Os grandes estúdios de Hollywood declararam guerra contra o Twitter, a rede social da moda. Motivo alegado: alguns profissionais estariam antecipando informações confidenciais sobre lançamentos ou produções em curso antes do momento considerado ideal pelas companhias, entre outros probleminhas..
A Disney e a DreamWorks, por exemplo, dois dos gigantes do cinema norte-americano, já passaram a colocar cláusulas em seus contratos nesse sentido. Mas estes dois estúdios vão mais além. De acordo com informações divulgadas pelo jornal Telegraph, eles querem também impedir que atores e atrizes contratados compartilhem na internet opiniões – sejam elas quais forem ou sobre o que forem – que de alguma maneira possam interferir em suas imagens públicas.
Na verdade, o Twitter acaba sendo mais um item dentro de uma extensa lista de cuidados que visam ao controle das estrelas, fazendo com que mantenham fora das telas a mesma imagem que projetam nos filmes: irreal, perfeita, irreparável.
Outras redes sociais como Facebook e blogs pessoais também são motivo de cuidados especiais dos estúdios com seu staff.
Criar a pior tirinha do mundo. Esta era a intenção do designer Rafael Madeira, hoje com 27 anos, quando pela primeira vez desenhou Cersibon. Só que o efeito foi exatamente o contrário do pretendido originariamente pelo criador. Rapidamente, a webcomic ganhou popularidade pela internet até virar um hit. Hoje, ela é publicada às terças e quintas-feiras dentro da programação do coletivo de blogs Interbarney.
Misturando humor nonsense, bizarria, sátira, aleatoriedade e um tratamento gráfico que simula as habilidades de uma criança de seis anos pilotando o paintbrush, o fenômeno Cersibon é comparado pelo próprio autor ao culto aos filmes trash. Ou seja, ninguém fica indiferente à tirinha: ou a ama, ou a detesta. “O que mais percebo entre os que odeiam Cersibon é que eles acham a tirinha uma prova cabal da idiotice da juventude ou da audiência brasileira de internet, a entendem como se fosse uma espécie de Calypso da internet”, diz Madeira. Já aqueles que a apreciam, o fazem por diferentes razões, entre elas o ritual para desvendar cada frase dita pelos personagens.
O modo de escrita do Cersibon é forjado a partir do Garble, uma maneira quase cifrada de se comunicar, misturando, cortando e desajustando as palavras propositalmente para dificultar a compreensão. “O lance do Garble é escrever um texto que, por si só, já deve ser bem estranho, deixá-lo completamente incompreensível, e então recuar só um pouco nessa ofuscação, pra dar a impressão de que tem alguma ideia coerente enterrada ali em algum lugar”, conta Madeira. E a diversão consiste justamente em se deixar enlouquecer tentando garimpar essa ideia no meio de tantos erros. “Eu mesmo, quando vejo tirinhas antigas, levo um tempo pra lembrar do que escrevi”, confessa o autor.
O maior exemplo do Garble é o significado do próprio título da webcomic, quase completamente desconhecido até mesmo entre seus maiores fãs. Cersibon não é nada mais do que uma corruptela imposta pelo estilo para C`Est Si Bon, canção popular da década de 1940 já regravada por uma infinidade de artistas, e que Rafael Madeira ouvia no momento da concapção da tirinha.
De fevereiro de 2008, quando foi criada, até hoje, a webcomic, além de um sem número de elogios fervorosos e críticas odiosas, já ganhou camisetas com dizeres de algumas tirinhas consideradas clássicas e sites de fãs que copiam o estilo de Rafael Madeira. Um deles é o blog Cersifan, mantido pelo próprio Rafael, que reúne e publica as contribuições que chegam por e-mail. Mas há também os mais ousados, como o Pornibon, que mistura o nonsense da tirinha original com temáticas pornográficas, e o Cersiencia, que busca mostrar a cientificidade por trás das toscas tirinhas.
Já está no ar o blog Gostei Muito, onde o escritor e professor de Escrita Criativa da PUCRS e das Oficinas Literárias na Palavraria e na Itororó, Charles Kiefer, postará os melhores poemas, os melhores contos e as melhores crônicas de seus alunos e alunas.
Kiefer promete ser rigoroso na seleção.
Oportunidade de ver em primeira mão os passos iniciais da nova geração.
Essa é pra quem gosta de Fórmula 1, mas não é tão fanático a ponto de acordar no meio da madrugada para acompanhar as corridas. O site globo.comagora está disponibilizando as transmissões completas das corridas. O GP da Malásia, por exemplo, já está disponível. Confere aí:
Acaba de entrar no ar um site com uma proposta no mínimo inusitada: ver quanto duram de fato os “15 minutos de fama” dos participantes do Big Brother Brasil.
No Já Foi um Brother?, os ex-participantes do programa são misturados a anônimos, e o internauta tem sempre que responder à pergunta que dá nome ao site. Tantas respostas aparentemente sem objetivo acabam por criar uma espécie de ranking dos brothers mais lembrados e daqueles cuja fama já foi pro espaço.
