Começa amanhã, terça-feira, no Studio Clio, em Porto Alegre, a primeira edição do Sport Club Literatura, uma série de eventos literários de inspiração futebolística.
Diferente das iniciativas a partir do qual foi concebido (Copa de Literatura Brasileira, criada a partir do Tournament of books, e o Gauchão de Literatura), os jogos do Sport Club Literatura são ao vivo, transmitidos diretamente do palco por dois juízes convidados e o mediador da partida. A cada edição, duas partidas movimentam as torcidas: um jogo histórico denominado Coliseu (com clássicos e épicos da literatura) e uma pelada chamada Com-ca vs. Sem-ca (com jogos mais alternativos, modernos, com ou sem critérios). A missão dos resenhistas é apresentar, avaliar e confrontar diferentes obras da literatura universal.
No primeiro dia de partida, Orgulho e Preconceito (Pride and Prejudice, 1813), de Jane Austen (1775-1817), enfrenta Middlemarch (1874), de George Eliot (1819-1880), pela série Coliseu. Milton Ribeiro e Joana Bosak apitam a partida.
Para a pelada, entram em campo 2666 (2004), de Roberto Bolaño (1953-2003) e Liberdade (Freedom, 2010), de Jonathan Franzen (1959). Antônio Xerxenesky e Carlos André Moreira são os juízes convocados para este jogo.
Os ingressos custam R$ 5 (coreia), R$ 10 (arquibancada), R$ 15 (social) e R$ 20 (camarote) e podem ser adquiridos pela página www.studioclio.com.br. Mais informações pelo telefone (51) 3254-7200 ou no local (Rua José do Patrocínio, 698 – Cidade Baixa).
A coordenação do Sport Club Literatura é do StudioClio e do Estúdio de Conteúdo. Os jogos acontecem uma vez por mês até dezembro de 2011.
Uma mudança do calendário da NFL, liga profissional de futebol-americano, pode alterar o dia “oficial” das cerimônias do Oscar a partir de 2013.
Isto porque a competição passará a ter 18 ao invés de 16 jogos a partir da temporada 2012/13, o que fará com que as partidas se estendam por mais dois domingos, até o final de fevereiro. E como o futebol-americano rende muito mais dinheiro do que a transmissão do Oscar pela televisão, o pessoal da Academia de Hollywood não é bobo de abrir uma competição por data.
Se tudo sair como se imagina, as cerimônias de entrega voltará a acontecer nas segundas-feiras, como foi até 1999.
A Slate fez uma montagem especulativa de como seria o Super Bowl, maior evento esportivo norte-americano, se dirigido por alguns dos principais cineastas mundiais. O resultado ficou interessante. Confere:
Alguns filmes de ficção já tentaram retratar a essência da categornia número 1 do automobilismo na telona e fracassaram. Agora é a vez de um documentário ter a sua chance.
Paul Crowder e Mark Monroe (o mesmo que roteirizou The Cove, doc indicado ao Oscar 2010) irão escrever o roteiro e dirigir o filme, ainda sem título.
A ideia é mostrar a evolução, o perigo e o glamour da Fórmula 1 através de entrevistas com pilotos e chefões e com muitas imagens históricas.
As imagens foram tiradas do blog Old School, onde há muitas outras imagens fantásticas dos velhos tempos da Fórmula 1.
Para o cinema de Hollywood, fazer um filme sobre um esporte pouco familiar ao público americano é um desafio. Sempre que possível, esportes como o futebol são transformados sem dó em beisebol ou futebol americano.
Entretanto, quando a narrativa esportiva é baseada em um fato real e os personagens não são meros desconhecidos, mas figuras históricas como Nelson Mandela, não há a possibilidade de modificar o jogo.
É o caso de Invictus, dirigido por Clint Eastwood e que estreia nesta sexta-feira nos cinemas brasileiros. O filme narra a vitória da seleção sul-africana de rugby na Copa do Mundo de 1995, e conta como este singular esporte conseguiu unir momentaneamente uma nação dilapidada por 40 anos de segregação racial.
Para dar ao leitor uma noção básica do jogo retratado no filme, CineSemana preparou um guia de sobrevivência do esporte. Confira!
