Postagens na categoria ‘Filme favorito’

NELSON HAAS, bonequeiro
O Filho da Noiva (Juan José Campanella, 2001)
“Porque é um filme que faz você acreditar no amor entre duas pessoas como um projeto de vida.”

IVANA VERLE, roteirista e professora
8½ (Federico Fellini, 1963)
“Admiro aqueles que conseguem enumerar suas obras preferidas com graça e precisão enquanto eu me debato interminavelmente para eleger um top 50 (mil). 8½ de Fellini é a exceção, tem sido o meu filme preferido nos últimos quinze anos, e acredito que continuará sendo por muitos mais. Tenho um carinho especial pelos filmes que abordam a prática cinematográfica, um encantamento profundo por toda a obra de Fellini, e essa intersecção é como um soco gentil em meu imaginário.”

JOÃO KOWACS CASTRO, escritor
Sweet Sweetback’s Baadasssss Song (Melvin Van Peebles, 1971)
“Melvin Van Peebles escreveu, dirigiu, estrelou, montou e “conduziu” a trilha sonora desse filme independente que foi um sucesso de bilheteria. O partido americano dos panteras negras o tornou o seu filme oficial. Revolucionário na temática e na forma, o Sweet Sweetback’s Baadasssss Song é um manifesto críptico de um povo oprimido, os negros americanos, no qual é possível ver paralelos com O Bandido da Luz Vermelha, O Acossado, e o neo-realismo italiano (afinal de contas, quase todos os personagens foram interpretados por não atores). Tudo isso ao som de Earth, Wind and Fire, no começo da carreira, tocando um funk endiabrado.”

LUCAS MENDES, jornalista e apresentador do Manhattan Connection
Afterschool (Antonio Campos, 2008)
“Cada tempo teve seu filme. Branca de Neve e os Sete Anões , Jules e Jim, Cidadão Kane e, mais recentemente, Afterschool, de Antonio Campos.”

ANTÔNIO XERXENESKY, escritor
Três Homens em Conflito (Sergio Leone, 1966)
“Nesse faroeste, Sergio Leone leva ao limite a ideia de que “cinema é imagem” e constrói cenas avassaladoras apenas com jogos de câmera e edição. O tiroteio final entre os três personagens, que, no roteiro, não deve ocupar mais de duas linhas, se dilui no tempo e é transformado em um momento sublime com a trilha de Morricone no fundo.”

SERGIO FARACO, escritor
Mediterrâneo (Gabriele Salvatores, 1991)
“Porque demonstra, com um fundo musical inesquecível, o encanto de uma vida simples e pacata em contraste com o absurdo da guerra.”

CLAUDIA TAJES, escritora
Manhattan (Woody Allen, 1979)
“Porque foi onde eu descobri o Woody Allen, e a minha vida seria bem mais chata se isso não tivesse acontecido.”

JUREMIR MACHADO DA SILVA, jornalista e escritor
Os Vivos e os Mortos (John Huston, 1987)
“Uma sonata existencial em imagens. A vida suja passada a limpo num único e melancólico encontro.”

ZÉ VICTOR CASTIEL, ator
Cinema Paradiso (Giuseppe Tornatore, 1988)
“Porque é um dos mais belos filmes que eu já vi na vida, contando a história do cinema através da história daquele menino projecionista. É lindo. Meu predileto.”

SANTIAGO, desenhista de humor
Amor, Sublime Amor (Jerome Robbins e Robert Wise, 1961)
“Um filme que eu vi na adolescência e me marcou. A coreografia, da qual sou um apreciador, foi muito inovadora, sem contar os efeitos do Saul Bass que fez a abertura dos créditos, com Manhattan surgindo aos poucos a partir de um grafismo. A música original do Leonard Bernstein também é maravilhosa. Tudo é maravilhoso. Tudo me impressionou.”
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