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Márcio Simões: a voz por trás dos personagens

O dublador Márcio Simões, na montagem com o Patolino (Foto: Guilherme Briggs)

O dublador Márcio Simões, na montagem ao lado do Patolino, há 22 anos empresta sua voz a personagens do cinema e da televisão (Foto: Guilherme Briggs)

Se você se deparar com Márcio Simões pelas ruas, certamente não o reconhecerá. Mas se ouvir a voz dele, não vai deixar de associá-la a uma porção de personagens de filmes, séries e programas de tevê. Formado engenheiro civil, mas atuando como dublador na televisão e no cinema há 22 anos, Simões já emprestou sua voz para desenhos animados, mocinhos e bandidos, de Patolino a Will Smith, Samuel L. Jackson a Heath Ledger na pele do Coringa. Em uma conversa com CineSemana, ele falou sobre essa atividade que por essência é relegada aos bastidores, os desafios das dublagens, além de muitas curiosidades.

Gostaria de começar por uma dúvida que a maioria das pessoas tem quanto aos dubladores. Dubladores são todos atores? No seu caso, qual a sua formação?
Todos atores. A dublagem é uma especialização do ator. A formação da dublagem na verdade é o radioteatro, as pessoas acham que a formação do dublador é o teatro, na televisão, mas não é. É o radioteatro porque a gente não tem o compromisso de decorar um texto, pra ler ou falar, não tem esse compromisso. Então, a gente tem que ler e interpretar lendo, que é na verdade o radioteatro. Então, a minha formação foi um pouco ao contrário. Eu comecei no rádio e do rádio eu vim a fazer dublagem. Na verdade, o dublador se especializa fazendo um curso de dublagem, onde se aprende a técnica, mas a interpretação você tem que saber, você tem que ter, não importa se de radioteatro, se de televisão ou de teatro. Você tem que ser ator e saber interpretar e aprender a técnica de sincronizar, de colocar as palavras na boca, certinho.

Você trabalhou em algum filme ou peça nos quais além de ouvir a sua voz, o público possa ver o seu rosto?
Não, eu praticamente me dediquei à dublagem. Fiz muito tempo rádio aqui no Rio de Janeiro, em várias rádios daqui, e acabei entrando no meio da dublagem. Comecei a fazer um curso e a partir daí segui basicamente na dublagem, fiz rádio até mais um tempo, mas depois parei e me dediquei só a isso. A minha formação na verdade nem é essa, eu sou engenheiro civil. O que mais tem na dublagem é gente de outras profissões, médico, e todo mundo se interessa e começa a gostar, e aí parte pra fazer teatro, fazer alguma coisa e aprende a dublagem. Eu descobri minha veia artística lá atrás.

Você chegou a trabalhar como engenheiro?
Não. Eu estava terminando a faculdade e na época o mercado estava meio fraco, estava meio devagar. Estavam até pensando em aumentar o currículo das universidades para segurar mais o pessoal na escola pra dar tempo do mercado absorver. E daí eu já tinha descoberto a dublagem. Na verdade, eu gostava desde criança, mas eu não tinha noção do que era. Eu gostava de imitar os personagens de desenhos animados, mas não tinha noção do que era a dublagem. E aí eu estava fazendo faculdade nessa época e trabalhando em rádio e descobri o curso, comecei a fazer, comecei a gostar, e acabou que engenharia ficou em segundo plano, ficou pra traz. De lá pra cá são 22 anos.

É muito estranho falar contigo. É como se eu falasse com uma pessoa que eu já conheço…
Ligou a televisão, minha voz está lá né!

