria (Não Editora, 224 páginas, R$30) na próxima quarta-feira, 18 de março, no Cult Bar (Rua Comendador Caminha, 348 – Porto Alegre), a partir das 18h30.
Quando se emprega a expressão ”escritor da nova geração” na tentativa de categorizar um novo integrante do universo literário, o estereótipo construído faz pensar em um blogueiro que cativou seus primeiros leitores através da internet, em anseios de renovação estilística, afeição a experimentações formais e, sobretudo, na inserção de elementos contemporâneos pouco comuns nas tramas, como videogames, redes sociais, aparatos tecnológicos, etc. Pois no sentido inverso caminha Rafael Bán Jacobsen, que na próxima quartafeira, dia 18 de março, lança em Porto Alegre seu terceiro livro, Uma Leve Simetria. Aos 27 anos, ele é a prova de que as ideias préconcebidas acerca desta tal nova geração estão muito longe de fazer jus à realidade. Continue lendo »
Há um grande mistério no mundo das letras que poucos ousam tentar explicar: os livros são publicados cada vez em tiragens menores, tanto que sua morte até já foi propagada diversas vezes (vide isto e mais isto), e há cada vez menos leitores, mas ainda assim, o número de aspirantes a escritores buscando uma primeira publicação parece se multiplicar em progressão geométrica.
Uma das causas disso tudo, além de muito livro ruim por aí, é uma dor de cabeça para os profissionais mais experimentados da área editorial. Pensando nisso, agentes literários e editores resolveram utilizar o serviço de microblogging Twitter para fazer o #Queryfail, um dia inteiro dedicado a debater, através de exemplos os mais diversos – e engraçados -, não apenas o que os novatos devem fazer, mas principalmente evitar na hora de entrar em contato e submeter o seu trabalho à apreciação.
O objetivo, de acordo com matéria do Guardian, era o de educar essa nova geração de aspirantes a escritores tão afoitos, mas o resultado acabou gerando polêmica, sobretudo porque o chapéu serviu pra muita gente, que não gostou nadinha de ver os exemplos publicados (ainda que anonimamente) em tom de deboche ou ironia. Mas verdade seja dita, os absurdos por vezes são tão grandes que fica difícil manter a sobriedade.
Veja alguns exemplos dados pelos profissionais de como ter seu trabalho rejeitado de cara:
1. Não siga as instruções
Ex: “Eu sei que você não publica livros de fantasia, mas espero que possa abrir uma exceção no meu caso”
2. Não inclua nada além do que é requisitado
Ex: Uma foto sua de bizarra de 20 anos atrás
3. Agentes e editores vivem de vender livros. Se você não tem um livro, não perca seu tempo (e o deles)
Ex: ”Tenho uma boa ideia para um livro que é a seguinte…”
4. Acrescente credenciais não profissionais e não relevantes
Ex: “Minha família adorou o final”
5. Pareça ser muito estranho
Ex: “Só mandei este meu livro pra você porque vozes internas me mandaram fazê-lo”
6. Não fique se achando
Ex: “Este é certamente o livro mais encorpado escrito neste novo século, e será capaz de acabar com o atual estado de paralisia criativa da literatura contemporânea”
Pronto. Parabéns. Assim, você pode ter certeza que seu livro jamais será publicado.

Este blog tem uma proposta bem interessante, juntar imagens que representam o momento silencioso da leitura. Como a acima, de Marilyn Monroe, registrada por Elliott Erwitt em 1955.
O dia está bom para os cinéfilos que gostam de acompanhar o mundo do cinema também pela literatura. A editora Panini acaba de anunciar a tradução brasileira para a biografia de Heath Ledger. Sob o título Heath Ledger: o astro sombrio de Hollywood, o livro dá especial destaque para sua preparação para o papel do Coringa em Batman: O Cavaleiro das Trevas, e também para seus relacionamentos amorosos.
Além disso, a L&PM está lançando a história em quadrinhos de Valsa com Bashir, adaptada do documentário israelense em animação de mesmo nome que concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro. A graphic novel é escrita por Ari Folman – também diretor do filme – e ilustrada por David Polonsky. A história remonta o massacre de centenas de palestinos em campos de refugiados no Líbano, executado por milícias cristãs em setembro de 1982. Na época, Folman era um soldado de Israel enviado ao local.
Ainda aproveitando o Oscar, a L&PM preparou uma seleção de livros que são citados no filme O Leitor, pelo qual Kate Winslet foi nomeada melhor atriz. Entre as ofertas da editora, estão A Dama do Cachorrinho, Guerra e Paz e Odisséia.
