A nova versão do “maior espetáculo da Terra”
Fui ontem assistir ao Alegría, do Cirque du Soleil, e tanta badalação em torno do evento não é em vão.
Figurinos impecáveis, banda (excelente banda) tocando ao vivo, organização irreparável. Espetáculo belíssimo.
Nenhum número deixa a desejar, nem mesmo os tradicionais palhaços, que tanta gente não aprecia (alguns até têm medo).
E os caras sabem como ganhar dinheiro de verdade: além dos ingressos caríssimos, muita gente acabou gastando vários reais extras na enorme loja que vende artigos com a marca do circo. Pra se ter uma noção, camisetas simplezinhas saíam por uns R$ 70 e um adereço para a cabeça, com duas ou três plumas, por R$ 130.
Na copa, uma pipoca grande custava R$ 13, e uma lata de refrigerante, R$ 4.
A questão me parece a seguinte: quando o espetáculo e todos os serviços que o envolvem estão de acordo ou mesmo superam a expectativa do público (neste caso, uma expectativa altíssima), ninguém se importa em pagar por ele.