Qual foi a dublagem mais complicada de fazer? Tem algum tipo específico que é muito difícil ou todos são de certa maneira iguais depois que se aprende a técnica?
Tudo depende do filme, do que se apresenta, do que você precisa fazer, se vai seguir o que o cara fez ou criar algo em cima. Um dos mais difíceis que eu fiz foi o Gênio do Aladin, porque o Robin Willians fez um excelente trabalho. E aqui a gente ainda teve que fazer diferente dele, porque lá o desenho foi feito depois da dublagem. Ou seja, ele foi filmado dublando e utilizaram a expressão facial pra fazer o desenho. E aqui eu tive que fazer com tudo dele próprio. Ele mudava de personagem no meio da fala, entrava outro personagem que ele fez separadamente, depois foi editado e colocado na fala. Mas aqui, na época, nós não tínhamos nenhum recurso desse tipo. Hoje em dia a gente grava direto no computador. E na época não era assim, pra cinema a gente fazia em película, então no máximo que a gente tinha eram dois canais. Aí eu pegava e dividia a frase, eu fazia um personagem e ao invés de continuar a frase eu parava pra depois, no outro canal, eu fazer o outro personagem, pra dar tempo de eu pensar no outro que eu tinha que fazer. Foram muitas adaptações que a gente fez, porque as piadas americanas só têm graça pra eles. Então tive que adaptar tudo para o nosso dia-a-dia, usar personagens brasileiros, falar de Faustão, falar de Xuxa, para poder trazer a realidade das crianças daqui, e aí deu mais trabalho ainda.

Como você decide que tipo de voz dar a cada personagem? Tenta necessariamente aproximar um pouco do original?
Antigamente, a gente criava mais, não tinha muito essa exigência. Hoje em dia já vem determinado pelo cliente que é o mais próximo possível do original. Mas antigamente não tinha muita exigência não. Tanto que alguns personagens que fizeram muito sucesso de desenhos animados, não meus, por exemplo o He-Man, o Alf, o tipo original era muito diferente, eles aqui melhoraram o tipo. O tipo original era até meio sem graça. E aqui o pessoal não seguiu exatamente o que era lá e fez mais engraçado. Então essa liberdade a gente já não tem mais hoje em dia, a não ser em um trabalho ou outro, mas nos grandes trabalhos a exigência já vem do cliente, e tem que tentar se aproximar. Quando a gente vai fazer um teste, é o mais próximo possível do original. Mas tenta dar um acentozinho brasileiro, tenta melhorar um pouco mais e tenta não seguir exatamente, porque às vezes o tipo é legal, mas pode melhorar um pouquinho mais.

Então ultimamente o trabalho do dublador vem perdendo um pouquinho dessa característica autoral…
É, mais ou menos, um ou outro, não são todos, mas é que hoje em dia a gente não tem muita liberdade não. Isso foi se perdendo ao longo do tempo, não só de criar como das coisas que foram acontecendo. Hoje em dia, ninguém respeita nem o que a gente tinha antigamente, que se chamava de fichário, que era manter o mesmo dublador para o mesmo ator sempre. Hoje em dia isso praticamente não existe, foram forçando uma barra. Até entendo, porque em vários casos o cliente dependia do filme e como tinha que ser aquele dublador porque o cara já fazia aquele há muito tempo, e de repente o cara estava muito enrolado e não podia entregar o filme no prazo, eles ficavam com o filme preso. Então isso foi se perdendo ao longo do tempo por exigência, mesmo. O mercado começou a precisar de coisas mais rápidas, muito volume de trabalho, o que hoje em dia caiu assustadoramente. Hoje em dia não tem praticamente nada, as empresas estão praticamente paradas.

Mas a sensação que se tem, ao menos de fora do mercado, é um maior número de filmes dublados. Por exemplo, muitos blockbusters que antes vinham só legendados, agora começam a ter uma demanda também de dublagem, e não apenas filmes infanto-juvenis…
Na verdade, esse ano a produção está baixíssima e a gente não sabe nem explicar por quê. Muitas coisas que estão passando já foram dubladas e a gente não sabe explicar por quê. Em São Paulo também diz que a produção está muito baixa, é só fase, a gente sabe que são os Estados Unidos. Esse ano está atípico, porque está muito ruim mesmo, algumas empresas até fecharam, o negócio está meio esquisito, nunca esteve tão ruim. Para o público isso não chega, porque as pessoas assistem aos filmes que já estão dublados, mas não sabem quando foram dublados, a não ser os que são lançamentos. Esses continuam: tem lançamento, blockbuster, daí é dublado mesmo. Mas o volume que tinha antigamente de quando começou a TV a cabo, era muita coisa, já não tem mais. Vários canais de TV a cabo não passam mais dublados, é um ou outro, Telecine Pipoca. O volume de filmes dublados na TV a cabo era maior e foi caindo, a AXN que passava dublado cortou, a Sony que passava dublado cortou. O mercado ficou meio estranho mesmo.

