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Sobre a compra da Marvel pela Disney

A compra da Marvel Entertainment, um dos gigantes mundiais do mercado de quadrinhos, pela Disney, anunciada na última segunda-feira, 31 de agosto, vem monopolizando as conversas dos aficionados por HQs. Também pudera: as cifras envolvidas no negócio impressionam. São 4 bilhões de dólares oferecidos aos acionistas para que a Disney assuma o controle dos mais de 5 mil personagens da companhia. Entre eles, alguns dos super-heróis mais queridos pelos fãs do gênero, como Homem-Aranha, Homem de Ferro, Capitão América e a trupe completa dos X-Men.

O negócio não afetará parcerias já estabelecidas entre a Marvel e outras majors, como é o caso da nova trilogia que está sendo pensada para o Homem-Aranha pela Sony e para os cinco filmes já contratados pela Paramount, entre eles a adaptação de Thor para a telona, que deve ser lançada em 2011.  Nestes casos, os contratos serão cumpridos.

Parte do sobressalto dos aficionados diz respeito ao temor de que os quadrinhos e os mitos construídos em torno de cada personagem sejam diluídos pela maneira como o conglomerado de entretenimento atua. Mas as novas possibilidades abertas por esta aquisição podem até mesmo surpreender os fãs. Ao menos é o que acredita Stan Lee, co-autor de muitos dos mais famosos personagens da Marvel e que hoje dirige sua própria companhia, POW! Entertainment, que também tem uma parceria estabelecida com a Disney. “Eles sabem como fazer filmes. Eles sabem como fazer personagens vivos, e acho que os fãs, se pensarem nisso, vão adorar”, disse Lee em entrevista à agência Reuters, negando aquelas que seriam as desvantagens de uma “Disneyficação” dos heróis recém-adquiridos.

Entre as possibilidades abertas como o novo negócio, está o envolvimento da Pixar na produção de filmes com os novos personagens. A ideia foi ventilada pelo próprio CEO da Disney, Robert Iger, que garantiu contar com o apoio de John Lasseter,  produtor e CEO daquele estúdio de animação. A própria Pixar, aliás, é um bom exemplo de independência dentro do conglomerado. A companhia foi comprada pela Disney em 2006, e não se viu nenhum tipo de imposição criativa em seus filmes ou personagens desde então.

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