O CAMPO
Nem todo estádio do mundo é de futebol
O palco de um jogo de rugby é um campo com dimensões semelhantes a um campo de futebol, mas com aparência de futebol americano. Nas extremidades do campo, estão dois postes ligados por uma trave horizontal, formando um gol em formato de “H”. Embora seja possível pontuar chutando a bola entre estes postes, o verdadeiro objeto de desejo dos jogadores está localizado logo atrás do gol, em uma área chamada ingoal. É nesta área que é marcado o try, a jogada máxima do rugby, semelhante ao touchdown do futebol americano.
O TIME
Nos times de rugby os backs mais atacam enquanto os forwards são defensivos
Em um primeiro momento, o rugby pode parecer uma espécie de futebol americano sem capacetes. Afinal, os dois esportes tem bolas em formato de ovos, balizas em formatos de letras do alfabeto, jogadas que chamam atenção pela truculência e uma forma muito parecida de marcar pontos. Apesar disso, as diferenças param por aí. O rugby tem as suas próprias peculiaridades e não para a cada cinco segundos, ao contrário do seu primo americano. Um time de rugby é formado por 15 jogadores, sendo 8 forwards e 7 backs. Os forwards são os jogadores mais altos e pesados da equipe. São responsáveis pela maioria das disputas de bola e desempenham funções de caráter mais defensivo. Os backs são os jogadores mais velozes e técnicos, que normalmente marcam a maior parte dos pontos. O rugby é um dos poucos esportes no qual é permitido usar tanto as mãos quanto os pés. Os jogadores podem chutar a bola ou passá-la com as mãos para os companheiros de equipe, mas o passe nunca poderá ser para frente.
A PONTUAÇÃO
Try!
Try: ocorre sempre que um jogador apoia a bola no ingoal adversário. Marcar um try dá o direito a uma conversão. Vale 5 pontos. Conversão: chute a gol, cobrado após a marcação de um try. Vale 2pontos.
Drop goal: jogada que deu a taça à África do Sul, na final da Copa de 1995, eque poderá ser observada com maior atenção no filme de Clint Eastwood. É um chute de bate-pronto em direção aos postes, que pode ser cobrado em qualquer momento do jogo. Vale 3 pontos. Pênalti: ocorre após a marcação de uma penalidade. O time beneficiado pela infração poderá escolher, entre outras opções, chutar em direção aos postes. Vale 3 pontos.
O LINEOUT
O balet dos brutos
Jogada executada sempre que a bola sai pelas laterais do campo. As equipes formam duas filas e a bola é disputada no alto após um arremesso de um jogador, que deve ser reto, dando a chance das duas equipes disputarem a bola em condição de igualdade. É comum – e permitido – ver os jogadores levantando os companheiros de equipe para que alcancem a bola antes do adversário.
O SCRUM
Formação de falange romana
É uma forma de reiniciar o jogo. Os forwards de cada equipe formam uma espécie de falange romana, com o objetivo de empurrar os adversários para obter controle da bola, colocada no meio da bagunça. Normalmente, os scrums são realizados após as seguintes situações: Knock-on: sempre que um jogador deixa a bola cair para a frente. Passe para frente: sempre que um jogador passa com as mãos a bola acidentalmente (ou malandramente) para um jogador que está em uma posição mais avançada no campo, o que é proibido. Bola presa: quando os jogadores ficam impossibilitados de disputarem a bola.
O TACKLE
Criançada também derruba
No rugby também é permitido derrubar o jogador que está carregando a bola. Ao ser derrubado, o jogador deve largar imediatamente a bola no chão para que possa ser disputada pelos outros jogadores. Apesar de ser permitido agarrar e jogar o oponente ao solo, o rugby não é vale-tudo: é proibido, por exemplo, agarrar um adversário acima da linha do ombro, que esteja no ar ou que não esteja com a bola.
