Jean-Luc Godard não irá aos Estados Unidos para receber o seu Oscar honorário pelo conjunto da obra, que será oferecido em cerimônia especial no dia 13 de novembro.
A informação foi repassada pela assessoria da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, constrangidamente, em uma cartinha que adicionava ainda que a decisão foi tomada pelo cineasta francês após uma longa série de correspondências cordiais com o presidente da instituição, Tom Sherak, que durou mais de dois meses.
O fato, todo mundo sabe, é que Godard ficou furibundo ao saber que seu Oscar honorário não seria entregue na noite de premiação no Kodak Theatre, transmitido para o mundo todo, mas numa cerimônia menor, à parte.
O que enche a cidade de Gramado durante o Festival, infelizmente, não são tanto os filmes, mas o “clima” que se cria com algumas celebridades e subcelebridades circulando pelos hotéis, restaurantes, etc. Um certo “clima de cinema”, é verdade, mas também um certo “clima de Malhação”, como alguém já me disse certa vez.
O que é muito estranho.
Muito estranho porque elas, as celebridades, só atrapalham aqueles que querem usufruir do que a cidade oferece.
Como o caso que testemunhei na noite de sábado, quando o ator José de Abreu entrou em um restaurante lotado e se deparou com cerca de 20 pessoas aguardando mesas, mas não precisou esperar. Ninguém pareceu muito bravo com o “furo”, como se aquilo fosse um direito adquirido (talvez seja, o que sei eu?).
Ou como o caso dos bares e restaurantes da Rua Coberta, que cobravam até R$ 200 reais de consumação para sentar nas mesinhas disposta em local público (muitas das quais permaneceram vazias, até onde pude ver). Inflação tapete vermelho.
Há uma contradição que ainda escapa aos turistas: a glamourização que é feita com o intuito de atrair mais e mais visitantes para a cidade é a mesma que faz esses visitantes esperarem por mais tempo no frio por uma mesa, pagarem mais caro por um hotel ou jantar, entre outros inconvenientes.
E pra quem está lá pelos filmes, sugiro que faça como o meu amigo Goida, que desde sempre aproveita o Festival de Cinema pela manhã.
Já começou a campanha (publicitária, não política – ao menos por enquanto) que envolve o lançamento do longa-metragem Bruna Surfistinha, da Imagem Filmes, baseado na história de vida da ex-garota de programa e estrelado por Deborah Secco.
Depois de algumas fotos, agora foi a vez do primeiro teaser ganhar a internet.
Tem tudo para virar o grande hit nacional de 2011.
Acabou ontem, segunda-feira, a infindável novela Roman Polanski.
O cineasta franco-polonês, que estava preso na Suíça até que fosse julgado o pedido de extradição feito pelos Estados Unidos, foi libertado. A justiça suíça retirou qualquer acusação que havia sobre o réu, que se mandou do país e ninguém até agora sabe para onde ele foi.
Aparentemente, apenas os Estados Unidos se mostraram contrariados com a sentença. Profissionais e artistas do do meio cinematográfico, a família de Polanski e até a própria vítima ficaram satisfeitos com o encerramento do caso e a libertação do cineasta.
Samantha Geimer, que em 1977, aos 13 anos, manteve relações sexuais consideradas ilegais com o diretor, afirmou para uma rádio francesa que aprova a decisão judicial.
Também ficamos livres nós todos, que não aguentávamos mais este assunto. Que Polanski nos brinde com mais ação à frente das câmeras e menos barracos policiais.
Para quem lê em inglês, recomendo bastante esta longa conversa (no estilo da Esquire, sem as perguntas, só frases soltas do entrevistado) com Tom Cruise.
Nunca antes havia tomado conhecimento de uma maldição inventada por revistas de fofocas. Mas ela existe, se chama maldição do Oscar de melhor atriz e estaria atacando Sandra Bullock neste instante.
O que faz a tal maldição, de acordo com a crença dos fofoqueiros? Arruina a vida sentimental de quem leva a estatueta pra casa.
