Woody Allen publicou no New York Times um suposto diário de filmagens de seu novo longa Vicky Cristina Barcelona, que coloca em um triângulo amoroso Scarlett Johansson, Penélope Cruz e Javier Bardem. Como a marca registrada de Woody é o bom humor, não faltam piadas e excelentes tiradinhas no relato do dia-a-dia da produção.
“Recebi oferta para escrever e dirigir um filme em Barcelona. Devo ter cuidado. A Espanha é ensolarada e eu fico com sardas”, começa o diretor em Janeiro deste ano. Os percalços continuam nas histórias de Woody, que reclama dos pagamentos e da hospedagem: “Acomodações de primeira classe. Foi prometida ao hotel meia estrela para o ano que vem, assim que eles instalarem água corrente”.
Entre comentários jocosos a respeito das atuações de Javier Bardem nas cenas de amor, Woody se gaba de ter deixado as duas divas, Scarlett e Penélope, apaixonadas por ele, e não perde nenhuma chance de fazer graça. “Scarlett veio até mim com uma daquelas perguntas que atores fazem, ‘Qual a minha motivação?’. Eu disparei, ‘Seu salário”. O título desse post você entende se ler o último relato de Woody, mas a gente não pode garantir que nada disso seja verdade.
Dica de Soares Silva. Foto de Victor Bello/The Weinstein Company.
Velozes e Furiosos 4 deve chegar aos cinemas em junho de 2009, mas o primeiro trailer do filme já está disponível na internet. No quarto longa-metragem da franquia, Vin Diesel e Paul Walker estão juntos outra vez, em meio a manobras espetaculares, ao volante de carros tunados e superpontentes. As atrizes Michelle Rodriguez e Jordana Brewster também integram novamente o elenco de Velozes de Furiosos.
Quem esperava um sujeito soturno, de ares sombrios e comportamento provocativo saiu surpreso do Salão de Atos da UFRGS no último domingo, dia 10, ao ver um David Lynch doce e calmo. Convidado a ministrar uma conferência no ciclo de palestras Fronteiras do Pensamento, o diretor de Veludo Azul (1986) e Cidade dos Sonhos (2001) frustrou alguns de seus admiradores que esperavam que sua participação como palestrante seguisse o curso de seus filmes, não-lineares, com alto grau de abstração e cercados de mistérios e situações inexplicáveis. Ele foi claro, objetivo e quase professoral.
Cerca de vinte minutos após a hora marcada para o início de sua palestra, Lynch ganhou o palco ostentando seu tradicional topete branco e um largo sorriso. Sentou-se ao lado do diretor e roteirista Gilberto Perin, que atuou nervosamente como um híbrido de entrevistador e mediador do cineasta com a platéia. Desde o primeiro segundo, David Lynch deixou bem claro o motivo de sua tour pelo País, e repetiu como um mantra seu discurso de louvação à meditação transcendental, prática da qual é seguidor há 35 anos.
“A meditação transcendental é a chave para portas que levam às profundezas da mente, que sempre estiveram lá mas normalmente não são exploradas”, disse o cineasta. Lynch defendeu a prática como método para aumentar a criatividade, e revelou que é a partir dela que surge grande parte de suas idéias, sempre de maneira fragmentária. “Muitas vezes não sei exatamente o que a idéia significa, mas vou em frente, pois acredito na intuição, que pode se tornar a solução dos problemas”, afirmou.
Embora demonstrasse clara preferência pelo assunto de que trata seu livro Em Águas Profundas: Criatividade e Meditação, o diretor não fugiu das respostas quando a temática era o cinema, sobre o que todos os presentes ansiavam por ouvir. David Lynch demonstrou sua preferência pelo cinema mais abstrato como forma de ampliar as possibilidades de interpretação, e sugeriu que a sétima arte pudesse se aproximar da música e pintura em nível de abstração. As perguntas clássicas não faltaram. Se David é tão feliz com a meditação, por que seus filmes são tão tristes? “Um artista não precisa sofrer para mostrar sofrimento”, respondeu, mostrando que as histórias refletem o mundo no qual elas acontecem. E antes que o músico britânico Donovan Leitch, outro embaixador da meditação transcendental, subisse ao palco para executar cinco de suas canções ao violão, a questão fatal sobre o seriado Twin Peaks, proferida em tom de brincadeira, foi ignorada pelo diretor com a elegância de quem finge que não ouviu uma piada ruim.
Bem que a DreamWorks tentou deixar a exibição do trailer de sua nova animação restrita aos participantes do Comic-Con, realizado no final de julho em San Diego, nos Estados Unidos. Mas não deu.
Algum espertinho gravou tudo, e o trailer de Monsters Vs. Aliens, que chega às telas só em março de 2009, acabou caindo na internet.
Hilton Lima, publicitário e editor do blog DROPOUT
É inegável o dom que o cinema tem para transformar o desconhecido em popular. Se um assunto é demasiadamente específico ou incomum, o cinema consegue introduzi-lo na cabeça do espectador em questão de minutos. Em breve, o que antes era do conhecimento de poucos, passa a ser dominado superficialmente por todos. Os assuntos vão desde o último genocídio africano ignorado pela imprensa internacional, até o nome e a aparência de uma determinada espécie de dinossauro. Você sabia que, na realidade, o temido Velociraptor do filme Jurassic Park era do tamanho de um cachorro e tinha o corpo revestido por penas? Não, pois no filme, ele foi retratado como um aterrorizante lagarto do tamanho de um carro, e não como um galinhão com dentes.
