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Fantaspoa abre inscrições para a mostra competitiva de curtas

O Fantaspoa – Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre – está com inscrições abertas para sua mostra competitiva de curtas-metragens.

As inscrições vão até o dia 15 de abril e podem participar os filmes realizados após 2006, dos gêneros fantasia, ficção-científica, horror e suspense.

a 6ª edição do festival acontece de 2 a 18 de julho.

Para maiores informações, manda um e-mail pra fantaspoa@fantaspoa.com.

É Tudo Verdade anuncia filmes brasileiros em competição

A 15ª edição do É Tudo Verdade já tem definidos sete filmes brasileiros para a mostra competitiva. O festival, que mostra um panorama do cinema documental, já figura como um dos grandes do gênero. E como os documentários são, disparadamente, o que de melhor o Brasil tem produzido no cinema, vale a pena ficar de olho nestes aqui:

Arquitetos do poder, de Vicente Ferraz e Alessandra Aldé;
O Contestado – Restos mortais, de Sylvio Back;
Eu, o vinil e o resto do mundo, de Lila Rodrigues e Karina Ades;
Fora de campo, de Adirley Queirós;
Manual prático de como ter sucesso na política brasileira, de Felipe Lacerda;
Programa Casé – O que a gente não inventa, não existe, de Estevão Ciavatta;
Terra deu, terra come, de Rodrigo Siqueira

O festival acontece de 8 a 18 de abril, em São Paulo.

Vitória no Oscar leva Guerra ao Terror de volta aos cinemas

Senhoras e senhores, eis o primeiro efeito do Oscar: Guerra ao Terror, de Kathryn Bigelow, premiado como melhor filme, vai voltar a algumas salas de exibição na próxima sexta-feira.

Depois de ser lançado direto em DVD aqui no Brasil, o longa fez uma breve trajetória nos cinemas tupiniquins quando de suas várias indicações e vitórias em festivais, neste verão, e agora terá mais uma chance.

Em Porto Alegre, o filme volta em cartaz em pelo menos duas salas.

Leitores do blog preferiam Avatar

Encerrada a enquete.

Pouco mais de 5o% dos 53 leitores que responderam quem merecia de fato levar o Oscar de melhor filme em 2010 escolheram Avatar.

Guerra ao Terror, de Kethryn Bigelow, recebeu apenas 3 votinhos.

Framboesa para os piores do cinema

Tanto falamos por aqui de Oscar que acabamos negligenciando o que realmente interessa: o des-honroso e des-prestigioso Framboesa de Ouro, troféu feito em metal vagabundo e pintado de spray dourado de quinta categoria que há 30 anos serve como uma espécie de palmada na bunda de quem faz feio em Hollywood.

Como sempre, a cerimônia aconteceu na véspera do Academy Awards, em Los Angeles.

Incrivelmente, M. Night Shyamalan não venceu em pior filme e pior direção, por Fim dos Tempos, o que mostra a falta enorme que faz a PricewaterhouseCoopers na auditoria dos votos do Razzie’s.

Foram 657 eleitores de 18 países que elegeram estas as piores porcarias que passaram no cinema em 2009:

Pior filme: Transformers: A Vingança dos Derrotados
Pior direção: Michael Bay, por Transformers: A Vingança dos Derrotados
Pior roteiro: E. Kruger, R. Orci e A. Kurtzman, por Transformers: A Vingança dos Derrotados
Pior ator: Os três Jonas Brothers, por Jonas Brothers 3D: O Show
Pior atriz: Sandra Bullock, por Maluca Paixão
Pior ator coadjuvante: Billy Ray Cyrus, por Hannah Montana: O Filme
Pior atriz coadjuvante: Sienna Miller, por G.I. Joe: A Origem de Cobra
Pior casal: Sandra Bullock e  Bradley Cooper, por Maluca Paixão
Pior continuação, remake ou prelúdio: A Terra Perdida

Prêmios especiais

Pior filme da década: A Reconquista, de 2000 (10 indicações e 8 Framboesas)
Pior ator da década: Eddie Murphy (12 indicações e 3 Framboesas)
Pior atriz da década: Paris Hilton (5 indicações e 4 Framboesas)

Oscar para o orçamento baixo

Kathryn Bigelow, a primeira mulher a receber o Oscar de melhor direção (Foto de Richard Harbaugh / ©A.M.P.A.S.)

