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Postagens na categoria ‘Livros’

David Cronenberg vai adaptar Cosmópolis para o cinema

David Cronenberg, diretor de Senhores do Crime (2007), está planejando adaptar o romance Cosmópolis, de Don DeLillo, para a telona. A ideia é transformar a história surreal em uma espécie de tour multimilionária – e surrealista, claro – por Manhattan.

A história é uma espécie de odisseia de 24 horas do protagonista Eric Packer, na qual ele lança um olhar cáustico sobre o Sonho Americano. Tudo começa quando ele tenta ir cortar o cabelo, mas vê o caminho de sua limosine bloqueado por uma visita do presidente e o enterro de um rapper famoso. A partir daí, a saga tem curso, desmontando o american way of life entre traições conjugais e o desenvolvimento de uma paranóia de que alguém quer matá-lo.

O filme deve começar a ser rodado no ano que vem, parte em Toronto e parte em Nova York, e tem previsão de chegar às telas em 2011.

Publicado na Bielorrússia, inédito no Brasil

Há um autor brasileiro publicado na Bielorrússia, e ele não se chama Paulo Coelho. Mais estranho ainda, ele estava até agora inédito no Brasil. Veja Se Responde Essa Pergunta é o primeiro livro de ficção do jornalista carioca Alexandre Rodrigues. Com passagens pelas principais redações do País, ele também foi colaborador do extinto e-zine Cardosonline e da revista eletrônica Fraude.

Em seu debut em terras tupiniquins, Rodrigues aposta em contos sobre pessoas normais, mas nem tanto. Movidos por pura obsessão, suas personagens vivem em estado de sabedoria e aceitação, mas acabam se mostrando de tal maneira desumanizadas e perdidas que se tornaram máquinas programadas para enfrentar rotinas e tarefas absurdas. Anarrativa se concentra nas minúcias, nos detalhes, na psicopatia e na amoralidade que as pessoas possuem.

O livro, que sai pela Não Editora, terá sessão de autógrafos HOJE, quarta-feira, 22 de julho, às 19h, no Cult Bar (Rua Comendador Caminha, 348), em Porto Alegre.

Crítico à mercê da crítica

Hoje, a partir das 19h, acontece, na livraria Nobel do Shopping Total, em Porto Alegre, o lançamento da primeira narrativa longa de Carlos André Moreira, o editor de livros do jornal Zero Hora. O livro se chama Tudo o que Fizemos (Editora Leitura XXI, 260 página, R$ 25).

Pelo que pude colher de informação, trata-se de uma novela que narra histórias de “uma geração colhida em um momento de transição: vivendo em um país recém-redemocratizado”.

É sempre interessante ver críticos literários atuando do outro lado da tenebrosa fronteira. Nunca me esqueço, por exemplo, dos momentos em que lia o livro de estreia de Jerônimo Teixeira, As Horas Podres, e não parava de pensar o que o resenhista de livros da Veja escreveria sobre aquele trabalho se fosse assinado por outrém.

Acho, pessoalmente, Carlos André Moreira um jornalista cultural mais equilibrado, ou ao menos que escreve de maneira mais equilibrada que Teixeira. O que não significa que sua primeira novela publicada seja melhor. Mas esta é a expectativa, por enquanto.

Tão interessante quanto ler o próprio livro será acompanhar as resenhas do mesmo por aí.

Sergio Napp lança das Travessias – Volume II nesta quarta-feira em Porto Alegre

O escritor e compositor Sergio Napp lança, nesta quarta-feira, das Travessias – Volume II (Poesia & e letra de música). Trata-se da continuidade do projeto iniciado em 2008 com das Travessias – Volume I (Contos).

Nesse segundo volume, Napp apresenta uma seleção dos seus poemas e letras de músicas, muitas delas consagradas e já gravadas por conhecidos intérpretes. O livro acompanha um CD com 16 faixas compostas por Sergio Napp e parceiros. Por isso, o lançamento contará com a participação especial de Ângela Jobim (voz) e Cláudia Vera Cruz (violão), interpretando canções do disco.

O lançamento e sessão de autógrafos acontecem amanhã, quarta-feira, dia 10, às 19h, no Centro Municipal de Cultura de Porto Alegre (Av. Erico Verissimo, 307). O livro será vendido no local por R$23. A entrada é franca.

O melhor da “Safra 80″ na literatura

Ontem, o jornal Zero Hora publicou uma boa matéria (que pode ser lida aqui e depois aqui) sobre os novos escritores, ditos da geração 80 – ou safra 80, como prefere o editor de livros Carlos André Moreira, e eu também. Recomendo.

Chama atenção que a grande maioria deles, quatro dos seis autores relacionados, tenha sido publicado pela Não Editora.

Como uma espécie de bônus de luxo, o autor da reportagem, o próprio Carlos André Moreira, publicou em seu blog a transcrição das entrevistas que fez com os autores para a produção da matéria.

Eis a “cara” desta geração:

Em cima: Antônio Xerxenesky, Carol Bensimon, Diego Grando. Abaixo: Samir Machado de Machado, Telma Scherer e Marcelo Spalding

Em cima: Antônio Xerxenesky, Carol Bensimon, Diego Grando. Abaixo: Samir Machado de Machado, Telma Scherer e Marcelo Spalding (Fotos da ZH)

Como sei que há um pessoal que gosta mesmo é de uma estatística, comprovação da verdade factual jornalística com números, preparei um verdadeiro dossiê matemático para o leitor mais chato exigente conhecer melhor esta geração, baseado somente nas imagens:

1. 50% dos autores homens desta geração preferem o blusão de lã, enquanto os outros 50% são adeptos da clássica camisa.
2. A opção por blusão de lã está intimamente ligada ao uso de cabelo comprido, enquanto que a camisa é preferida pelos de melena bem aparada.
3. Metade dos escritores desta geração nascida nos anos 1980 são míopes.
4. Apenas 16,6% deles têm fobia a câmeras.
5. Os autores crespos são minoria absoluta, 16,6% (ou estão bem disfarçados em melenas bem aparadas).
6. As autoras possuem um estilo mais alegre, colorido, enquanto os homens têm textos mais acinzentados e monocromáticos.
7. Esta geração não usa batom.
8. Esta geração não usa gravata nem abotoaduras.