Com a tecnologia 3D os filmes vão ter que necessariamente ser dublados. Qual é a perspectiva disso para vocês? Já começaram alguns trabalhos? Porque isso está engatinhando ainda no Brasil.
É, tá engatinhando. A gente estava na esperança da HDTV de aumentar realmente, pode ser que daqui a pouco aconteça. Quando implatarem o sistema em todas as emissoras, daqui a pouco realmente deve começar uma produção maior, mas ainda não está acontecendo. Acho que vai ter muita produção. O que a gente soube mais ou menos é que as emissoras vão ter que ter um tipo de programação 24 horas, vão ser muitas coisas interativas, daí você tem que poder, por exemplo, escolher o idioma do programa. Mas isso ainda não começou a acontecer efetivamente.

Alguns dos personagens que ganharam a voz de Márcio Simões. Tem pra tudo que é gosto.

Alguns dos personagens que ganharam a voz de Márcio Simões. Tem pra tudo que é gosto.

Pela sua voz, além do Gênio do Aladin, eu estou reconhecendo Will Smith, Samuel L. Jackson. Que outros atores ou personagens marcantes você dublou?
Vou tentar puxar aqui porque tem muitos. Fiz vários filmes do Samuel L. Jackson. Fiz Matrix, o Morfeu. Kevin Spacey também dublei várias vezes, como Beleza Americana. Alec Badwinn também. São tantos que se começar a puxar pela cabeça vai aparecer um monte.

E desenhos animados?

Da Disney eu fiz vários. Eu fiz Vida de Inseto, aquele gafanhoto mau. Fiz o Procurando Nemo, no qual eu era aquele peixe Gil que ficava no aquário e ajudava o Nemo. Em Lilo Stitch, eu fazia o Stitch. E fiz agora a pouco tempo o Ratatouille, no qual eu era o cozinheiro careca mau.

Normalmente as pessoas que trabalham com comunicação, especialmente com cinema, são reconhecidas nas ruas, têm um rosto famoso. Mas como é com uma voz famosa? Você já foi reconhecido pela sua voz?
É porque na realidade como eu faço muito filme, minha voz tá toda hora na televisão, mas tem gente que não associa. Eu acho engraçado que às vezes eu entro em uma loja ou em um lugar qualquer e só peço uma coisinha, bem rapidinho, e tem gente que sabe dizer exatamente “peraí, você não faz o personagem daquela série tal, assim, assim?”. Isso é legal, porque eu não tinha noção, por exemplo, que a gente tem um fã-clube, eu não tinha noção disso, não tem esse retorno, não tem feedback. Mas aí com a internet, um amigo meu falou assim: “poxa, vi tua comunidade no Orkut”, e eu disse “eu tenho comunidade no Orkut?”. Aí um dia eu entrei e vi, realmente, que um monte de gente fala do meu trabalho, e eu não tinha noção disso. A partir daí eu participei de alguns encontros de anime e mangá. Em um evento na UERJ, aqui no Rio, foi interessante: o auditório estava cheio pra caramba e cada dublador foi se apresentando. Eles pediam pra se apresentar fazendo a voz do boneco tal, e o pessoal ia fazendo as vozes. Quando chegou a minha vez, eu só falei “boa tarde”. Rapaz, mas o auditório veio abaixo! “É o Will Smith!” (risos). Depois eu tive que dar autógrafo, foi legal pra caramba. A gente não tem esse retorno assim como um ator. Até acontece de vez em quando, entrar num estabelecimento e a pessoa reconhecer tua voz. Criança que é o mais legal. Uma vez aconteceu comigo que um amigo meu tava no telefone com o sobrinho, e pediu para eu falar com o garoto e fazer umas vozes. Mas o garoto não tava me vendo. O moleque foi à loucura! Eu fiz vários personagens pra ele, e na cabeça dele eram os personagens que tavam falando com ele. Ele não entendeu. “Como é que pode o Patolino falando comigo, o Frajola falando comigo?”. Na cabeça da criança é o personagem que fala.

Uma pergunta sacana: na hora de assistir filme, você prefere dublado ou com legenda?
Olha, eu gosto muito do filme no original, mas eu ando assistindo muito filme dublado. No lançamento dos filmes que a gente faz, eu vou ao cinema pra ver, eu quero ver o trabalho, eu gosto de ver o trabalho do ator original e gosto de ver o dublado pra ver como ficou trabalho. E o último que eu fiz foi um trabalho legal, foi o Coringa do Batman: O Cavaleiro das Trevas.

