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Conselho artístico seleciona coreografias do 29º Festival de Dança de Joinville

Foto: Agência Espetaculum

De 9 a 16 de maio o Conselho Artístico do 29º Festival de Dança de Joinville e avaliadores de diferentes gêneros analisarão cada uma das 2.235 coreografias inscritas para este ano. Nesta edição, 576 grupos inscreveram-se para a seletiva. Ao todo foram enviados 15 trabalhos de 11 grupos do exterior. Já os 19 grupos de Joinville apresentarão ao vivo para a banca de avaliadores um total de 64 coreografias nas noites de 14 e 15 de maio. O resultado da seleção das coreografias deve ser divulgado até o dia 20 de maio.

Em 2010 o número de inscritos foi de 1.836, havendo um aumento de quase 400 trabalhos. Os selecionados subirão aos palcos do Centreventos Cau Hansen para a Mostra Competitiva, do Teatro Juarez Machado para o Meia Ponta, e de Palcos Abertos em praças, shoppings e até hospitais. O 29º Festival de Dança de Joinville será realizado de 20 a 30 de julho de 2011.

O legado coreográfico de Beyoncé

A Laura Barnett, que escreve pro blog de cultura do Guardin, acabou de publicar um post meio saudosista com relação às coreografias e dancinhas de músicas. Pra ela, nada é tão bom quanto a simplicidade das coreografias de Macarena, o moon walk popularizado por Michael Jackson ou o hit dos casamentos e formaturas, YMCA.

Na verdade, a birra dela é contra complexidade dos movimentos quase barrocos de tão rebuscados de Beyoncé Knowles, sobretudo aqueles presentes na coreografia do clipe de Single Ladies (Put a Ring On It). Se você ainda não conhece, confere isso aqui rápido, antes que a Warner Music reclame e o youtube tenha que tirar isso do ar.

Se por um lado Laura tem razão (as coreografias antigas eram bem mais práticas), por outro ela esquece que ver alguém fazendo aquelas dancinhas velhas numa festa (e hoje em dia em um vídeo na internet) não tem graça nenhuma. Já os movimentos bizarros de Beyoncé…

Discorda? Então toma esses dois argumentos fatais:

Beyoncé, CineSemana está contigo!

Agora me dêem licença que vou acabar de treinar os passos.

Orgulho de Michael Jackson

Exatamente 1227 pessoas se reuniram com o único e louvável propósito de dançar Thriller vestidas de zumbis. O encontro foi realizado na Grã-Bretanha e quebra o recorde de dançarinos zumbis executando a coreografia do hit de Michael Jackson. A equipe do Guinesse levou mais de meia hora para contar os participantes, que, por sua vez, devem ter levado bem mais que isso para se maquiar adequadamente.

O presidente do festival GameCity, onde ocorreu a façanha, declarou que “é muito importante se reunir e dançar Thriller, de Michael Jackson, porque é o que os zumbis fazem quando se reúnem”. Naturalmente. Abaixo você confere um vídeo da preparação da coreografia que entrou para o Guiness e, de quebra, a minha versão preferida para a dança de zumbis, performance dos internos de um presídio nas Filipinas.

Diretora e coreógrafo da Cia.de Dança falam sobre o projeto

Bate-papo com Tânia Baumann, uma das fundadoras da Porto Alegre Cia.de Dança e diretora do espetáculo Olhos Fechados no Sol, e Mark Sieczkarek, primeiro coreógrafo convidado para trabalhar com o grupo.

A idéia é sempre trazer um coreógrafo de fora para trabalhar com a Companhia?
Tânia: Não, não tem nada fechado com relação a isso, muito pelo contrário. A Cia. pretende trabalhar com coreografias nacionais e locais também. A grande proposta é tentar sanar em Porto Alegre essa situação atual da dança que é trabalhada de forma muito isolada. A Cia. quer juntar as pessoas.

A formação do elenco é fixa?
Tânia: Ela não é uma companhia fechada em termos de elenco. Agora nós estamos trabalhando com onze pessoas, incluindo o Mark, mas isso não quer dizer que não possa vir um próximo coreógrafo e decidir trabalhar com mais ou menos gente. As dinâmicas da Cia. são bem naturais.

Mark, você já tinha alguma relação com o Brasil antes deste projeto?
Mark: Sim, já tem 15 anos que eu vim ao Brasil pela primeira vez. Tenho vários amigos aqui e na Alemanha conheço muitos brasileiros, há bastantes bailarinos brasileiros lá. Mas agora foi a primeira vez em Porto Alegre

Na criação desta coreografia, se levou em consideração a cultura brasileira ou ela pretende ser universal?

Mark: Isso são duas perguntas. A peça, em parte, tem a ver com a minha visita aqui, eu fiquei três semanas em Porto Alegre. Mas é a primeira vez que eu trabalho com um grupo só de brasileiros, normalmente é mais misturado lá na Europa, e o trabalho tem a ver com os bailarinos. Mas a dança é uma língua internacional sempre.

A Cia. conseguiu 60% do custo total do projeto com o Fumproarte. E os outros 40%?
Tânia: Essa é uma boa pergunta. A gente recebeu agora uma carta de aprovação da lei de incentivo Rouanet e estamos buscando patrocinadores, pessoas e empresas que queiram ajudar o projeto.

Vocês ainda estão atrás desses recursos, então?
Tânia: Sim, até mesmo porque a Cia. é um projeto de longo prazo, a gente está com vários projetos já saindo da gaveta, então vamos estar sempre buscando recursos. O Fumproarte foi importante para dar esse início, e foi importante a própria cidade ter bancado o lançamento da sua Cia.

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