Entrevista com o desenhista Santiago
- Publicado sexta-feira, 14.12.2007 por Julia Dantas
- Arte
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Santiago recebeu a reportagem do CineSemana no estúdio que mantém em sua casa no bairro Cidade Baixa. O primeiro a atender a porta é um pequeno cachorro, logo seguido pelo desenhista exatamente como ele se apresenta em seu auto-retrato: sandálias de couro, barba e cavanhaque e um inseparável par de óculos. Animado, ele responde às perguntas enquanto mostra a mesa de luz, a prancha de aquarela, os quadros na parede. Não poupa críticas à imprensa gaúcha e mostra que da indignação nascem as boas charges. Aqui no blog, você pode ler a entrevista na íntegra, incluindo os trechos que não entraram na versão impressa. A sétima edição do CineSemana chegou hoje a todos os cinemas GNC.
O que você acha do espaço que o humor tem na imprensa hoje?
Eu acho que está pequeno. Poderia ser mais bem valorizado esse setor porque o Rio Grande do Sul tem um time de desenhista de boa qualidade. Por exemplo, o Moa, um cara jovem, estava retornando semana passada de um salão na Grécia onde ganhou segundo lugar. Os desenhistas daqui são bem reconhecidos em salões nacionais e internacionais, e não há proporcionalidade no uso desse trabalho.
Isso é uma característica do Rio Grande do Sul ou do país todo?
Eu não sei o que ocorre. Em São Paulo e no Rio é um pouquinho melhor, mas também não é o ideal. Eu sempre cito como bom exemplo o jornal Clarim de Buenos Aires, que tem um time de 12 ou 15 desenhistas. Na verdade, acho que o nível da imprensa gaúcha está muito baixo, estamos em um período muito medíocre, pouco criativo, é uma acomodação que me preocupa bastante.

