Postagens na categoria ‘Cinema’
As maiores bilheterias do último final de semana no Brasil:
1. Transformers – O Lado Oculto da Lua (R$ 8,1 milhões)
2. Carros 2 (R$ 4 milhões)
3. Os Pinguins do Papai (R$ 2,3 milhões)
4. Meia-Noite em Paris (R$ 1,3 milhões)
5. Se Beber, Não Case 2 (R$ 1 milhão)
As maiores bilheterias do último final de semana nos EUA:
1. Transformers – O Lado Oculto da Lua (US$ 115,8 milhões)
2. Carros 2 (US$ 31,6 milhões)
3. Bad teacher (US$ 17,3 milhões)
4. Larry Crowne (US$ 16,1 milhões)
5. Super 8 (US$ 9,5 milhões)
Fontes: FilmB e Rentrak
Há muito tempo que acompanho, semanalmente, o calendário de estreias de cinema no Brasil.
Fazendo uma média assim meio chutada, são lançados no mercado brasileiro, a cada semana, cerca de cinco novos longas no circuito comercial. Semanas muito abarrotadas, talvez, cheguem a dez estreias, não mais do que isso.
É filme pra caramba, sem dúvida. Mas o cinéfilo mais hardcore, que faça questão de assistir a todos os lançamentos, pode cumprir seu objetivo se dedicar cerca de duas horas diárias para os filmes.
Perdido mesmo está leitor que não quer deixar escapar nenhum lançamento. De acordo com a Saraiva, principal varejista de livros do país, chegam às suas estantes todos os meses nada menos que 2 mil títulos novos, em média.
Isto significa 500 livros lançados por semana. Mais de 70 por dia. Quase três por hora!
Haja filtro pra escolher o que selecionar disso tudo…
No cinema, a criatividade é o que diferencia um “filme bem feito” de um “filme bom”.
Hollywood, por exemplo, despeja centenas de filmes todos os anos, possivelmente milhares, quase todos muito bem feitos. Por aqui, nós brasileiros andamos a passos largos nos últimos anos nesse sentido, e a cada ano mais películas interessantes e bem realizadas chegam às salas.
Mas é o cinema argentino, atualmente, que consegue, por vezes até mesmo com produções que não são especialmente notáveis pela excelência técnica, apresentar bons filmes em profusão.
Proporcionalmente, creio que nenhuma outra cinematografia consegue chegar perto do que os argentinos estão fazendo.
Argumentos geniais, roteiros cuidadosos, e nem é preciso que Ricardo Darín esteja em cena.
Não é exagero que recebam cada vez mais espaço nas salas de exibição brasileiras e do mundo todo. Uma pena que, por aqui, ainda cheguem com um tantinho de atraso.

Post inspirado no ótimo O Homem ao Lado (Mariano Cohn e Gastón Duprat, 2009).
Enquanto no Brasil – especialmente no sul – faz cada vez mais frio, no hemisfério norte o calor já chegou, e com ele vem a iminência das prolongadas férias escolares. Com a criançada dos principais mercados de cinema sem aulas, os estúdios dedicam todos os seus esforços para atraí-los às salas de exibição, e o resultado disso é uma programação repleta de blockbusters e grandes lançamentos de franquias.
Bem dizer, essa temporada já começou, como bem indica a sequência de estreias das últimas semanas: Piratas do Caribe 4, Se Beber, Não Case!: 2 e X-Men: Primeira Classe. Mas ainda há muito mais por vir.
O lançamento mais aguardado da garotada é, sem dúvida, é a segunda parte do episódio final da saga Harry Potter. O desfecho da cinessérie baseada na obra de J.K. Rowling chega às salas de exibição em 15 de julho, data mais nobre do período.
Outras continuações também estão programadas: são os casos do segundo longa-metragem animado Carros, que deve estrear em 23 de junho por aqui, e também do terceiro filme da franquia Transformers, previsto para 1° de julho.
Entre os super-heróis, os destaques vão para o aguardado Capitão América, da Marvel, que deve chegar às telas em 29 de julho, e Lanterna Verde, da DC Comics, cuja estreia está programada para 19 de agosto.