A atuação do Heath Ledger foi elogiadíssima…
Maravilhosa, pena que ele morreu, olha que carreira que ele tinha pela frente ainda.

No que você se inspirou pra dublar esse personagem?
Foi difícil, porque o cara entrou no personagem mesmo, o cara era mau pra caramba. E que extensão de voz interessante, porque na verdade pra mim ele é muito novo, eu não dublaria naturalmente, pois minha voz é para um cara um pouco mais velho, não casa com ele. Mas naquele personagem, sim. Ele compôs o personagem com a voz mais macabra, soturna mesmo, grave. E daí ficou perfeita a minha voz. Mas se algum dia você dissesse pra mim pra eu dublar o Heath Ledger, eu ia dizer que vocês ficou maluco, o cara é novinho, como é que minha voz ia combinar com a dele? Mas nesse personagem combinou.

Como funciona a preparação? Vocês têm tempo filme de ver os filmes ou se dubla direto?

Nada, entra no estúdio e vai vendo na hora. Um filme ou outro dá tempo de pegar na locadora e assistir em casa pra se preparar. Mas no dia-a-dia da gente não dá tempo. Você entra no estúdio, ensaia uma, duas, três vezes, depois pega o jeito e vai embora. A prática ajuda, são 22 anos fazendo isso todo dia, você acaba se acostumando. Mas mesmo assim tem um sempre algo em que você tropeça. O dublador que diz que já sabe tudo tá morto, porque todo dia você encontra uma dificuldade, todo dia você encontra um filme difícil pra caramba, que você tem que parar, às vezes você não consegue chegar lá, o trabalho é tão bom que você tem que suar a camisa pra chegar. Esse do Batman aconteceu isso.

A maior dificuldade é quando alguém fala muito rápido? Com a boca fechada?

Que fala muito rápido. E americano adora falar muito rápido. Ou então o cara cria uma coisa que você deveria ter tempo de fazer um laboratório, pra você entrar no personagem, mas como a gente não tem tempo, você tem que entrar meio na marra. E isso deveria ser o certo, mas pra gente é tudo contra o relógio, nosso trabalho é contra o relógio sempre. Sempre que estamos no estúdio, o relógio tá contando. Então mesmo um filme mais difícil, a gente até tem um pouco mais de tempo pra fazer, não é aquela coisa corrida, mas você não pode perder uma hora pra ensaiar uma cena. Não existe isso na dublagem, você tem três minutos e você tem que se virar ali. O negócio é meio brabo, ou você se adapta e aprende a fazer, ou então… Mas um dos filmes mais difíceis que eu vi, que inclusive nem fui eu que fiz, foi o Mauro Ramos, que também é um outro excelente dublador, é aquele Shine, que é sobre um cara que surtou. Ele era pianista e aí o pai dele exigia e ele acabou surtando. O ator falava rápido, mas você entendia tudo que ele falava, ele falava a frase e repetia umas três vezes, aí você entendia tudo que ele falava no inglês, não era aquela coisa de enrolação. Isso deu um trabalho danado pro Mauro fazer. É um filme desses que você acha que vai chegar na hora e vai fazer tranqüilamente e não faz, quebra a cara mesmo, nesse tipo você perde tempo, você tem que fazer frase por frase e bem devagar.

Quanto tempo dura normalmente a dublagem de um personagem principal de um filme de duas horas?
Em média, o papel principal de um filme assim você faz no máximo seis horas num dia e seis horas no outro. Em geral é seis ou oito horas, no máximo, de dublagem.

20 comentários em ‘Márcio Simões: a voz por trás dos personagens’

  1. lique:

    boa entrevista. agora… “Eu descobri minha veia artística lá atrás.” sacanagem.

  2. lique:

    só faltou botar um audiozinho da voz dele.

  3. Daniel Neto:

    Parabéns pela entrevista! Sempre que os meios de comunicação dão oportunidade de divulgação à dublagem, fico muito contente. E ainda mais com o talentosíssimo Márcio Simões. Nota 10!