Ao contrário do Gustavo, Salman Rushdie parece não ter visto nada de positivo em Quem Quer ser um Milionário?. Um dos mais respeitados escritores do mundo, o indiano-britânico diversas vezes cotado ao prêmio Nobel disse que o filme empilha impossibilidades em cima de impossibilidades, como uma súbita mudança de locação de uma cidade para outra que ficava há mais de mil quilômetros da primeira. Ele ainda chamou o projeto de “presunção ridícula” e criticou o livro no qual o filme foi baseado por sua técnica narrativa antiquada.
Em diversos jornais americanos, Rushdie ainda jogou seu veneno em O Leitor (que chamou de “sem vida”) e O Curioso Caso de Benjamin Button (que para ele não tem nada a dizer). Para mim, ou isso quer dizer que a crítica e o público colocam essas questões técnicas abaixo da mensagem geral dos filmes ou que Salman Rushdie jamais ganhará um Oscar.
Listas são uma desgraça, ainda mais quando abordam um tema do nosso interesse. Desde que fiquei sabendo desta lista que o Guardian fez com os MIL romances que todo mundo deveria ler, fiz força pra não passar perto mas acabei não resistindo e contabilizei todo o meu fracasso literário.
Do quase-infinito milhar de romances listados pelos britânicos, só li 19. OK, dezenove e mais dois pela metade, abandonados. 19/1000 = nota 0,019 de 10, ou, resumindo, NOTA ZERO pra mim.
Das sete categorias nas quais os livros foram divididos, não li nenhum de Comédia, 1 de Crime, 1 e 1 abandonado de Família, 4 de Amor, incríveis 7 de Ficção-Científica e Fantasia, 2 de State of Nation (whaterver that means) e 4 e 1 abandonado de Guerra ou Viagem.
A meu favor, poderia argumentar que passei boa parte da minha vida de leitor me dedicando a contos e novelas menores. Ou ainda que a lista é essencialmente anglófona. Enfim… Esse tipo de brincadeira vale mesmo pra evidenciar a máxima que o castigo de todo leitor é lidar com a impossibilidade de ler tudo que quer.
A propósito, os comentários estão abertos pra quem quiser compartilhar também o seu próprio fracasso na listinha. Hehehe

John Updike, clicado em Massachusetts, 1966 (Foto: Susan Wood)
Acabamos nem falando por aqui da morte de John Updike, um dos gigantes da prosa norte-americana, que se foi na última terça-feira, 27de janeiro, aos 76 anos. Vencedor do Pulitzer, Updike era romancista, contista, poeta e crítico literário com mais de 30 anos dedicados a resenhas na New Yorker. Ao longo de sua vida, publicou mais de 50 livros, em sua maioria retratando a vida social do interior dos Estados Unidos, mas não raro acrescentando uma acentuadíssima verve sexual a suas histórias.
Em homenagem ao escritor, o Guardian publicou uma série de 15 imagens que contam, em resumo, a vida de Updike desde que nasceu em Shillington, uma pequena cidadezinha no leste da Pensilvânia. Vale a pena conferir.
No ano em que, de maneira inédita, o Prêmio Açorianos de Literatura viu sua principal distinção ser repartida entre duas obras, a jovem Não Editora faturou o prêmio de destaque do ano. O prêmio para o Livro do Ano foi para os volumes Teatro de Arena: Palco de Resistência, de Rafael Guimaraens, e Machado e Borges e outras histórias de Machado de Assis, de Luís Augusto Fischer. O valor de R$ 10 mil reservado ao vencedor será dividido pelos dois.
Confira todos os vencedores:
Livros do Ano
Machado e Borges e outros ensaios sobre Machado de Assis, de Luís Augusto Fischer (Arquipélago Editoria) e Teatro de arena – Palco de Resistência, de Rafael Guimaraens (Libretos).
Narrativa Longa
Acenos e Afagos, de João Gilberto Noll (Record)
Especial
Teatro de Arena – Palco de Resistência, de Rafael Guimaraens (Libretos) Continue lendo »
Novo Hamburgo vai ganhar um livro de fotos da cidade no próximo ano. Os autores do projeto são os fotógrafos Joel e Isa Reichert, que ao lado do jovem fotógrafo Paulo Rodrigo fizeram mais de cem registros da arquitetura, do povo e dos hábitos dos novo-hamburguenses. O livro será escrito em português, espanhol e inglês, todo colorido e em capa dura.
Mas o mais legal é que a própria comunidade vai poder escolher a foto da capa. São quatro opções: a arquitetura de Hamburgo Velho; uma vista panorâmica da cidade; formas de sapato do Museu Nacional do Calçado; e o Monumento ao Sapateiro. Para votar, basta entrar no site do livro e clicar na sua imagem preferida. Em abril do ano que vem, ela poderá estar estampando os exemplares de Novo Hamburgo Em Foto.