E, muito embora acabem ficando meio em segundo plano nesta época, os mais crescidinhos não foram totalmente esquecidos pelo distribuidores. Pelos menos três produções destinadas ao público adulto estão agendadas para o período de férias, aqui no Brasil: Meia-noite em Paris, de Woody Allen; A Árvore da Vida, filme vencedor da Palma de Ouro em Cannes este ano, de Terrence Malick; e Melancolia, longa de Lars Von Trier que também foi premiado no festival francês.
Confira os principais lançamentos do período:
Para a gurizada
23 de junho – Carros 2, animação de Brad Lewis e John Lasseter
1° de julho – Transformers: O Lado Escuro da Lua, filme de ação de Michael Bay
15 de julho – Harry Potter e As Relíquias da Morte – Parte 2, de David Yates
29 de julho – Capitão América: O Primeiro Vingador, aventura de Joe Johnston
5 de agosto – Os Smurfs, comédia de Colin Brady
19 de agosto – Lanterna Verde, aventura de Martin Campbell
Para os adultos
17 de junho – Meia-Noite em Paris, comédia de Woody Allen, com Owen Wilson
24 de junho – A Árvore da Vida, drama de Terrence Malick, com Brad Pitt e Sean Penn
5 de agosto – Melancolia, drama/ficção científica de Lars Von Trier, com Kirsten Dunst

Há 40 anos era lançado o filme que se tornaria um grande clássico do cinema mundial. Laranja Mecânica, do diretor Stanley Kubrick, foi baseado no livro homônimo de Anthony Burgess e chocou com uma história forte e violenta, na qual um jovem, líder de uma gangue de delinquentes, cai nas mãos da polícia. A irreverência do filme causou desconforto na época de seu lançamento, fazendo com que o longa fosse impedido de ser exibido em diversos países. Com o tempo, Laranja Mecânica ficou conhecido por diferentes gerações e tornou-se um sucesso que é lembrado até hoje pela herança cultural e estética que deixou.
Diversas homenagens estão sendo promovidas para prestigiar as quatro décadas do filme. A mais significativa delas ocorreu no último dia 19 de maio, durante o 64º Festival de Cinema de Cannes. O longa foi exibido em sessão especial com cópia digitalmente restaurada para os convidados do festival, com a presença do ator principal do longa, Malcolm McDowell. São raras as produções que, como Laranja Mecânica, conseguem arrebatar tantos fãs, capazes de assistirem à película dezenas de vezes e conhecerem qualquer detalhe relacionado à história. A originalidade do filme atraiu públicos diferentes. Ao mesmo tempo em que compreender e comentar o longa de Kubrick tornou-se sinônimo de intelectualidade, o filme tornou-se um produto símbolo da indústria cultural, tendo sua identidade visual espalhada em xícaras, chaveiros, camisetas, imãs, quadros e bolsas.
Atualmente, o filme é facilmente encontrado à disposição em locadoras, sites, lojas e pode ser visto até na TV. Mas nem sempre foi assim. Em 1971, a recepção foi bem diferente, e o longa foi considerado inadequado por conta de suas cenas impactantes e pela violência explícita. Apesar de ter recebido indicações para o Oscar, foi muito criticado e não levou nenhum prêmio. No Brasil, a película foi inicialmente banida pela ditadura, sendo liberada para exibição somente em 1978, com a inclusão de bolinhas pretas para esconder a nudez dos personagens. O episódio foi motivo de revolta e risadas do público. Muitos brasileiros até viajaram para o Uruguai, onde puderam assistir ao filme “sem bolinhas”.
