Postagens na categoria ‘Entrevista’

Gustavo Spolidoro, que venceu em Milão com Ainda Orangotangos
Responsável pelo primeiro longa-metragem brasileiro filmado em um único take, Gustavo Spolidoro recentemente viu seu filme Ainda Orangotangos ser premiado no Festival de Milão, justamente pela ousada aposta “brilhantemente resolvida”, conforme divulgou o júri da premiação.
Mesmo ainda evolvido com o lançamento do longa, o cineasta já prepara um novo projeto em documentário e, no meio tempo, gravou um depoimento do cineasta alemão Wim Wenders para o projeto Fronteiras do Pensamento. Spolidoro falou ao CineSemana sobre a surpresa de ser premiado no festival italiano, sobre o futuro do cinema e sobre o seu próprio.
Você esperava sair premiado do Festival de Milão?
Foi surpresa, até porque concorria com outros dez filmes e o Ainda Orangotangos não é uma unanimidade. Tem pessoas que gostam muito, mas outras não gostam, e como para ganhar um prêmio desses geralmente tem que ser uma decisão unânime, eu não tinha uma expectativa tão grande. Mas para nossa sorte, ganhamos! E o prêmio de melhor longa-metragem é o único prêmio do júri, além disso só há outras menções.
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Giba Assis Brasil, um dos fundadores da Casa de Cinema de Porto Alegre (Foto: Agência Bossa/ Divulgação)
A 47ª edição do CineSemana traz entrevista com o montador Giba Assis Brasil, integrante da comissão que foi responsável pela seleção do filme Última Parada, 174, de Bruno Barreto, para concorrer a uma vaga na disputa pelo Oscar. O cineasta revela como se deu essa escolha, fala sobre o atual panorama dos filmes brasileiros e afirma que a boa montagem não é a mais performática, mas aquela que o espectador não percebe.
Ainda que tenha começado a carreira como diretor ao lado de Nelson Nadotti em Deu Pra Ti Anos 70 (1981), Giba se destaca, principalmente, quando o assunto é montar um filme. Fundador e um dos sócios da produtora Casa de Cinema de Porto Alegre, é dele a montagem de quase todas as produções de Jorge Furtado, incluindo o curta Ilha das Flores (1989) e os longas do diretor, entre eles O Homem Que Copiava (2003).
O filme Última Parada, 174 era o seu favorito entre os 14 inscritos para representar o Brasil no Oscar?
A decisão não foi unânime, mas a gente discutiu bastante todos os filmes que estavam inscritos e chegamos a uma decisão de consenso. A decisão foi assumida como sendo de toda a comissão.
Então a escolha não se deu através de uma simples votação, mas de um processo de deliberação sobre qual o melhor filme.
Foi um debate bastante longo, até demorou mais do que eu imaginava. Mas não teve absolutamente nenhuma pressão, nenhuma acusação, foi um debate respeitoso, de ponto de vista. Estava todo mundo representando a sua subjetividade, a sua relação com o cinema. A gente discutiu todos os filmes e fomos afunilando, eliminando alguns e chegamos à decisão final. O combinado é que a gente não exporia os resultados parciais para não gerar uma polêmica desnecessária. Não é que não houve polêmica; foi bastante discutido dentro do grupo, mas não queremos gerar um sentimento de “qual é o segundo lugar, qual é o terceiro lugar”. Todos os 14 filmes estavam aptos a representar o Brasil e nós escolhemos este.
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O entrevistado da edição 40 do CineSemana é o cineasta carioca Júlio Bressane. Considerado um dos expoentes do chamado Cinema Marginal brasileiro, Bressane terá sua obra reconhecida pela primeira vez no Festival de Cinema de Gramado. Desde que começou profissionalmente na sétima arte, em 1965, como assistente de direção de Walter Lima Júnior, ele dirigiu mais de 40 longas-metragens com orçamentos baixos e roteiros complexos, que fogem dos clichês cinematográficos. A 36º edição do festival, que acontece de 10 a 16 de agosto, homenageará o diretor com o Troféu Eduardo Abelin, prêmio concedido a grandes nomes do cinema nacional.
Filmes como Cleópatra (2007) e Dias de Nietszche em Turim (2002) traduzem o cinema profundamente ligado ao conteúdo produzido pelo cineasta. Seu mais recente trabalho, A Erva do Rato, realizado ao lado da diretora Rosa Maria Dias, foi selecionado na última terça-feira, 29, para a Mostra Horizontes do Festival de Veneza, sendo a sexta participação do diretor no evento. Nesta entrevista, Júlio Eduardo Bressane de Azevedo, de 62 anos, revela o quanto é difícil viabilizar seus filmes e seu descontentamento com o cinema brasileiro.
