Blog do jornal CineSemana

Postagens na categoria ‘Cinema’

Horror na cidade 2

Depois deste completo desastre aqui, eis que a bizarria continua e a New Line Cinema divulgou outro cartaz de Sex and the City 2.

“The horror! The horror!”

Que coisa mais feia. Se os pôsteres são assim, o que será que contém o filme?

Já conferimos Alice no País das Maravilhas

Conferi hoje o tão aguardado Alice no País das Maravilhas de Tim Burton. Ao invés de fazer um texto corrido com uma suposta crítica sobre o longa, acho mais interessante lançar alguns apontamentos apenas.

- Estou curioso para ver o resultado desta estratégia adotada pelos distribuidores do filme no Brasil. Chegará por aqui dia 21 de abril, praticamente dois meses depois da estreia em todos os outros lugares do mundo. Pra mim, parece um grande contrasenso: num momento em que se briga pra lutar contra a pirataria, etc e tal, deixar esse atraso todo bem em um filme tão comentado me parece uma grande estupidez, é praticamente implorar para que o pessoal mais curioso baixe pela internet. Vamos ver se os resultados me desmentem ou não.

- Esse atraso todo, somado ao excessivo espaço que este filme vem ganhando em tudo que é lugar (desde tema de desfiles de moda, fantasias de vendedores em livrarias, cartazes de produtos derivados nos supermercados, etc), gerou um fenômeno interessante. De certa maneira, assisti-lo foi como ter um deja-vu. Fora daqui, todo mundo já viu, comentou, debateu, polemizou. Sobra o quê, para nós?

- Eu preferiria ter visto o filme em projeção convencional, 35mm, sem nada de 3D. O filme não me pareceu pensado para o formato, mas adaptado, como que para não perder o filão. Os óculos e a visão estereoscópica não me deixam nem de perto tão relaxado e confortável quanto numa projeção normal. E fiquei com a impressão de que as cores e os detalhes da arte do filme poderãao ser melhor percebidos desse modo…

- Se puder, assista a uma cópia legendada. Há animações como Up: Altas Aventuras, em que a dublagem praticamente em nada perdeu, mas em Alice o idioma original é mesmo fundamental, acredite. O sotaque britânico de época, as vozes esquisitas e entonações loucas dos atores, as invencionices linguísticas emprestadas de Lewis Carroll não serão as mesmas em português, nem a pau.

- Alguns efeitos são bacanas, mas outros deixam a desejar. Mesmo. Há partes meio… ruins. Particularmente, mas sem entrar em maiores detalhes, achei bastante decepcionante o resultado de algumas cenas, sobretudo quando envolvia animais correndo. Me senti levado de volta ao fim dos anos 1990, tão desajeitados e pouco naturais os pobres bichos eram.

- Johnny Depp, no papel do Chapeleiro Louco, é uma cópia dele mesmo e das suas atuações anteriores. Parece estar se repetindo. Já ficou cansativo vê-lo na tela. Mas também, como não se repetir com tantos papéis semelhantes e as mesmas parcerias?

- Talvez pelo excessivo buzz gerado pelo filme, pela demora em poder assisti-lo e pela expectativa gerada, saí da sala menos satisfeito do que esperava que sairia. Ainda assim, convenhamos: mesmo que eu e todos os jornalistas do universo disséssemos que o filme é uma bomba (não é), alguém conseguiria vencer a curiosidade e deixaria de assisti-lo?

Stephen Daldry vai adaptar Extremamente Alto e Incrivelmente Perto para o cinema

Stephen Daldry (de O Leitor, 2008) está com tudo acertado para transformar em longa-metragem o romance Extremamente Alto e Incrivelmente Perto, de Jonathan Safran Foer. Para quem não se lembra, Foer, apesar de bem jovem, é o autor de outro livro que rendeu um belo filme, Tudo Se Ilumina, que nas mãos de Liev Schreiber virou Uma Vida Iluminada em 2005.

A história de Extremamente Alto e Incrivelmente Perto gira em torno de Oskar Schell, um garoto bem esperto de nove anos que se diz designer de jóias, inventor, estudioso de astrofísica e que acaba de perder o pai, morto no atentado ao World Trade Center. A obsessão de Oskar é encontrar o que pode ser aberto pela chave que seu pai deixou antes de morrer.

Scott Rudin será o produtor do filme e Eric Roth foi o responsável por escrever o roteiro.

Ainda não há elenco definido, mas fico muito curioso pra saber quem irá interpretar o garoto protagonista. Em 2000, Daldry garimpou magistralmente pra achar Jamie Bell, que interpretou o próprio Billy Elliot. Tomara que ele consiga repetir uma escolha tão feliz quanto aquela.

Se a produção ficar à altura do livro e as atuações no mesmo nível da narrativa de Foer, será um filmaço!

Juliette Binoche é a cara de Cannes 2010

A atriz francesa Juliette Binoche virou a imagem símbolo da 63ª edição do Festival de Cannes. É ela que estampa o cartaz oficial do festival, em foto da fotógrafa Brigitte Lacombe.  Cannes acontece de 12 a 23 de maio.

Um ator para o meio da semana

Jeff Bridges, vencedor do Oscar por Coração Louco

Robin Hood será o filme de abertura do 63º Festival de Cannes

Robin Hood, dirigido por Ridley Scott,  será o filme exibido na abertura do 63º Festival de Cannes, que acontecerá dia 12 de maio de 2010. O filme estará fora de competição.

