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Postagens na categoria ‘Livros’

Cristóvão Tezza ganha Prêmio Jabuti de melhor romance

A Câmara Brasileira do Livro (CBL) anunciou, nesta terça-feira (23), os vencedores de 20 categorias do 50º Prêmio Jabuti, inclusive as principais como romance, poesia e contos e crônicas. O autor Cristovão Tezza ganhou na categoria romance, com O Filho Eterno. Em segundo lugar ficou Bernardo Carvalho, com O Sol se Põe em São Paulo e em terceiro, Bia Bracher, com Antônio.

Livros do ano de ficção e não-ficção serão conhecidos apenas na cerimônia de entrega das estatuetas, marcada para  31 de outubro.

Confira a lista completa dos vencedores do 50º Prêmio Jabuti:

Categoria Romance
1 - O Filho Eterno, de Cristovão Tezza, Editora Record
2 - O Sol Se Põe em São Paulo, de Bernardo Teixeira de Carvalho, Companhia das Letras
3 - Antonio, de Beatriz Bracher, Editora 34

Categoria Poesia
1 - O Outro Lado, de Ivan Junqueira, Editora Record
2 - O Xadrez e As Palavras, de Marcus Vinicius Teixeira Quiroga Pereira, - Marcus Vinicius Teixeira Quiroga Pereira
3 - Tarde, de Paulo Fernando Henriques Britto, Companhia das Letras

Categoria Contos
1 - Historias do Rio Negro, de Vera do Val, Editora Wmf Martins Fontes
2 - A Prenda de Seu Damaso e Outros Contos, de Jorge Eduardo Pinto Hausen, - Jorge Eduardo Pinto Hausen
3 - Fichas de Vitrola, de Jaime Prado Gouvêa, Editora Record

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Oito escritores brasileiros disputam o Prêmio Literatura Portugal Telecom

A final do Prêmio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa de 2008 será disputada por oito brasileiros, um português e um angolano, conforme anunciou a organização do evento, na terça-feira (02). Os vencedores serão conhecidos no dia 29 de outubro.

Confira quem são os finalistas:

20 poemas para o seu walkman, de Marília Garcia – Cosac Naif / 7 letras (Brasil)
Antonio, de Beatriz Bracher – Editora 34 (Brasil)
Eu hei-de amar uma pedra, de António Lobo Antunes – Objetiva (Portugal)
Histórias da literatura e cegueira, de Julián Fuks – Record (Brasil)
Laranja seleta, de Nicolas Behr – Língua Geral (Brasil)
O amor não tem bons sentimentos, de Raimundo Carreiro – Iluminuras (Brasil)
O filho eterno, de Cristovão Tezza – Record (Brasil)
O sol se põe em São Paulo , de Bernardo Carvalho – Companhia das Letras (Brasil)
Os da minha rua, de Ondjaki – Língua Geral (Angola)
Tarde, de Paulo Henriques Britto – Companhia das Letras (Brasil)

Vinícius de Moraes em livros

viniHá muito que admiro as composições de Vinícius de Moraes, mas pouco conheço de suas obras literárias, provavelmente porque elas estão longe das pratelerias das livrarias há muitos anos. Hoje, a Companhia das Letras mandou a ótima notícia de que vai lançar novas edições de todos os livros do Vinícius a partir do mês de agosto. Os novos volumes vão contar com caderno de fotos, críticas da época e posfácios.

Os primeiros lançamentos serão O Caminho para a distância, que reúne cerca de 40 poemas; Poemas Sonetos e Baladas, com nome bastante auto-explicativo e aqui publicado junto com o poema Pátria minha, originalmente criado como um pequeno livro; e Nova Antologia Poética, organizada por Antonio Cicero e Eucanaã Ferraz. Mais detalhes, no site da editora.

De brinde, deixo um dos poemas do autor, presente no Caminho para a distância, que deve estar disponível para compra a partir de segunda-feira.

Vinte Anos
Eu fui feliz nesse passado grato
Viviam então em mim forças que já me faltam.
Possuía a mesma sinceridade nos bons e maus sentimentos.
Aos frenesis da carne se sucediam os grandes misticismos quietos.

Era um pequeno condor que ama as alturas
E tem confiança nas garras.
Tinha fé em Deus e em mim mesmo
Confessava-me todo domingo
E tornava a pecar toda segunda-feira
Tinha paixão por mulheres casadas
E fazia sonetos sentimentais e realistas

Crédito da foto: A Notícia

Não Editora não pára

Daqui a pouquinho acontece o lançamento e seção de autógrafos do livro de estréia de Carol Bensimon, chamado Pó de Parede. Não li (mas há um trecho disponível para download aqui). Só sei que são três contos grandes (ou mini-novelas) arranjadas em pouco mais de cem páginas. Mais um livro lançado pela Não Editora, ultimamente preferida por 10 entre 10 escritores independentes gaúchos. Maiores informações no convite abaixo:

convite

Frieza no Fronteiras

Milton Hatoum e Sergio RamirezTalvez tenha sido culpa da chuva torrencial e da baixa temperatura, mas a quarta conferência do Fronteiras do Pensamento 2008, realizada nesta segunda-feira, em Porto Alegre, foi bem gelada.

