Campeonato Gaúcho de Literatura propõe confronto entre livros
- Publicado terça-feira, 11.05.2010 por Gustavo Faraon
- Livros
Imagine um campeonato no qual livros tomam o lugar de times e, ao invés de gols, pontos ou cestas, o que há são confrontos entre obras literárias disputando a preferência de um juiz, que decide quem é o vencedor por meio de uma resenha crítica publicada. Assim é o Campeonato Gaúcho de Literatura, uma iniciativa tão estranha quanto simpática, e que terá início na mesma semana da Copa do Mundo de futebol, em junho, e termina só em dezembro, tendo como campo de batalha o território virtual, no endereço www.gauchaodeliteratura.com.br.
Idealizado por Rodrigo Rosp, sócio de duas editoras gaúchas, Dublinense e Não Editora, a iniciativa tem como principal objetivo movimentar a produção literária regional. “Já que os livros nem sempre têm o espaço que merecem na mídia, esta é uma maneira de tentar chamar atenção das pessoas sobre o que se produz de literatura no estado, além, claro, de promover debates e discussões sobre as obras”, explica Rosp. A competição conta com um comitê organizador formado por Ana Mello, Carlos André Moreira, Daniel Weller, Fernando Ramos, Marcelo Spalding e Luciana Thomé.
A ideia de uma competição entre livros de autores gaúchos ou radicados no Rio Grande do Sul foi inspirada na Copa de Literatura Brasileira (que por sua vez se baseia numa iniciativa parecida fora do país) e é organizada desde 2007 por Lucas Murtinho. A diferença é que a versão nacional da brincadeira só envolve 16 romances publicados no ano anterior selecionados previamente por uma comissão, enquanto o “Gauchão de Literatura”, como está sendo chamado, além de dedicar-se ao gênero conto, abriga todas as obras publicadas em 2008 e 2009 e cujos autores aceitem participar. A primeira edição conta com escritores experientes como Lya Luft, Sergio Napp e Luiz Paulo Faccioli e novos talentos como João Kowacs Castro e Carol Bensimon.
O regulamento faz jus à estranheza da competição: os 27 participantes formam nove triangulares, de onde se classificam 15 para cinco novos grupos com três competidores, dali mais seis para os dois triangulares finais de onde sairão os dois finalistas. “A inspiração foi o formulismo do próprio Campeonato Gaúcho de futebol”, conta Luciana Thomé, uma das organizadoras do torneio. “Achamos que assim, além de proporcionar que cada livro fosse resenhado mais de uma vez, deixamos a iniciativa mais interessante para o público”.
O critério para o julgamento dos vencedores, claro, é completamente subjetivo, e deve variar tanto quanto os perfis dos árbitros – o que parece ter sido pensado sob medida para dar margem a debates acalorados nas caixas de comentários. Mas nem por isso a organização se descuidou ao escolher os apitadores. A partida de abertura do Gauchão, por exemplo, que deve ser publicada no site da competição no dia 10 de junho, será arbitrada pelo crítico de literatura do jornal Zero Hora, Carlos André Moreira.
*Matéria originalmente publicada na edição 130 do jornal CineSemana.

Escrito quarta-feira, 26.05.2010
[...] discutir a produção de contos no Estado, como disse o próprio Rodrigo Rosp para o jornal CineSemana, incitando a interação entre leitores e [...]
Escrito terça-feira, 01.06.2010
Sou autor com livro de contos publicado no ano passado pela Editora Alcance e lançado na Feira do Livro do mesmo ano.
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Atenciosamente.