Oasis é rock sem tirar a mão do bolso
- Publicado quarta-feira, 13.05.2009 por Gustavo Faraon
- Música

Irmãos Liam e Noel Gallagher, pura simpatia (foto de Diego Vara, pro ClickRBS)
Ir ao show de uma banda que você não conhece quase nada é como entrar num cinema só pelo título do filme. Foi nessa condição que entrei no Gigantinho, em Porto Alegre, agora há pouco, para ver o Oasis.
Cheguei em cima da hora do show principal começar, e me espantei com o paradoxo: o ginásio não estava lotado, havia bastante espaço nas cadeiras, como de costume, e alguns vazios localizados nas arquibancadas; entretanto, era impossível circular. Algum gênio teve a ideia de deixar apenas um único vão de um metro de lagura para toda aquela gente entrar em cada uma das arquibancadas. E havia mais de 10 mil pessoas naquele lugar. Sério, quando houver um acidente, morre todo mundo. Avisei.
Ao evento: contrariando as expectativas, o som começou excelente. As músicas, não. Ao menos pro oasisiano de primeira viagem. Pior: na primeira metade da apresentação, senti que os caras tocavam com a mesma vontade que eu vou parao escritório quando tenho que trabalhar no domingo.
O turning point foi quando o Oasis, pra minha total surpresa, resolveu tocar uma música que era exatamente igual ao maior sucesso da Cachorro Grande, sem tirar nem pôr. Achei interessante.
A partir daí, o som ficou uma droga, e o show bem mais legal. Ou talvez eu que tenha demorado a perceber o quão interessante pode ser a antipatia aplicada sobre um palco. O vocalista Liam Gallagher passou a noite toda enfiado em uma espécie de capa de chuva do exército espacial russo, com semblante fechado e as mãos enterradas nos bolsos. Quando tirou as mãos de dentro do casaco e bateu palmas certa feita, foi ovacionado como se tivesse dito “I love you Powrto Alegrwe”, mas certamente o cara não fazia ideia de qual planeta habitava àquela altura. Seu irmão Noel também manteve o semblante bem sério, como se estivesse trabalhando no almoxarifado de uma repartição, e tocava sua guitarra tão vagarosamente que parecia estar escovando uma gengiva inflamada, mas o som que saia daquele instrumento era uma barulheira louca. Quanto menos ele se movimentava, mais potente ficava aquela guitarra. E o baterista parecia estar no show errado, baqueteando pra todo lado sem maior compromisso.
Musicalmente, os melhores momentos foram Wonderwall, Champagne Supernova e Don’t Look Back in Anger (esta sim, achei muito boa), as únicas canções que pude reconhecer. A iluminação me chamou atenção positivamente. O melhor cantor da banda é o guitarrista.
No todo, foi legal. Serviu, no mínimo, pra mostrar pra juventude presente que aquela história de presença de palco deve ser preocupação pra ator de teatro, não pra músico.


Escrito quarta-feira, 13.05.2009
[...] aqui as minhas impressões sobre o show do Oasis em Porto [...]
Escrito quarta-feira, 13.05.2009
Não fui ao show…Mas só curto Wonderwall da banda. Só!
Escrito quarta-feira, 13.05.2009
Bacana o texto. Também fui ao show conhecendo só as clássicas e adorei!!
Tive a mesma impressão com a música parecida, tinha a mesma melodia que “Dia Perfeito”.
Abraço!
Escrito quinta-feira, 14.05.2009
QUE LIXO CACHORRO GRANDE, ESSES CARAS SÃO PODRES, BAITA MALOQUEIROS, ME ADMIRO UM SITE DESTE NÍVEL CITAR ESSE BANDO DE FDP!!!
Escrito segunda-feira, 22.06.2009
Amo o oasis e acho q vc deve ser um doente mental de dizer q dpois o show ficou uma droga!!!
Escrito segunda-feira, 22.06.2009
Poxa, Julia, quanta ira neste coraçãozinho…