O público não chegou perto de lotar as dependências do Salão de Atos da UFRGS. Mas isso se explica, também, pelos próprios conferencias: Milton Hatoum e Sergio Ramirez tinham capacidade de sobra para estarem lá, mas pouquíssima gente os conhecia.

Ramirez, escritor e político nicaragüense, foi vice-presidente de seu país entre 1984 e 1990, depois de participar da derrubada do ditador Anastásio Somoza. Como convém a um escritor, preferiu ler uma apresentação previamente escrita ao invés de arriscar-se no livre improviso, o que se mostrou uma decisão acertada. Falou sobre as fronteiras entre literatura e política, suas incompatibilidades e como uma afeta a outra na prática. Seu melhor momento, entretanto, foi quando defendeu um distanciamento crítico na hora de verter acontecimentos políticos para o papel.

Já o premiadíssimo escritor amazonense Milton Hatoum, vencedor de três prêmios Jabuti com os três livros que publicou, preferiu uma abordagem mais informal, autobiográfica e menos planejada. Falou sobre sua crença de que todo escritor carrega consigo certos fantasmas, os quais precisa exorcisar no decorrer da carreira literária, e defendeu também um maior rigor dos próprios autores sobre aquilo que publicam.

Ambas as apresentações foram recebidas com frieza por um público que preferiu se retirar do Salão de Atos antes mesmo da rodada de perguntas.

O próximo encontro acontecerá no dia 30 de junho, com a escritora somaliana Ayaan Hirsi Ali e o psicanalista e filósofo brasileiro Renato Mezan.

Entrevista: Daniel Galera,
um escritor multitarefa

Daniel Galera - foto de Raul KrebsEx-editor, tradutor e escritor, Daniel Galera já passou por quase todas as áreas que a carreira literária possibilita. Começou escrevendo no fanzine CardosOnline, em 1998, distribuído por e-mail. Em 2001, criou, com mais dois amigos, a editora Livros do Mal, responsável pela publicação de seus dois primeiros livros, a coletânea de contos Dentes Guardados (2001) e a novela Até o Dia em que o Cão Morreu (2003), adaptada para o cinema por Beto Brant no ano passado. Com Mãos de Cavalo, publicado pela Companhia das Letras em 2006 e considerado um dos melhores romances daquele ano, Galera foi alçado pela crítica de promessa à condição de “autor maduro”, adjetivo que rejeita até hoje.

Na época do lançamento do Mãos de Cavalo, saíram muitas críticas dizendo, quase em uníssono, que finalmente você havia se tornado um escritor maduro. O que seria um escritor maduro?

Eu me lembro que usaram muito esse termo pra definir o livro. E até é um negócio que me incomodou, e eu tirei sarro disso. Eu tinha um blog naquela época, e falei que preferia mil vezes ser chamado de escritor adolescente do que de escritor maduro. Porque eu não sei o que diabos quer dizer escritor maduro. É alguém que se conformou? Alguém que cumpriu certos requisitos do que seria a boa literatura? Eu acho besteira. Esse papo de maturidade eu prefiro evitar. Acho que eu estou longe de ser um escritor cujo estilo esteja engessado ou cujos objetivos tenham sido conquistados. Então, maturidade não é um termo que me agrada.

Será que isso serviu ao menos pra te livrar da pecha de escritor jovem?

Não livrou. Eu sou um escritor jovem que escreveu um livro maduro. Não mudou nada.

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O livro das listas bizarras sobre cinema

Livro 10+ do Cinema (por Paula Korosue / Globo Livros)Elas estão em qualquer lugar para onde se olhe. Listas de pessoas mais ricas, de maior público de futebol, de piores filmes, de capas de discos mais feias, etc. Pois o jornalista e crítico de cinema da revista Época, Denerval Ferraro Jr., influenciado por Rob Fleming, o personagem criado por Nick Hornby viciado em fazer listas de músicas para cada situação em Alta Fidelidade (que virou filme em 2000), resolveu publicar um livro com 51 listas totalmente bizarras sobre cinema. 10+ do Cinema tem, entre outros categorias malucas, os dez melhores filmes sobre tribunais, sexo, freiras, Natal, sogras, babás e quebra-cabeças. Veja a lista formulada pelo autor quando o assunto são os vilões:

1 – Hannibal Lecter, de O Silêncio dos Inocentes, 1991
2 – Darth Vader, de Guerra nas Estrelas, 1977
3 – Zé Pequeno, de Cidade de Deus, 2002
4 – Eve, de A Malvada, 1950
5 – Enfermeira Ratched, de Um Estranho no Ninho, 1975
6 – Anton Chigurh, de Onde os Fracos Não Têm Vez, 2007
7 – Cruela De Vil, de 101 Dálmatas, 1996
8 – Saddam Hussein, de South Park: Maior, Melhor e Sem Cortes, 1999
9 – Agente Smith, de Matrix, 1999
10 – Mildered Rogers, de Servidão Humana, 1934

* Foto por Paula Korosue / Globo Livros

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