Como você começou no cinema?
Eu comecei a fazer cinema com dez anos de idade, ganhei uma câmera de presente e um projetor e comecei a fazer filmes. Foi assim que eu comecei.
Quais as influências para realização dos seus filmes?
Minhas principais influências vieram da leitura sistemática que eu fiz ao longo da minha vida. Autores como Dante, Camões, Shakespeare sempre estiveram muito próximos a mim. No meu ponto de vista, nunca dividi o cinema em escolas, eu sou um especialista em cinema mudo. Eu comecei a me interessar pelo cinema que se fazia no início e até hoje tenho mais interesse em cinema mudo do que falado. Continue lendo »
O CineSemana que começa a circular hoje traz uma matéria sobre o IV Fantaspoa - Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre, e uma entrevista com João Pedro Fleck (foto), um dos realizadores do evento ao lado do amigo Nicolas Tonsho. Formado em Administração, o cinéfilo fala sobre a trajetória e detalhes da realização do festival, que começa na segunda-feira, 28. Confira aqui a íntegra da entrevista.
Quais os motivos que o levaram a promover o Fantaspoa?
Existem três principais motivos que nos levam a organizar tal festival: o nosso gosto pessoal por cinema do gênero fantástico; a pouca (ou nula, por assim dizer) distribuição de filmes independentes, principalmente deste gênero; o gosto do público, por filmes dessa temática. Filmes de terror e fantasia estão entre os mais alugados, e quando estes não são grandes lançamentos, muitas vezes acaba não chegando ao grande público, se limitando apenas a países da América do Norte e Europa, ou sendo lançados diretamente em dvd. É interessante comentar que uma boa parte do público do festival não assiste um ou outro filme, mas acompanha intensamente a programação.
Quais as influências para a realização do Fantaspoa?
Somos influenciados por festivais que já contam com mais de duas dezenas de anos. Festivais como o de Sitges, da Espanha, e o BIFFF (Brussels International Fantastic Film Festival), de Bruxelas, estão entre as nossas principais influências. As outras duas maiores influências, eu tive o enorme prazer de acompanhar este ano, e são o Fantasporto, de Portugal, e principalmente o (Amsterdam Fantastic Film Festival), de Amsterdam. Se eu tivesse que dizer qual festival gostaríamos de ser um dia, sem dúvida seria o AFFF.
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O entrevistado da edição 36 do CineSemana, já nos cinemas, é Frank Jorge, que já participou de cultuadas bandas de rock como Graforréia Xilarmônica e Cascavelletes, além da mais recente Cowboys Espirituais. Hoje, ele integra a Tenente Cascavel, banda formada por ex-integrantes da TNT, também nascida na década de 80, e da própria Cascavelletes, além de investir na carreira solo. Seu terceiro disco deve sair até o final deste ano pela gravadora Monstro, de Goiânia. Além de músico, Frank está à frente do curso de Produtores e Músicos de rock, onde ocupa o cargo de e ministra aulas para jovens que almejam ingressar no concorrido mundo da música. Amanhã, dentro da programação do Gig Rock, em Porto Alegre, ele se apresenta no palco do Porão do Beco, e, ainda este mês, parte com a Tenente Cascavel em turnê pelo interior do Estado. Confira aqui a íntegra da entrevista.
Teu trabalho sempre teve toques de humor, como tu vê essa relação entre humor e música?
Acho que em todas as bandas, principalmente desde os anos 60, os caras querem tirar alguma chinfra sobre um assunto ou outro. Garotas, carros, drogas, noite, relacionamento, mas acho que o humor, principalmente dentro da música popular, é algo muito natural porque faz parte da vida. A pessoa, tendo passado por reveses, problemas ou não, tem lá um maldito senso de humor. Até o Velvet Underground, banda norte americana oposta ao flower power, vestida de preto fazendo microfonia e alusão a drogas, eles também têm um sarcasmo numa época que o rock era veiculo para coisas mais doces ou psicodélicas. A gente sempre usou com naturalidade, nunca fez um trato de ser uma banda engraçadinha, à semelhança do que seriam os Mamonas Assasinas ou Língua de Gato. Algumas das nossas músicas soam engraçadas, outras não tem nenhum elemento humorístico. Mas o showbussiness de modo geral nos pede que leve às pessoas uma visão bacana, mais pra cima do mundo. Mas não é algo que eu acorde e pense “tenho que abordar humor numa letra, tenho que ser um cara bem humorado”. Tem dias que o cara tá que é um urtigão, como qualquer pessoa.
Você fez parte de uma das mais cultuadas bandas do sul do País. O RS ainda é um celeiro do rock?