A história de Laranja Mecânica é até hoje considerada atual. A ficção social ambientada num futuro não muito distante foi publicada originalmente em 1959. Por muito tempo, ninguém acreditou que fosse possível adaptá-la ao cinema, mas o nova-iorquino Stanley Kubrick acreditou na história e decidiu roteirizá-la. Existem diversas teorias sobre a fidelidade do longa-metragem com a história literária, mas sabe-se ao certo que Kubrick modificou intencionalmente alguns detalhes do romance de Burgess. O professor e tradutor do livro para o português, Fábio Fernandes, conta que algumas atitudes de Kubrick deixaram Burgess muito desgostoso. “A primeira edição americana do livro saiu mutilada, sem o último capítulo, e foi essa a versão que o Kubrick usou para o filme. Isso irritou muito o Anthony Burgess”.
Além da história repleta de originalidades, existem outras características que explicam tamanho sucesso, como a ousadia estética, visual e sonora do filme. A direção de arte, pensada nos mínimos detalhes, é até hoje elogiada, assim como o figurino e a maquiagem que são os ícones do longa. Não há quem o tenha assistido sem reparar nos macacões brancos e chapéus pretos, sem contar a maquiagem marcante do olho. A trilha sonora, que ia de Singin’in the Rain até a Nona Sinfonia de Beethoven, coloca o espectador exatamente dentro do clima do personagem. A impecável atuação de Malcolm McDowell, como Alex, marcou o início de uma série de anti-heróis que conquistaram o público. Fábio Fernandes acha que o carisma do ator foi fundamental para a construção do personagem. “Aquele sorrisinho cínico que só o McDowell sabia dar tinha uma energia que parecia convidar, ou melhor, convocar o espectador a se juntar a ele”. Isso tudo, somado à genialidade de Kubrick para conduzir e perturbar o espectador, fez de Laranja Mecânica um marco na história do cinema.
Algumas curiosidades:
* Basil, a cobra, foi colocada nas filmagens após o diretor Stanley Kubrick descobrir que Malcolm McDowell tinha fobia a cobras.
* No livro, o sobrenome de Alex, personagem principal, em momento algum é revelado. Comenta-se que DeLarge seja uma referência a um momento no livro em que Alex chama a si mesmo de “Alexander the Large”.
* O filme prenuncia o aparecimento do punk, que começava a surgir nos EUA e na Inglaterra. Em 1974, nos EUA, surgem os Ramones, e em 1975, os Sex Pistols, na Inglaterra, ambos com letras, ritmos e atitudes de revolta contra o sistema, também refletido por Laranja Mecânica.
* Furioso com as críticas que o filme recebeu após o lançamento, Kubrick tirou o longa de circulação no Reino Unido e só permitiu que o filme voltasse a ser exibido no país após sua morte, que ocorreu em 1999.
Tem início logo mais à noite a 64ª edição do Festival de Cinema de Cannes, no famoso balneário francês.
Quem terá a honra de inaugurar a mostra deste ano é Meia-noite em Paris, novo longa-metragem de Woody Allen, que conta com Owen Wilson, Rachel McAdams e participação da primeira-dama francesa Carla Bruni.
Nenhum brasileiro concorre à Palma de Ouro. Ainda assim, há muito o que acompanhar.
A revista The Hollywood Reporter, por exemplo, publicou uma lista de seis filmes – alguns ainda em produção – que devem agitar os bastidores de Cannes, todos eles promissores e disputados a tapa pelos distribuidores. São eles Black Butterflies, de Paula van der Oest; La Delicatesse, de David Foenkinos e Stéphane Foenkinos; Cities, de Roger Donaldson; Great Hope Springs, de David Frankel; Friends with Kids, de Jennifer Westfeldt; além de Solo, filme dirigido por Antonio Banderas.

Novidades estão sendo preparadas para o 39° Festival de Cinema de Gramado, que acontece de 5 a 13 de agosto na serra gaúcha. Elas são sobretudo de ordem estrutural, mas também afetam a programação.
A primeira boa notícia é a reforma do Palácio dos Festivais. De acordo com o presidente do festival, Alemir Coletto, quem prestigiar o evento este ano vai encontrar um espaço reformado, com novas poltronas, equipamento novo e instalações de última geração. A modernização da sala é um pedido antigo dos cinéfilos e dos próprios curadores, Sérgio Sanz e Luiz Carlos Avellar, e que será atendida.
