Blog do jornal CineSemana

Postagens na categoria ‘Filme favorito’

Meu filme favorito

RUBENS EWALD FILHO, crítico de cinema
2001: Uma Odisseia no Espaço (Stanley Kubrick, 1968)

“Feito antes da chegada no homem na Lua, é um ousado até hoje. Exercício em linguagem visual, mística, ainda não superado. A cada vez que vejo, tenho o mesmo impacto.”

Meu filme favorito

OTÁVIO E GUSTAVO PANDOLFO (OS GÊMEOS), artistas urbanos
The Wall (Alan Parker, 1982)

“Pela história, poesia, musica e mesmo sento antigo, acho que de 80, e super atualizado.”

Meu filme favorito

LUIZ RUFFATO, escritor
Desencanto (David Lean, 1945)

“Toda semana uma mulher toma um trem e dirige-se a uma cidade vizinha para pegar um livro na biblioteca municipal. Aproveita para passear e bater pernas. Até que um dia, por acaso, cruza com um jovem médico, que ali dá plantões. Eles se apaixonam e durante alguns meses mantêm uma arrebatadora, mas casta relação. Então, ela, casada, ele, noivo, têm de tomar uma decisão. A maior e mais fascinante história de amor proibido do cinema, numa magistral direção de David Lean, a partir de uma peça de Noel Coward. Desencanto evidenciou para mim como é possível construir uma grande narrativa a partir dos fiapos de uma vida banal.”

Meu filme favorito

ANNIE MÜLLER, publicitária e escritora de livros infanto-juvenis
O Jardineiro Fiel (Fernando Meirelles, 2005)

“Pois oferece uma crítica social com profundidade suficiente para nos fazer refletir, e uma fotografia que nos encanta mesmo com sua realidade cruel. Para mim, Fernando Meirelles conseguiu reunir num só filme os melhores verbos que fazem o cinema: surpreender, inquietar e romper com nossa comodidade, seja ela visual ou emocional.”

Meu filme favorito

BERNARDO MORAES, escritor
Procura-se Amy (Kevin Smith, 1997)

“Ele junta os melhores elementos desse diretor sem ser comédia demais. Holden McNeil (Ben Affleck) é um desenhista de histórias em quadrinhos que se apaixona por Alyssa Jones (Joey Lauren Adams), outra desenhista. Mas ele não sabe que ela gosta mesmo é de garotas. O melhor amigo de Holden, Banky Edwards (Jason Lee) não aprova o romance. O que acontece é uma comédia romântica fora do comum, sensibilidade inteligente, muitos diálogos e um monte de referências à tão famosa ‘cultura pop’. Consegue ser triste e bonito e divertido mesmo tempo. E o melhor: Kevin Smith nunca teve a pretensão de ser um ‘grande diretor’. Ele é honesto e autoral.”

Meu filme favorito

ANA MARIANO, poetisa
O Banheiro do Papa (Cézar Charlone, 2007)

“Por mostrar como é complexa a simplicidade.”

Meu filme favorito

CHARLES KIEFER, escritor
Blade Runner (Ridley Scott, 1982)

“Pelo roteiro, pelo cenário, pela iluminação, pela música, pela magistral atuação dos atores, pelo que o filme representou na década de 90 do século passado, antecipando muitas coisas que estavam e estão ainda por acontecer. Um filme extraordinário e que não perdeu a sua atualidade. Revi há poucos dias e fiquei ainda mais fascinado pelo filme. E gosto mais da versão do diretor, que é diferente da versão comercial, imposta pelos produtores.”

Meu filme favorito

RODRIGO FALK BRUM, cineasta
Clube da Luta (David Fincher, 1999)

“É uma porrada na nossa maneira de levar a vida, e a música do Pixies fecha o filme com chave de ouro.”

Meu filme favorito

FERNANDO TORRES, escritor e coordenador do site Arlequinal
O Grande Ditador (Charles Chaplin, 1940) e Luzes da Ribalta (Charles Chaplin, 1952)

“Chaplin demorou a falar em cena, mas quando o vagabundo falou, fez um dos mais belos discursos da história do cinema, o Grande Ditador encerra o cinema mudo em seu ápice. O filme é impecável. Por outro lado, a angústia do Palhaço Calvero diante da morte e sua busca de reconhecimento e redenção (por meio de sua relação com a bailarina Terry) fazem de Luzes da Ribalta uma obra prima do cinema. Com esses filmes, Chaplin resume todo cinema e sua obra, deixando seu legado aos artistas que viriam e se consolidando como um dos maiores gênios do século XX.”

Meu filme favorito

DANIEL BERTOLUCCI, subsecretário de Cultura de Gramado
Ilha da Flores (Jorge Furtado, 1989)

“Porque foi um filme que fez despertar meu olhar crítico sobre a situação social do Brasil, além de incentivar o interesse pela sétima arte quando ainda adolescente. Desde então, me apaixonei pelo audiovisual, em especial pelo cinema brasileiro.”

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