Essa idéia é mais um dos clichês da nossa superioridade gaúcha que é uma grande bobagem. Não é feio ter orgulho da sua terra, das suas tradições, mas o RS tem isso de maneira bem diferente em comparação com a postura de outros estados. Acho que no rock a gente não é melhor nem pior que outros estados. Acho que a gente tem, sim, uma tradição roqueira, um volume de bandas e shows, mas isso de maneira alguma nos torna melhores. Tem estados com bandas muito boas, muito criativas. Em Pernambuco, a cena de Recife é muito rica. Próprio Rio e São Paulo estão cheios de bandas legais. Ainda sou um entusiasta da produção feita em Porto Alegre, minha cidade natal, e recebo material de todo Estado, mas acho completamente desnecessário enxergar o RS desse jeito porque tem muita coisa acontecendo com mais intensidade, por exemplo, em Goiânia, onde tem dois festivais, o Goiânia Noise e o Bananada, e em Recife tem o Abril Pro Rock e o Rec Beat. Porto Alegre agora tá iniciando um clima de ter certa continuidade com o Gig Rock.
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MV Bill esteve ontem em Porto Alegre apresentando no Opinião o show de lançamento do CD Falcão - O Bagulho é Doido. O rapper concedeu esta entrevista exclusiva ao CineSemana na qual fala de música e de suas outras frentes de trabalho, além de comentar o cenário político, social e racial do Brasil. MV Bill já escreveu três livros. Cabeça de Porco, ao lado de Celso Athayde e o sociólogo Luiz Eduardo Soares; Falcão - Meninos do Tráfico e Falcão - Mulheres e o Tráfico, ambos também com a colaboração de Celso Athayde. O rapper e escritor ainda produziu o documentário Falcão - Meninos e o Tráfico, que mostrava a vida de crianças dentro de facções criminosas no Rio de Janeiro e ganhou visibilidade ao ser transmitido pela rede Globo.
A música é capaz de exercer um papel social?
Eu vejo a música sendo tratada em muitos momentos de forma muito descartável. Tanto por quem a vende, no caso, o meio empresarial, quanto por quem tem feito. Talvez o resultado disso seja a música de tão baixa qualidade produzida no Brasil, pelo menos as que se ouvem nas FMs mais famosas. Acredito que a minha música tem uma ligação social clara porque ela nasceu no meio disso, e outras músicas no Brasil deveriam também tratar mais desse lado. Fala-se muito do amor entre homem e mulher. Eu sinto a necessidade de falar de amor de uma forma coletiva.
O rap perdeu muito espaço para o funk carioca, que se tornou o gênero mais difundido no País. Porque isso aconteceu?
Isso é culpa do próprio hip hop também, que deu uma acomodada. A exposição do funk se deve um pouco à atitude estagnada do hip hop que parou no tempo ao invés de progredir. Poucas pessoas se preocuparam em dar identidade ao seu trabalho e foi ficando uma linguagem cada vez mais sensual, mais violenta. Teve um período que nossa produção tava se aproximando muito dos americanos. Mas esta perda de espaço teve um aspecto positivo: fez com que o hip hop olhasse para dentro de si próprio. E todo mundo começou a querer melhorar a forma de apresentar suas músicas para recuperar o espaço que a gente acabou perdendo.
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Ex-editor, tradutor e escritor, Daniel Galera já passou por quase todas as áreas que a carreira literária possibilita. Começou escrevendo no fanzine CardosOnline, em 1998, distribuído por e-mail. Em 2001, criou, com mais dois amigos, a editora Livros do Mal, responsável pela publicação de seus dois primeiros livros, a coletânea de contos Dentes Guardados (2001) e a novela Até o Dia em que o Cão Morreu (2003), adaptada para o cinema por Beto Brant no ano passado. Com Mãos de Cavalo, publicado pela Companhia das Letras em 2006 e considerado um dos melhores romances daquele ano, Galera foi alçado pela crítica de promessa à condição de “autor maduro”, adjetivo que rejeita até hoje.
Na época do lançamento do Mãos de Cavalo, saíram muitas críticas dizendo, quase em uníssono, que finalmente você havia se tornado um escritor maduro. O que seria um escritor maduro?
Eu me lembro que usaram muito esse termo pra definir o livro. E até é um negócio que me incomodou, e eu tirei sarro disso. Eu tinha um blog naquela época, e falei que preferia mil vezes ser chamado de escritor adolescente do que de escritor maduro. Porque eu não sei o que diabos quer dizer escritor maduro. É alguém que se conformou? Alguém que cumpriu certos requisitos do que seria a boa literatura? Eu acho besteira. Esse papo de maturidade eu prefiro evitar. Acho que eu estou longe de ser um escritor cujo estilo esteja engessado ou cujos objetivos tenham sido conquistados. Então, maturidade não é um termo que me agrada.
