Blog do jornal CineSemana

Postagens na categoria ‘Filme favorito’

Meu filme favorito

JOÃO PEDRO FLECK, presidente do FantasPoa – Festival de Cinema Fantástico
Dias do Paraíso (Terrence Malic, 1978)

“Eu considero esse filme absolutamente perfeito, com uma mistura que poucas vezes foi alcançada entre aspectos visuais e de roteiro, tornando-o inesquecível para os apreciadores do melhor que o cinema tem a oferecer.”

Meu filme favorito

CARLOS URBIM, escritor
A Prima Angélica (Carlos Saura, 1974)

“Um homem maduro volta à cidade natal. A inesquecível sacação do Saura é fazer com que um adulto reveja cenas da infância na condição de marmanjo sentadinho na sala de aula com outras crianças. De noite, na casa da tia, faz xixi na cama. Como em qualquer obra de Saura, o pano de fundo é a dramática história da Espanha no século XX.”

Meu filme favorito

RODRIGO ROSP, escritor e sócio-editor da Dublinense e da Não Editora
Zelig (Woody Allen, 1983)

“Somos todos camaleões. Todos somos Leonard Zelig.”

Meu filme favorito

ALTAIR MARTINS, escritor
Beleza Americana (Sam Mendes, 1999)

“Sinto que ele corresponde àquilo que busco na literatura: denunciar a falência de uma sociedade fundada na hipocrisia de um bem comum. Além disso, a história se entretece com humor, poesia e uma boa dose de suspense (sobretudo no final). É o perfeito tapa na cara em plena era do ainda american way life.”

Meu filme favorito

DANI TURCHETO, músico
Magnolia (Paul Thomas Anderson, 1999)

Magnolia é um filme essencial porque é sobre o perdão. Os personagens são sofridos, incompletos e verdadeiros, pois estão presos dentro da sua condição humana. Eles precisam dar ou pedir perdão a alguém numa narrativa genial que se entrelaça do meio para o final. Quando tudo parece fazer sentido, o nonsense acontece com uma chuva de sapos. Essa chuva parece uma intervenção divina que lava a cidade e liberta todos os personagens de sua estreita e sofrida condição humana. A trilha sonora é genial e composta por canções de Aimee Mann, além de dois clássicos do Supertramp que trazem um clima simplista e minimalista para as cenas. Deu vontade de assistir de novo!”

Meu filme favorito

MARLENE SCHLINDWEIN, presidente da Fundação Cultural de Blumenau
O Som do Coração (Kirsten Sheridan, 2007)

“Me emocionou muito. É um filme que nos toca o coração, pois envolve família, filhos e o que nós pais devemos deixar de legado, como educação, honestidade, perseverança.”

Meu filme favorito

MANOEL DE SOUZA, editor da revista Mundo dos Super-Heróis
Superman (Richard Donner, 1978)

“Já o assisti umas 300 vezes e ainda hoje mantenho esse ritual. Semana passada mesmo fiquei meio estressado no trabalho e passei a tarde no sofá revendo os detalhes dessa obra-prima do Richard Donner. Curto, particularmente, a versão restaurada de 2000, com cenas inéditas e som original. Até então, só tinha visto a versão legendada em VHS. Nunca tinha imaginado como os efeitos sonoros eram ricos e as cores tão vivas. As cenas extras e os documentários que acompanham o DVD são imperdíveis. Nenhum filme conseguiu superar aquele Superman de 1978.”

Meu filme favorito

ARTHUR DE FARIA, músico e radialista
Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Wood Allen, 1977)

“Porque o Woody Allen é um cara que faz parte da minha vida e do qual eu gosto até dos filmes ruins (sério: eu vi todos). Porque ali ele consegue tocar na mais profunda alma classe média letrada sem ter um pensamento de classe média letrada. Porque alí ele é engraçado como nos seus filmes mais engraçados e profundo como nos seus filmes mais profundos. E, é claro: porque eu nunca mais vi lagostas, uma cozinha, e a vida como ela é sem lembrar daquela cena.”

Meu filme favorito

PENA CABREIRA, escritor e artista plástico
As Aventuras do Barão de Munchausen (Terry Gilliam, 1988)

“Pensei nos de Bergman, até nos dos Irmãos Coen, passando pelos de Hitchcock, etc. Optei por um filme que adoro e que ninguém escolherá: As Aventuras do Barão de Munchausen. Ele representa a ponta de um iceberg poderoso, como outros do próprio Terry Gilliam e a filmografia de dois diretores menos midiáticos, mas não menos importantes: Emir Kusturica e Alejandro Jodorowsky. Diretores de formações distintas que tem em comum uma poética de difícil digestão com alto poder estético.”

Meu filme favorito

ONDJAKI, escritor angolano
Infernal Affairs (Wai-keung Lau e Alan Mak, 2002)

“Hoje, escolho a versão chinesa de Infernal Affairs I, II e III. Parece apenas um filme onde um infiltrado na polícia e um polícial infiltrado numa gangue tentam descobrir a identidade um do outro. O filme estende-se e acabam por ser três filmes. Lindos, bem filmados, com incrível fotografia e uso brilhante da banda sonora. Vejo e revejo esse filme (que depois deu origem a Os Infiltrados, 2006). Mas a versão americana é uma pobre e apagada imitação. Há que ver o original para entender as incríveis vidas de Andy Lau ou Tony Leung. Um dos mais belos filmes que já vi na vida. (Mas deveria ter escolhido Lavoura Arcaica, 2001…)”

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