É por isso, só por isso, que o casamento de Bullock estaria indo por água abaixo neste instante.
E por isso, só por isso, que os matrimônios de Hilary Swank, Halle Berry, Reese Witherspoon e Julia Roberts naufragaram logo após terem conquistado o Oscar.
E por isso, só por isso, que Kate Winslet, ganhadora do Oscar de melhor atriz em 2009, acaba de se separar, exatamente um ano após a conquista.
Amigas leitoras, então fica a dica pra vocês: se quiserem casar, não ganhem um Oscar; se acabarem ganhando um, tentem não casar.
Se você acha muito chata “Viver a Vida”, o que dizer então dessa novela envolvendo Roman Polanski, sua prisão na Suíça, pedido de extradição para os Estados Unidos e campanhas por sua soltura junto aos colegas das artes?
Equipe de volta e recuperada da maratona que foi o Diário do Festival de Cinema de Gramado.
Corumbiara, documentário etnográfico de Vincent Carelli, ganhou praticamente tudo o que podia e foi o grande vencedor do festival.
Xuxa passou pela cidade e monopolizou as atenções, além de criar polêmica com seu discurso de agradecimento, posteriormente transformado em piada na cerimônia do sábado por um dos apresentadores.
Cineastas foram reconhecidos pelos curadores: Reginaldo Faria ficou com o Troféu Oscarito, Walter Lima Jr., com o Troféu Eduardo Abelin, e Ruy Guerra ganhou o Kikito de Cristal. Dira Paes recebeu homenagem especial.
Em único dia, 25 de junho, quinta-feira, o mundo perdeu dois de seus mais ilustres personagens. Embora de grandezas diferentes, Michael Jackson e Farrah Fawcett são, mais do que gigantes em suas áreas, música e cinema/TV, ícones do século XX.
Farrah, que com sua participação no seriado As Panteras acabou se tornando a garota dos sonhos, primeiro dos adolescentes da geração nascida em 1960, depois de praticamente qualquer homem vivo nos anos 1970 e 80, morreu de câncer, em Los Angeles.
Jacko, Rei do Pop, tudo indica ter sofrido uma parada cardíaca. Protagonista de uma infinidade de escândalos, polêmicas e até bizarrices incomensuráveis, isso tudo nem chegou perto de obscurecer seu legado artístico. E é assim que para sempre será lembrado: músico profissional desde os 5 anos de idade, autor de uma infinidade de hits, gênio da música, ídolo sempre acompanhado por dezenas, centenas, milhares de fãs onde quer que fosse e por mais disfarçado que estivesse, a pessoa mais parodiada e imitada do mundo. Michael planejava para este ano a maior série de shows da história do O2 Arena, em Londres. Não deu tempo.
Dada a importância de um cara como ele, uma vida de 50 anos não passou de um curta-metragem. Mas um dos bons, dos arrebatadores, dos que ninguém vai esquecer tão cedo. Como Thriller.
Donald, provavelmente o pato mais resmunguento e xarope do cinema, televisão e qualquer meio audiovisual, está completando 75 anos nesta terça-feira, 9 de junho.
Ok, é bem possível que a culpa seja mesmo da voz esganiçada que ele ganhou nas dublagens. Mas enfim.
Criado por Walt Disney para ser um contraponto ao já ultrapop Mickey Mouse, sua primeira aparição foi em um curta-metragem chamado A Galinha Espertalhona, lançado em 9 de junho de 1934.
A partir de 1937, passou a ganhar bem mais destaque, como protagonista de diversos desenhos animados, e também ganhou a companhia de seus sobrinhos.
Ao todo, foram 128 animações em que o Pato Donald foi o grande herói (superando inclusive a grande estrela da Disney), isso tudo sem contar as diversas aparições em outros desenhos ao lado do Mickey, Pluto e Pateta, por exemplo, em que aparecia apenas em segundo plano.