  4. Guilherme Briggs:

    É sempre bom ver um colega e amigo nosso tão querido dando uma entrevista, tendo essa oportunidade, ainda mais o grande e talentosíssimo Márcio Simões, de quem sou fã profissionalmente e pessoalmente também. ^__^

  5. Fran Briggs:

    Parabéns pela entrevista!!! ^__^

  6. Davi Pacote:

    Muito bom! Márcio Simões para mim é o melhor e mais genial dublador do Brasil, talvez de talento só comparável ao do saudoso Marcelo Gastaldi. Valeu pela entrevista!

  7. Rogério Lopes:

    Ótima entrevista!
    O Márcio Simões é realmente um excelente dublador, o que eu mais gosto de ver atuar!

    E que ele nunca abandone o papel de Jack Bauer!

  8. Jair:

    Muito boa entrevista. Ficou muito boa a dublagem do Coringa, ví ela apenas no DVD que comprei no fim do ano. Marcio Simões é particularmente muito flexivel, e já tava na hora de entrevistarem ele.

  9. ANDRÉ CASTRO:

    Bela entrevista. O Márcio é um dos grandes monstros da dublagem brasileira pra quem eu tiro o chapéu. Quem é que não é fã de um personagem ou ator dublado pelo cara? Ele merece o reconhecimento do público, que na sua grande maioria, cresceu ouvindo a voz dele.Parabéns Marcio, você merece.

  10. MARCUS:

    MÁRCIO SIMÕES É O CARA, UM EXCELENTE DUBLADOR COM UMA VERSATILIDADE IMPRESSIONANTE, DESDE CARISMÁTICO PATOLINO ATÉ O GRANDE SAMUEL L. JACKSON, ELE É DEMAIS!!!

  11. thais:

    Como entrar em contato com um dublador? Procuramos por quem ou pelo o que para termos acesso a eles?

  12. Daiane:

    Cara,amo a voz desse homem!!!é linda de morrer,parabéns pela entrevista!

  13. Lala:

    Nossa! Eu amo meeesmo o Stitch, mas nunca pensei que fosse um adulto que fizesse a voz tão engraçada dele !
    Kkkk, Parabéns pelo trabalho maravilhoso da dublagem, viu ?

  14. Kelly Cristiane dos Santos:

    Simplesmente demais…assim como o André Castro disse…muita gente cresceu ouvindo a voz desse ilustre dublador. Márcio Simões, obrigada por não ter ido para engenharia civil, por não desperdiçar essa voz linda e possante. A cada trabalho você surpreende seus fãs, poxa vida, dublou até o Healh Ladger?! Demais, mas uns de seus “trampos” que me fez sentir como seu eu estivesse num tapete mágico, foi o do Gênio do Alladin.

    Parabéns,

    adoro seu trabalho!

    beijocas,

    Kelly

  15. Dayse,Carminha e Marga:

    Somos suas fãs desde a nossa adolescência.
    Continuamos admirando você.
    Esperamos nos encontrarmos em breve.
    Uma de nós disse: Você é o meu “gênio”.
    Parabéns, saudades…
    Sua “fã”.

  16. Bianka:

    NOOOOOOOSSAA
    adorooo loucamente a voz desse cara .
    (ainda mais no Heath ledger ♥
    Suua fã .

  17. Luiza M. G.:

    Eu realmente não conhecia o tamanho do trabalho de Márcio S. e adorei a entrevista!
    Ele é um excelente dublador, pois consegue fazer vozes diferentes e sempre marcantes.
    PARABÉNS!

  18. Junior Balena:

    Sou Fã incondicional do Marcio. Primeiro pela sua voz, depois até eu descobrir a pessoa, saber quem era por traz daquela voz. Sempre acompanho tudo sobre dublagem. Ainda quero nessa vida ser um dublador, sou locutor e produtor de áudio, sonho em ser dublador um dia nem que for de minhas proprias produções. Briggs qual o caminho a seguir??
    Abraço a todos!

  19. Reginaldo Matos:

    Eu só fã de seu trabalho, é como se você fizesse parte do meu dia-a-dia, pois gosto muito de assistir filmes e em quase todos tem um personagem com sua voz, mas de todos os atores o que mais combina com sua voz é o Samuel L. Jackson. pensei que vc fosse um negão! rsrs, abraços.

  20. gabriela:

    Perfeito.
    O melhor dublador que eu conheo, e voz tambem.
    tima entrevista.
    Super f!
    adoro a sua dublagem no Duck dodgers!!

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