Pra quem gosta de corridas, há dois links fundamentais que recomendo.
Primeiro, o turfe. Confiram só estas 29 fotos do Derby de Kentucky 2009, que aconteceu no último sábado, 2 de maio, em Churchill Downs, na cidade norte-americana de Louisville, Kentucky. A prova, em sua 135ª edição, é considerada por muitos “os dois minutos mais excitantes do esporte”, e sempre atrai verdadeiras multidões. Neste ano, o vencedor foi o jóquei Calvin Borel, que montava o cavalo azarão Mine That Bird (pagava 50 para 1). Depois de completar a primeira volta em último lugar, acabou ganhando com larga vantagem, uma vitória tida como épica.
Montando Mine That Bird, Calvin Borel completa a primeira volta em último. Ele venceria a prova com mais de seis corpos de vantagem. (Foto de Jamie Squire/Getty Images)
Saem os animais, entram as máquinas. Em 31 imagens, a história dos primeiros GPs da temporada 2009 da Fórmula 1 é contada. Com menos de 25% das provas realizadas, os pilotos já enfrentaram climas extremos: chuvas pesadíssimas, como a que interrompeu a corrida na Malásia, e calor combinado ao ar seco, como os 37º no Bahrein. As fotos mostram os pilotos, carros, equipes e pistas em ângulos que definitivamente não estamos acostumados a ver pela transmissão da TV.
A McLaren do finlandês Heikki Kovalainen fica pequena na imensidão do deserto do Bahrein. (Foto de Guillaume Baptiste/AFP/Getty Images)
Não canso de ficar me repetindo: este blog The Big Picture do jornal Boston Globe é simplesmente sensacional.
Estreia hoje nos Estados Unidos o documentário Tyson, de James Toback. Pelo que deu pra sentir pela matéria que o Scott Raab esceu para a Esquire, o filme tem todos os ingredientes para ser bem mais do que “interessante” ou “revelador”.
De acordo com Raab, o documentário não é indulgente com Mike Tyson, não visa redimir toda idiotice que fez no passado retratando-o como bom moço arrependido, mas tampouco explora os (milhares de) escândalos de sua carreira, demonizando o ex-boxeador.
O filme é simples: o diretor James Toback alugou uma casa em Hollywood, pegou duas câmeras, sentou Tyson num sofá e registrou o que ele tinha pra dizer, sem roteiro nem nada. O ex-campeao do mundo é mostrado sozinho na tela, em close, praticamente o tempo todo. Quando aparecem cenas de sua vida, a tela é dividida, e Tyson jamais sai de quadro.
Não há amigos, família, ninguém dando declaração contra ou a favor dele, não há histórias redentoras, nada. Apenas Tyson resmungando, chingando, contando ou simplesmente calando.
Não há a menor previsão de quando o filme chegará ao Brasil, e nem SE chegará.
O lutador de vale-tudo brasileiro Rodrigo Nogueira, o Minotauro, vai contracenar com Sylvester Stallone em seu novo filme que está sendo gravado aqui no Brasil, Os Mercenários. Ele fará o papel do personagem Red Beret.
Minotauro se junta a um elenco mastodôntico. Além do próprio Stallone, atuam o também lutador de vale-tudo Randy Couture, Mickey Rourke, Jason Statham, Jet Li, Steve Austin, Dolph Lundgren, Eric Roberts e Philip Schofield, além de uma participação especial do governator Arnold Schwarzenegger.
As filmagens no Rio de Janeiro vão até o dia 24 de abril, próxima sexta-feira. Depois disso, a equipe dá uma parada de duas semanas antes de finalizar os trabalhos em Louisiana, New Orleans, nos Estados Unidos.
Essa é pra quem gosta de Fórmula 1, mas não é tão fanático a ponto de acordar no meio da madrugada para acompanhar as corridas. O site globo.comagora está disponibilizando as transmissões completas das corridas. O GP da Malásia, por exemplo, já está disponível. Confere aí:
O ator Tobey Maguire vai tirar uma folga de seu emprego de Homem-Aranha – que continua garantido com a confirmação da produção de um quarto filme da franquia para 2010 – para viver um piloto de Fórmula 1. Em The Limit, da Columbia Pictures, Maguire será o produtor e também irá protagonizar o longa-metragem baseado na rivalidade entre os dois pilotos da Ferrari na temporada de 1961. O ator, é claro, será Phil Hill, o único piloto nascido em solo americano a vencer um campeonato da categoria até hoje e que faleceu em 2008.
Phil Hill em sua Ferrari "Nariz de Tubarão", em 1961, ano em que sagrou-se campeão da F1
Naquela temporada, ele travou um duelo inesquecível com o piloto alemão Wolfgang von Trips. Os dois levaram suas Ferraris Tipo 156, apelidadas “Nariz de Tubarão”, até a última corrida, em Monza, com cahances de sagrarem-se campeões. Por uma infelicidade, Wolfgang, depois de fazer a pole-position e largar na frente, acabou envolvendo-se em uma gravíssimo acidente que o matou, junto com mais 14 espectadores. E Phil Hill ficou com o título daquele ano.
Wolfgang von Trips sofre acidente em Monza em 1961. 14 mortos entre os espectadores, além do próprio piloto que liderava a corrida.
Por Douglas Ceconello
Criador e editor do Impedimento
Esporte que atrai multidões e movimenta fortunas, o futebol não costuma gerar grande comoção quando representado no cinema. Até hoje não tivemos um grande sucesso de público e crítica em que a trama girasse em torno do que acontece dentro das quatro linhas de um campo de jogo. Mais do que isto, ninguém parece muito interessado no assunto, sejam as produtoras, diretores e roteiristas, seja o público. É bem provável que este desdém pelos filmes sobre futebol esteja ligado a experiências traumatizantes vividas nos confins de salas escuras ou, sendo otimista, a expectativas frustradas, já que a queixa é antiga.
É difícil ao extremo lembrar de um filme arrebatador sobre o assunto preferido de dez entre dez brasileiros. Penso em outros esportes e logo me ocorreUm Domingo Qualquer (Any Given Sunday) , onde Oliver Stone retrata com maestria o universo do futebol americano. Não com a mesma qualidade, mas aos borbotões, me ocorrem dezenas de obras que abordam outras modalidades do desporto mundial, como baseball, automobilismo, basquete e até sinuca.
Cena do filme Milagre de Berna
Um dos grandes problemas dos filmes que se propõem a abordar o futebol é que não voltam a devida atenção à relação individual que cada um tem com as diversas facetas dessa febre monumental que atrai milhões de pessoas aos estádios. Muito mais do que entretenimento, o futebol interfere diretamente na vida de seus aficionados, com freqüência sendo tão ou mais importante que política, cultura e religião. Abordá-lo de forma superficial, aquiescendo ao chavão de que se trata apenas do “ópio das massas”, é implorar para cair no esquecimento. Esse foi o pecado inclusive de filmes que tinham potencial para superar tão importante barreira, como Milagre de Berna (Das Wunder von Bern) e Gol! (Goal). Continue lendo »