Postagens na categoria ‘Filme favorito’

NICO NICOLAIEWSKY, ator e músico
Matrix (Andy e Larry Wachowski, 1999)
“Um que eu gostei muito foi Matrix (o primeiro, é claro), porque junta uma história com uma questão filosófica interessante e cenas de ação surpreendentes esteticamente.”

MÁRCIO SIMÕES, dublador
Batman: O Caveleiro das Trevas (Christopher Nolan, 2008)
“É o meu preferido tanto pelo próprio filme, mas também pelo trabalho do Heath Ledger. E, claro, tem algo de emocional, já que fui eu que dublei o personagem Coringa na versão em português.”

FÁBIO FERNANDES, escritor e tradutor
Casablanca (Michael Curtiz, 1942)
“Roteiro empolgante, escrito com base numa peça de teatro, e extremamente atual na época: o filme é de 1942, no olho do furacão da Segunda Guerra – mas, talvez o mais importante, não datou com o tempo, permanece atual, porque é um filme EM guerra, e não um filme DE guerra. A direção de Michael Curtiz é certeira no ritmo e no foco nas personagens, cujas emoções dão o tom do filme. Dizer que Humphrey Bogart e Ingrid Bergman estão excelentes é uma redundância, mas até mesmo os atores coadjuvantes, como Paul Henreid, Conrad Veidt e Sidney Greenstreet, grandes atores da época, se destacam a cada cena em que aparecem. E a cena dos frequentadores do Rick´s Café Americain cantando a Marselhesa é de fazer até um muro de concreto chorar. Há alguns anos, tive a felicidade de ver Casablanca no cinema num festival da Warner e o filme na tela grande é assombroso, fiquei comovido até a medula. Continua meu favorito de todos os tempos.”
LEONID STRELIAEV, fotógrafo
A Bela da Tarde (Luis Buñuel, 1967)
“Meu filme preferido é o Kodak, mas falando de cinema, um filme que gostei muito, porque é sem violência, romântico, agradável e tem a Catherine Deneuve é Belle de Jour. Não gosto de filme que dê medo, como os do Hitchcock. Deus me livre!”

SAMIR MACHADO DE MACHADO, escritor
Jurassic Park: Parque dos Dinossauros (Steven Spielberg, 1993)
“Meu filme favorito não é necessariamente o melhor que já assisti, mas aquele que me fez querer voltar ao cinema todas as semanas nos anos seguintes, atrás daquela sensação de transcendência que só a ficção proporciona. Aos 11 anos, minha mãe me levou para assistir à estreia de Jurassic Park: Parque dos Dinossauros no GNC do Praia de Belas, então o único cinema de Porto Alegre com som digital. Perdi a conta de quantas vezes revi esse filme depois.”

DANIEL GALERA, escritor
Vá e Veja (Elem Klimov, 1985)
“É um épico apavorante sobre a invasão alemã na Bielorrússia durante a Segunda Guerra. Meu favorito por dois motivos: a mina louca da floresta e a cara do guri.”

ANDRÉ “CARDOSO” CZARNOBAI, consultor criativo
Estrada Perdida (David Lynch, 1997)
“Em 2007 fui eleito pela publicação inglesa THE GUARDIAN uma das dez pessoas mais INFLUENCIÁVEIS do planeta, de modo que aprecio muito filmes de HORROR, TERROR, SUSPENSE e qualquer outro tipo de CAGAÇO - sobretudo SOBRENATURAL. Pra mim, o ápice do estilo é Estrada Perdida (Lost Higway), do David Lynch, basicamente porque depois de assisti-lo pela primeira vez fiquei uns dez dias tendo a mais nítida CERTEZA de que estava sendo PERSEGUIDO por aquele carinha SINISTRO que gravita numa vibe pesada de ANOS 30 e apavora MUITO o personagem principal do filme na cena do TELEFONEMA NA FESTA. Sempre que olhava pelo retrovisor, via o cara lá. Por sorte, nunca ERA.”

RAFAEL BAN JACOBSEN, escritor
…E o Vento Levou (Victor Fleming, 1939)
“Clássico, lento (na melhor acepção da palavra), e de uma plástica irretocável. Brega, diriam alguns, mas ‘I don´t give a damn!’”

LUIS FLAVIO TRAMPO, artista urbano
O Rap do Pequeno Príncipe Contra as Almas Sebosas (Marcelo Luna e Paulo Caldas, 2000)
“Cinema com temática social que reflete a realidade de quem vive na periferia numa sociedade pobre e muito desigual. A abertura do filme é assinada pelos Os Gêmeos e Vitche. Trata-se de uma reflexão serena sobre o fenômeno da violência.”

RAFAEL MADEIRA, criador da tirinha Cersibon
A Scanner Darkly (Richard Linklater, 2006)
“Um filme que vejo sempre que tenho oportunidade é A Scanner Darkly, adaptação de Richard Linklater do livro de Philip K. Dick. Sempre que leio algo dele (algo que também sempre faço quando tenho chance), fico semanas remoendo, assombrado, devastado – mas de um jeito maravilhoso. E esse filme, apesar de não ser ótimo, traduziu muito bem essa sensação pro meio audiovisual. É quase que uma droga, pra mim.”
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