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Um filme imperdível

  • Publicado segunda-feira, 30.06.2008 por Gustavo Faraon
  • Cinema

WALL-E“As animações estão cada vez melhores, e conseguem agradar tanto à criançada quanto ao público adulto”. A frase faria sentido há cinco anos. Hoje, ela deve ser substituída por “as animações estão cada vez melhores, e conseguem agradar tanto à criançada quanto a quem gosta de cinema”.

Sexta-feira fui assistir WALL-E, e saí do cinema boqueaberto com o filme. É realmente tentador dizer que é a melhor animação que eu já vi. É realmente tentador dizer que é, pra mim, o melhor filme do ano.

Primeiro, o filme tem um argumento genial: uma máquina compactadora de lixo é o último terráqueo, e sobre quem recai a responsabilidade de salvar o planeta.

Segundo, o filme tem um roteiro genial: aqui, vemos a vitória de uma história maravilhosamente bem contada sobre as tiradas engraçadinhas e piadas de duplo sentido que sustentaram algumas das últimas animações. A habilidade de Andrew Stanton fica clara logo no começo do filme, ao conseguir passar uma tonelada de informações essenciais para a compreensão da história sem usar nenhum diálogo e sem apelar para situações forçadas.

Trocar os diálogos ora pelos silêncios, ora pelos ruídos, foi outra idéia genial de Stanton. Como bem escreveu Isabela Boscov para a Veja, isso faz com que o diálogo, nos raros momentos em que ocorre, ganhe uma força impressionante. Algumas frases que poderiam passar despercebidas em um filme comum ganham um impacto descomunal neste WALL-E.

Não é exagero dizer que se trata de um filme autoral. Uma animação autoral.

Imperdível.

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