A estrutura executiva do festival será trazida de volta para o centro da cidade, e ficará sediada no centro de eventos do hotel Serra Azul. Assim, a organização pretende aproximar o público dos atores, diretores e demais convidados. Até o ano passado, a parte executiva – onde são realizadas as inscrições, acontecem as coletivas e os debates – ficava na Expogramado, muito longe do Palácio e dos demais locais de exibição.
Gramado também ganhará a Vila do Festival em 2011. Será um espaço construído junto ao lago Joaquina Bier destinado aos estandes de patrocinadores e parceiros. Lá será montado também um telão gigante que exibirá os principais filmes gratuitamente para o público.
De acordo com Coletto, pequenos ajustes devem ser feitos também nas categorias e na programação do festival, mas não revelou maiores detalhes.
Foto: Edison Vara/Pressphoto
Tudo bem que o futebol é uma caixinha de surpresas, mas por essa ninguém esperava mesmo.
Ronaldo Nazário, atacante que defendeu o Brasil em quatro Copas do Mundo e que este ano deixou o futebol, confirmou sua participação no longa-metragem Open Road. A informação é da colunista Joyce Pascowitch, do Glamurama.
O ex-jogador irá interpretar o vilão da história, que se chamará Kelvin, e atuará ao lado de atores conhecidos, como Andy Garcia e Juliette Lewis. Não há maiores detalhes sobre a trama.
Ronaldo já teria recebido o roteiro e acertado sua viagem para Los Angeles para o mês de junho, quando começarão as filmagens.
O filme terá direção de Márcio Garcia, aquele mesmo que já foi galã de novela das oito e apresentador de programa infantil aos sábados.
Foto de Thomas Wanhoff/Creative Commons

Ontem assisti a um belo filme, daqueles que dá vontade de parar um pouco depois que se vê, e em seguida de conversar a respeito dele.
Trata-se de O Mágico, animação realizada em coprodução entre ingleses e franceses e dirigida por Sylvain Chomet. Foi indicada ao último Oscar na categoria de melhor filme de animação, o que por si só já foi um prêmio pra esse filme.
O genial dessa produção, cujo roteiro é adaptado de um original de Jacques Tati, é ser marcadamente o oposto de todas as animações que são lançadas hoje em dia. Nada de cenas de ação, nada de objetos vindo tridimensionalmente em direção à cara do espectador, nada de humor espertinho.
Trata-se de um filme lindamente feito em duas dimensões, com um traço bem autoral, remetendo às animações de décadas passadas, e colorido em tons nada aberrantes como ficamos acostumados. Também quase não há diálogos. Um personagem fala francês. O outro fala inglês. Assim, não há o que falar que um simples gesto não comunique. O andamento do filme também é diferente, bem lento. E o humor que apresenta tem sempre um quê de triste, um qualquer coisa de melancólico.
Aliás, nada melhor que assistir a este O Mágico pouco depois de ter visto Rio. Duas escolas totalmente diferentes de animação. Sempre boa, a diversidade.
Os Vingadores, um dos filmes mais esperados pelos fãs de quadrinhos, teve suas gravações iniciadas na última segunda-feira, 25. A informação foi passada pelo próprio diretor do longa-metragem, Joss Whedon, cuja experiência até aqui se resume a um punhado de seriados televisivos, como Glee, The Office e Buffy: A Caça-Vampiros.
O longa vai reunir na mesma história vários super-heróis da Marvel, vividos por um elenco arrasador. Os principais deles são Thor (vivido por Chris Hemsworth, e que chega hoje aos cinemas do Brasil em um filme próprio), o Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Hulk (Mark Ruffalo), o Capitão América (Chris Evans) e a Viúva Negra (Scarlett Johansson). Quem irá interpretar o vilão Nick Fury é Samuel L. Jackson.
Os Vingadores é, também, o primeiro longa-metragem produzido pela Disney após a aquisição da Marvel, e sobre ele resta enorme expectativa também em termos de bilheteria.
A chega dos filmes no cinema está prevista para 4 de maio de 2012.
Página 3 de 57«12345»...Última »