O RUCK
Quem escapa da pilha humana, comemora
À primeira vista, o ruck pode parecer um amontoado de atletas se atirando sobre o jogador que está com a bola, com o objetivo de matá-lo por asfixia. Após observar a jogada com mais atenção, continuamos com a mesma sensação. Por isso, é muito importante entender a lógica por trás desta confusa jogada, fundamental no jogo de rugby. Toda vez que um jogador sofre um tackle (é derrubado), ele deve largar imediatamente a bola no chão. A única forma do seu time manter a posse de bola é realizando um ruck, que ocorre sempre que pelo menos dois jogadores estão unidos pelos ombros. Estes jogadores tentarão então “ultrapassar” a bola, imprimindo força física sobre o adversário (que também integrará o ruck, tentando ganhar a posse de bola). A lógica da jogada, portanto, é semelhante ao scrum: a bola deve ser disputada ordenadamente através da força física e da disciplina tática. O ruck possui várias regras que determinam como a bola deve ser disputada pelas equipes, e desobedecêlas normalmente resulta em penalidades que podem dar ao adversário a chance de chutar em gol.
Texto originalmente publicado no CineSemana nº 116
Invictus, de Clint Eastwood, sobre como Mandela usou os Springbox, seleção de rugby da África do Sul, para ajudar na pacificação do país após o apartheid, deve chegar aos cinemas brasileiros em 23 de janeiro.
Pelé assinou contrato para que sua história dê origem a um longa-metragem em Hollywood. A informação foi divulgada por Lauro Jardim, na coluna Radar On-Line de Veja.
De acordo com o colunista, a produção será feita pela Imagine Entertainment, a mesma que está produzindo atualmente Robin Hood, de Ridley Scott.
O roteiro ficará a cargo de Greg Howard, responsável pelos scripts das cinebiografias de Muhammad Ali e Ray Charles.
Não há quaisquer informações sobre quem será o diretor (Clint Eastwood!) ou o ator protagonista (Don Cheadle!).
Também não sabemos até o momento se o futebol será trocado por basebol, entre outros detalhes insignificantes da trama.
Previsto para chegar às telas ao redor do mundo em dezembro – mas no Brasil só em 29 de janeiro de 2010 -, o próximo filme dirigido por Clint Eastwood finalmente ganhou um título definitivo: Invictus.
Até então, o longa vinha sendo tratado como The Human Factor, apesar de este nome não ter sido dado pela produção, ou simplesmente como “o novo projeto de Clint”.
O filme irá contar a história do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, interpretado por Morgan Freeman, então recém eleito, que vê na Copa do Mundo de Rugby de 1995 uma grande chance para melhorar a imagem de seu país internacionalmente e reunificá-lo internamente após o apartheid. Para isso, conta com a ajuda do ídolo do esporte e capitão do time, François Pienaar (vivido por Matt Damon), que irá liderar a equipe até o título.
O filme é baseado no livro Playing The Enemy: Nelson Mandela And the Game That Made A Nation,de John Carlin.
Mandela entrega a taça a Pienaar. Matt Damon nunca ficará deste tamanho. Clint seria melhor protagonista.
Primeiro, Eric Cantona, o ex-jogador de futebol francês conhecido mais por seu temperamento explosivo que por seu brilhantismo como centro-avante, virou uma espécie de superestrela do cinema indie europeu. Em Cannes, está em Looking For Eric, de Ken Loach, drama sobre um fã Manchester United que recebe visitas esporádicas do seu ídolo Eric Cantona como conselheiro espiritual, ajudando-o a se recuperar de uma desilusão amorosa.
Agora, o outrora número 7 do ManU irá estrelar Les Mouvements du Bassin (os movimentos da pélvis, em tradução livre), de Hervé P. Gustave, que nos créditos ganha o codinome HPG. Cantona irá interpretar um estudante de artes-marciais para defesa pessoal.
Cantona em seu momento mais lembrado como jogador do Manchester United: kung fu pra cima da torcida
Segundo, Irvine Welsh, autor do mais que clássico Trainspotting, está muito bem cotado para dirigir e ser co-roteirista de uma comédia sobre futebol que deve se chamar The Magnificent Eleven. O filme pretende ser uma versão futebolística de Sete Homens e Um Destino (em inglês, The Magnificent Seven). Então, os cowboys seriam substituídos por jogadores de um time amador, as pessoas protegidas convertidas nos donos de um restaurante indiano e os bandidos seriam transformados em um bando de brigões comandados por um certo Blond Bob. O roteiro foi escrito por Pete e John Adams, mas Welsh deve dar uma rabiscada no script antes de começar efetivamente as filmagens.