Embora diferentes, as duas versões do Velociraptor são muito feias
Porém, em época de Olimpíadas, é inevitável a lembrança dos esportes que foram introduzidos ao público brasileiro quase que exclusivamente por intermédio do cinema. O esporte sempre foi um prato cheio para roteiristas e diretores, por apresentar o tradicional conflito entre heróis e vilões de uma forma que somente a guerra é capaz de reproduzir. Como quase toda a produção cinematográfica que chega aos cinemas brasileiros é americana, os esportes de escolha para o cinema são, obviamente, aqueles populares nos EUA, como o beisebol e o futebol americano.
O mais curioso é que o cinema foi o principal responsável pelo fato de tais esportes não necessitarem de maiores explicações para o público em geral, hoje em dia. Quase ninguém entende as regras, mas existe um domínio superficial. O mesmo domínio superficial que faz alguém com nenhum interesse em Arqueologia compreender o que a insólita palavra Velociraptor significa. No caso dos esportes americanos infestados de intervalos, as transmissões de jogos são um fenômeno recente, e praticamente restrito à TV a cabo. A verdadeira “popularização” se deu através dos filmes.
Porém, os filmes não são a única forma de divulgar esportes excêntricos para o público em geral. Nesse aspecto, perdem em eficácia para as Olimpíadas. Na próxima semana, as mais variadas e enfadonhas modalidades esportivas voltarão a habitar a mente do cidadão comum. Ocuparão as grades de programação das emissoras de televisão, que apresentarão ao espectador termos como Wazari, Sukahara e Badminton, ou, até mesmo, tentarão contextualizar por que alguém pratica Marcha Olímpica. Terminadas as Olímpiadas, o espectador irá se sentir culturalmente mais rico, pois terá adquirido um conhecimento superficial sobre uma série de esportes que irão hibernar em seu cérebro pelos próximos quatro anos, para serem acordados novamente apenas em 2012.
Triste do esporte que não tem os filmes nem as Olímpiadas para divulgá-lo. É o caso do rugby, um esporte que mais parece um intermédio entre a versão tradicional e a americana do futebol. Possui objetivo e bola similares ao futebol americano, mas herdou do futebol normal a ausência de proteções, de capacetes e de paralisações a cada dois segundos. Sua total obscuridade no Brasil poderá acabar em breve, já que Clint Eastwood irá dirigir um filme narrando o importante papel que este esporte desempenhou na reconstrução da África do Sul após o Apartheid, com data de lançamento prevista para meados de 2009. Fosse outro esporte, pouco seria o alarde entre seus praticantes e apreciadores. Mas quando se aprecia algo tão desconhecido como o rugby, festeja-se o singelo fato da população geral compreender o significado da palavra “rugby” e possuir um conhecimento superficial sobre o esporte que tal palavra representa. E isso, o cinema sabe fazer como ninguém: popularizar o desconhecido da forma mais simples possível. Nem que para isso seja preciso depenar um dinossauro.
Finalmente foi divulgado o primeiro trailer do próximo filme de Walter Salles e Daniela Thomas, Linha de Passe. A dupla de diretores já atuou em parceria nos longas Terra Estrangeira (1996) e O Primeiro Dia (1998), além de uma porção de ótimos curtas-metragens (assista a alguns deles aqui e aqui).
Linha de Passe, que estréia nos cinemas daqui em 12 de setembro, levou o prêmio de melhor atriz para Sandra Corveloni no último Festival de Cannes. Tudo indica que será mais um belo filme assinado pelo brasileiro. Enquanto setembro não chega, fique com o trailer:
Em tempos de eleições, o que mais se vê por aí são campanhas e candidatos metidos a engraçadinhos.
Pois nos quesitos humor não-intencional, falta de noção e ridicularidade, este site de uma deputada federal já eleita ganha de qualquer coisa no universo. Preste atenção no jingle (que pode ser ouvido ao entrar no site), e veja se você não reconhece a música tema de um filme famoso que a deputada “pegou emprestado” e avacalhou como bem entendeu.
Com tamanha falta de critério, até Deus duvida que a nobre deputada tenha pago pelos direitos autorais da obra original utilizada como base para o seu jingle.
O cineasta David Lynch, considerado um dos mais importantes de sua geração, e que suscita amor e ódio entre o público com a mesma facilidade, virá a Porto Alegre no dia 10 de agosto, um domingo, para uma conferência no Fronteiras do Pensamento.
O diretor da série Twin Peaks e de filmes como Veludo Azul (1986) e Cidade dos Sonhos (2001) estará durante o mês de agosto no Brasil por ocasião do lançamento de um livro inédito, mas também vai falar de cinema durante a palestra.
Foi só a gente publicar na edição impressa do CineSemana algumas das façanhas de Mamma Mia! (entre elas, bater o recorde de maior abertura para um musical de todos os tempos nos EUA) e manifestar alguma expectativa com o filme que os distribuidores resolveram adiar a chegada da fita aos cinemas.
Ao invés do anteriormente prometido 15 de agosto, o musical protagonizado pela cada vez mais versátil Meryl Streep será lançado apenas dia 12 de setembro. Tudo indica que será uma grande sexta-feira, já que no mesmo dia estréia também Ensaio Sobre a Cegueira, versão de Fernando Meirelles para a obra de José Saramago.