Será que isso serviu ao menos pra te livrar da pecha de escritor jovem?
Não livrou. Eu sou um escritor jovem que escreveu um livro maduro. Não mudou nada.
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No CineSemana que começa a circular hoje (e pode ser baixado em pdf aqui no blog), a matéria de capa é a entrevista exclusiva com João Guilherme Estrella, o protagonista real da história contada em Meu Nome não é Johnny. Ele esteve essa semana em Porto Alegre para lançar seu primeiro disco, Meu Nome é João Estrella e aproveitou para conversar com a gente. Segundo o próprio, o filme pintou um retrato fiel. Carismático, inteligente e engraçado, há apenas uma marcante caraterística que não está no filme e logo chama a atenção ao conhecê-lo ao vivo: a serenidade. Mas isso talvez se deva ao fato de que quem conhece João Estrella hoje está diante da versão amadurecida do garoto irrefreável que passou dois anos internado em um manicômio.
Ao falar de música, ele se enche de orgulho. Ao falar de si mesmo, é completamente ciente da imagem que criou ao expor sua vida e o papel que assumiu ao contá-la em livro, filme e palestras. Quando retoma o passado, não há remorso ou vergonha na voz tranqüila. Na questão das drogas, longe de apontar culpados e antes de esquentar o debate, João Estrella humaniza o problema. A sua trajetória é a prova de que o submundo das drogas não é tão “sub” quanto se costuma pintar. Aqui você confere a íntegra da entrevista com trechos inéditos.
O seu nome está em livro, filme e disco. Qual o lado bom e o ruim de ser quase uma grife?
Tem sido bom porque você fica criativo, canaliza a energia para coisas positivas, aparecem novas propostas de trabalho, estimula muito para as palestras e debates que eu gosto de fazer com todo tipo de pessoas. Já fiz debates com presos, com menores infratores, juízes, desembargadores, alunos de colégios particulares, públicos, faculdades, empresas. Você se sente bastante útil, colaborando com a experiência para alertar principalmente a molecada mais nova que às vezes faz coisas sem saber até onde aquilo pode chegar.
O filme ajuda na promoção do disco?
Já ajudou a negociar contrato com ã EMI porque tem uma música no filme. Fiz muito contato na internet com pessoal que leu o livro, viu o filme, são pessoas que hoje estão ouvindo as músicas e gostando. Acho que tudo faz parte da minha história, uma coisa puxa a outra. Quando saiu o livro, os produtores de cinema ficaram interessados, quando o filme saiu trouxe o livro de volta com uma vendagem enorme, são mais de 60 mil vendidos em pouquíssimo tempo. São trabalhos diferentes, apesar de o disco ser como um fechamento para toda a história.
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Nosso entrevistado da semana tem 27 anos de carreira em televisão, 24 anos no cinema, um currículo tão extenso quanto elogiado e muita opinião para dar. A assinatura de Furtado está em filmes como Saneamento Básico – O Filme, Meu Tio Matou um Cara e o clássico Ilha das Flores, além de séries televisivas como Os Normais, Cidade dos Homens e Antônia. Aqui você confere a íntegra da entrevista com os trechos que ficaram de fora da edição impressa.
Você prefere escrever ou atuar na direção?
Na verdade, eu prefiro os dois. Eu prefiro alternar os dois porque são trabalhos muito diferentes. Até pouco tempo eu preferia só escrever. De alguns filmes pra cá, quando eu comecei a fazer os longas, eu comecei a me interessar e me divertir mais com a direção, no trabalho com os atores. O que também é bem extenuante e por isso eu gosto de revezá-lo com o trabalho de escrever. Eu fico até seis meses ou quase um ano escrevendo. E aí fico a fim de dirigir e vou fazer um filme. O escritor fica sentado sozinho, no conforto, em silêncio, e o diretor é o oposto disso. Pode ficar na chuva de pé falando com 500 pessoas o dia inteiro. Mas nunca me passou pela cabeça dirigir um roteiro que não fosse meu.
Como é que você foi parar na TV?
A primeira coisa que eu fiz foi TV, em 1981, na TV Educativa em Porto Alegre. Foi lá que eu comecei, trabalhando como assistente de produção. A gente fazia um programa, um grupo de alunos da Ufrgs. Já existia um movimento de cinema em Porto Alegre, os super-oitistas, o Gerbase, o Giba (Assis Brasil), Ana (Azevedo), Werner (Schünemann), uma turma fazendo super-8. Mas eu comecei na televisão, e mal conhecia essas pessoas. Dentro da televisão a gente fez um grupo para fazer um curta. Meu primeiro filme é de 84, O Temporal, dirigido com o José Pedro Goulart.
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