A Academia fez uma opção, e ela é bem clara: quando esteve entre dois modelos antagônicos de produção cinematográfica, o blockbuster de orçamento colossal que aposta em nova tecnologia para levar uma multidão aos cinemas e o filme de verba bem modesta para o qual um desempenho mediano nas bilheterias já significa lucro, os seus membros escolheram o segundo.

É disso, mais do que qualquer outra coisa, que se trata a vitória acachapante de Guerra ao Terror sobre Avatar na noite do último domingo, em Los Angeles. Sim, porque ninguém esperava que o filme de Kathryn Bigelow levasse seis estatuetas – entre elas as mais importantes, melhor filme e direção – contra três prêmios técnicos da superprodução, mas o contrário, que James Cameron e sua trupe de colaboradores Na’vi tomassem de assalto o palco do Kodak Theatre, que o orçamento gigantesco especulado em cerca de 300 milhões de dólares e os mais de 3 bilhões de dólares em faturamento seriam capazes de patrolar qualquer um que aparecesse pela frente. Não foram.

Produzido com apenas 11 milhões de dólares (valor inferior a muitos filmes brasileiros, apenas para usarmos algum parâmetro), e ainda assim com dinheiro francês (ninguém quis financiar o filme nos EUA), Guerra ao Terror teve uma carreira apagada pelo circuito exibidor, e deve muito de sua recente arrancada vitoriosa à crítica e aos festivais que o projetaram. De certa maneira, é uma valorização das mais tradicionais instituições da indústria no momento em que todos olhavam para uma novidade tecnológica e viam ali a salvação do cinema.

Quem Quer Ser um Milionário?, de Danny Boyle, vencedor do Oscar de melhor filme no ano passado, já tinha um perfil de produto muito semelhante. Outros fortes concorrentes deste ano também: Preciosa, filme independete de orçamento estimado em 10 milhões de dólares e que ganhou dois prêmios, e Educação, que recebeu três indicações com um orçamento de produção de 9 milhões de dólares. O recado foi dado: valorizar as muitas iniciativas que conseguem, com poucos recursos, manter a supremacia hollywoodiana nas bilheterias pelo mundo afora.

Cerimônia

Fora o tradicional e inescapável número coreográfico incluído em qualquer apresentação de qualquer coisa nos EUA, e que neste 82º Academy Awards acompanhou a apresentação das trilhas sonoras, tudo foi muito bem. Os dez filmes concorrentes na principal categoria foram apresentados aos poucos e com calma nos encerramentos dos blocos, os indicados por melhor atuação em papel principal ganharam testemunhais de colegas no palco e a dupla de apresentadores Alec Baldwin e Steve Martin conseguiu não ser constrangedora em nenhum momento.

E as mulheres, algumas premiadas já durante a madrugada do dia dedicados a elas, é que serão lembradas como as protagonistas da festa. Mo’Nique e seu discurso emocionado ao receber o justo Oscar de melhor atriz coadjuvante, Sandra Bullock e a quase inacreditável estatueta de melhor atriz, conquistada apenas um dia depois de ter ido pessoalmente receber o Framboesa de Ouro de pior atuação do ano e, claro, Kathryn Bigelow, que definitivamente mostrou ser bem mais do que a “ex-mulher de James Cameron”.

Guerra ao Terror bate Avatar e é o grande vencedor do Oscar 2010

Guerra ao Terror, de Kathryn Bigelow, foi o grande vencedor do Oscar 2010. Levou seis prêmios, entre eles os das principais categorias, melhor filme e direção. Avatar ficou pra trás, com apenas três. Confira todos os vencedores:

