Blog do jornal CineSemana

Ratos de Cinema #28

RBS promove concurso de peças audiovisuais de até 1 minuto

O projeto MiniMetragem, da RBS, está indo pra sua terceira edição este ano. A ideia é selecionar peças audiovisuais de até 1 minuto, de qualquer gênero e em qualquer formato.

Oito peças serão selecionadas e exibidas antes do Histórias Curtas, em novembro e dezembro deste ano, e estão disponível no site do projeto para apreciação e voto popular. O campeão pelo voto do público e o vencedor indicado pelo júri oficial composto por profissionais da empresa receberão um prêmio de R$ 1 mil cada.

Má notícia para os catarinenses, região onde a empresa também tem forte atuação: para participar do concurso, o realizador deve, necessariamente, ser residente no Rio Grande do Sul.

As peças devem ser enviados até 31 de agosto para a RBS TV (Rua Rádio e TV Gaúcha, 189 – Porto Alegre – RS CEP 90850-080) nos formatos DVD, DVCam, VHS, Mini-DV, Beta Analógica e Digital.

Um ator para o meio da semana

Robert Pattinson, o jovem vampiro de Crepúsculo

Academia de Hollywood convida 134 para virarem membros

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas convidou 134 novos profissionais da indústria para fazerem parte de seus quadros.

Entre os novos convidados (que ainda precisam dar o aceite para virarem efetivamente membros), muitas estrelas, como os atores James Franco, Michael Cera, Anne Hathaway, Emile Hirsch, James McAvoy, Seth Rogen, Amy Ryan e o apresentador da última cerimônia do Academy Awards, Hugh Jackman.

Outros profissionais que já gozavam de muito prestígio só agora receberam o convite, como o diretor vencedor do último Oscar, Danny Boyle, e o compositor Clint Mansell, criador de trilhas marcantes como as de Réquiem para um Sonho e O Lutador.

Ao todo, o número de membros da Academia não passa de 6 mil. São eles que votam e escolhem os vencedores da maior premiação da indústria do cinema.

Veja a lista completa dos novos convidados.

Oscar 2010 pode não ter disputa por melhor canção

Mais uma mudança anunciada para o 82º Academy Awards. Agora, é a categoria de melhor canção que sofre alterações.

A partir da próxima edição do Oscar, só haverá a disputa pela estatueta de melhor canção original caso ao menos um dos inscritos, em eleição realizada pela ala musical da Academia, consiga uma pontuação mínima de 8,25 em uma escala que vai de 6 a 10. Em caso contrário, a categoria será excluída da festa, e junto com ela aqueles números musicais quase sempre muito chatos.

A iniciativa pode ser entendida como um descontentamento com a qualidade das canções apresentadas nos últimos anos. Salvo uma que outra exceção, como Falling Slowly de Apenas Uma Vez (de John Carney, 2006), a categoria vem sendo tradicionalmente dominada pelos filmes da Disney e suas musiquinhas sempre iguais.

O Oscar acontece dia 7 de março de 2010, e a lista dos indicados será divulgada em 2 de fevereiro.

Jean Charles

Numa maré tão favorável ao filme brasileiro - algumas produções levando mais de um milhão de pessoas às salas, outras de menos popularidade mas surpreendentemente boas -, confesso que fui com alguma expectativa ao cinema para conferir este Jean Charles (de Henrique Goldman, 2008). A sala estava bem cheia, especialmente para um domingo à noite, e o público pareceu ter saído satisfeito com o que viu. Quanto a mim, nem tanto.

A ideia do filme é interessante, explorar uma história real mostrando como era a vida do brasileiro assassinado pela polícia inglesa em 2005. Também é interessante o retrato dos brasileiros trambiqueiros em Londres, o vale-tudo por dinheiro, etc. O elenco, principalmente Selton Mello, Vanessa Giácomo e o hilário Luis Miranda, está bem. Há momentos tristes, outros momentos muito engraçados. Ainda assim, o filme parece escorregar na direção e na parte técnica.

Saí do cinema com a impressão que foi um filme feito às pressas. Sem uma proposta clara do diretor, sem uma concepção geral definida, apenas imagens registradas como foi possível e montadas. Talvez tenha sido a ideia, algo assim mais “cru”, pra dar um caráter de realidade, uma espécie de visual documental de transparência. Bem, se foi a intenção, não rolou.

Me incomodou também algo que eu me desacostumei a ver no cinema brasileiro, que são as dublagens mal feitas dos próprios atores para corrigir imperfeições na captação direta do som. Há alguns momentos especialmente ruins, nesse sentido. E isso, sem dúvida, atrapalhou a minha experiência com o filme.

No geral, é um longa que vale muito ser visto, com certeza mais pela história do que pela “obra cinematográfica”. Não há como saber se vai repetir algumas trajetórias recentes e virar mais um fenômeno de bilheteria, mas já vendeu 70 mil ingressos no primeiro final de semana. Marca respeitável.

Uma bela atriz para começar a semana

Farrah Fawcett, a escolha óbvia

Século XX cada vez mais distante

Em único dia, 25 de junho, quinta-feira, o mundo perdeu dois de seus mais ilustres personagens. Embora de grandezas diferentes, Michael Jackson e Farrah Fawcett são, mais do que gigantes em suas áreas, música e cinema/TV, ícones do século XX.

Farrah, que com sua participação no seriado As Panteras acabou se tornando a garota dos sonhos, primeiro dos adolescentes da geração nascida em 1960, depois de praticamente qualquer homem vivo nos anos 1970 e 80, morreu de câncer, em Los Angeles.

Jacko, Rei do Pop, tudo indica ter sofrido uma parada cardíaca. Protagonista de uma infinidade de escândalos, polêmicas e até bizarrices incomensuráveis, isso tudo nem chegou perto de obscurecer seu legado artístico. E é assim que para sempre será lembrado: músico profissional desde os 5 anos de idade, autor de uma infinidade de hits, gênio da música, ídolo sempre acompanhado por dezenas, centenas, milhares de fãs onde quer que fosse e por mais disfarçado que estivesse, a pessoa mais parodiada e imitada do mundo. Michael planejava para este ano a maior série de shows da história do O2 Arena, em Londres. Não deu tempo.

Dada a importância de um cara como ele, uma vida de 50 anos não passou de um curta-metragem. Mas um dos bons, dos arrebatadores, dos que ninguém vai esquecer tão cedo. Como Thriller.

Os melhores trailers de todos os tempos

O site IFC fez uma compilação dos 500 melhores trailers da história do cinema. O Top5 é composto por Comedian (2002), em quinto, Milagre na Rua 34 (1947), Cloverfield: Monstro (2008) e Psicose (1960), vice-campeão. Todos, de fato, muito bons.

O preferido do pessoal foi Alien: O Oitavo Passageiro (1979).

Via Brinstorm#9

Ratos de Cinema #27

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