Diretora e coreógrafo da Cia.de Dança falam sobre o projeto
- Publicado sexta-feira, 28.03.2008 por Katiana Ribeiro
- Dança
Bate-papo com Tânia Baumann, uma das fundadoras da Porto Alegre Cia.de Dança e diretora do espetáculo Olhos Fechados no Sol, e Mark Sieczkarek, primeiro coreógrafo convidado para trabalhar com o grupo.
A idéia é sempre trazer um coreógrafo de fora para trabalhar com a Companhia?
Tânia: Não, não tem nada fechado com relação a isso, muito pelo contrário. A Cia. pretende trabalhar com coreografias nacionais e locais também. A grande proposta é tentar sanar em Porto Alegre essa situação atual da dança que é trabalhada de forma muito isolada. A Cia. quer juntar as pessoas.
A formação do elenco é fixa?
Tânia: Ela não é uma companhia fechada em termos de elenco. Agora nós estamos trabalhando com onze pessoas, incluindo o Mark, mas isso não quer dizer que não possa vir um próximo coreógrafo e decidir trabalhar com mais ou menos gente. As dinâmicas da Cia. são bem naturais.
Mark, você já tinha alguma relação com o Brasil antes deste projeto?
Mark: Sim, já tem 15 anos que eu vim ao Brasil pela primeira vez. Tenho vários amigos aqui e na Alemanha conheço muitos brasileiros, há bastantes bailarinos brasileiros lá. Mas agora foi a primeira vez em Porto Alegre
Na criação desta coreografia, se levou em consideração a cultura brasileira ou ela pretende ser universal?
Mark: Isso são duas perguntas. A peça, em parte, tem a ver com a minha visita aqui, eu fiquei três semanas em Porto Alegre. Mas é a primeira vez que eu trabalho com um grupo só de brasileiros, normalmente é mais misturado lá na Europa, e o trabalho tem a ver com os bailarinos. Mas a dança é uma língua internacional sempre.
A Cia. conseguiu 60% do custo total do projeto com o Fumproarte. E os outros 40%?
Tânia: Essa é uma boa pergunta. A gente recebeu agora uma carta de aprovação da lei de incentivo Rouanet e estamos buscando patrocinadores, pessoas e empresas que queiram ajudar o projeto.
Vocês ainda estão atrás desses recursos, então?
Tânia: Sim, até mesmo porque a Cia. é um projeto de longo prazo, a gente está com vários projetos já saindo da gaveta, então vamos estar sempre buscando recursos. O Fumproarte foi importante para dar esse início, e foi importante a própria cidade ter bancado o lançamento da sua Cia.