Atualmente, Grazi Massafera é a única ex-integrante do programa que segue com 100% de reconhecimento do público, sendo a mais lembrada. O catarinense Marcelo, que participou da terceira edição, é o menos lembrado de todos, com apenas 25% dos internautas sendo capaz de reconhecê-lo.
xHOMBRES, do argentino Fernando “Pulpo” Hereñú, marker e acrílico
Já faz tempo que a arte não está restrita às paredes de museus e galerias. Desde o surgimento do graffiti, toda estrutura urbana tornou-se suporte para estas manifestações artísticas que perderam o estigma de pichação para serem elevadas ao status de “arte de verdade”. Com a popularização das instalações da arte contemporânea, intervenções urbanas tornaram-se forma comum de expressão. Era natural que o espaço virtual da internet seguisse o mesmo caminho e passasse a abrigar obras que, por um motivo ou outro, não se encaixam nos modelos tradicionais de exibição de arte.
O site www.baixocalao.com, iniciativa do escritor paraense Caco Ishak com colaboração do jornalista multimídia André “Cardoso” Czarnobai, é um exemplo de como a internet permite, de forma simples e eficiente, divulgar, promover e comercializar artistas que, de outra forma, teriam seus trabalhos restritos à circulação underground. Como diz Cardoso, “até pouquíssimo pouco tempo atrás, a maioria deles nem sequer seria considerada digna de utilizar o termo ‘arte’ para descrever seu trabalho”.
Origens, de El Guy, técnica mixmedia (lápis, guache, óleo e finalização digital)
O acervo da galeria virtual já conta com mais de 45 artistas que são encontrados por indicações de amigos, pesquisas em Flickrs e Fotologs ou contato direto por parte do artista. Eles fazem, na maioria, pinturas, ilustrações e gravuras, mas também se encontra um pouco de toy art e até monstrinhos de pelúcia. Além de prestar o serviço de divulgador, o projeto baixo calão tem um caráter provocativo. Na seção que explica a iniciativa, lê-se que estamos olhando para “arte supostamente de baixo nível feita por gente supostamente de pouca cultura”. É o que chamam lowbrow, um movimento artístico que tem suas raízes na Califórnia dos anos 70, mas se disseminou de forma natural e não-organizada e ganhou força com o passar dos anos. O termo lowbrow era originalmente usado de forma pejorativa para se referir a culturas popularescas e fazia oposição à ideia de fine art, a arte feita por e para a elite cultural.
Passarada em Roma, de Bete Nóbrega
Mas de “gente de pouco cultura” o site não tem nada. Entre os artistas, há nomes como o cartunista Arnaldo Branco, o músico Diego Medina ou o artista plástico argentino Fernando Hereñú, além de grafiteiros, designers, acadêmicos e gente de formação variada que simplesmente encontrou seu caminho nas artes. Com preços – determinados pelos próprios autores das obras – que vão de poucas dezenas a alguns milhares de reais, há peças em diversos estilos, cores e formatos. Em comum, o fato de serem assinadas por artistas ainda não consagrados mas inquestionavelmente talentosos. Como diz o manifesto do Baixo Calão, “o bagulho aqui é fino”.
Como saber que uma novidade realmente decolou? Simples. Veja se já está sendo empregada pela indústria do entretenimento adulto.
E eis a prova do sucesso absoluto do Twitter como ferramenta de comunicação: a revista Coed Magazine fez um levantamento de 44 porn stars que já utilizam a ferramenta para se relacionar com seu público.
Além da identidade de cada uma delas no Twitter para que o leitor possa segui-las, a revista fez um apanhado das melhores “twittadas” de cada uma. Você pode encontrar coisas tão interessantes como esta, escrita por Kayden Kross: “Bem, meu cavalo quase me matou e eu ainda não posso comprar manteiga de amendoim. Esse mundo é perigoso, vou lá ver um filme”.
Mmmm… algo me diz que elas são melhores “posando” do que escrevendo.
O filme só chega por aqui no dia 6 de março, mas enquanto a data não chega a produção de Watchmen vem espalhando, aos poucos, mais informações sobre o longa-metragem. Depois de liberarem imagens do set de produção e retratos diferentosos dos personagens, agora foi a vez de um vídeo viral aparecer no YouTube. Saca só:
A Academia de Artes e Ciência Cinematográficas de Hollywood, entidade que organiza anualmente a cerimônia de entrega do Oscar, acaba de lançar um novo site. Quem já costumava frequentar os espaço virtual se lembra que o antigo deixava bastante a desejar, principalmente àqueles que buscavam curiosidades, estatísticas e interatividade. Agora que o trabalho de oito meses do pessoal de Los Angeles está pronto, vai em Oscars.org e confere!
Genial este projeto Mil Casmurros, idéia do meu amigo Menezes encampada pela Rede Globo. Trata-se de uma leitura coletiva da obra célebre de Machado de Assis, que está sendo realizada em mil trechos. Qualquer um pode ir lá e gravar uma parte a partir da sua webcam e microfone.
Eu já gravei o meu trecho, o 998°, antepenúltimo, e sou vizinho de janela da minha amiga Elke Maravilha, como vocês podem conferir aqui.