Agora, se o caro leitor é como eu e não acredita em nada do que está aí em cima, simplesmente ignore este maldito mundo matemático e leia esta safra:

Areia nos Dentes, de Antônio Xerxenesky
Pó de Parede, de Carol Bensimon
Desencanatado Carrossel, de Diego Grando
O Professor de Botânica, de Samir Machado de Machado
Rumor da Casa, de Telma Scherer
Crianças do Asfalto, de Marcelo Spalding

Acusações de plágio e muito deixa pra lá no mundo editorial brasileiro

O leitor mais atento de literatura estrangeira em português certamente já notou que há traduções e traduções pelas estantes das nossas livrarias pelo Brasil. Em 99,9999% dos casos, compensa – e muito – gastar uns reais a mais para ter acesso a uma tradução direta do original, de preferência produzida por um tradutor reconhecido. A chancela de editoras mais gabaritas também ajuda na hora da escolha: Companhia das Letras, CosacNaify e 34, por exemplo, costumam publicar trabalhos muito bem realizados.

Em 2007, cansada de tanta picaretagem institucionalizada no nosso universo brasileiro das letras, a tradutora Denise Bottmann começou o blog Não Gosto de Plágio, onde discute a questão abertamente, faz cotejos comparativos de edições suspeitas e por aí vai.

Não por acaso, uma das maiores vítimas desses cotejos é a editora Martin Claret, fundada na década de 1970 por um gaúcho em São Paulo. A editora é constantemente acusada de roubar traduções, já tendo quatro casos de plágio confirmados, conforme esta matéria da Folha de São Paulo. Agora, decidiu notificar judicialmente Denise pelo que vem escrevendo em seu blog. Quero só ver.

Uma das coisas mais engraçadas é ver o nome dos “tradutores” da Martin Claret: Alexandre Boris Popov, o “especialista em russo”, e um tal Pietro Nassetti, tão bom que já teria traduzido Shakespeare, Maquiavel, Descartes, Rousseau, Voltaire, Schopenhauer, Balzar e Poe, de acordo com a mesma Folha. Mas é bom esse Pietro Nassetti, heinhô, Batista!

Interessantíssimo dar uma checada nos verbetes da Martin Claret tanto na Wikipedia quanto na Descicolpédia (praticamente iguais, impossível humilhação maior que a realidade).

No blog mantido por Denise, há seções que recomendo, como traduções Para Fugir, e a lista de todos os cotejos de traduções já realizados por ela.

Livro ruim pode gerar filme bom?

Hoje o filme Anjos e Demônios irá invadir as salas de exibição brasileiras. 

E, sobre o autor do livro que originou o filme, o ator sueco Stellan Skarsgard, 57, que faz parte do elenco da adaptação cinematográfica, disse o seguinte:

“Eu acho que o Dan Brown é um escritor terrivelmente ruim, mas ele tem deixas após cada capítulo que o fazem continuar lendo”

Disse Skarsgard que só aceitou participar do filme depois de ler o roteiro. 

E aí? Será que livros ruins podem mesmo dar origem a bons filmes?

Tirinhas de Liniers serão publicadas pela Folha de São Paulo a partir de junho

Até que enfim! Pensei que este dia jamais iria acontecer.

Com apenas vários anos de atraso, um jornal brasileiro resolveu publicar em suas páginas as tirinhas Macanudo do argentino Liniers. A felizarda é a Folha de São Paulo, que deve começar a publicação dentro do caderno Ilustrada a partir de junho.

No Brasil, Liniers teve seu primeiro álbum, conhecido como Macanudo 1, lançado pela Zarabatana, que em breve deve lançar em português também o volume 2.

Pra quem não é assinante da Folha, não quer esperar até junho e nem comprar um de seus seis livros Macanudo (recomendo muito as edições argentinas, são mais baratas que a primeira edição brasileira mesmo encomendando daqui) o blog do Liniers publica uma tirinha por dia.

A de hoje é esta aqui:

Ficção de Polpa, volume 3

Acabo de receber aqui na redação o Ficção de Polpa 3, da Não Editora. Pra variar, tudo muito caprichado, capa belíssima de Daniel HDR com direito a “making-of” e tudo, além de novidades como um conto em forma de quadrinho.

Mais além farei um comentário melhor sobre o livro, que terá sessão de autógrafos dia 13 de maio no Cult Bar (Rua Comendador Caminha, 348), em Porto Alegre.

A literatura que nasce para o cinema

Anjos e Demônios ainda nem chegou aos cinemas (só em 15 de maio). The Lost Symbol, próximo livro de Dan Brown, também sequer chegou às livrarias, coisa que só deve acontecer em 15 de setembro (com ínfimas 5 milhões de cópias em inglês).  

Mesmo assim, o escritor achou que era uma boa hora de anunciar que já está com o roteiro pronto para seu próximo filme, baseado no livro a ser lançado.

Interessante o roteiro ficar pronto antes do romance.

É o primeiro livro adaptado de um filme – na verdade, de um roteiro de filme – da carreira do escritor.

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