Melhor filme: Guerra ao Terror
Melhor direção: Kathryn Bigelow, Guerra ao Terror
Melhor atriz: Sandra Bullock, Um Sonho Possível
Melhor ator: Jeff Bridges, Coração Louco
Melhor filme estrangeiro: O Segredo dos Seus Olhos (Argentina)
Melhor edição: Guerra ao Terror
Melhor documentário: The Cove
Melhores efeitos visuais: Avatar
Melhor trilha sonora: Up – Altas Aventuras
Melhor fotografia: Avatar
Melhor mixagem de som: Guerra ao Terror
Melhor edição de som: Guerra ao Terror
Melhor figurino: The Young Victoria
Melhor direção de arte: Avatar
Melhor atriz coadjuvante: Mo’Nique, por Preciosa
Melhor roteiro adaptado: Preciosa
Melhor maquiagem: Star Trek
Melhor curta-metragem:
The New Tenants
Melhor documentário em curta-metragem: Music by Prudence
Melhor curta-metragem de animação: Logorama
Melhor roteiro original: Guerra ao Terror
Melhor canção: The Weary Kind, de Coração Louco
Melhor animação: Up – Altas Aventuras
Melhor ator coadjuvante: Christoph Waltz, por Bastardos Inglórios

Berlim concede Urso de Ouro para turco Bal

O longa-metragem turco Bal (que em português significa “mel”), de Semih Kaplanoglu, saiu como o grande vencedor da edição comemorativa dos 60 anos da Berlinale, considerada unanimemente um sucesso. No total, o público espectador foi superior a 300 mil pessoas que lotaram os cinemas da capital alemã de 11 a 21 de fevereiro.

Roman Polanski, atualmente cumprindo prisão domiciliar na Suíça, ganhou como melhor diretor por The Ghost Writer, enquanto o filme mais comentado do 60º Festival de Berlim, Caterpillar, de Koji Wakamatsu, que mostra a história de um ex-combatente japonês da Segunda Guerra que volta pra casa sem braços e pernas, surdo e mudo, mas como um grande herói, acabou recompensado com o Urso de Prata de melhor atuação feminina para Shinobu Yoshizawa

Confira todos os prêmios concedidos pelo júri presidido pelo mestre Werner Herzog e composto ainda pelas atrizes Renee Zellwegger, Yu Nan, Cornelia Froboess, a cineasta Francesca Comencini, o produtor José Maria Morales e o escritor Nuruddin Farah:

Urso de Ouro de melhor filme: Bal, de Semih Kaplanoglu, da Turquia;
Urso de Prata – Grande prêmio do júri: Eu cand vreau sa fluier, fluier, do romeno Florin Serban;
Urso de Prata de melhor cineasta: Roman Polanski, por The Ghost Writer;
Urso de Prata de melhor ator: dividido entre os russos Grigori Dobrygin e Serguei Pouskepalis, pelos papéis em How I Ended This Summer, de Alexei Popogrebsky;
Urso de Prata de melhor atriz: a japonesa Shinobu Terajima, por Caterpillar;
Urso de Prata de melhor contribuição artística: Pavel Kostomarov pela fotografia de How I Ended This Summer;
Urso de Prata de melhor roteiro: Apart Together, de Wang Quan’na, da China;
Prêmio Alfred-Bauer: Eu cand vreau sa fluier, fluier, de Florin Serban;
Urso de Ouro de melhor curta-metragem: Höndelse Vid Bank, de Ruben Ostlund, da Suécia;
Urso de Prata de curta-metragem: Hayerida, de Shai Miedzinski, de Israel;
Prêmio Teddy de melhor filme gay e transsexual: The kids are all right, de Lisa Cholodenko, dos EUA;
Câmera da Berlinale: cineasta japonês Yoji Yamada;
Urso de Cristal da seção Generation 14: Neukölln Unlimited, de Agostino Imondi e Dietmar Ratsch, da Alemanha.

Esquire aponta os verdadeiros grandes acontecimentos do cinema em 2009

Está muito boa e engraçada esta tentativa da sempre malandrinha revista Esquire de outorgar os prêmio que realmente importam na indústria cinematográfica.

Alguns destaques:

Melhor cena de um filme ruim: os sete minutos iniciais de Inimigos Públicos
Melhor filme que ninguém viu: Gomorra
Melhor título: Arraste-me para o Inferno
Drag queen do ano: Liev Schreiber em Aconteceu em Woodstock
Melhor uso de Roma: Duplicidade
Pior uso de Roma: Anjos e Demônios
Prêmio especial de engenharia: cabelo de Jamie Foxx em O Solista

o Super Bowl se dirigido por cineastas

A Slate fez uma montagem especulativa de como seria o Super Bowl, maior evento esportivo norte-americano, se dirigido por alguns dos principais cineastas mundiais. O resultado ficou interessante. Confere:

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