Estrelado por Russell Crowe, Cate Blanchett e William Hurt, o longa da Universal Studios tem roteiro de Brian Helgeland e conta o nascimento da lenda do ladrão que roubava dos ricos para dar aos pobres.

Robin Hood será lançado no Brasil também em 14 de maio.

A bela estreia de Tom Ford no cinema

Por Samir Machado de Machado

Quando um profissional reconhecido numa área se aventura por outra, é comum que se olhe com desconfiança – sejam cantores se aventurando a atuar em filmes (ou escrever livros infantis, como Madonna), ou atores que se arriscam a virarem músicos (caso recente de Scarlet Johansson, por exemplo). Assim ,é natural que muitos narizes tenham sido torcidos ao saberem que o estilista Tom Ford estava lançando um filme – motivo que o levou a manter a produção sob segredo, para não ser visto apenas como “um fashion designer que decidiu fazer um filme”.

O resultado foi o filme A Single Man (que no Brasil, ganhou o pavoroso título de Direito de Amar), adaptado do livro Um Homem Só, de Christopher Isherwood. No papel de George, um professor gay que perde ocompanheiro de quase duas décadas num acidente de carro e pensa em se suicidar, o inglês Colin Firth ganhou o Leão de Ouro em Veneza como melhor ator e sua primeira indicação ao Oscar.

Ford mostrou-se um bom diretor de atores – as atuações não apenas de Firth, mas também de Julianne Moore como uma amiga solteira que ainda guarda sentimentos por George, e da revelação Nicholas Hoult (o menino de Um Grande Garoto, agora crescido) como um aluno interessado em seu professor, são cobertas de uma intensidade sutil. Mas, acima de tudo, Ford revela-se um cineasta com um rigor estético intenso. Essa seja talvez sua maior contribuição, enquanto designer de moda, para o seu lado autoral: a impecabilidade de cada cenário, objeto de cena ou figurino.

Enquanto George, o protagonista vivido por Firth, enfrenta sua depressão com uma fotografia em tons esmaecidos, ao ser confrontado com uma imagem ou um cheiro – seja umpenteado, uma flor, um perfume – as cores subitamente esquentam, tornando-se vivas e intensas. Essa ideia, que tanto pode ser usada para acusar o diretor de falta de confiança nos seus atores, também é uma carta de intenções como autor: um cineasta com uma rara preocupação pela intensidade sensorial da imagem.

Claro que os figurinos, como era de se esperar, são igualmente impecáveis – do vestido de noite de Julianne Moore ao pulôver angorá de Nicholas Hoult, passando pelo rigor dos ternos de Firth, não parece haver um fiapo fora do lugar ou em desalinho com sua proposta estética. Ford não tem medo de correr risco, faz referências a Almodóvar e Hitchcock, e erra a mão em alguns momentos, mas é esse seu ímpeto de assumir o risco de alguns excessos que o eleva em sua estreia na direção para além de ser, meramente, um estilista que decidiu ser diretor. Espera-se, apenas, que seu próximo filme ganhe das distribuidoras nacionais um título mais condizente com tanto bom-gosto.

*Publicado originalmente no CineSemana nº 123

Fantaspoa abre inscrições para a mostra competitiva de curtas

O Fantaspoa – Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre – está com inscrições abertas para sua mostra competitiva de curtas-metragens.

As inscrições vão até o dia 15 de abril e podem participar os filmes realizados após 2006, dos gêneros fantasia, ficção-científica, horror e suspense.

a 6ª edição do festival acontece de 2 a 18 de julho.

Para maiores informações, manda um e-mail pra fantaspoa@fantaspoa.com.

É Tudo Verdade anuncia filmes brasileiros em competição

A 15ª edição do É Tudo Verdade já tem definidos sete filmes brasileiros para a mostra competitiva. O festival, que mostra um panorama do cinema documental, já figura como um dos grandes do gênero. E como os documentários são, disparadamente, o que de melhor o Brasil tem produzido no cinema, vale a pena ficar de olho nestes aqui:

Arquitetos do poder, de Vicente Ferraz e Alessandra Aldé;
O Contestado – Restos mortais, de Sylvio Back;
Eu, o vinil e o resto do mundo, de Lila Rodrigues e Karina Ades;
Fora de campo, de Adirley Queirós;
Manual prático de como ter sucesso na política brasileira, de Felipe Lacerda;
Programa Casé – O que a gente não inventa, não existe, de Estevão Ciavatta;
Terra deu, terra come, de Rodrigo Siqueira

O festival acontece de 8 a 18 de abril, em São Paulo.

Vitória no Oscar leva Guerra ao Terror de volta aos cinemas

Senhoras e senhores, eis o primeiro efeito do Oscar: Guerra ao Terror, de Kathryn Bigelow, premiado como melhor filme, vai voltar a algumas salas de exibição na próxima sexta-feira.

Depois de ser lançado direto em DVD aqui no Brasil, o longa fez uma breve trajetória nos cinemas tupiniquins quando de suas várias indicações e vitórias em festivais, neste verão, e agora terá mais uma chance.

Em Porto Alegre, o filme volta em cartaz em pelo menos duas salas.

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